{"id":27933,"date":"2025-04-29T16:11:25","date_gmt":"2025-04-29T16:11:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=27933"},"modified":"2025-04-29T16:11:25","modified_gmt":"2025-04-29T16:11:25","slug":"exposicao-de-colagens-e-esculturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/exposicao-de-colagens-e-esculturas","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o de colagens e esculturas."},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-27933 gallery-columns-1 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Evandro-exposi\u00e7\u00e3o-001.jpeg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Evandro-exposi\u00e7\u00e3o-001-150x150.jpeg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Colagens de Roberto Scorzelli e esculturas de Marcos Scorzelli na Galeria Evandro Carneiro, G\u00e1ves, Rio de Janeiro, RJ. Roberto Scorzelli (PB, 1938 &#8211; RJ, 2012) foi um importante arquiteto e artista pl\u00e1stico. A Galeria Evandro Carneiro j\u00e1 realizou duas exposi\u00e7\u00f5es de suas pinturas, em 2019 e 2022. Agora, apresenta seus in\u00e9ditos trabalhos de colagens em papeis de seda e papeis de origami japoneses.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">Texto de Laura Olivieri Carneiro.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Em conversa com sua vi\u00fava e m\u00e3e de seus dois filhos, um dos quais tamb\u00e9m presente nesta mostra (Marcos, de quem falaremos adiante) Rosa Bernstein Scorzelli me contou toda a hist\u00f3ria por tr\u00e1s dessas maravilhosas formas coloridas que ora se apresentam. Assim, usamos a metodologia da mem\u00f3ria oral (entrevista gravada em \u00e1udio, transcrita e referenciada aqui) na pesquisa para escrever o texto que se segue.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">No finalzinho da d\u00e9cada de 1960 e in\u00edcio dos anos 1970, Roberto Scorzelli se interessou pelas colagens, desde que se tornou amigo da escultora Mary Vieira, quando ele era arquiteto do Itamaraty e ela estava em Bras\u00edlia para instalar no pal\u00e1cio dessa institui\u00e7\u00e3o a ic\u00f4nica obra Ponto de Encontro (1969-1970). Nessa ocasi\u00e3o, a escultora presenteou o arquiteto com algumas pe\u00e7as de papeis de seda su\u00ed\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Mary viveu muitos anos na Europa e fixou resid\u00eancia em Basel, Sui\u00e7a. Roberto foi algumas vezes \u00e0 Berna para reuni\u00f5es sobre o projeto da embaixada do Brasil que seria constru\u00edda nesta cidade e era assinado por ele. Foi quando aprofundou suas pesquisas sobre os papeis coloridos de excelente qualidade que ali p\u00f4de comprar e trazer para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Rosa lembra que o processo era complicad\u00edssimo \u00e0 \u00e9poca: primeiramente porque n\u00e3o havia a diversidade de colas que existem hoje. Roberto usava cola de sapateiro para o trabalho pois era mais adequada \u00e0 lisura dos papeis. Aquilo exalava um cheiro t\u00f3xico e ele precisava interromper a produ\u00e7\u00e3o de quando em vez para n\u00e3o prejudicar a sa\u00fade dele e de sua fam\u00edlia. Neste momento, Isabella era pequena e Marcos acabara de nascer. N\u00e3o bastasse isso, em alguns trabalhos, ele desejou criar um efeito diferencial e precisava queimar controladamente os pap\u00e9is. Para tal, punha-se com o material dentro do box do apartamento para, se preciso, abrir as torneiras d\u00b4\u00e1gua e n\u00e3o incendiar a casa. Em conversas de casal, Rosa e Roberto concordaram que aquele processo era demasiadamente arriscado. O artista, ent\u00e3o, continuou se dedicando \u00e0 pintura a \u00f3leo e tinta acr\u00edlica e aos