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AGENDA CULTURAL

Waldemar Cordeiro no Paço Imperial

19/dez

A mostra “Waldemar Cordeiro: Fantasia exata” chega ao Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, com 250 obras do artista, designer, arquiteto e paisagista Waldemar Cordeiro. Com curadoria de Arlindo Machado e Fernando Cocchiarale, a exposição apresenta o percurso criativo de Waldemar Cordeiro, artista atuante no movimento Concreto e na arte computacional na década de 70.

 

A mostra do Paço Imperial, foi idealizada pelo Núcleo de Artes Visuais do Itaú Cultural e  público poderá conferir o rico acervo do artista. Uma das salas será reservada à arte computacional de Cordeiro. A obra “A Mulher que Não É BB (Brigite Bardot)” reproduz graficamente, pontilhada com nuances do preto ao branco em um computador IBM 360, o rosto da pequena vietnamita, cuja foto correndo nua chocou o mundo dos anos 70. Este foi o último trabalho deixado pelo artista.

 

 

Sobre o artista

 

Waldemar
Cordeiro Fantasia exata
Waldemar Cordeiro e o modernismo de ruptura no Brasil

 

Principal mentor e porta-voz do grupo Ruptura – núcleo pioneiro do concretismo paulista –, Waldemar Cordeiro (1925-1973) foi também redator do manifesto, lançado pelo grupo por ocasião de sua primeira mostra coletiva, inaugurada no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 9 de dezembro de 1952. Conciso, o texto listava princípios espaciais, cromáticos e formais que, com rigor inédito na história da arte brasileira, referenciavam o sentido e o âmbito da ruptura proposta por seus signatários.

 

Para Cordeiro só seria possível romper definitivamente “com todas as variedades e hibridações do naturalismo” e “com a mera negação do naturalismo, isto é, o naturalismo errado das crianças, dos loucos, dos primitivos, dos expressionistas, dos surrealistas etc.”, e até mesmo com “o não figurativismo hedonista, produto do gosto gratuito”, por meio da clara consciência dos princípios estruturais em que a produção artística deveria fundamentar-se como linguagem. Era urgente refundar nosso modernismo por meio de ruptura ampla não só com toda a arte até então aqui produzida, mas também com a abstração informal, em franca expansão no pós-guerra europeu, americano e brasileiro.

 

Processos de modernização fundados no paradigma europeu da ruptura foram raríssimos − exceções e não regra −, mormente se considerarmos as experiências de modernização inconclusas da América Latina, Ásia e África. No entanto, a atual impugnação teórica e política de paradigmas europeus (como ruptura e universalidade) não deve ser projetada sobre contextos sociais que, no passado, pretenderam implantar tais paradigmas no Brasil. As questões então propostas eram de outra ordem, mais profunda e radical: romper com traços do passado colonial que impediam a modernização efetiva da arte brasileira e, em suma, do próprio país.

 

Waldemar Cordeiro faleceu prematuramente aos 48 anos, em 1973. Em pouco mais de duas décadas de intensa produtividade inventiva, o artista participou decisivamente da implantação e da consolidação das vanguardas paulistana e brasileira, promoveu a ruptura (fundada nos princípios autorreferentes propostos pela arte concreta) com o modernismo figurativo brasileiro da primeira metade do século XX. Contribuiu, também, para a integração teórica e prática entre arte, paisagismo, planejamento urbano, crítica de arte e política. Na década de 1960, ele se aproximou da virada neofigurativa em expansão mundial. Entre 1968 e 1973 dedicou-se prioritariamente à investigação da arte computacional do país.

 

Toda sua produção pode ser tomada como uma alternativa “universalista” às questões temático-nacionais de nosso primeiro modernismo. Mas Waldemar não foi o único a defendê-la, já que as vanguardas abstrato-concretas e neoconcretas do pós-guerra e críticos de arte como Mário Pedrosa também exploraram a potência renovadora dessa alternativa, com base em teorias também fundadas em pressupostos “universais”. Tal renovação se tornou, portanto, fundamental para a construção de repertórios importantes (a ela opostos ou dela derivados), e assimilados pela trama experimental que frutificou e desdobrou-se em questões que hoje configuram o vasto, multifacetado e complexo campo da produção artística contemporânea no país.

Fernando Cocchiarale

 

 

Até 01º de março de 2015.

No MAM/Rio

18/dez

O MAM Rio, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ,  inaugura duas exposições: “Operação Condor”, com 113 fotografias do fotógrafo português João Pina, que mostram o que foi a Operação Condor – aliança político-militar entre os vários regimes militares da América do Sul – e as ditaduras militares nos países latino-americanos nos anos 1970, e “Imagens da escuridão e da resistência, com cerca de 50 obras de artistas e ativistas brasileiros que fizeram de seus trabalhos um instrumento de luta política, tanto na época da ditadura militar quanto nos dias atuais.

 

O trabalho de João Pina foi realizado ao longo de nove anos e resultou na exposição e no livro “Condor” (Editora Tinta da China), com 246 páginas, prefácio do jornalista Jon Lee Anderson e posfácio do juiz Baltasar Garzón.

 

No dia da abertura da exposição no MAM Rio será realizado o lançamento do livro e uma mesa-redonda, às 18h, com a participação do fotógrafo João Pina, do curador do MAM Rio Luiz Camillo Osorio e do jornalista Chico Otavio.

