JOSÉ ANTONIO DA SILVA (1909, Sales de Oliveira, SP - 1996, São Paulo, SP)

BIOGRAFIA:

Começou a pintar na década de 40, em São José do Rio Preto (SP). Foi descoberto por Paulo Mendes de Almeida e Lourival Gomes Machado, que imediatamente o promoveram no meio artístico. Participou da I Bienal de São Paulo, em 1951, e das Bienais de Veneza de 1952 e 1966. Lélia Coelho Frota, no livro Mitopoética de 9 artistas brasileiros, escreveu a seu respeito: "Como Van Gogh, Silva percorreu veementemente os caminhos da terra. O telurismo de seu trabalho, de feição tantas vezes trágica, e tantas vezes refletindo a energia súbita e maravilhada de estar vivo, coincide com as palavras panteístas do artista: 'Eu vivo num mundo assim: gosto de tudo, não gosto de nada. Creio em tudo mas não creio em nada, entendeu? E vivo bem.'" Em 1992 o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e o Paço das Artes, em São Paulo, apresentaram a exposição José Antonio da Silva: 5 Décadas de Arte Brasileira.

REFERÊNCIA:

Três primitivos (MEC, 1953), de Rubem Braga; Maria Clara (Duas Cidades, 1970), Alice (Duas Cidades, 1972) e Sou pintor sou poeta (Kosmos, 1982), de José Antonio da Silva; José Antonio da Silva (1977), de Theon Spanudis; Arte brasileira (Colorama, 1985), de Walmir Ayala; Boi, boiada, boiadeiro (Quinteto, 1987), de Ruth Rocha; Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Arte na América Latina (Cosac & Naify, 1997), de Dawn Ades; O olho da consciência: juízos críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso d'Horta, organização de Vera d'Horta.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin