{"id":5824,"date":"2014-08-05T19:10:37","date_gmt":"2014-08-05T19:10:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=5824"},"modified":"2014-08-05T19:15:32","modified_gmt":"2014-08-05T19:15:32","slug":"ascanio-mmm-na-marcia-barrozo-do-amaral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/ascanio-mmm-na-marcia-barrozo-do-amaral","title":{"rendered":"Asc\u00e2nio MMM na Marcia Barrozo do Amaral"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-5824 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Quasos-1-1-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Quasos-1-1-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Quasos-2-1.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/Quasos-2-1-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Ap\u00f3s a mostra de &#8220;Flexos e Qualas&#8221;, no MAM em 2008, o escultor Asc\u00e2nio MMM exibe na Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, espa\u00e7o que o representa no Rio de Janeiro desde 2006. Esta nova s\u00e9rie de trabalhos intitula-se &#8220;Quasos&#8221; e estes trabalhos s\u00e3o resultado dos estudos que Asc\u00e2nio tem desenvolvido com o alum\u00ednio, material que \u00e9 a base da sua pesquisa h\u00e1 cerca de vinte anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta mostra, a tor\u00e7\u00e3o permanece como movimento original do seu trabalho, por\u00e9m as tor\u00e7\u00f5es r\u00edgidas dos trabalhos de madeira brancos d\u00e3o vez \u00e0s tor\u00e7\u00f5es flex\u00edveis de tramas de alum\u00ednio. Um dos trabalhos evoca a fita de Moebius, com sua tor\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. As formas exibidas s\u00e3o resultado de uma longa experimenta\u00e7\u00e3o com alum\u00ednio e parafusos, estes agora de v\u00e1rios comprimentos e com diferentes n\u00edveis de aperto, para unir as pe\u00e7as de alum\u00ednio. O artista conta que deixou de apertar totalmente os parafusos, o que possibilitou que o alum\u00ednio se movimente e se expanda, promovendo a altern\u00e2ncia entre a solidez e a leveza do material, atrav\u00e9s de um espa\u00e7amento controlado. \u201cS\u00e3o folgas vari\u00e1veis que apresentam novas formas e novas quest\u00f5es na minha pesquisa\u201d, afirma. O nome desta s\u00e9rie tem origem na combina\u00e7\u00e3o das palavras \u201cquadrados\u201d e \u201cparafusos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o presente nos trabalhos da mostra \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o da cor e do brilho do pr\u00f3prio material. O uso da cor tamb\u00e9m tem sido objeto de estudo do artista e agora aparece de forma sutil, de acordo com a movimenta\u00e7\u00e3o do espectador e da incid\u00eancia de luz, gerando resultados surpreendentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Asc\u00e2nio MMM nasceu em F\u00e3o, Portugal, mas vive e trabalha no Rio de Janeiro desde os 17 anos de idade. Sua forma\u00e7\u00e3o inclui passagem pela Escola Nacional de Belas Artes entre 1963 e 1964, e pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, FAU\/UFRJ, entre 1965 e 1969, onde se formou. Atuou como arquiteto at\u00e9 1976, mas j\u00e1 a partir de 1966 come\u00e7ou a desenvolver seu trabalho art\u00edstico a partir do uso da madeira pintada de branco e, logo em seguida, da organiza\u00e7\u00e3o de ripas de madeira em progress\u00f5es verticais e horizontais, e criando as caixas l\u00fadicas, esp\u00e9cie de bases de madeira, sobre as quais o espectador pode deslocar quadrados vazados, de tamanhos decrescentes. Neste mesmo ano exibiu pela primeira vez seus trabalhos ao p\u00fablico, inclu\u00eddo na sele\u00e7\u00e3o de artistas do I Sal\u00e3o de Abril no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 1966 e durante os anos 1970, explorou a rela\u00e7\u00e3o entre escultura e arquitetura em seus trabalhos pelo uso da madeira pintada de branco e, logo em seguida, da