desenhos. Seguiu uma s\u00f3lida carreira, com exposi\u00e7\u00f5es em galerias consagradas, como a Bonino e a Saramenha, abriu uma loja de design na badalada Ipanema e seu escrit\u00f3rio de arquitetura &#8220;bombava&#8221;. Situado em uma casa com quintal em Botafogo, seus filhos t\u00eam uma doce e l\u00fadica lembran\u00e7a da fase das colagens: Roberto enchia uma piscina infl\u00e1vel e com uma mangueira e seus papeis de seda, fazia cachoeiras coloridas com a tinta que o material soltava na \u00e1gua. Passados muitos anos, na d\u00e9cada de 1990, Rosa que \u00e9 f\u00edsica, estudava os meteoritos da Ant\u00e1rtica e ia muito a Congressos realizados no Jap\u00e3o. Roberto adorava a cultura japonesa, o Zen-budismo, os monumentos sagrados e acompanhava a esposa. Certa vez ela precisou trabalhar um m\u00eas em um laborat\u00f3rio em Kyoto e, nos tempos vagos e andan\u00e7as pela cidade, Roberto encontrou lojas especializadas em pap\u00e9is: de seda em coloridos especiais como os dourados, com texturas e ranhuras, cortados geometricamente para origamis. Passava as tardes por ali, experimentando ideias para, no retorno ao seu pa\u00eds, voltar a criar colagens.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Assim, surgiu uma nova s\u00e9rie nos anos 1990, com motivos semelhantes aos de vinte anos antes, mas utilizando pap\u00e9is japoneses e n\u00e3o mais su\u00ed\u00e7os. A amizade com Mary Vieira sempre foi constante e Roberto a presenteou com algumas dessas novas colagens. Mary se casara com Carlo Belloli, cr\u00edtico de arte e galerista em Mil\u00e3o que quando viu o trabalho, quis realizar uma exposi\u00e7\u00e3o em sua galeria. A mostra aconteceu em 2000. Depois disso, as colagens n\u00e3o mais foram apresentadas ao p\u00fablico at\u00e9 a presente data. Reunimos aqui 30 colagens dos dois tempos, 1970 e 1990. Guardadas com o primor dos princ\u00edpios norteadores da conserva\u00e7\u00e3o de obras de arte, os exemplares da produ\u00e7\u00e3o foram acondicionados em mapotecas e chegaram at\u00e9 aqui intactos. Ainda in\u00e9ditos no Brasil, expomos agora estes lindos trabalhos de papeis de seda e papeis de origami colados sobre cart\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Inspirado na obra do pai, foi a partir dos desenhos de bichos de Roberto que Marcos Scorzelli, designer e artista, criou em 2018, a sua s\u00e9rie de esculturas em chapas de a\u00e7o representando animais brasileiros. Seguindo a premissa de somente dobrar as chapas, sem cortes nem colas ou soldas, o escultor desenvolveu uma t\u00e9cnica genial, com resultado colorido, l\u00fadico e de uma beleza que encanta a todos que entram na galeria e percebem a originalidade do trabalho. Expusemos os Bichos em 2019 e, depois disso, ele seguiu trabalhando com o mesmo conceito em uma s\u00e9rie Bot\u00e2nica, com v\u00e1rios esp\u00e9cimes da nossa flora, sobretudo a nordestina e do cerrado. Expusemos essas novas pe\u00e7as em 2022 e agora trazemos 30 exemplares de ambas as s\u00e9ries para complementar, na tridimensionalidade do espa\u00e7o na galeria, as obras na parede de seu pai Roberto. O di\u00e1logo entre os conjuntos escult\u00f3ricos e das colagens \u00e9 evidente. Geom\u00e9trico, colorido, impactante.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p style=\"font-weight: 400;\">A exposi\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 em cartaz na Galeria Evandro Carneiro de 03 a 24 de maio.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colagens de Roberto Scorzelli e esculturas de Marcos Scorzelli na Galeria Evandro Carneiro, G\u00e1ves, Rio de Janeiro, RJ. 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