{"id":4701,"date":"2014-03-18T21:59:09","date_gmt":"2014-03-18T21:59:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=4701"},"modified":"2014-03-18T21:59:09","modified_gmt":"2014-03-18T21:59:09","slug":"instalacao-de-miguel-rio-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/instalacao-de-miguel-rio-branco","title":{"rendered":"Instala\u00e7\u00e3o de Miguel Rio Branco"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-4701 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gritos_surdos_03.jpg-baixa.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gritos_surdos_03.jpg-baixa-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gritos_surdos_03.jpg-baixa-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/gritos_surdos_03.jpg-baixa-303x300.jpg 303w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/TV.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/TV-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Uma instala\u00e7\u00e3o com quatro proje\u00e7\u00f5es de imagens que transitam pelas tem\u00e1ticas de viol\u00eancia e poder, trabalhada simultaneamente sobre quatro telas de voil, com \u00e1udios diferentes, constitui o n\u00facleo central da mostra \u201cGritos surdos\u201d, de Miguel Rio Branco, que ocupar\u00e1 a Casa Fran\u00e7a-Brasil, Centro, Rio de Janeiro, RJ. A exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane instala\u00e7\u00f5es realizadas pelo artista no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, que nunca foram exibidas no Rio de Janeiro. Al\u00e9m da obra que estar\u00e1 na nave central da Casa Fran\u00e7a-Brasil, uma das salas laterais exibir\u00e1 uma proje\u00e7\u00e3o com imagem fixa e \u00e1udio. A outra vai mostrar um \u201csite specific\u201d em neon\u201a no qual vidros de p\u00e1ra-brisas de autom\u00f3veis, acidentados ou baleados, refletem luzes fluorescentes que piscam de modo intermitente, perfiladas por linhas de neon vermelho, com fotografias em cibachrome. As obras de \u201cGritos Surdos\u201d foram concebidas originalmente para uma mostra individual do artista no Centro Portugu\u00eas de Fotografia, Porto, Portugal, em 2001 e tamb\u00e9m exibidas na Galeria Millan, S\u00e3o Paulo, SP, em 2004 e em Arles, Fran\u00e7a, nos \u201cRencontres d\u2019Arles\u201d, na \u00c9glise des Fr\u00e8res Pr\u00eacheurs, em 2005. Ao lembrar que Miguel Rio Branco n\u00e3o apresenta uma exposi\u00e7\u00e3o institucional no Rio de Janeiro h\u00e1 muitos anos, Evangelina Seiler, diretora da Casa Fran\u00e7a-Brasil, diz que \u201cGritos Surdos\u201d proporciona uma reflex\u00e3o sobre dif\u00edceis aspectos da condi\u00e7\u00e3o humana. \u2013 \u201cA obra de Miguel Rio Branco nos faz pensar sobre o que \u00e0s vezes n\u00e3o queremos ver\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A palavra do artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; \u201cComo artista, trabalhei em cima de imagens fotogr\u00e1ficas\u201a do cinema digital\u201a das luzes de neon e da po\u00e9tica que as artes pl\u00e1sticas me oferecem. Tudo se transforma no resultado da minha obra\u201d, resume Miguel Rio Branco, ao falar sobre o seu processo criativo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cGritos surdos\u201d \u00e9 composta por v\u00eddeos, fotografias e objetos. No entanto, sobre este tipo de composi\u00e7\u00e3o, o artista ressalta: &#8211; \u201cCada peda\u00e7o na verdade j\u00e1 cont\u00e9m um todo, j\u00e1 pode bastar em si mesmo, fotograficamente falando; por\u00e9m, poeticamente, ele precisa dos outros peda\u00e7os para completar o discurso\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; \u201cTrabalho como um pesquisador, como um colecionador de momentos e objetos, uma pessoa que vai atr\u00e1s de marcas deixadas por outros, um pouco como um arque\u00f3logo. Hoje em dia eu me vejo muito como um arque\u00f3logo que vai pegando marcas; o meu trabalho n\u00e3o tem mais o ser humano expl\u00edcito, mas tem a marca dele, os restos que ele deixa, as maneiras com que ele trabalha as coisas. N\u00e3o registro a arquitetura que o homem faz num edif\u00edcio, mas os buracos onde ele vive, os restos que ele larga para tr\u00e1s\u201d, conclui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um dos mais completos artistas visuais brasileiros, Miguel Rio Branco come\u00e7ou a expor suas pinturas em 1964, mas foi como fot\u00f3grafo e diretor de fotografia que conquistou reconhecimento nacional e internacional, a partir dos anos de 1970. Estudou fotografia em Nova Iorque, onde trabalhou por dois anos como fot\u00f3grafo e diretor de filmes experimentais.