{"id":8492,"date":"2015-06-18T22:44:31","date_gmt":"2015-06-18T22:44:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=8492"},"modified":"2015-06-18T22:44:31","modified_gmt":"2015-06-18T22:44:31","slug":"geracao-80-em-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/geracao-80-em-curitiba","title":{"rendered":"Gera\u00e7\u00e3o 80 em Curitiba"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-8492 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Beatriz-Milhazes.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Beatriz-Milhazes-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-8494\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-8494'>\n\t\t\t\tBeatriz Milhazes\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Leda-Catunda.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Leda-Catunda-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-8493\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-8493'>\n\t\t\t\tLeda Catunda\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Jorge-Guinle.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Jorge-Guinle-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" aria-describedby=\"gallery-1-8502\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt>\n\t\t\t\t<dd class='wp-caption-text gallery-caption' id='gallery-1-8502'>\n\t\t\t\tJorge Guinle\n\t\t\t\t<\/dd><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>Entra em exibi\u00e7\u00e3o na Sim\u00f5es de Assis Galeria de Arte, Curitiba, PR, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cGera\u00e7\u00e3o 80: Ousadia &amp; Afirma\u00e7\u00e3o\u201d, com curadoria de Marcus Lontra. Artistas de uma gera\u00e7\u00e3o cuja marca foi a busca da associa\u00e7\u00e3o do pensar com o fazer ser\u00e3o apresentados na mostra, que traz obras de Barr\u00e3o, Beatriz Milhazes, Cristina Canale, Daniel Senise, Delson Uch\u00f4a, Gon\u00e7alo Ivo, Jorge Guinle, Leda Catunda, Leonilson e Luiz Zerbini.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em julho de 1984 e 123 artistas de v\u00e1rias partes do pa\u00eds se reuniriam num grande site-specific no pr\u00e9dio do Parque Lage, no Rio de Janeiro. A abertura da exposi\u00e7\u00e3o foi uma festa que reuniu toda uma gera\u00e7\u00e3o crescida \u00e0 sombra de 20 anos de ditadura militar. Na mostra, diversas propostas reunidas pela jovem curadoria de Marcus Lontra, Paulo Roberto Leal e Sandra Mager tendo, como um de seus nortes, a import\u00e2ncia da imagem. Intitulada \u201cComo Vai Voc\u00ea, Gera\u00e7\u00e3o 80?\u201d, a mostra completou 30 anos em 2014 e \u00e9, a partir do dia 18 de junho, revisitada por meio de seus principais nomes. Em vez de trazer trabalhos da \u00e9poca da exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica desses artistas, Lontra empreende uma visita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o mais recente desses que s\u00e3o nomes integrantes da hist\u00f3ria da arte brasileira. \u201cA mostra re\u00fane obras de d\u00e9cadas variadas e funciona como um caleidosc\u00f3pio: imagens que se sobrep\u00f5em, se movimentam e se alternam na constru\u00e7\u00e3o de um conjunto \u00edntegro e orgulhoso\u201d, diz o curador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Gera\u00e7\u00e3o 80: ousadia &amp; afirma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA gente n\u00e3o quer s\u00f3 comida, a gente quer comida, divers\u00e3o e arte\u201d<\/p>\n<p>\u201cComida\u201d \u2013 Tit\u00e3s, hit dos anos 80<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco mais de trinta anos, cento e vinte e tr\u00eas jovens artistas se reuniram na Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro, na emblem\u00e1tica data de 14 de julho, para invadir e ampliar as fronteiras da arte brasileira, na hoje c\u00e9lebre mostra \u201cComo vai voc\u00ea gera\u00e7\u00e3o 80?