{"id":27655,"date":"2025-03-20T14:06:21","date_gmt":"2025-03-20T14:06:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=27655"},"modified":"2025-03-20T14:06:21","modified_gmt":"2025-03-20T14:06:21","slug":"roberto-magalhaes-no-paco-imperial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/roberto-magalhaes-no-paco-imperial","title":{"rendered":"Roberto Magalh\u00e3es no Pa\u00e7o Imperial."},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-27655 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Roberto-Magalhaes-001-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Roberto-Magalhaes-001-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Roberto-Magalhaes-001-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Roberto-Magalhaes-001-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Roberto-Magalhaes-001-1.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p style=\"font-weight: 400;\">Xilogravuras em uma cole\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Roberto Magalh\u00e3es: xilogravuras da Cole\u00e7\u00e3o M\u00f4nica e George Kornis<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Comemorar. Sempre. E com a alegria proporcionada por m\u00faltiplas comemora\u00e7\u00f5es, melhor ainda. Isso porque, ao mesmo tempo que o Pa\u00e7o Imperial completa e festeja seus 40 anos de presen\u00e7a ativa na cena art\u00edstica e cultural do Rio de Janeiro, o artista pl\u00e1stico Roberto Magalh\u00e3es completa 85 anos de vida, e celebra sete d\u00e9cadas de produ\u00e7\u00e3o em arte &#8211; gravuras, desenhos e pinturas &#8211; que constru\u00edram uma obra extensa e qualificada. E com imensa satisfa\u00e7\u00e3o, a Cole\u00e7\u00e3o M\u00f4nica e George Kornis comemora os 30 anos da sua primeira exposi\u00e7\u00e3o, intitulada O papel da cole\u00e7\u00e3o &#8211; desenhos e gravuras da Cole\u00e7\u00e3o M\u00f4nica e George Kornis nesse mesmo Pa\u00e7o Imperial. Na ocasi\u00e3o, trabalhos de Roberto Magalh\u00e3es foram exibidos, com destaque para sua obra em xilogravura, que integrava nossa cole\u00e7\u00e3o desde os seus prim\u00f3rdios, em meados dos anos 1970.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Pot\u00eancia. Essa \u00e9 a palavra-chave desta exposi\u00e7\u00e3o que revela, de modo claro, a envergadura das cerca de 100 obras em xilogravura produzidas em um curto e intenso per\u00edodo de tempo (1963-1966), quando Roberto Magalh\u00e3es j\u00e1 era reconhecido como artista, na plenitude de seus 20 e poucos anos. Sua primeira mostra individual de desenhos aconteceu na Galeria Macuna\u00edma da Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), em 1962. A partir de 1963, Roberto come\u00e7ou a frequentar o curso de gravura da ENBA, quando tomou contato, atrav\u00e9s da biblioteca da escola, com as obras de Durer e Rembrandt, entre as de outros autores. Em 1964, exp\u00f4s xilogravuras na prestigiosa Petite Galerie (RJ). Nesse mesmo ano, participou da Primeira Exposi\u00e7\u00e3o da Jovem Gravura Nacional, realizada no Museu de Arte Contempor\u00e2nea da USP; da IV Bienal de Gravura em T\u00f3quio; e tamb\u00e9m da mostra Brazilian Art Today, realizada na Royal Academy of Arts, em Londres. Em 1965, al\u00e9m de receber o Pr\u00eamio de Viagem ao Exterior (com dura\u00e7\u00e3o de dois anos) no XV Sal\u00e3o Nacional de Arte Moderna\/RJ, foi contemplado com o Pr\u00eamio de Gravura na IV Bienal de Paris, premia\u00e7\u00e3o importante para a hist\u00f3ria da gravura brasileira. Ainda em 1965, participou da ic\u00f4nica mostra Opini\u00e3o 65, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ). Juntamente com os tamb\u00e9m jovens Ant\u00f4nio Dias, Carlos Vergara e Rubens Gerchman, entre outros artistas nacionais e estrangeiros, essa exposi\u00e7\u00e3o apontava para uma ruptura no panorama art\u00edstico do pa\u00eds, e afirmava a presen\u00e7a de uma nova figura\u00e7\u00e3o no campo das artes pl\u00e1sticas. Dois anos depois, esse quarteto integrou a tamb\u00e9m ic\u00f4nica mostra intitulada Nova Objetividade Brasileira, no mesmo MAM-RJ, sendo que, em 1966, a Galeria G-4, no Rio de Janeiro, exibira suas obras, juntamente com trabalhos de Pedro Escosteguy. Em 1967, Roberto seguiu para Paris em fun\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio obtido de viagem ao exterior.