\u00a0 Nos nove anos seguintes, dirigiu e fotografou filmes em longas e curtas metragens. Desenvolveu, em paralelo, uma fotografia autoral de forte carga po\u00e9tica, que logo o legitimou como um dos melhores fotojornalistas de cor.\u00a0 A \u00eanfase de Miguel Rio Branco ao olhar pessoal lhe rendeu pr\u00eamios importantes, como o franc\u00eas Kodak de la Critique Photographique, em 1982, e o Grande Pr\u00eamio da Primeira Trienal de Fotografia do MAM- SP em 1980, al\u00e9m da presen\u00e7a de seus trabalhos nas revistas mais importantes do mundo, como Stern, National Geographic e muitas outras. Como diretor de fotografia, foi premiado pelos filmes \u201cMem\u00f3ria Viva\u201d, de Ot\u00e1vio Bezerra, e \u201cAboli\u00e7\u00e3o\u201d, de Z\u00f3zimo Bulbul. Seu v\u00eddeo \u201cNada levarei quando morrer, aqueles que me cobrarei no inferno\u201d, 1982, venceu a categoria Melhor Fotografia no Festival de Bras\u00edlia e foi duplamente premiado no XI Festival Internacional de Document\u00e1rios e Curtas de Lille, Fran\u00e7a: levou o Pr\u00eamio Especial do J\u00fari e o Pr\u00eamio da Cr\u00edtica Internacional. Publicou os livros \u201cDulce Sudor Amargo\u201d, Fundo de Cultura Econ\u00f3mica, M\u00e9xico, 1985; \u201cNakta\u201d, com um poema de Louis Calaferte , Funda\u00e7\u00e3o Cultural de Curitiba, 1996;\u00a0 \u201cMiguel Rio Branco\u201d, com ensaio de David Levi Strauss, Aperture, 1998; e \u201cSilent Book\u201d, Cosac Naify, 1988. Seguiram-se \u201cEntre os olhos, o deserto\u201d, 2000, tamb\u00e9m pela Cosac Naify e \u201cNotes on the tides\u201d, 2006. O mais recente de seus livro \u201cVoc\u00ea est\u00e1 feliz\u201d, 2012,\u00a0 editado pela Cosac Naify, foi indicado ao \u201cPhotobook Award 2013\u201d. Miguel Rio Branco possui obras no acervo de cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e particulares nos EUA, na Europa e no Brasil: MAM-Rio,\u00a0 MAM-SP, MASP-SP, Centre Georges Pompidou, Paris, San Francisco Museum of Modern Art, USA, Stedelijk Museum, Amsterdan, Museum of Photographic Arts, San Diego, California, USA, e Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque, USA. Entre 2000 e 2013, o artista realizou 50 exposi\u00e7\u00f5es individuais no Brasil, na Europa, Estados Unidos e Jap\u00e3o. Possui espa\u00e7o especial (individual) no Centro de Arte Contempor\u00e2nea Inhotim, MG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0De 24 de mar\u00e7o a 25 de maio.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma instala\u00e7\u00e3o com quatro proje\u00e7\u00f5es de imagens que transitam pelas tem\u00e1ticas de viol\u00eancia e poder, trabalhada simultaneamente sobre quatro telas de voil, com \u00e1udios diferentes,\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,2086,11,14,2269],"tags":[2574,2582,2577,96,2588,2592,2568,1869,2581,2578,2570,2584,1429,192,2567,2580,1858,318,2591,2576,2579,2572,2586,2585,2573,2587,2569,2589,2583,2590,2571,2575],"class_list":["post-4701","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-fotografia","category-instalacao-2","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","category-video-2","tag-abolicao","tag-aperture","tag-aqueles-que-me-cobrarei-no-inferno","tag-casa-franca-brasil","tag-centre-georges-pompidou","tag-centro-de-arte-contemporanea-inhotim","tag-centro-portugues-de-fotografia","tag-cosac-naify","tag-david-levi-strauss","tag-dulce-sudor-amargo","tag-eglise-des-freres-precheurs","tag-entre-os-olhos","tag-evangelina-seiler","tag-galeria-millan","tag-gritos-surdos","tag-louis-calaferte","tag-metropolitan-museum-of-art","tag-miguel-rio-branco","tag-museum-of-photographic-arts","tag-nada-levarei-quando-morrer","tag-nakta","tag-national-geographic","tag-notes-on-the-tides","tag-o-deserto","tag-otavio-bezerra","tag-photobook-award-2013","tag-rencontres-darles","tag-san-francisco-museum-of-modern-art","tag-silent-book","tag-stedelijk-museum","tag-stern","tag-zozimo-bulbul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4701"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4705,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4701\/revisions\/4705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}