{"id":25263,"date":"2024-01-31T20:41:52","date_gmt":"2024-01-31T20:41:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=25263"},"modified":"2024-01-31T20:41:52","modified_gmt":"2024-01-31T20:41:52","slug":"o-brasil-na-bienal-de-veneza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/o-brasil-na-bienal-de-veneza","title":{"rendered":"O Brasil na Bienal de Veneza"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-25263 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Gliceria-Tupinamba-003.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Gliceria-Tupinamba-003-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Ziel-Karapoto-001.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Ziel-Karapoto-001-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Olinda-Tupinamba-002.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/Bienal-Olinda-Tupinamba-002-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">P\u00e1ssaros que andam: participa\u00e7\u00e3o brasileira destaca a produ\u00e7\u00e3o e a resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios na 60\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Arte &#8211; La Biennale di Venezia.<\/p>\n<p class=\"p1\">O Pavilh\u00e3o H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1 &#8211; como \u00e9 referido o Pavilh\u00e3o do Brasil nesta edi\u00e7\u00e3o da Biennale &#8211; marca sua presen\u00e7a na 60\u00aa Bienal de Veneza com a exposi\u00e7\u00e3o intitulada Ka\u2019a P\u00fbera: n\u00f3s somos p\u00e1ssaros que andam, com curadoria de Arissana Patax\u00f3, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana. O t\u00edtulo Ka\u2019a P\u00fbera faz alus\u00e3o a duas interpreta\u00e7\u00f5es interligadas. Em primeiro lugar, ele se refere a espa\u00e7os de ro\u00e7a que, ap\u00f3s a colheita, ficam adormecidos, surgindo um lugar com vegeta\u00e7\u00e3o baixa, revelando potencial de ressurgimento. Al\u00e9m disso, a capoeira \u00e9 tamb\u00e9m conhecida pelos Tupinamb\u00e1 como uma pequena ave que vive em florestas densas, camuflando-se no ambiente.<\/p>\n<p class=\"p1\">Nesta edi\u00e7\u00e3o da Bienal italiana dirigida pela primeira vez por um sul-americano, o brasileiro Adriano Pedrosa, o Pavilh\u00e3o H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1 destaca-se ao apresentar os povos origin\u00e1rios e sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, em especial a resist\u00eancia dos saberes e pr\u00e1ticas dos habitantes do litoral. A exposi\u00e7\u00e3o aborda quest\u00f5es de marginaliza\u00e7\u00e3o, desterritorializa\u00e7\u00e3o e viola\u00e7\u00e3o de direitos, convidando \u00e0 reflex\u00e3o sobre resist\u00eancia e a ess\u00eancia compartilhada da humanidade, p\u00e1ssaros, mem\u00f3ria e natureza. Glic\u00e9ria Tupinamb\u00e1, artista j\u00e1 anunciada, trabalha com a Comunidade Tupinamb\u00e1 da Serra do Padeiro e Oliven\u00e7a, na Bahia, para a realiza\u00e7\u00e3o de suas obras. Comp\u00f5em tamb\u00e9m o Pavilh\u00e3o obras dos artistas Olinda Tupinamb\u00e1 e Ziel Karapot\u00f3.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;A mostra re\u00fane a Comunidade Tupinamb\u00e1 e artistas pertencentes a povos do litoral &#8211; os primeiros a serem transformados em estrangeiros no seu pr\u00f3prio H\u00e3h\u00e3w (territ\u00f3rio ancestral) &#8211; a fim de expressar uma outra perspectiva sobre o amplo territ\u00f3rio onde vivem mais de trezentos povos ind\u00edgenas (H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1). O Pavilh\u00e3o H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1 narra uma hist\u00f3ria da resist\u00eancia ind\u00edgena no Brasil, a for\u00e7a do corpo presente nas retomadas de territ\u00f3rio e as adapta\u00e7\u00f5es frente \u00e0s urg\u00eancias clim\u00e1ticas&#8221;, afirmam os curadores. Os Tupinamb\u00e1s eram considerados extintos at\u00e9 o ano de 2001, quando finalmente o Estado Brasileiro reconheceu que esse povo n\u00e3o s\u00f3 nunca havia sido exterminado, como est\u00e1 ativo na luta para reaver seu territ\u00f3rio e parte de sua cultura que fora