{"id":9948,"date":"2016-01-06T09:41:54","date_gmt":"2016-01-06T09:41:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/?p=9948"},"modified":"2016-01-06T09:41:54","modified_gmt":"2016-01-06T09:41:54","slug":"caixa-cultural-curitiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/caixa-cultural-curitiba","title":{"rendered":"Caixa Cultural Curitiba"},"content":{"rendered":"<p>\n\t\t<style>\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 33%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-9948 gallery-columns-3 gallery-size-thumbnail'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Bruno-Miguel.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Bruno-Miguel-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Bruno-Miguel2.jpg'><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/www.bolsadearte.com\/oparalelo\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Bruno-Miguel2-150x150.jpg\" class=\"attachment-thumbnail size-thumbnail\" alt=\"\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl>\n\t\t\t<br style='clear: both' \/>\n\t\t<\/div>\n<br \/>\nA CAIXA Cultural Curitiba, Centro, Curitiba, PR, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o \u201cA VIAGEM PITORESCA \u2013 Bruno Miguel\u201d. Com curadoria de Bernardo Mosqueira, a mostra re\u00fane parte da produ\u00e7\u00e3o mais recente de Bruno Miguel, com algumas das obras mais representativas de sua trajet\u00f3ria art\u00edstica que foca na investiga\u00e7\u00e3o sobre a pintura, o universo dom\u00e9stico, a l\u00f3gica do consumo e o imagin\u00e1rio pop. A mostra in\u00e9dita, que apresenta resultados de um artista que est\u00e1 experimentando a pintura no mundo contempor\u00e2neo, visa nos introduzir a uma parte importante desse pensamento que mescla refer\u00eancias das chamadas alta e baixa culturas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o apresenta a linguagem \u00fanica e singular do artista, de forma a mostrar sua personalidade e trajet\u00f3ria fundidas com as fases de sua obra. Bruno Miguel desenvolve desde 2004 sua pesquisa em torno da constru\u00e7\u00e3o e da representa\u00e7\u00e3o da paisagem na contemporaneidade. Atuante em diversas linguagens, o mesmo elege a pintura como tema principal de sua rotina obsessiva de produ\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos anos as quest\u00f5es acerca da paisagem come\u00e7aram a dar lugar a uma investiga\u00e7\u00e3o maior da pintura como linguagem e suas interfaces na vida cotidiana contempor\u00e2nea. Mas acima de qualquer ret\u00f3rica que Bruno desenvolva para justificar suas op\u00e7\u00f5es, a verdadeira for\u00e7a de sua pesquisa est\u00e1 no trabalho. N\u00e3o na obra em si, mas na labuta do atelier, onde sua curiosidade e inquieta\u00e7\u00e3o fazem com que sua pintura se mantenha em transforma\u00e7\u00e3o. Onde suas compuls\u00f5es buscam erros ansiosos por solu\u00e7\u00f5es imprevis\u00edveis, t\u00e3o generosas que se escondem por tr\u00e1s do deslumbre banal das imagens f\u00e1ceis. Sua pesquisa \u00e9 um tipo de p\u00f3s-pop perif\u00e9rico, sempre relacionando alta e baixa cultura. Uma maquiagem vulgar e exuberante que superficialmente disfar\u00e7a sua condi\u00e7\u00e3o de eterna busca pela beleza. N\u00e3o da pintura, mas do pintar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 2006, o artista vem reunindo lou\u00e7as, porcelanas, tape\u00e7arias, tecidos inusitados e antiguidades em leil\u00f5es e antiqu\u00e1rios, tanto pela internet quanto pela cidade do Rio de Janeiro. Tudo isso poderia se tornar parte de alguma das muitas cole\u00e7\u00f5es que Bruno mant\u00e9m em sua casa, mas n\u00e3o. Somados \u00e0s telas, tintas, \u00e0 uma pesquisa radical, um extenso repert\u00f3rio imag\u00e9tico e a uma rara capacidade de experimenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do pintar, esses materiais coletados por Bruno Miguel se tornam pintura. Como o pr\u00f3prio artista diz: \u201cA hist\u00f3ria desses suportes e materiais \u00e9 t\u00e3o importante quanto a que ser\u00e1 constru\u00edda no atelier. O resultado dessas transforma\u00e7\u00f5es \u00e9 mostrado como uma grande instala\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica, relacionando a pintura e o espa\u00e7o, o artista e o mundo.