\u201d. Eram outros os tempos, repletos de otimismo, e a juventude de ent\u00e3o estava certa da necessidade premente de sair \u00e0s ruas, de ocupar as avenidas e os becos da cidade comemorando a democracia que renascia no Brasil depois de um longo per\u00edodo de trevas. Assim \u00e9ramos todos, jovens rom\u00e2nticos e corajosos, querendo falar de afeto e liberdade, dispostos a construir um novo pa\u00eds e a alimentar uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica que refletisse a pluralidade cultural e \u00e9tnica do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil \u2013 e em especial o Rio de Janeiro \u2013 vivia um momento de ebuli\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e cultural. Brizola e Darcy constru\u00edam CIEPs, concretizando sonhos de An\u00edsio Teixeira e Paulo Freire. A piscina do parque Lage era a met\u00e1fora perfeita para o banho de criatividade que ocupava o casar\u00e3o de Gabriela Bezanzoni e seus jardins. A curadoria (Paulo Roberto Leal, Sandra Mager e eu) era tamb\u00e9m jovem e n\u00e3o buscava excessos te\u00f3ricos que acabam por transformar os artistas em meros ilustradores das geniais teses acad\u00eamicas do te\u00f3rico de plant\u00e3o. No texto explicativo da mostra os crit\u00e9rios eram assim explicados: \u201c&#8230; durante todo o processo de realiza\u00e7\u00e3o, n\u00f3s, os curadores, jamais tentamos impor caminhos, for\u00e7ar a exist\u00eancia de movimentos, de grupos, enfim, comportamentos superados nos quais somente alguns poucos `espertos` se beneficiam. A n\u00f3s interessa menos o que eles fazem, e mais a liberdade desse fazer. Esse foi o princ\u00edpio que norteou as nossas fun\u00e7\u00f5es na coordenadoria da mostra.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A total liberdade que permitiu aos artistas a escolha dos lugares onde expor e a correta fun\u00e7\u00e3o da curadoria, colaboraram para o estrondoso sucesso do evento. Em meio a tantos nomes surgiam obras e carreiras que hoje se afirmam na hist\u00f3ria recente da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do Brasil. A mostra definiu a voca\u00e7\u00e3o plural e madura da arte brasileira; permitiu o aparecimento de uma cr\u00edtica mais comprometida com a inser\u00e7\u00e3o da arte no panorama cultural brasileiro, oxigenou o mercado e reavaliou aspectos institucionais. Em sua ess\u00eancia democr\u00e1tica, a gera\u00e7\u00e3o 80 foi, \u00e9 e sempre ser\u00e1 uma voz a servi\u00e7o da diversidade. \u201cGostem ou n\u00e3o, queiram ou n\u00e3o, est\u00e1 tudo a\u00ed, todas as cores, todas as formas, quadrados, transpar\u00eancias, mat\u00e9ria, massa pintada, massa humana, suor, avi\u00e3ozinho, gera\u00e7\u00e3o serrote, radicais e liberais, transvanguarda, punks e panquecas, p\u00f3s-modernos e pr\u00e9-modernos, neo-expressionistas e neocaretas, velhos conhecidos, t\u00edmidos, agressivos, apaixonados, despreparados e ejaculadores precoces. Todos, enfim, iguais a qualquer um de voc\u00eas. Talvez um pouco mais alegres e corajosos, um pouco mais&#8230; Afinal, trata-se de uma nova gera\u00e7\u00e3o, novas cabe\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje, j\u00e1 na segunda d\u00e9cada de um novo mil\u00eanio, \u00e9 gratificante constatar que a ousadia desses sempre jovens artistas est\u00e1 presente no cen\u00e1rio da arte contempor\u00e2nea. Alguns com carreiras internacionais estabelecidas, outros com a certeza de que o tempo caminha ao seu lado, eterno c\u00famplice da qualidade das obras realmente significativas. A mostra aqui apresentada reafirma a import\u00e2ncia de uma hist\u00f3ria j\u00e1 vivida e de um futuro no qual a liberdade caminhar\u00e1 de m\u00e3os dadas com a maturidade e o amplo dom\u00ednio de seus meios expressivos. Reunir no mesmo espa\u00e7o f\u00edsico esse grupo de amigos, permite a curadoria \u2013 e ao p\u00fablico principalmente \u2013 o reencontro com obras que fazem parte do nosso saber e do nosso sentir. A mostra re\u00fane obras de d\u00e9cadas variadas e funciona como um caleidosc\u00f3pio: imagens que se sobrep\u00f5em, se movimentam e se alternam na constru\u00e7\u00e3o de um conjunto \u00edntegro e orgulhoso de uma gera\u00e7\u00e3o que acredita no que faz e que ajuda a compor, cotidianamente, o retrato de sua \u00e9poca, de seu pa\u00eds, de nossos sentimentos e de nossas id\u00e9ias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marcus de Lontra Costa &#8211; Maio de 2015<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 01 de agosto.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entra em exibi\u00e7\u00e3o na Sim\u00f5es de Assis Galeria de Arte, Curitiba, PR, a exposi\u00e7\u00e3o \u201cGera\u00e7\u00e3o 80: Ousadia &amp; Afirma\u00e7\u00e3o\u201d, com curadoria de Marcus Lontra. 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