{"id":25466,"date":"2024-03-08T13:36:45","date_gmt":"2024-03-08T13:36:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=25466"},"modified":"2024-03-19T11:46:16","modified_gmt":"2024-03-19T11:46:16","slug":"diaspora-asiaticas-no-instituto-tomie-ohtake","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/diaspora-asiaticas-no-instituto-tomie-ohtake","title":{"rendered":"Di\u00e1spora asi\u00e1ticas no Instituto Tomie Ohtake"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-25466 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-Asiaticas-Megumi-Yuasa-004.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-Asiaticas-Megumi-Yuasa-004-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-Hee-Sub-Ahn-003.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-Hee-Sub-Ahn-003-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-Fang-002.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-Fang-002-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-001.webp'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Diasporas-asiaticas-001-150x150.webp\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">Como aponta o diretor art\u00edstico do Instituto Tomie Ohtake, Perdizes, S\u00e3o Paulo, SP, Paulo Miyada, em um espa\u00e7o cultural que recebe o nome de Tomie Ohtake, pensar as di\u00e1sporas asi\u00e1ticas \u00e9 uma tarefa inevit\u00e1vel. Os numerosos conflitos, crises, inven\u00e7\u00f5es, revolu\u00e7\u00f5es e guerras ao longo do s\u00e9culo XX foram determinantes tanto para a di\u00e1spora de importantes parcelas da popula\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica quanto para o afluxo de imigrantes de diversas partes do mundo ao Brasil &#8211; tendo o estado de S\u00e3o Paulo como um destino comum para muitos fluxos diasp\u00f3ricos devido a suas din\u00e2micas econ\u00f4micas e sociais. &#8220;\u00c9 um processo conflituoso, com perdas e trocas que atravessam as gera\u00e7\u00f5es e s\u00e3o definidas pela constante transforma\u00e7\u00e3o&#8221;, completa Paulo Miyada. O programa Di\u00e1sporas asi\u00e1ticas procura somar for\u00e7as a esse processo ao sublinhar o impulso criativo de artistas vindos da China, da Coreia do Sul e do Jap\u00e3o (ou mesmo nascidos aqui, em fam\u00edlias imigrantes), exemplares de seus fluxos migrat\u00f3rios e, ao mesmo tempo, casos singulares dentro da hist\u00f3ria da arte brasileira. O programa foi produzido com recursos captados via Lei de Incentivo \u00e0 Cultura, do Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p class=\"p1\">Di\u00e1sporas asi\u00e1ticas compreende tr\u00eas mostras, sendo duas individuais: Chen Kong Fang (Tung Cheng, China, 1931 &#8211; S\u00e3o Paulo, SP, 2012) e Hee Sub Ahn (Seul, Coreia do Sul, 1940), e uma coletiva, com trabalhos dos ceramistas nipo-brasileiros Akinori Nakatani, Alberto Cidraes, Hideko Honma, Katsuko Nakano, Kenjiro Ikoma, Kimi Nii, Kimiko Suenaga, Luciane Sakurada, Marcelo Tokai, M\u00e1rio Konishi, Megumi Yuasa, Mieko Ukeseki, Renata Amaral, Shoko Suzuki e Tomie Ohtake. Ao lado das obras dos ceramistas, ser\u00e1 poss\u00edvel apreciar haicais do artista Kenichi Kaneko que dedicou suas cria\u00e7\u00f5es a cada um deles. O programa ainda conta com uma publica\u00e7\u00e3o, que apresenta algumas obras p\u00fablicas de Tomie Ohtake e conta com textos in\u00e9ditos dos curadores e um texto comissionado de Lais Miwa, pesquisadora que vem se destacando no debate acerca da presen\u00e7a e da visibilidade da popula\u00e7\u00e3o asi\u00e1tica no contexto brasileiro.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Hee Sub Ahn &#8211; O Caminho<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Hee Sub Ahn &#8211; O caminho, com curadoria de Catalina Bergues e Julia Cavazzini, exibe pela primeira vez o trabalho da artista em um contexto institucional. A partir dos mais de cinquenta anos de cria\u00e7\u00e3o intensa, selecionou-se um recorte das obras produzidas principalmente na d\u00e9cada de 1980, poucos anos ap\u00f3s sua chegada. Segundo as curadoras, a produ\u00e7\u00e3o de Hee Sub Ahn \u00e9 atravessada pelas mem\u00f3rias do lugar de origem, e pela nova comunidade aqui constru\u00edda no bairro do Bom Retiro, no qual a artista ocupa papel central. &#8220;A disciplinada e rotineira cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Hee se torna um \u00edntimo ritual de dar significado ao que percebe em seu entorno&#8221;, destacam Catalina Bergues e Julia Cavazzini.