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conjuntos de pratos e tapetes decorativos de origens diversas ser\u00e3o suportes inesperados para grandes pinturas. Tais quais tecidos estampados reunidos, transformados em telas. Nesses trabalhos, vemos imagens originadas de estampas de camisetas dos anos 80, embalagens de chiclete, letreiros de propaganda, antigos an\u00fancios de TV, publicidade socialista, personagens atuais da internet e refer\u00eancias diretas ou indiretas \u00e0s ideias de paisagem e de natureza morta.Telas, objetos, tapetes, pratos e lou\u00e7as s\u00e3o elementos heterog\u00eaneos por\u00e9m extremamente coerentes na proposta de montagem pensada especialmente para a galeria da CAIXA Cultural Curitiba, pois criam uma paisagem l\u00fadica que remete \u00e0 narrativa fant\u00e1stica da paisagem pintada ganhando vida no plano do real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bruno Miguel parte do entendimento da pintura como linguagem h\u00edbrida, flu\u00edda, \u00e9 o que torna imposs\u00edvel limit\u00e1-la \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o e antigos dogmas. A pintura contempor\u00e2nea tem voca\u00e7\u00e3o para o protagonismo desde que entenda suas interfaces com outras linguagens. As obras escolhidas para essa \u201cinstala\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica visual\u201d tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com a mem\u00f3ria colonial brasileira. O g\u00eanero de pintura escolhido como foco nos \u00faltimos anos pelo artista \u00e9 a natureza morta, exerc\u00edcio obrigat\u00f3rio nas academias, historicamente bem representada pelos grandes mestres. Pratos, lou\u00e7as, porcelanas, tape\u00e7arias, tecidos, azulejos, garrafas, copos, tigelas, enfim, todo o repert\u00f3rio j\u00e1 imortalizado nas composi\u00e7\u00f5es do g\u00eanero, aqui se tornam antagonistas \u00e0 a\u00e7\u00e3o da pintura. A tinta, a forma, os procedimentos, mesmo que aparentemente, pare\u00e7am esculturas, desenhos ou objetos, neles o artista apenas enxerga exerc\u00edcios de pintura, al\u00e9m da pintura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o curador Bernardo Mosqueira: \u201cEntendemos a necessidade da circula\u00e7\u00e3o do pensamento e a amplia\u00e7\u00e3o do campo de discuss\u00e3o dos limites da linguagem e do circuito, tanto no que se refere \u00e0 arte contempor\u00e2nea quanto \u00e0s suas possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o com o espectador. A pintura para al\u00e9m do campo ampliado da tela \u00e9 o \u201cleit motiv\u201d dessa exposi\u00e7\u00e3o. Bruno Miguel busca apresentar em suas obras quest\u00f5es al\u00e9m dos dogmas da representa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica com as novas possibilidades t\u00e9cnicas e de conceitos desenvolvidos, tanto no circuito, quanto nas salas das principais escolas de arte do Brasil. Nossa inten\u00e7\u00e3o com essa mostra \u00e9 proporcionar atrav\u00e9s de oposi\u00e7\u00f5es simples de s\u00edmbolo, signo e significado um campo de discuss\u00e3o interessante entre obra e espectador.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bruno Miguel \u00e9 um dos artistas contempor\u00e2neos mais atuantes de sua gera\u00e7\u00e3o e j\u00e1 exp\u00f4s em diversos museus e galerias do Brasil, Chile, Bolivia, Argentina, Col\u00f4mbia e EUA. Premiado nacional e internacionalmente, possui obras em cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, como MAM RJ, MAR RJ e Deutsche Bank Collection. Artista representado pela Galeria Luciana Caravello Arte Contempor\u00e2nea no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Filho de imigrantes portugueses e mo\u00e7ambicanos radicados no Brasil, fruto de uma hist\u00f3ria familiar de altos e baixos financeiros, pintor formado pela Escola de Belas Artes da UFRJ e, desde 2010, professor de pintura na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, a partir da Ilha do Governador onde cresceu, pensa o mundo atrav\u00e9s de suas pinturas. Esse artista l\u00ea e constr\u00f3i o mundo por aquilo que habita o imagin\u00e1rio