{"id":26316,"date":"2024-08-23T18:13:54","date_gmt":"2024-08-23T18:13:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=26316"},"modified":"2024-08-23T18:13:54","modified_gmt":"2024-08-23T18:13:54","slug":"um-artista-fudamental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/um-artista-fudamental","title":{"rendered":"Um artista fudamental"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-26316 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-002.webp'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-002-150x150.webp\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-003.webp'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-003-150x150.webp\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-001.webp'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Leonilson-001-150x150.webp\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p class=\"p1\">Mostra no Masp, S\u00e3o Paulo, SP, celebra obras do per\u00edodo mais consagrado de Leonilson. As obras <span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0 <\/span>produzidas nos \u00faltimos cinco anos de vida de Leonilson (1957-1993) &#8211; per\u00edodo em que ficou conhecido como Leonilson Tardio e que apresenta o momento mais rico e complexo do artista &#8211; ser\u00e3o apresentadas no Museu de Arte de S\u00e3o Paulo (Masp). A exposi\u00e7\u00e3o apresenta mais de 300 pinturas, desenhos, bordados, instala\u00e7\u00f5es e documentos de Leonilson, que refletem suas perspectivas pol\u00edticas, p\u00fablicas e \u00edntimas. A curadoria da mostra \u00e9 de Adriano Pedrosa, com assist\u00eancia curatorial de Teo Teotonio.<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;Leonilson \u00e9 um artista fundamental na hist\u00f3ria da arte contempor\u00e2nea brasileira, uma figura incontorn\u00e1vel do final dos anos 1980 e in\u00edcio de 1990 e entre os artistas que trabalham com a tem\u00e1tica queer em suas obras no panorama internacional&#8221;, disse Adriano Pedrosa, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. &#8220;Seu trabalho tem car\u00e1ter extremamente particular, diar\u00edstico, refletindo sobre os temas de seu cotidiano, sejam mais pessoais, mais pol\u00edticos, numa dimens\u00e3o queer, ainda que sempre cheios de poesia, lirismo e beleza. Os \u00faltimos anos de sua produ\u00e7\u00e3o, sobretudo a partir de 1989, s\u00e3o quando o artista produz as obras mais extraordin\u00e1rias&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\">S\u00e3o esses trabalhos produzidos em seus \u00faltimos anos (1989-1993) que ser\u00e3o apresentados de forma cronol\u00f3gica em cinco salas do primeiro andar do museu, cada uma dedicada a um desses anos. &#8220;O ano de 1989 \u00e9 um ponto de inflex\u00e3o na trajet\u00f3ria do artista, e os cinco \u00faltimos anos de sua produ\u00e7\u00e3o, de 1989 a 1993, s\u00e3o o per\u00edodo mais maduro, rico e complexo, quando ele produz obras verdadeiramente extraordin\u00e1rias &#8211; tanto em desenho, pintura e, sobretudo, o bordado, culminando com seu \u00faltimo trabalho, a monumental Instala\u00e7\u00e3o sobre duas figuras (1993), apresentada na Capela do Morumbi, em S\u00e3o Paulo, poucas semanas antes de sua morte, e que n\u00f3s remontaremos na exposi\u00e7\u00e3o&#8221;, contou o curador.<\/p>\n<p class=\"p1\">Nesses \u00faltimos cinco anos de vida, Leonilson desenvolveu um trabalho mais po\u00e9tico, com economia de cores e tra\u00e7os, trabalhando essencialmente com desenhos, objetos e bordados. Foi como uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio que ele come\u00e7ou a retratar temas como o amor, os amantes, a sexualidade, as minorias e a aids. &#8220;Em 1991, descobre ser portador do v\u00edrus da aids, morrendo pouco menos de dois anos depois, em maio de 1993. Embora Leonilson tenha tido sucesso e reconhecimento em vida no Brasil, foi s\u00f3 ap\u00f3s a morte que seu trabalho come\u00e7ou a adquirir reconhecimento internacional mais significativo&#8221;, explicou Adriano Pedrosa.<\/p>\n<p class=\"p1\">O pr\u00f3prio artista falou sobre sua obra produzida nesse per\u00edodo em entrevista a Pedrosa no ano de 1991. &#8220;De uns tempos pra c\u00e1, meus trabalhos ficaram mais maduros, ao mesmo tempo em que penso mais sobre minha sexualidade, a forma de me relacionar com as pessoas, de encarar o mundo, de viver o dia a dia. Eu acho que o trabalho n\u00e3o deixa de ser pessoal, n\u00e3o deixa de ser um di\u00e1rio, mesmo esses trabalhos da minoria. Eu percebo a segrega\u00e7\u00e3o que existe. E eu, \u00e9 \u00f3bvio, fa\u00e7o parte de uma dessas minorias&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\">Al\u00e9m do primeiro andar, o primeiro subsolo do museu vai apresentar suas ilustra\u00e7\u00f5es feitas para a coluna de comportamento Talk of the town &#8211; o ti-ti-ti da cidade, de Barbara Gancia no jornal Folha de S.Paulo, al\u00e9m dos v\u00eddeos documentais Com o oceano inteiro para nadar (1997), dirigido por Karen Harley, e A paix\u00e3o de JL (2014), dirigido por Carlos Nader.