{"id":24672,"date":"2023-09-19T19:14:31","date_gmt":"2023-09-19T19:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=24672"},"modified":"2023-09-19T19:14:31","modified_gmt":"2023-09-19T19:14:31","slug":"os-yanomamis-por-claudia-andujar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/os-yanomamis-por-claudia-andujar","title":{"rendered":"Os Yanomamis por Claudia Andujar"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-24672 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Claudia-Andujar-MAM-SP-002-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Claudia-Andujar-MAM-SP-002-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Claudia-Andujar-MAM-SP-001-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Claudia-Andujar-MAM-SP-001-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">Artista e ativista, Claudia Andujar nasceu na Su\u00ed\u00e7a, em 1931, e cresceu na Transilv\u00e2nia em uma fam\u00edlia de origem judaica e protestante. Sobrevivente do holocausto, chegou ao Brasil em 1955, onde come\u00e7ou sua carreira como fotojornalista e artista, e se estabeleceu no pa\u00eds. A fotografia era o meio usado por ela para conhecer as pessoas e aprender sobre o novo pa\u00eds. Em 1971, encontrou os Yanomami pela primeira vez e decidiu passar mais tempo com eles.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>&#8220;Sonhos Yanomami&#8221;, um dos \u00faltimos trabalhos realizados por Andujar a partir de seu acervo de imagens sobre o povo Yanomami, \u00e9 o atual cartaz do Projeto Parede do Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, Parque do Ibirapuera, Port\u00f5es 1 e 3, at\u00e9 28 de janeiro de 2024.<\/p>\n<p class=\"p1\">Desde o primeiro contato com os Yanomami, Claudia Andujar voltou v\u00e1rias vezes para a regi\u00e3o e l\u00e1 permaneceu por longos per\u00edodos, desenvolvendo la\u00e7os estreitos com seus membros, os fotografando em suas casas coletivas &#8211; chamadas &#8220;yano&#8221; &#8211; e os acompanhando na floresta para fotografar diversas atividades.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Considero a s\u00e9rie Sonhos Yanomami um turning point em minha experi\u00eancia com os Yanomami. As imagens que comp\u00f5em a s\u00e9rie revelam os rituais xaman\u00edsticos dos Yanomami, sua reuni\u00e3o com os esp\u00edritos. A partir de sua cria\u00e7\u00e3o, eu comecei a conceber uma interpreta\u00e7\u00e3o imag\u00e9tica acerca dos rituais, fato que me deu acesso \u00e0 genealogia do povo, aglutinando aspectos da cultura e dissolvendo as fronteiras entre os seres humanos, seus deuses e a natureza, integrando todos em um fluxo cont\u00ednuo&#8221;, contou a artista em entrevista publicada na ocasi\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Identidade&#8221;, exibida em 2005, na Fondation Cartier, em Paris.<\/p>\n<p class=\"p1\">A s\u00e9rie, que acaba de ser integrada \u00e0 cole\u00e7\u00e3o do MAM, \u00e9 composta por 20 imagens geradas por meio da sobreposi\u00e7\u00e3o de cromos negativos fotografados a partir de 1971. &#8220;Trata-se de uma obra do per\u00edodo maduro da artista, que j\u00e1 possu\u00eda grande intimidade com a cultura do povo que a acolheu. As imagens revelam algo dos rituais dos l\u00edderes espirituais Yanomami e a import\u00e2ncia do sonho em sua cosmologia&#8221;, comenta Cau\u00ea Alves, curador-chefe do museu, em texto que acompanha a mostra.<\/p>\n<p class=\"p1\">O conjunto de imagens exibidos no Projeto Parede do MAM \u00e9, tamb\u00e9m, reflexo de um momento de respiro de Claudia Andujar e do povo Yanomami. Ao lado de outros ativistas, ela fundou em 1978 a Comiss\u00e3o pela Cria\u00e7\u00e3o do Parque Yanomami (CCPY) &#8211; conhecida como Comiss\u00e3o Pr\u00f3-Yanomami. A Comiss\u00e3o, coordenada por ela, organizou a campanha pela demarca\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio Yanomami, a fim de garantir a preserva\u00e7\u00e3o e a sobreviv\u00eancia desse povo origin\u00e1rio da Amaz\u00f4nia. A Terra Ind\u00edgena Yanomami foi reconhecida pelo governo brasileiro em 1992, entretanto ela continua sendo invadida pelo garimpo ilegal que tem provocado centenas de mortes. Claudia Andujar fez da luta pela preserva\u00e7\u00e3o do povo, da cultura e da terra Yanomami o trabalho de sua vida.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;A fotografia \u00e9 minha forma de comunica\u00e7\u00e3o com o mundo. Um processo de m\u00e3o dupla em que voc\u00ea recebe tanto quanto d\u00e1. Se o registro fotogr\u00e1fico de culturas pode ser considerado uma forma de compreens\u00e3o do outro, eu acredito que com a s\u00e9rie Sonhos eu consegui entender a ess\u00eancia do povo Yanomami&#8221;, afirmou Andujar na ocasi\u00e3o da mostra na Fondation Cartier.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista e ativista, Claudia Andujar nasceu na Su\u00ed\u00e7a, em 1931, e cresceu na Transilv\u00e2nia em uma fam\u00edlia de origem judaica e protestante. 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