de uma especial gera\u00e7\u00e3o brasileira que se formou de maneira global, sendo nutrida e inundada por imagens urbanas em movimento, pela MTV com seus videoclipes, a Hollywood barata da sess\u00e3o da tarde, McDonalds e seus McLanches felizes, letreiros brilhantemente encardidos, Fanta Laranja, pasta de dente de ursinho, Sonic, Mario Bros, Cavaleiros do Zod\u00edaco, fitas piratas de videogame, Super Xuxa contra o Baixo Astral, Woopi Goldberg e sua \u201cMudan\u00e7a de h\u00e1bito\u201d em S\u00e3o Francisco que poderia ser o Queens, o Bexiga ou a Ilha do Governador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bruno Miguel apropria em uma das s\u00e9ries apresentadas na mostra, cita\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas populares brasileiras ou internacionais e traduz a est\u00e9tica pop urbana do grafite e da picha\u00e7\u00e3o pra pintura contempor\u00e2nea utilizando t\u00e9cnica minuciosa. O humor, o tom kitsch latino de Don Juan depois da linha do trem, a forte densidade conceitual e o cuidadoso apre\u00e7o pelo resultado est\u00e9tico, al\u00e9m de uma cr\u00edtica social feita a partir do pr\u00f3prio n\u00facleo objeto dessa cr\u00edtica, s\u00e3o dados importantes na produ\u00e7\u00e3o de Bruno Miguel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sendo parte relevante e representativa de uma especial gera\u00e7\u00e3o de jovens artistas brasileiros, Bruno Miguel apresenta essa exposi\u00e7\u00e3o em Curitiba que carrega forte apelo visual e \u00e9 uma importante amostra da ponta da experimenta\u00e7\u00e3o das possibilidades do pintar hoje: conjugando alta cultura e baixa cultura, erudito e popular, cavalete do ateli\u00ea e muro da rua, hist\u00f3ria e agora, arte e vida, artif\u00edcio e natureza, constru\u00e7\u00e3o e paisagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por tratar-se de uma exposi\u00e7\u00e3o de um artista contempor\u00e2neo o p\u00fablico est\u00e1 convidado \u00e0 novas sensa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises, re-significando o car\u00e1ter restritivo dos demais centros culturais, mantendo a CAIXA como principal incentivadora de arte contempor\u00e2nea, atrav\u00e9s do pioneirismo na apresenta\u00e7\u00e3o de novas m\u00eddias e seus respectivos artistas atuantes, j\u00e1 que a mostra vai de encontro \u00e0 tend\u00eancia de fus\u00e3o de m\u00eddias na arte contempor\u00e2nea, reunindo no mesmo espa\u00e7o expositivo diferentes tipos de suporte, como: instala\u00e7\u00e3o, pintura, objetos, esculturas e tecnologia sonora\/visual, interferindo visualmente na galeria e interagindo diretamente com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o da mostra est\u00e1 a cargo de Anderson Eleot\u00e9rio e David Motta \u2013 ADUPLA Produ\u00e7\u00e3o Cultural, empresa que vem realizando importantes exposi\u00e7\u00f5es itinerantes pelo Brasil, como: Athos Bulc\u00e3o, Farnese de Andrade, Milton Dacosta, C\u00edcero Dias, Di Cavalcanti, Raymundo Colares, Bandeira de Mello, Carlos Scliar, Debret, Alu\u00edsio Carv\u00e3o, M\u00e1rio Gruber, Abelardo Zaluar, Antonio Bandeira, Manoel Santiago, Nazareno, Bruno Miguel, Analu Cunha, Denise Cathilina, Cezar Bartholomeu, Regina de Paula, entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Sobre o artista<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bruno Miguel nasceu no Rio de Janeiro, em 1981, cidade onde vive e trabalha. Formou-se em artes pl\u00e1sticas e pintura pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2009. Fez diversos cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Em 2007, realizou a exposi\u00e7\u00e3o \u201cHomenagem \u00e0 pintura contempor\u00e2nea\u201d, sua primeira individual, na Vilaseca Assessoria de Arte, Rio de Janeiro. Recebeu Men\u00e7\u00e3o Honrosa Especial na V Bienal Internacional de Arte SIART, em La Paz, Bol\u00edvia, tamb\u00e9m em 2007. No mesmo ano, ganhou bolsa da Incubadora Furnas Sociocultural para Talentos Art\u00edsticos. Participou da exposi\u00e7\u00e3o \u201cNova Arte Nova\u201d, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, em 2008, e em S\u00e3o Paulo, no ano seguinte. Em 2009, participou novamente da Bienal de La Paz, e da mostra \u201cNouvelle Vague\u201d, na galeria Laura Marsiaj Arte Contempor\u00e2nea. Em 2010 participou das mostras \u201cTinta Fresca\u201d, na galeria Mariana Moura em Pernambuco, do Sal\u00e3o de artes de Itaja\u00ed, e da mostra \u201cLatidos Urbanos\u201d no MAC \u2013 Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Santiago, Chile. Realizou, no Rio de Janeiro, as exposi\u00e7\u00f5es individuais \u201cSpring Love\u201d, no Largo das Artes, em 2010, e \u201cHave a Nice Day!