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Chen Kong Fang &#8211; O Ref\u00fagio<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Chen Kong Fang &#8211; O ref\u00fagio tem curadoria de Paulo Miyada e Yudi Rafael e se debru\u00e7a sobre a carreira e a obra desse artista que construiu sua vida no Brasil, desenvolvendo a sua pr\u00e1tica pict\u00f3rica no cen\u00e1rio art\u00edstico paulistano por cerca de cinco d\u00e9cadas. A exposi\u00e7\u00e3o, primeira retrospectiva do artista em uma institui\u00e7\u00e3o brasileira, re\u00fane um conjunto de mais de cem obras, entre pinturas a \u00f3leo e sumi-\u00eas produzidos entre o final dos anos 1940 e o in\u00edcio da \u00faltima d\u00e9cada. Segundo os curadores, ao inv\u00e9s de um partido cronol\u00f3gico organizado em fases sucessivas, a mostra enfatiza como o artista, que concebia a pintura como um caminho, fez de seu labor uma lida constante com g\u00eaneros pict\u00f3ricos consolidados. &#8220;Tomando partido da reabertura experimental pelas vanguardas modernas, Fang imprimiu sua dic\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria nas ideias de retrato, paisagem e natureza morta&#8221;, completam. Essa exposi\u00e7\u00e3o conta com o patroc\u00ednio da CTG Brasil.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Tocar a Terra &#8211; Cer\u00e2mica Contempor\u00e2nea Nipo-Brasileira<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">A mostra Tocar a terra &#8211; cer\u00e2mica contempor\u00e2nea nipo-brasileira, com curadoria de Rachel Hoshino e assist\u00eancia de Ana Roman, elege a cer\u00e2mica para tratar do tema di\u00e1spora japonesa &#8211; &#8220;por ser ela, simultaneamente, mat\u00e9ria e met\u00e1fora: o terreno no qual se aporta, se planta e se habita \u00e9 a terra tocada com arte pelo ethos nip\u00f4nico&#8221;, explica a curadoria. S\u00e3o obras de 15 artistas baseados no estado de S\u00e3o Paulo cujas atividades, pesquisas e repert\u00f3rios s\u00e3o influenciados pelas tradi\u00e7\u00f5es do Jap\u00e3o, independentemente de sua ascend\u00eancia. Segundo as curadoras, para al\u00e9m de forma e s\u00edmbolo, \u00e9 a experi\u00eancia de energia latente que faz com que sementes e brotos sejam temas recorrentes em suas obras. &#8220;Muitas delas s\u00e3o deixadas em ambiente natural, onde continuam sua metamorfose, sob os efeitos de intemp\u00e9ries e da ocupa\u00e7\u00e3o por outros seres&#8221;. Disso, ressalta Rachel Hoshino, resulta outro importante conceito nip\u00f4nico: &#8220;wabi-sabi&#8221; (<span class=\"s1\">\u4f98\u3073\u5bc2\u3073<\/span>), ideal est\u00e9tico-filos\u00f3fico segundo o qual o belo reside no imperfeito, no impermanente e no incompleto. &#8220;A plasticidade da argila, o respeito pelo tempo e a consci\u00eancia da interdepend\u00eancia entre tudo fazem com que a cer\u00e2mica seja pr\u00e1tica favor\u00e1vel ao di\u00e1logo do ceramista com a sua hist\u00f3ria, seu entorno e consigo pr\u00f3prio&#8221;, completa Rachel Hoshino.<\/p>\n<p class=\"p1\">At\u00e9 26 de maio.<\/p>\n<p class=\"p1\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como aponta o diretor art\u00edstico do Instituto Tomie Ohtake, Perdizes, S\u00e3o Paulo, SP, Paulo Miyada, em um espa\u00e7o cultural que recebe o nome de Tomie\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4,1934,6,4844,2650,15],"tags":[28276,28288,28292,28287,28270,28271,602,17384,28295,28269,28273,28277,240,1852,28278,28279,2029,28280,28281,28282,28283,26666,28284,962,28290,28291,28285,28274,28286,28289,437,28275,28272,28293,28294],"class_list":["post-25466","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-arte-estrangeira","category-ceramica","category-exposicoes","category-museus","category-pinturas-2","category-sao-paulo","tag-alberto-cidraes","tag-algumas-obras-publicas-de-tomie-ohtake","tag-ana-roman","tag-apreciar-haicais-do-artista-kenichi-kaneko","tag-casos-singulares-dentro-da-historia-da-arte-brasileira","tag-chen-kong-fang","tag-china","tag-coreia-do-sul","tag-curadoria-de-catalina-bergues-e-julia-cavazzini","tag-diasporas-asiaticas","tag-hee-sub-ahn","tag-hideko-honma","tag-instituto-tomie-ohtake","tag-japao","tag-katsuko-nakano","tag-kenjiro-ikoma","tag-kimi-nii","tag-kimiko-suenaga","tag-luciane-sakurada","tag-marcelo-tokai","tag-mario-konishi","tag-megumi-yuasa","tag-mieko-ukeseki","tag-paulo-miyada","tag-presenca-e-da-visibilidade-da-populacao-asiatica-no-contexto-brasileiro","tag-rachel-hoshino","tag-renata-amaral","tag-seul","tag-shoko-suzuki","tag-texto-comissionado-de-lais-miwa","tag-tomie-ohtake","tag-trabalhos-dos-ceramistas-nipo-brasileiros-akinori-nakatani","tag-tung-cheng","tag-wabi-sabi","tag-yudi-rafael"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25466","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25466"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25466\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25471,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25466\/revisions\/25471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25466"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25466"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25466"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}