{"id":5548,"date":"2014-07-04T18:38:52","date_gmt":"2014-07-04T18:38:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=5548"},"modified":"2014-07-04T18:38:31","modified_gmt":"2014-07-04T18:38:31","slug":"retrospectiva-de-palatnik","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/retrospectiva-de-palatnik","title":{"rendered":"Retrospectiva de Palatnik"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-5548 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Palatnik1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/07\/Palatnik1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Abraham Palatnik &#8211; A Reinven\u00e7\u00e3o da Pintura&#8221;, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, \u00e9 a maior mostra j\u00e1 realizada do artista, consagrado pela cria\u00e7\u00e3o de obras marcadas pela fus\u00e3o entre o movimento, o tempo e a luz; na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta obras do acervo do museu que ampliam o conceito de pintura de diversos artistas em Di\u00e1logos com Palatnik. Pinturas, desenhos, estudos, objetos, m\u00f3veis e esculturas comp\u00f5em a exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Abraham Palatnik &#8211; A Reinven\u00e7\u00e3o da Pintura&#8221;, que o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo, Parque do Ibirapuera, S\u00e3o Paulo, SP, apresenta com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, e patroc\u00ednio do Banco Safra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao unir est\u00e9tica \u00e0 tecnologia, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como instrumentos para a cria\u00e7\u00e3o de obras com grande potencial visual e po\u00e9tico, lan\u00e7ando os fundamentos de uma corrente art\u00edstica que ficou conhecida como arte cin\u00e9tica, na qual as fronteiras entre pintura e escultura se confundem e se ampliam. Na Sala Paulo Figueiredo, Scovino apresenta a mostra Di\u00e1logos com Palatnik, reunindo 39 obras de 26 artistas do acervo do museu que repensam o conceito de pintura. Apresentada no CCBB, de Bras\u00edlia, e no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, Abraham Palatnik \u2013 A Reinven\u00e7\u00e3o da Pintura chega ao MAM com 97 obras, onze a mais que suas antecessoras: a mostra traz quatro trabalhos adicionais do artista, um p\u00f4ster produzido pelo pintor e artista gr\u00e1fico Almir Mavignier e uma s\u00e9rie de seis obras do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, de dois internos do Hospital Psiqui\u00e1trico Dom Pedro II, em Engenho de Dentro (RJ), que influenciaram diretamente a carreira de Palatnik. S\u00e3o duas pinturas em guache sobre papel de Emydio de Barros e quatro desenhos de Raphael Domingues, produzidos com nanquim e bico de pena sobre papel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos 86 anos, o artista residente no Rio de Janeiro \u00e9 um dos pioneiros e a maior refer\u00eancia em arte cin\u00e9tica no Brasil, corrente que explora efeitos visuais por meio de movimentos f\u00edsicos e ilus\u00e3o de \u00f3tica, utilizando pesquisa visual e rigor matem\u00e1tico em obras com instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas que criam movimentos e jogo de luzes. Do homenageado s\u00e3o expostas 90 obras, desde \u00f3leos sobre tela do in\u00edcio da carreira a trabalhos recentes como da s\u00e9rie W, de acr\u00edlica sobre madeira. Est\u00e3o presentes as s\u00e9ries mais c\u00e9lebres: Aparelhos Cinecrom\u00e1ticos, Objetos Cin\u00e9ticos e Objetos L\u00fadicos, al\u00e9m de m\u00f3veis dos anos 1950, Relevos Progressivos e as Progress\u00f5es, em que o jacarand\u00e1 \u00e9 o meio e o tema para pintura. Em S\u00e3o Paulo, s\u00e3o exibidos exclusivamente obras do artista que pertencem ao acervo do MAM: Objeto Cin\u00e9tico (1986), Progress\u00e3o K-40 (1986), Mobilidade IV (1959\/99), Aparelho Cinecrom\u00e1tico (1969\/86) e o p\u00f4ster produzido por Almir Mavignier, em 1964, para uma exposi\u00e7\u00e3o do Palatnik na Alemanha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascido em Natal (RN), filho de russos, Palatnik passou a inf\u00e2ncia em Tel-Aviv (ent\u00e3o Palestina), onde fez curso de especializa\u00e7\u00e3o em motores de explos\u00e3o. Aos 20 anos, voltou permanentemente para o Brasil. O jovem artista mudou a forma de ver, fazer e entender arte quando conheceu o Hospital Psiqui\u00e1trico Dom Pedro II, coordenado pela Dra. Nise da Silveira, levado por Almir Mavignier, orientador do ateli\u00ea de pintura da institui\u00e7\u00e3o. Ao ver obras de pacientes esquizofr\u00eanicos, que apresentavam uma produ\u00e7\u00e3o excepcional, mesmo sem estudos sobre arte, Palatnik percebeu que realizava algo in\u00f3cuo frente \u00e0quela produ\u00e7\u00e3o rica de artistas que na grande maioria desconhecia o significado da express\u00e3o \u201carte\u201d. Assim, abandonou os pinc\u00e9is e passou a ter uma rela\u00e7\u00e3o mais livre entre forma e cor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aprofundando os estudos sobre psicologia da forma e usando os dotes como engenheiro, ele