{"id":31547,"date":"2026-08-05T16:07:38","date_gmt":"2026-08-05T16:07:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=31547"},"modified":"2026-08-05T16:07:38","modified_gmt":"2026-08-05T16:07:38","slug":"maria-martins-e-marcel-duchamp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/maria-martins-e-marcel-duchamp","title":{"rendered":"Maria Martins e Marcel Duchamp."},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 25%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-31547 gallery-columns-4 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Maria-Martins-000.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Maria-Martins-000-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Maria-Martins-livro-0001-scaled.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Maria-Martins-livro-0001-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Sem-Titulo.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Sem-Titulo-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Marcel-Duchamp-0003.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Marcel-Duchamp-0003-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A Pinakotheke Editora lan\u00e7a &#8220;Imposs\u00edvel: a hist\u00f3ria de amor de Maria Martins e Marcel Duchamp&#8221;, do historiador de arte americano Francis M. Naumann. O lan\u00e7amento ser\u00e1 no dia 11 de agosto, \u00e0s 19h, na Pinakotheke S\u00e3o Paulo, em Higien\u00f3polis, com uma conversa aberta entre o autor e o p\u00fablico, seguida de sess\u00e3o de aut\u00f3grafos e visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Surrealismos: arte para al\u00e9m da raz\u00e3o&#8221;, na Pinakotheke S\u00e3o Paulo, em cartaz at\u00e9 15 de agosto, onde h\u00e1 uma sala especial dedicada a Maria Martins, com uma cole\u00e7\u00e3o de esculturas e gravuras produzidas pela artista entre os anos 1940 e 1950.<\/p>\n<p>Publicado nos EUA em abril de 2026 pela Abbeville Press, o livro ganha edi\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, com 192 p\u00e1ginas, ilustrado, e tradu\u00e7\u00e3o de Richard Sanches. Com base em documentos e correspond\u00eancias in\u00e9ditas, Francis M. Naumann (1948), pesquisador e curador especializado em Dada\u00edsmo e Surrealismo, conta, em um texto cativante, um dos epis\u00f3dios mais bem guardados da hist\u00f3ria da arte moderna: o caso amoroso entre o franc\u00eas Marcel Duchamp (1887-1968) e a escultora brasileira Maria Martins (1894-1973), vivido em segredo na Nova York dos anos 1940. O amor secreto gerou obras-primas dos dois artistas, e o livro faz uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica a Maria Martins, uma das escultoras surrealistas mais importantes e reconhecidas de sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria de amor que gerou obra-prima.<\/p>\n<p>Entre 1943 e 1951, Duchamp &#8211; j\u00e1 celebrado como um dos maiores intelectuais da arte do s\u00e9culo XX &#8211; e Maria Martins viveram um caso amoroso intenso e deliberadamente oculto. Ela era escultora, brasileira, casada com o embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Ele era o artista que havia abandonado a fama para se dedicar ao xadrez e que, ao encontr\u00e1-la, se apaixonou pela primeira e \u00fanica vez na vida.<\/p>\n<p>O que Naumann narra \u00e9 que esse amor n\u00e3o foi apenas uma hist\u00f3ria pessoal: foi o motor criativo que levou Duchamp a passar os \u00faltimos vinte anos de sua vida trabalhando em segredo em sua \u00faltima e mais perturbadora obra, &#8220;\u00c9tant donn\u00e9s&#8221; (1966), um &#8220;tableau&#8221; em tamanho natural que, quando inaugurado postumamente no Philadelphia Museum of Art em 1969, chocou o mundo da arte com a imagem de uma mulher nua, deitada, com as pernas abertas, segurando um lampi\u00e3o a g\u00e1s. O modelo para aquela figura era o corpo de Maria Martins.<\/p>\n<p>Uma descoberta hist\u00f3rica sobre Duchamp.<\/p>\n<p>Naumann, maior especialista vivo na obra de Duchamp, e autor de sua correspond\u00eancia selecionada, demonstra com rigor documental que a influ\u00eancia da escultora brasileira sobre o artista foi muito mais profunda do que se sabia. A partir de desenhos preparat\u00f3rios, moldes do corpo de Maria, cartas trocadas pelo casal e an\u00e1lises formais das esculturas de ambos, o autor reconstr\u00f3i a g\u00eanese do &#8220;\u00c9tant donn\u00e9s&#8221; e prova que a rela\u00e7\u00e3o entre a obra de Maria &#8211; especialmente suas esculturas surrealistas do ciclo amaz\u00f4nico &#8211; e a \u00faltima grande obra de Duchamp nunca havia sido explorada pela literatura especializada.<\/p>\n<p>A revaloriza\u00e7\u00e3o de Maria Martins.<\/p>\n<p>O livro &#8220;Imposs\u00edvel&#8221; \u00e9 tamb\u00e9m um ato de repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. Maria Martins foi, nos anos 1940, uma das escultoras surrealistas mais importantes e reconhecidas de sua gera\u00e7\u00e3o. Celebrada por Andr\u00e9 Breton, comprada por Nelson Rockefeller, exposta nas galerias mais importantes de Nova York. Ap\u00f3s sua morte, foi progressivamente esquecida fora do Brasil. Naumann a recoloca no centro da narrativa da arte moderna, n\u00e3o como musa ou coadjuvante, mas como artista que influenciou decisivamente o percurso criativo do homem considerado o artista mais inteligente do s\u00e9culo XX. A escultura &#8220;O Imposs\u00edvel&#8221; (1945), de Maria Martins, condensa a dualidade entre desejo e interdito que atravessa sua produ\u00e7\u00e3o. As formas org\u00e2nicas e amb\u00edguas da escultura convidam o espectador a habitar um territ\u00f3rio de transforma\u00e7\u00e3o permanente, no qual corpos se fundem \u00e0 natureza e escapam de defini\u00e7\u00f5es est\u00e1veis. A obra dialoga com o imagin\u00e1rio surrealista, mas carrega marcas fortes da fauna e das mitologias americanas. H\u00e1 tr\u00eas vers\u00f5es de &#8220;O Imposs\u00edvel&#8221;: em bronze, pertencente ao acervo do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; em gesso, no Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Malba); e em bronze, produzida em 1946, no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Na exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Surrealismos: arte para al\u00e9m da raz\u00e3o&#8221;, na Pinakotheke S\u00e3o Paulo, dentro da sala especial dedicada a Maria Martins, est\u00e1 a obra &#8220;Impossible&#8221; (1946), gravura em metal sobre papel, 34 \u00d7 26 cm.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pinakotheke Editora lan\u00e7a &#8220;Imposs\u00edvel: a hist\u00f3ria de amor de Maria Martins e Marcel Duchamp&#8221;, do historiador de arte americano Francis M. Naumann. O lan\u00e7amento\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4773,3,4,1096,5287,6,4316,9,15],"tags":[],"class_list":["post-31547","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-brasileira-2","category-arte-contemporanea","category-arte-estrangeira","category-arte-moderna-2","category-esculturas-2","category-exposicoes","category-gravura-instalacao-2","category-livros","category-sao-paulo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31547"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31547\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31549,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31547\/revisions\/31549"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31547"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31547"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}