\u201d, na Luciana Caravello Arte Contempor\u00e2nea, em 2011. Neste ano, tamb\u00e9m participou das mostras \u201cNova Escultura Brasileira\u201d, na Caixa Cultural, Rio de Janeiro, e \u201cFronteiri\u00e7os\u201d, nas galerias Emma Thomas, S\u00e3o Paulo, e Luciana Caravello Arte Contempor\u00e2nea. Em 2012, participa das mostras \u201cNovas Aquisi\u00e7\u00f5es \u2013 Gilberto Chateaubriand\u201d, no MAM, Rio de Janeiro, e \u201cGram\u00e1tica Urbana\u201d, no Centro de Arte H\u00e9lio Oiticica, no Rio de Janeiro, al\u00e9m da Individual \u201cDVCO, NON DVCOR\u201d, na galeria Emma Thomas, em S\u00e3o Paulo. Em 2013 apresentou em dupla com Alessandro Sartore a exposi\u00e7\u00e3o \u201cEx-culturas\u201d no Museu da Rep\u00fablica. Em Nova Iorque, apresentou a individual \u201cMake Yourself at Home\u201d, na S&amp;J Projects, al\u00e9m de participar das coletivas \u201cSign of the Nation\u201d e \u201cEtiquette for a Lucid Dream\u201d, em Newark. Ainda nesse ano apresentou a individual \u201cTudo posso naquilo que me fortalece\u201d na galeria Luciana Caravello e \u201cTodos \u00e0 mesa\u201d na galeria Emma Thomas em S\u00e3o Paulo. Em 2014, participa da coletiva Encontro dos mundos e Tatu: Futebol, Adversidade e Cultura da Caatinga no MAR \u2013 Museu de Arte do Rio de Janeiro. Em 2015, participou da \u201cTrio Bienal\u201d no Museu Hist\u00f3rico Nacional do Rio de Janeiro e realizou a individual \u201cSientase em casa\u201d na Sketch Gallery em Bogot\u00e1, e as mostras \u201cA cristaleira\u201d no Oi Futuro Flamengo \u2013 Rio de Janeiro e \u201cEssas pessoas na sala de jantar\u201d no Pa\u00e7o Imperial Rio de Janeiro. Vem atuando como curador junto a um grupo de jovens pintores, no projeto Mais Pintura desde 2013. Deu aulas, em 2010, na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e \u00e9 professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage desde 2011.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>A palavra do curador Bernardo Mosqueira<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A Viagem Pitoresca de Bruno Miguel<\/strong><\/p>\n<p>(ao meu amor)<br \/>\n(a Mo\u00e7ambique, ao pardal e ao riso)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma andorinha pode viver entre 8 e 20 anos, de acordo com a esp\u00e9cie \u00e0 qual perten\u00e7a. Elas passam mais tempo do dia voando do que pousadas, para ca\u00e7ar os cerca de 200 insetos que precisam diariamente para se alimentar. Esses animais fazem seus ninhos com gravetos, barro, penas e at\u00e9 com a pr\u00f3pria saliva, seja na natureza ou em edifica\u00e7\u00f5es como telhados, postes e caixas de correio. S\u00edmbolos das grandes viagens, antes do come\u00e7o do inverno elas migram para lugares mais quentes e com mais alimentos e depois retornam cantando e para anunciar a Primavera.<br \/>\nSe colocarmos Bruno Miguel na perspectiva das andorinhas, seus insetos s\u00e3o pintura. Seus voos para ca\u00e7a s\u00e3o pintura. As \u00e1rvores, os telhados, os gravetos, o barro, as penas e a pr\u00f3pria saliva de Bruno s\u00e3o pintura. As grandes viagens migrat\u00f3rias e a primavera s\u00e3o pintura. J\u00e1 o Inverno \u00e9 para os outros. Na exposi\u00e7\u00e3o \u201cA Viagem Pitoresca\u201d, reunimos trabalhos de Bruno Miguel produzidos entre os anos 2005 e 2015, pertencentes a diversas s\u00e9ries com pesquisas, processos e faturas muito distintos, mas que t\u00eam em comum a g\u00eanese na pintura como instrumento de rela\u00e7\u00e3o entre Bruno e o mundo. Da perspectiva obsessiva de Bruno, o mundo e a pintura se misturam de forma a ser dif\u00edcil descobrir quem serve a quem.