come\u00e7ou os experimentos com luz e movimento que deram origem aos Aparelhos Cinecrom\u00e1ticos &#8211; caixas com l\u00e2mpadas e telas coloridas que se movimentam acionadas por motores, um mecanismo que gera uma s\u00e9rie de imagens de luzes e cores em movimento, que unem lirismo e jogo de percep\u00e7\u00e3o, e aos Objetos Cin\u00e9ticos \u2013 aparelhos constitu\u00eddos por hastes ou fios met\u00e1licos que possuem nas extremidades discos de madeira pintados de v\u00e1rias cores, al\u00e9m de placas que se movimentam lentamente, acionado por motores ou eletro\u00edm\u00e3s, dando \u00e0 mec\u00e2nica uma dimens\u00e3o est\u00e9tica que provoca encantamento com os movimentos rotativos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse uso inusitado que Palatnik faz da tecnologia e sua originalidade fez com que a classe art\u00edstica e os j\u00faris especializados focassem e admirassem seus trabalhos. Durante a I Bienal de S\u00e3o Paulo, em 1951, a comiss\u00e3o internacional n\u00e3o sabia como qualificar a obra Aparelho Cinecrom\u00e1tico Azul e roxo em seu primeiro movimento. A obra n\u00e3o era uma escultura, t\u00e3o pouco uma pintura. Era algo que n\u00e3o se enquadrava nas categorias da Bienal. A solu\u00e7\u00e3o encontrada para garantir o reconhecimento pelo trabalho original e inovador foi lhe dar uma men\u00e7\u00e3o honrosa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Retrospectiva do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar que a exposi\u00e7\u00e3o pensa a obra de Abraham Palatnik como um trabalho pict\u00f3rico, e como a pintura \u2013 na concep\u00e7\u00e3o m\u00faltipla e ampliada \u2013 pode ser vista e estudada mesmo em objetos tridimensionais. \u201cSeja nos Aparelhos Cinecrom\u00e1ticos, nos Objetos Cin\u00e9ticos ou nas pinturas, o artista n\u00e3o abre m\u00e3o da artesania e de certa gambiarra, que ao longo dos anos foi desaparecendo\u201d explica Scovino. \u201cHoje os cortes feitos na madeira para a execu\u00e7\u00e3o da s\u00e9rie W s\u00e3o produzidos a laser e n\u00e3o mais na casa do artista por meio de uma m\u00e1quina cuja precis\u00e3o era infinitamente menor que a do laser,\u201d afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1954, Palatnik cria com o irm\u00e3o Aminadav a f\u00e1brica de m\u00f3veis Arte Viva, que funcionou at\u00e9 meados da d\u00e9cada seguinte. A experimenta\u00e7\u00e3o que guiava o trabalho no ateli\u00ea foi deslocada para a f\u00e1brica, onde foram produzidos v\u00e1rios tipos de mesa com tampos de vidro pintados pelo artista, al\u00e9m de poltronas, cadeiras e sof\u00e1s. Na d\u00e9cada de 1970, Palatnik e o irm\u00e3o inauguram a Silon, produzindo em larga escala objetos de design, sempre em formato de animais. \u201cA obra s\u00f3 adquiria sentido pleno se alcan\u00e7asse a vida, a rotina e o uso mais comum do cidad\u00e3o. Mais uma vez, percebemos a insatisfa\u00e7\u00e3o com a estagna\u00e7\u00e3o, um desejo cont\u00ednuo de pesquisa e de integra\u00e7\u00e3o de distintas \u00e1reas como escultura, pintura, tecnologia, f\u00edsica, m\u00f3veis e design\u201d, explica o curador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos Relevos Progressivos, realizados a partir dos anos 1960, o sequenciamento dos cortes na superf\u00edcie do material \u2013 cart\u00e3o, metal ou madeira \u2013 cria camadas que variam dependendo da profundidade e localiza\u00e7\u00e3o do corte, constituindo a pr\u00f3pria din\u00e2mica. Na d\u00e9cada de 1970, Palatnik produziu a s\u00e9rie Progress\u00f5es, que s\u00e3o pinturas formadas por intervalos de jacarand\u00e1 montados em sequ\u00eancias de l\u00e2minas fin\u00edssimas. Aproveitando a materialidade dos veios, n\u00f3s e outras marcas naturais, percebe-se a estrutura de desenhos e gestos que demarcam um corpo vivo e din\u00e2mico. Progress\u00f5es tamb\u00e9m se desmembrou a partir dos anos 1990 na s\u00e9rie W, em que sai o jacarand\u00e1 e entra a tinta acr\u00edlica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De 02 de julho a 15 de agosto.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Abraham Palatnik &#8211; A Reinven\u00e7\u00e3o da Pintura&#8221;, com curadoria de Felipe Scovino e Pieter Tjabbes, \u00e9 a maior mostra j\u00e1 realizada do\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3379,3,3378,11,15],"tags":[3383,23,2008,3380,154,298,3382,3384,1266,3381],"class_list":["post-5548","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-cinetica-2","category-arte-contemporanea","category-objetos-2","category-oparalelo","category-sao-paulo","tag-a-reinvencao-da-pintura","tag-abraham-palatnik","tag-almir-mavignier","tag-arte-viva","tag-felipe-scovino","tag-mam-sp","tag-nise-da-silveira","tag-pieter-tjabbes","tag-sala-paulo-figueiredo","tag-silon"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5548"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5548\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5563,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5548\/revisions\/5563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}