retirada pela coloniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada no ano em que um dos mantos tupinamb\u00e1 retorna ao Brasil depois de um longo per\u00edodo no ex\u00edlio europeu, onde estava desde 1699 como um preso pol\u00edtico. A vestimenta atravessa tempos e atualiza as problem\u00e1ticas da coloniza\u00e7\u00e3o, enquanto os Tupinamb\u00e1 e outros povos continuam suas lutas anticoloniais em seus territ\u00f3rios &#8211; como Ka\u2019a P\u00fbera, p\u00e1ssaros que andam sobre florestas que ressurgem&#8221;, complementam os curadores. Andrea Pinheiro, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo, ressalta que &#8220;vivemos um momento de converg\u00eancia entre o passado, o presente e o futuro para encontrarmos um caminho para modos de vida sustent\u00e1veis e a repactua\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es humanas. As quest\u00f5es levantadas pelo trabalho dos curadores e artistas apontam para caminhos relevantes para o \u00e1rduo processo que temos pela frente&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>As obras<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Glic\u00e9ria Tupinamb\u00e1 convoca os mantos de seu povo para formar a instala\u00e7\u00e3o Okar\u00e1 Assojaba. Okar\u00e1 \u00e9 uma assembleia da sociedade Tupinamb\u00e1 cujo objetivo \u00e9 criar um conselho de escuta onde se re\u00fanem os l\u00edderes que s\u00e3o portadores dos mantos tupinamb\u00e1: as mulheres, os paj\u00e9s e os caciques. A instala\u00e7\u00e3o Okar\u00e1 Assojaba faz refer\u00eancia a essa assembleia ao trazer um manto tupinamb\u00e1 produzido por Glic\u00e9ria de modo coletivo com sua fam\u00edlia e a Comunidade Tupinamb\u00e1 da Serra do Padeiro, acompanhado por mantos\/tarrafas (redes de pesca). A instala\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 composta por onze cartas escritas por Glic\u00e9ria, assinadas em conjunto com a Associa\u00e7\u00e3o dos \u00cdndios Tupinamb\u00e1 da Serra do Padeiro e enviadas aos museus que possuem mantos tupinamb\u00e1 e outras partes de sua cultura em seus acervos.<\/p>\n<p class=\"p1\">Em Dobra do tempo infinito, uma videoinstala\u00e7\u00e3o com sementes, terra, redes de arrasto e jerer\u00e9s, Glic\u00e9ria Tupinamb\u00e1 cria conex\u00f5es entre as tramas das redes de pesca e a dos trajes tradicionais. Segundo o pensamento desse povo, os cruzamentos dos pontos das redes de pesca e das vestes tamb\u00e9m conectam os tempos: aquele que \u00e9 tradicional e o presente. Na obra, a artista nos convida a conhecer os mestres da sua comunidade e a dialogar com os jovens, somando mais pontos nessa dobra temporal.<\/p>\n<p class=\"p1\">Com a videoinstala\u00e7\u00e3o Equil\u00edbrio, Olinda Tupinamb\u00e1, por sua vez, amplia a voz de Kaapora &#8211; entidade espiritual vigilante da nossa rela\u00e7\u00e3o com o planeta e que tamb\u00e9m d\u00e1 nome ao projeto de ativismo ambiental conduzido por ela na Terra Ind\u00edgena Caramuru. A obra apresenta um retrato da condi\u00e7\u00e3o humana na Terra e uma discuss\u00e3o cr\u00edtica da rela\u00e7\u00e3o destrutiva da civiliza\u00e7\u00e3o com o planeta do qual depende. Cuidar desse planeta, interagindo de forma respeitosa com os outros seres vivos, \u00e9 a \u00fanica forma de nos tornarmos realmente civilizados.<\/p>\n<p class=\"p1\">Ziel Karapot\u00f3, por fim, confronta processos coloniais em Cardume, uma instala\u00e7\u00e3o que une, com uma rede de tarrafa, marac\u00e1s de caba\u00e7a e r\u00e9plicas de proj\u00e9teis bal\u00edsticos, envolvidos por uma paisagem sonora com sons de rios e tor\u00e9s (cantos tradicionais do povo Karapot\u00f3) que se misturam a sons de disparos de armas de fogo. Cardume evoca a luta pelos territ\u00f3rios frente aos processos de genoc\u00eddio que se atualizam nos \u00faltimos 523 anos, mas sobretudo refor\u00e7a a resist\u00eancia ind\u00edgena por meio da vida: os tor\u00e9s afirmam a espiritualidade; a rede de pesca representa as correntezas dos rios, mares e a fartura de peixes; e, finalmente, o marac\u00e1 conecta os povos ind\u00edgenas \u00e0 terra onde vivem.