<\/p>\n<p class=\"p1\">A exposi\u00e7\u00e3o Leonilson: agora e as oportunidades integra a programa\u00e7\u00e3o anual do Masp dedicada \u00e0s hist\u00f3rias da diversidade LGBTQIA+ e fica em cartaz at\u00e9 17 de novembro. &#8220;Leonilson \u00e9 uma figura incontorn\u00e1vel no panorama internacional de artistas, trabalhando com temas queer nos anos 1990 e, de fato, um pioneiro no cen\u00e1rio brasileiro. Hoje vemos muitos artistas trabalhando abertamente com essas quest\u00f5es, mas ele foi o primeiro a tratar temas, narrativas e figuras relacionados \u00e0 homoafetividade, sexualidade, e \u00e0 pr\u00f3pria aids&#8221;.<\/p>\n<p class=\"p1\"><strong>Kang Seung Lee<\/strong><\/p>\n<p class=\"p1\">Al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o com obras de Leonilson, o Masp inaugura a mostra dedicada ao trabalho do artista sul-coreano Kang Seung Lee. A curadoria \u00e9 de Amanda Carneiro. &#8220;Ele tem trabalhado com uma s\u00e9rie de artistas que morreram por causa da epidemia da aids, sobretudo nos anos 90. Ele nasceu na Coreia do Sul e mora atualmente em Los Angeles, nos Estados Unidos, que \u00e9 uma cidade que sofreu bastante o impacto da epidemia de aids&#8221;, contou a curadora. O trabalho de Kang Seung Lee ser\u00e1 apresentado na sala de v\u00eddeo, com o filme Lazarus, que homenageia vidas e mem\u00f3rias perdidas durante a epidemia do HIV\/aids. Esse filme ser\u00e1 apresentado simultaneamente na Bienal de Veneza. No filme, Kang Seung Lee reinterpreta a obra L\u00e1saro, de Leonilson, uma instala\u00e7\u00e3o feita com duas camisas costuradas juntas, considerada o \u00faltimo trabalho do artista brasileiro e que estar\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o na mostra. Lee tamb\u00e9m se inspira no bal\u00e9 original Unknown Territory, do core\u00f3grafo singapurense Goh Choo San (1948-1987).<\/p>\n<p class=\"p1\">&#8220;O v\u00eddeo se baseia numa das obras de Leonilson que estar\u00e1 em exposi\u00e7\u00e3o, inclusive&#8221;, disse a curadora. &#8220;Ele toma esse trabalho, L\u00e1zaro (de Leonilson), para utilizar como motivo de um filme, que \u00e9 inspirado por sua vez num core\u00f3grafo pioneiro chamado Goh Choo San. Esse core\u00f3grafo \u00e9 de Cingapura e tamb\u00e9m morreu em decorr\u00eancia da aids. Ele conseguia mesclar o bal\u00e9 cl\u00e1ssico com movimentos contempor\u00e2neos com uma qualidade introspectiva &#8211; e introspec\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m um tema da obra do Leonilson&#8221;, explicou a curadora. O filme apresenta um dueto de movimentos m\u00ednimos e intencionais. Ao replicar a obra de Leonilson em Sambe, tecido de c\u00e2nhamo tradicionalmente usado na Coreia para mortalhas funer\u00e1rias, os bailarinos interagem coreografando uma homenagem \u00e0s vidas e mem\u00f3rias perdidas durante a epidemia do HIV\/aids, inclusive \u00e0s de ambos os artistas nos quais ele se inspirou e que faleceram de doen\u00e7as decorrentes do v\u00edrus. &#8220;O filme tem tamb\u00e9m outros elementos que anunciam rela\u00e7\u00f5es de significado. Por exemplo, no filme voc\u00ea v\u00ea a l\u00edngua de sinais estadunidense, que \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o que coloca a pessoa observadora com a rela\u00e7\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o, com a ideia de percep\u00e7\u00e3o e entendimento, porque a gente n\u00e3o sabe ler essa l\u00edngua. Mesmo nos Estados Unidos, boa parte das pessoas n\u00e3o sabe essa l\u00edngua, ent\u00e3o ela comunica com um p\u00fablico bastante espec\u00edfico. E essa \u00e9 uma provoca\u00e7\u00e3o interessante. Isso adiciona nova camada de sentido&#8221;, destacou.<\/p>\n<p class=\"p1\">A Sala de v\u00eddeo: Kang Seung Lee fica em cartaz at\u00e9 24 de outubro.<\/p>\n<p class=\"p1\">Fonte: ag\u00eancia BRASIL<\/p>\n<p class=\"p1\">\n<p class=\"p2\"><span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra no Masp, S\u00e3o Paulo, SP, celebra obras do per\u00edodo mais consagrado de Leonilson. 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