<br \/>\nEm Portugal sempre houve diversas esp\u00e9cies de andorinhas, mas elas se cristalizaram um dos s\u00edmbolos da identidade do pa\u00eds quando as cer\u00e2micas de Rafael Bordalo Pinheiro, representando essas aves, se popularizaram, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Elas foram reproduzidas, copiadas, transformadas e inspiraram diversas outras andorinhas de porcelana e faian\u00e7a para serem expostas dentro e fora das casas. A banalidade e a ineg\u00e1vel sedu\u00e7\u00e3o ou carisma desses objetos fazem com que possamos defini-los como produtos kitsch.<br \/>\nO Kitsch tem como caracter\u00edsticas o exagero, o culto e o c\u00e1lculo da beleza, a intensidade e a rapidez no afetar e a anula\u00e7\u00e3o dos limites entre a Alta Cultura e o dia-a-dia. C\u00f3pia, adapta\u00e7\u00e3o, falsifica\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e cita\u00e7\u00e3o s\u00e3o seus procedimentos principais, e a sensa\u00e7\u00e3o imediata junto a um objeto kitsch \u00e9 a de que n\u00e3o \u00e9 preciso esfor\u00e7o intelectual para sua frui\u00e7\u00e3o &#8211; sem necessidade de dist\u00e2ncia, sublima\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Por\u00e9m, um olhar mais desenvolvido \u00e9 capaz de perceber criticamente a presen\u00e7a de uma poss\u00edvel complexidade. Por exemplo, o Kitsch espelha e manipula os sentimentos e a realidade utilizando grada\u00e7\u00f5es de banalidade como algo positivo na cria\u00e7\u00e3o de um discurso. Se o conte\u00fado for transformador isso pode ser poderoso, afinal: \u201cpor que n\u00e3o falar a l\u00edngua de todo mundo?\u201d.<br \/>\nNos trabalhos presentes em \u201cA Viagem Pitoresca\u201d h\u00e1, nos t\u00edtulos e nas pr\u00f3prias obras, cita\u00e7\u00f5es e homenagens a importantes artistas e trabalhos da hist\u00f3ria da arte e da pintura, mas h\u00e1 tamb\u00e9m refer\u00eancias ao carnaval, \u00e0 cultura pop, ao cotidiano dos sub\u00farbios, \u00e0 m\u00fasica popular e ao ambiente dom\u00e9stico ou familiar. Isso se d\u00e1 n\u00e3o apenas nas ideias e conceitos, mas tamb\u00e9m pelos materiais e t\u00e9cnicas utilizados.<br \/>\nOutra caracter\u00edstica dos trabalhos de Bruno Miguel \u00e9 o humor por vezes escrachado, t\u00e3o potente e sem limites quanto seus usos da pintura. Com o humor, Bruno retira a seriedade e a aura das coisas e as amalgama para deixar claro que, no mundo, tudo tem o mesmo destino. No caso, n\u00e3o a morte ou o desaparecimento, mas sim, virar pintura.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que escolhemos o trabalho da s\u00e9rie Kitsch Art Family \u201cMam\u00e3e gosta das cores em minhas pinturas\u201d para ser a imagem do convite e cartaz dessa exposi\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do bem humorado t\u00edtulo que menciona sua m\u00e3e portuguesa\/mo\u00e7ambicana apontar para o Kitsch como uma das poss\u00edveis formas de rela\u00e7\u00e3o com a produ\u00e7\u00e3o de Bruno, nessa obra vemos a pr\u00f3pria pintura como personagem de uma cena e, o que a presen\u00e7a das silhuetas multicoloridas realiza, \u00e9 a transmuta\u00e7\u00e3o do seu contexto em pintura.<br \/>\nAs andorinhas s\u00e3o reconhecidas por seus h\u00e1bitos regulares: saem e voltam aos ninhos nos mesmos hor\u00e1rios; migram e retornam para os mesmos lugares; s\u00e3o instintivamente met\u00f3dicas. Bruno Miguel \u00e9 compulsivo e absolutamente comprometido com seu processo di\u00e1rio de mundo e ateli\u00ea &#8211; projeto que necessariamente ter\u00e1 sempre novos insetos, pousos, voos, gravetos e primaveras. O t\u00edtulo dessa exposi\u00e7\u00e3o faz refer\u00eancia \u00e0 \u201cViagem Pitoresca\u201d de Debret, um ineg\u00e1vel tesouro da Hist\u00f3ria da Arte no Brasil. Por\u00e9m, as duas palavras tamb\u00e9m carregam respectivamente as possibilidades de entendimento como \u201cdevaneio\u201d e \u201csingular\u201d. Mas que viagem essa de Andorinha!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>At\u00e9 28 de fevereiro.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CAIXA Cultural Curitiba, Centro, Curitiba, PR, inaugura a exposi\u00e7\u00e3o \u201cA VIAGEM PITORESCA \u2013 Bruno Miguel\u201d. 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