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de pot\u00eancia: intensidade. A obra em xilogravura de Roberto Magalh\u00e3es, composta, segundo ele pr\u00f3prio, por 100 obras foi produzida em apenas tr\u00eas anos! Ele mesmo revela em entrevistas desconhecer a raz\u00e3o de ter interrompido seu trabalho em xilogravuras, apesar de ter aprofundado ao longo desses anos um amplo conhecimento da hist\u00f3ria da gravura no Ocidente. Esse final, s\u00fabito e surpreendente, deixa uma certa aura de mist\u00e9rio diante da obra gr\u00e1fica absolutamente singular desse artista carioca, nascido em 1940 na Ilha do Governador.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">A quase totalidade da produ\u00e7\u00e3o de Roberto Magalh\u00e3es em xilogravura est\u00e1 exibida nesta mostra, que inclui ainda uma matriz e sua impress\u00e3o em papel de arroz. A presen\u00e7a em nossa cole\u00e7\u00e3o de outras obras do artista produzidas em outras t\u00e9cnicas, na mesma d\u00e9cada de 1960 &#8211; pintura a \u00f3leo sobre tela (1961), desenho em grafite (1962) e pintura sobre papel em nanquim com p\u00f3 de caf\u00e9 sol\u00favel, que atuava como substituto do caro e importado vieux-ch\u00eane (1964) &#8211; pretende aqui revelar o pensamento art\u00edstico de Roberto Magalh\u00e3es expresso nas v\u00e1rias t\u00e9cnicas que dominou, e que permanece, a partir dos anos 1970 at\u00e9 hoje, com foco no desenho e na pintura.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o h\u00e1 uma ordem cronol\u00f3gica na exibi\u00e7\u00e3o dessas xilogravuras. Com a for\u00e7a do preto e branco, muito ocasionalmente interrompido pela cor vermelha, agrupam-se retratos e autorretratos, rodas que sugerem movimento, cenas de batalhas, figuras humanas que se confundem com animais, em meio a um peculiar senso de humor e s\u00e1tira, refor\u00e7ado pelos t\u00edtulos que confere a seus trabalhos. Estamos diante de uma singular figura\u00e7\u00e3o que, com uma dic\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, constr\u00f3i um imagin\u00e1rio denso e complexo, por vezes violento. Um mundo de tormentos, fantasmag\u00f3rico.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dos desenhos e caricaturas que Roberto Magalh\u00e3es produziu desde a adolesc\u00eancia, at\u00e9 os desenhos e pinturas que produz at\u00e9 hoje, destacamos nesta mostra tr\u00eas anos de uma produ\u00e7\u00e3o em xilogravura absolutamente autoral e consistente que, com energia, resiste ao tempo. J\u00e1 se passaram 14 anos da realiza\u00e7\u00e3o da uma mostra de um conjunto expressivo de desenhos a nanquim e xilogravuras do artista na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, intitulada Roberto Magalh\u00e3es &#8211; PretoBranco 1963-1966. O Pa\u00e7o Imperial felizmente rompe esse sil\u00eancio com a realiza\u00e7\u00e3o desta exposi\u00e7\u00e3o, que pretende ampliar o acesso ao conhecimento de parte expressiva da obra desse artista, al\u00e9m de disponibilizar ao p\u00fablico uma parte de nossa cole\u00e7\u00e3o de arte em papel. Uma iniciativa art\u00edstica e cultural a ser comemorada. E parab\u00e9ns, Roberto!<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">M\u00f4nica e George Kornis<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 22 de maio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Xilogravuras em uma cole\u00e7\u00e3o Roberto Magalh\u00e3es: xilogravuras da Cole\u00e7\u00e3o M\u00f4nica e George Kornis Comemorar. Sempre. 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