{"id":31148,"date":"2026-06-15T15:59:33","date_gmt":"2026-06-15T15:59:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=31148"},"modified":"2026-06-15T15:59:43","modified_gmt":"2026-06-15T15:59:43","slug":"o-modernista-portinari-no-masp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/o-modernista-portinari-no-masp","title":{"rendered":"O modernista Portinari no Masp."},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-31148 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-6.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-6-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-1.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-2-1-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3-1.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-3-1-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-4-1.png'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/image-4-1-150x150.png\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Portinari Popular&#8221;, no Masp, Avenida Paulista, S\u00e3o Paulo, SP, revela o olhar branco sob o corpo negro. Retirantes, cangaceiros, sambistas e moradores do morro est\u00e3o em alguns dos retratos do artista pl\u00e1stico paulista. Um dos principais representantes da escola modernista no Brasil, C\u00e2ndido Portinari (1903-1962) retrata um Brasil constru\u00eddo pela m\u00e3o de obra negra, j\u00e1 destacada \u00e0 margem da sociedade por decorr\u00eancia do processo escravagista, mas que v\u00ea no trabalho sua reden\u00e7\u00e3o. O acervo, de cerca de 50 obras, cont\u00e9m obras do pr\u00f3prio MASP, de colecionadores e de outros museus do Brasil e do Mundo.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>As obras variam entre a escassez de \u00e1gua e de vida marcada pelas formas deformadas dos retirantes, o trabalho nas planta\u00e7\u00f5es, a vida nas favelas e nas periferias. Algumas imagens, hoje consolidadas como estere\u00f3tipos da Negritude, tiveram um papel importante naquele per\u00edodo, no qual os negros e negras eram totalmente invisibilizados nas obras art\u00edsticas ou apareciam ainda como figuras subalternas.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Para Renata Felinto, que \u00e9 artista pl\u00e1stica e doutora em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual de S\u00e3o Paulo, Portinari &#8220;deu visibilidade ao desejo do Estado Vargas de apagar as diferen\u00e7as sociais entre negros, brancos e afrodescendentes de forma geral&#8221;. Segundo ela, a principal ferramenta usada para cumprir esse prop\u00f3sito foi a representa\u00e7\u00e3o do negro no trabalho, a exemplo do &#8220;Lavrador de Caf\u00e9&#8221;. &#8220;Portinari incorporou o conceito de p\u00e9s e m\u00e3os exagerados objetivando ressaltar a import\u00e2ncia desses membros na labuta di\u00e1ria, no ganha-p\u00e3o, no enobrecimento dos que plantam e colhem de sol a sol&#8221;, analisa.<\/p>\n<p>As mulheres negras aparecem de v\u00e1rias formas: s\u00e3o mulheres grandes, segurando latas de \u00e1gua, baianas descendo o morro, ou simplesmente andando, como a &#8220;Mulata de vestido branco&#8221;, mulher sem face que caminha ao vento. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida urbana, Portinari pintou mais de uma vez as favelas, cujas representa\u00e7\u00f5es s\u00e3o coloridas e influenciadas pelo Cubismo. Em uma delas, v\u00ea-se uma fam\u00edlia negra onde o homem toca viol\u00e3o no p\u00e9 do morro. Em outra, v\u00ea-se um homem negro, bo\u00eamio, tocando flauta na rua.<span class=\"Apple-converted-space\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>Renata Felinto considera que essas representa\u00e7\u00f5es que se pretendem elogiosas \u00e9 comum. &#8220;Figuras assim que tendem a estigmatizar negros e negras s\u00e3o recorrentes na produ\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de 1920 a 1960 de alguns artistas modernistas&#8221;, conta. Apesar disso, o artista pl\u00e1stico Mois\u00e9s Patr\u00edcio acredita que a obra de Portinari cumpre um papel fundamental de revelar as origens do povo brasileiro. &#8220;Com sua obra, ele aponta que existe uma na\u00e7\u00e3o chamada Brasil, que foi constru\u00edda por determinadas m\u00e3os, por um determinado cen\u00e1rio, por algumas mortes e dores&#8221;, considera.<\/p>\n<p>Mois\u00e9s Patr\u00edcio entende ainda que Portinari foi um grande observador da cultura brasileira marcada por influ\u00eancias nordestinas, rurais, ind\u00edgenas e negras. &#8220;Ele tentou dar visibilidade para uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que sempre foi considera desimportante, exclu\u00edda, e faz um resgate de elementos simples como a caba\u00e7a, a pipa, o ba\u00fa, que surgem em muitas imagens, dando um ar misterioso \u00e0s obras&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 15 de novembro e \u00e9 gratuita todas as ter\u00e7as-feiras.<\/p>\n<p>Fonte: Brasil de Fato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Portinari Popular&#8221;, no Masp, Avenida Paulista, S\u00e3o Paulo, SP, revela o olhar branco sob o corpo negro. 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