organiza\u00e7\u00e3o de ripas de madeira em progress\u00f5es verticais e horizontais. S\u00e3o deste per\u00edodo as caixas l\u00fadicas, cubos de madeira, sobre os quais o espectador pode deslocar quadrados vazados, de tamanhos decrescentes, formando diferentes composi\u00e7\u00f5es. Na d\u00e9cada de 1980 realizou os &#8220;Fitangulares&#8221; &#8211; relevos e esculturas, quando deixou de usar o branco, e a quest\u00e3o da luz e sombra foi abandonada, para explorar a madeira crua de diferentes esp\u00e9cies (cedro, mogno, pau marfim, ip\u00ea, freij\u00f3, etc.) e tonalidades. J\u00e1 no final dos anos 80 surgiram as primeiras Piramidais de madeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos anos 1990, a quest\u00e3o das grandes dimens\u00f5es tornou-se uma preocupa\u00e7\u00e3o central para Asc\u00e2nio e os estudos com alum\u00ednio se intensificaram. O alum\u00ednio tornou-se ent\u00e3o a base para a pesquisa de novos trabalhos. As esculturas desta fase caracterizam-se pelos tubos retangulares de alum\u00ednio cortados, que geram esculturas de grandes dimens\u00f5es com vazios internos e sucess\u00f5es de transpar\u00eancias e s\u00f3lidos, tornando-as quase imateriais conforme a posi\u00e7\u00e3o do espectador. Nos anos 2000, desenvolve os Flexos \u2013 quando os parafusos que eram usados nas Piramidais foram substitu\u00eddos por arames de a\u00e7o inoxid\u00e1vel amarrando os tubos quadrados cortados com 1cm, e gerando tramas tensionadas. Posteriormente, surgiram as Qualas \u2013 onde a amarra\u00e7\u00e3o de arame foi substitu\u00edda por argolas, conferindo ainda mais plasticidade \u00e0 trama, permitindo ao artista uma nova rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o e a luz ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com exposi\u00e7\u00f5es individuais no Brasil e no exterior, al\u00e9m de participa\u00e7\u00f5es em Bienais, Asc\u00e2nio possui obras instaladas em espa\u00e7os p\u00fablicos no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo, Jap\u00e3o e Portugal. Apenas cidade do Rio s\u00e3o oito esculturas de grandes dimens\u00f5es, como a do Centro Administrativo S\u00e3o Sebasti\u00e3o, na Cidade Nova e a do Centro Empresarial Rio, em Botafogo, esta \u00faltima escolhida por \u201cvinte nomes ligados \u00e0s artes pl\u00e1sticas\u201d como um dos dez trabalhos que n\u00e3o podem deixar de ser vistos na cidade (Revista Rio Show, O Globo, 20\/04\/2007). A produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Asc\u00e2nio foi objeto de estudo e an\u00e1lise cr\u00edtica por Paulo Herkenhoff no livro Asc\u00e2nio MMM: Po\u00e9tica da Raz\u00e3o (BE\u0128 Editora, 2012). Em 2005 foi publicado o livro Asc\u00e2nio MMM (Editora Andrea Jakobsson, 2005), com textos de Paulo Sergio Duarte, Lauro Cavalcanti, Fernando Cocchiarale e Marcio Doctors.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De 21 de agosto a 19\u00a0 de setembro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s a mostra de &#8220;Flexos e Qualas&#8221;, no MAM em 2008, o escultor Asc\u00e2nio MMM exibe na Galeria Marcia Barrozo do Amaral, Copacabana, Rio de\u2026<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,11,14],"tags":[737,3598,160,191,1193,3599,365,1883],"class_list":["post-5824","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-arte-contemporanea","category-oparalelo","category-rio-de-janeiro","tag-ascanio-mmm","tag-editora-andrea-jakobsson","tag-fernando-cocchiarale","tag-galeria-marcia-barrozo-do-amaral","tag-lauro-cavalcanti","tag-marcio-doctors","tag-paulo-herkenhoff","tag-paulo-sergio-duarte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5824"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5824\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5831,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5824\/revisions\/5831"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}