{"id":7979,"date":"2015-04-02T22:15:59","date_gmt":"2015-04-02T22:15:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=7979"},"modified":"2015-04-02T22:15:59","modified_gmt":"2015-04-02T22:15:59","slug":"marino-marini-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/marino-marini-no-brasil","title":{"rendered":"Marino Marini no Brasil"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-7979 gallery-columns-2 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Marino-Marini.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/Marino-Marini-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cMarino Marini: do arca\u00edsmo ao fim da forma\u201d abre a programa\u00e7\u00e3o 2015 da Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, Porto Alegre, RS. Com curadoria de Alberto Salvadori, a entidade ga\u00facha inaugura a primeira exposi\u00e7\u00e3o do consagrado artista no Brasil, um nome de proje\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>Sobre a obra e o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nDo arcaismo ao fim da forma Marino Marini nasce em uma pequena cidade, Pistoia, onde n\u00e3o permanece indiferente \u00e0s grandes li\u00e7\u00f5es giottescas, \u00e0s de Masaccio e de Pisano e, particularmente, \u00e0s importantes cole\u00e7\u00f5es etrusca e eg\u00edpcia do museu arqueol\u00f3gico da vizinha Floren\u00e7a. A liga\u00e7\u00e3o do artista toscano com a antiguidade faz parte de uma dimens\u00e3o que pertence ao tempo de seu estudo e de sua forma\u00e7\u00e3o. As suas esculturas, assim como as eg\u00edpcias, apresentam-se por assemblage l\u00f3gica, sem nenhum interesse ilusion\u00edstico, introduzindo, assim, outro dado essencial para ler a sua obra: o valor absoluto que ele confere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre arte e arquitetura. Quatro tem\u00e1ticas tiveram particular import\u00e2ncia para Marini, tr\u00eas das quais antigas: o retrato, a Pomona e os cavaleiros. A essas deve se somar o tema do circo, com os malabaristas, as bailarinas e os acrobatas. Marino era extremamente fascinado pelo mundo do circo, e a natureza do of\u00edcio do malabarista, do palha\u00e7o, dos acrobatas intrigava-o. Entreter o p\u00fablico, ser capaz de pertencer a uma tipologia de m\u00e1scara eterna, tinha tornado esses sujeitos importantes para o seu imagin\u00e1rio. As Pomonas, ao contr\u00e1rio, s\u00e3o a encarna\u00e7\u00e3o, segundo Marini, do eterno feminino. A antiga divindade da fertilidade nos \u00e9 posta como met\u00e1fora do nascimento, da plenitude sensual da vida. O cavaleiro e o cavalo est\u00e3o, desde os anos 30, dentre os temas que mais interessaram a pesquisa de Marino Marini. &#8220;As minhas est\u00e1tuas equestres exprimem o tormento causado pelos eventos deste s\u00e9culo. A inquietude do meu cavalo aumenta a cada nova obra. Eu aspiro tornar vis\u00edvel o \u00faltimo est\u00e1gio da dissolu\u00e7\u00e3o de um mito, do mito do individualismo her\u00f3ico e vitorioso do homem de virtudes, dos humanistas&#8221;. Convivem hist\u00f3ria e mito, realidade e f\u00e9, testemunhas de que as obras do artista devem ser lidas como passagens que marcam o devir da hist\u00f3ria. As coisas mudam com o proceder do confronto b\u00e9lico na Europa, as esculturas se tornam formas seccionadas arquitetonicamente pela grande trag\u00e9dia. O pr\u00f3prio Marino define as obras do per\u00edodo como arquiteturas de uma enorme trag\u00e9dia que se liberar\u00e1, em seguida, no famoso Anjo da cidade, de 1950, que at\u00e9 hoje domina o Canal Grande. A partir dos anos 50 Marini volta a praticar a pintura com maior intensidade. Com cores brilhantes e encorpadas, fechadas em um campo geometrizante que se destaca sobre o fundo plano e com formas sempre mais desagregadas, as obras pict\u00f3ricas definem, assim como a escultura, uma evidente mudan\u00e7a de chave expressiva. Desenho, gr\u00e1fica, pintura e escultura vivem em Marini uma simbiose din\u00e2mica, um enredo dificilmente desat\u00e1vel, carregado de tens\u00f5es e de p\u00e1thos. O retrato se insere no percurso de Marini como representa\u00e7\u00e3o dos valores humanos, no qual ele ensaiou o limite mais alto de um criador de formas. A capacidade pl\u00e1stica e a pura inven\u00e7\u00e3o s\u00e3o subjugadas \u00e0 verdade fision\u00f4mica do modelo, e os quatro retratos aqui expostos nos colocam diante de tamanha for\u00e7a da representa\u00e7\u00e3o. O ano de 1950 \u00e9 decisivo porque o artista decidiu aceitar o convite para ir a Nova York. Em 14 de fevereiro, foi aberta a primeira individual de Marini na cidade americana e iniciou-se um percurso de reconhecimentos internacionais que n\u00e3o mais se encerrou. Estamos na s\u00e9rie dos Milagres, eventos ao mesmo tempo terrenos e sobrenaturais, que aludem \u00e0 morte do homem, ao seu decl\u00ednio. Dentre as obras presentes nas mostras de 1951 e de 1952, s\u00e3o representadas a dissid\u00eancia, a ruptura da harmonia entre cavalo e cavaleiro, a ingovernabilidade dos eventos. Tal condi\u00e7\u00e3o fora de controle constitui o ato final de uma trag\u00e9dia que encontra no Grito, de 1962, tamb\u00e9m presente na mostra, sua conclus\u00e3o. Uma palavra-chave para compreender a escultura de Marino \u00e9 &#8220;tens\u00e3o&#8221;. O artista, mais que sobre o pr\u00f3prio movimento, incide sobre o instante de imobilidade que aparece for\u00e7ado pela forma na composi\u00e7\u00e3o e, atrav\u00e9s do qual, surge o movimento ou a escultura morre. Dentre os oito pequenos bronzes presentes nesta mostra, em Figuras abstratas e Composi\u00e7\u00f5es, dos anos 60, n\u00e3o \u00e9 mais percept\u00edvel a presen\u00e7a de cavalos e cavaleiros que vivem escondidos nos planos e nos cortes da mat\u00e9ria. Abstra\u00e7\u00e3o e geometriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o outra coisa que a amplia\u00e7\u00e3o da gama expressiva, da figura\u00e7\u00e3o de Marino Marini. Em Uma forma em uma ideia, de 1964, o artista atinge a desagrega\u00e7\u00e3o e constitui o ato final de uma trag\u00e9dia interior. Eis ent\u00e3o que a s\u00e9rie sobre papel Composi\u00e7\u00e3o, de 1960, e as tr\u00eas grandes t\u00eamperas sobre papel \u2013 Intensidade (1967), Energias e Vivacidade, ambas de 1968 \u2013 colocam-nos de frente a uma pintura \u00edntima e que se esquiva de qualquer constru\u00e7\u00e3o formal, pr\u00f3pria de um artista que n\u00e3o ficou fora de seu tempo. A obra Dois elementos (1971) fecha a narrativa escultural de Marini.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>De 10 de mar\u00e7o a 20 de junho.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cMarino Marini: do arca\u00edsmo ao fim da forma\u201d abre a programa\u00e7\u00e3o 2015 da Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo, Porto Alegre, RS. 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