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>O termo H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Nesta edi\u00e7\u00e3o, o Pavilh\u00e3o do Brasil \u00e9 referido pelos curadores como Pavilh\u00e3o H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1, simbolizando o Brasil como territ\u00f3rio ind\u00edgena, com &#8220;H\u00e3h\u00e3w&#8221; significando &#8220;terra&#8221; na l\u00edngua patxoh\u00e3. O nome &#8220;H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1&#8221; \u00e9 usado pelos Patax\u00f3s para se referirem ao territ\u00f3rio que, depois da coloniza\u00e7\u00e3o, ficou conhecido como Brasil, mas que j\u00e1 teve, e tem, muitos outros nomes.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Sobre a Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Fundada em 1962, a Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o privada sem fins lucrativos e vincula\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-partid\u00e1rias ou religiosas, cujas a\u00e7\u00f5es t\u00eam como objetivo democratizar o acesso \u00e0 cultura e estimular o interesse pela cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica. A Funda\u00e7\u00e3o realiza a cada dois anos a Bienal de S\u00e3o Paulo, a maior exposi\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio Sul, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m guardi\u00e3 de dois patrim\u00f4nios art\u00edsticos e culturais da Am\u00e9rica Latina: um arquivo hist\u00f3rico de arte moderna e contempor\u00e2nea que \u00e9 refer\u00eancia (Arquivo Hist\u00f3rico Wanda Svevo), e o Pavilh\u00e3o Ciccillo Matarazzo, sede da Funda\u00e7\u00e3o, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico. Tamb\u00e9m \u00e9 responsabilidade da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representa\u00e7\u00f5es brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida h\u00e1 d\u00e9cadas pelo Governo Federal em reconhecimento \u00e0 excel\u00eancia de suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 cultura do Brasil. Pavilh\u00e3o do Brasil na 60. Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Arte \u2013 La Biennale di Venezia. Comiss\u00e1ria: Andrea Pinheiro, presidente da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo. Curadoria: Arissana Patax\u00f3, Denilson Baniwa e Gustavo Caboco Wapichana. Participantes: Glic\u00e9ria Tupinamb\u00e1 com a Comunidade Tupinamb\u00e1 da Serra do Padeiro e Oliven\u00e7a, na Bahia, Olinda Tupinamb\u00e1 e Ziel Karapot\u00f3. Pavilh\u00e3o do Brasil (Pavilh\u00e3o H\u00e3h\u00e3wpu\u00e1), Giardini Napoleonici di Castello, Padiglione Brasile, 30122, Veneza, It\u00e1lia<\/p>\n<p class=\"p1\">De 20 de abril a 24 de novembro.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P\u00e1ssaros que andam: participa\u00e7\u00e3o brasileira destaca a produ\u00e7\u00e3o e a resist\u00eancia dos povos origin\u00e1rios na 60\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Internacional de Arte &#8211; La Biennale di Venezia.\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,6,1107,8,11],"tags":[27,27888,27883,27886,20322,27881,27885,25231,22834,27887,4235,4233,27882,27884],"class_list":["post-25263","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-exposicoes","category-exterior","category-fotografia","category-oparalelo","tag-adriano-pedrosa","tag-associacao-dos-indios-tupinamba-da-serra-do-padeiro","tag-biennale","tag-curadoria-de-arissana-pataxo","tag-denilson-baniwa","tag-exposicao-internacional-de-arte-la-biennale-di-venezia","tag-exposicao-intitulada-kaa-puera-nos-somos-passaros-que-andam","tag-giardini-napoleonici-di-castello","tag-gustavo-caboco-wapichana","tag-kaa-puera","tag-padiglione-brasile","tag-pavilhao-do-brasil","tag-pavilhao-hahawpua","tag-presenca-na-60a-bienal-de-veneza"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25263"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25267,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25263\/revisions\/25267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}