 

Com curadoria de Diógenes Moura, a mostra apresenta fotos em preto e branco das séries “Brasileiros”, “Retratos”, “Paisagens”, “Laboratório”, “Prisões”, “Julgamentos”, “Salas de Tortura” e “Arquivos”. A exposição terá, ainda, uma instalação composta por várias imagens de antigos presos políticos paraguaios, tratadas como cartazes típicos de rua que eram usados para procurar pessoas durante as ditaduras. Por meio destas fotografias, Pina investiga e documenta as histórias de brasileiros e outros sul-americanos que foram diretamente afetados pelas ditaduras militares em geral, e, em particular, pela Operação Condor.

 

Paralelamente à exposição, será realizada a mostra “Imagens da escuridão e da resistência”, com curadoria de Luiz Camillo Osório, que selecionou obras de Antonio Manuel, Augusto Malta, Carlos Zilio, Evandro Teixeira, Hélio Oiticica, Hugo Denizart, Rosângela Rennó e Rubens Gerchman, pertencentes à coleção do MAM Rio e à coleção Gilberto Chateaubriand, em comodato com o Museu.

 

A mostra terá, ainda, a Cosmococa “CC9 Cocaoculta Renô Gone”, projeto que Hélio Oiticica enviou para Carlos Vergara em 1974, que será realizado e apresentado pela primeira vez. Completam a exposição um vídeo do coletivo Atelier de Dissidências Criativas, cartazes lambe-lambe dos artistas Joana Traub Csekö, Isabel Ferreira, Fábio Araújo e Icaro dos Santos, e fotografias do projeto Imagens do Povo, realizado pelo Observatório das Favelas, que alia a fotografia às questões sociais.

 

 

Até 22 de fevereiro de 2015.

Athos Bulcão em 2015 na Caixa Cultural/Rio

A Caixa Cultural, Centro, Rio de Janeiro, RJ, exibirá na Galeria 2, com curadoria de Marcus de Lontra Costa, em parceria com a Fundação Athos Bulcão de Brasília, a exposição “Athos Bulcão – Tradição e Modernidade”.

 

A mostra apresenta um conjunto de obras pertencentes a coleções particulares e herdeiros do artista, compondo um panorama de sua produção e sua inserção na arte nacional e internacional.

 

A exposição privilegia a produção arquitetônica de murais e azulejaria do artista, de caráter geométrico e monumental, como os painéis do Sambódromo do Rio de Janeiro, Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitscheck, em Brasília, entre outros. Vídeos e textos que ajudam a elucidar sua trajetória e traçar um elo entre sua vida, a arte e a arquitetura também compõem a mostra.

 

 

Sobre o artista

 

Nascido no Catete, Rio de Janeiro, em 2 de julho de 1918, Athos passou sua infância em uma casa ampla em Teresópolis. Perdeu a mãe, Maria Antonieta da Fonseca Bulcão, de enfisema pulmonar antes dos cinco anos e foi criado com seu pai, Fortunato Bulcão, entusiasta da siderurgia, amigo e sócio de Monteiro Lobato, com o irmão Jayme, 11 anos mais velho, e com suas irmãs adolescentes Mariazinha e Dalila, que substituíram a mãe.

 

Enquanto crescia, passava muito tempo dentro de casa e, por ser muito tímido, misturava fantasia e realidade. Na família havia um interesse pela arte e suas irmãs o levavam freqüentemente ao teatro, ao Salão de Artes, aos espetáculos das companhias estrangeiras, à ópera e à Comédia Francesa. Athos aos quatro anos ouvia Caruso no gramofone, e ensaiava desenhos sem, no entanto, chamar a atenção da família. Chegou às artes graças a uma série de acidentais e providenciais lances do acaso.

 

Athos foi amigo de alguns dos mais importantes artistas brasileiros modernos, os maiores responsáveis por sua formação. Carlos Scliar, Jorge Amado, Pancetti, Enrico Bianco – que o apresentou a Burle Marx -, Milton Dacosta, Vinicius de Moraes, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ceschiatti, Manuel Bandeira entre outros.

 

Aos 21 anos, os amigos o apresentaram a Portinari, com quem trabalhou como assistente no Mural de São Francisco de Assis na Pampulha e aprendeu muitas lições importantes sobre desenhos e cores. Antes de pintar, planejava as cores que usaria e acredita fervorosamente que o artista tem de saber o que quer fazer. Athos não acredita em inspiração. Para ele, o que existe é o talento e muito trabalho. “Arte é cosa mentale”, diz, citando Leonardo da Vinci.

 

A trajetória artística de Athos Bulcão é especialmente consagrada ao público em geral. Não ao que freqüenta museus e galerias, mas ao que entra acidentalmente em contato com sua obra, quando passa para ir ao trabalho, à escola ou simplesmente passeia pela cidade, impregnada pela sua obra, que “realça” o concreto da arquitetura de Brasília.

 

Como diria o arquiteto e amigo pessoal, João Filgueiras Lima, o Lelé, “como pensar o Teatro Nacional sem os relevos admiráveis que revestem as duas empenas do edifício, ou o espaço magnífico do salão do Itamaraty sem suas treliças coloridas?”, difícil imaginar. Athos é o artista de Brasília. As obras que aqui realizou foram feitas para o convívio com a população e carregam a consideração por esta cidade e seus habitantes.

 

Athos Bulcão estava em tratamento contra o Mal de Parkinson desde 1991 no Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília. Faleceu após uma parada cardiorespiratória no dia 31 de julho de 2008, aos 90 anos.

 

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio. Realmente um privilégio: ser pioneiro. Dureza que gera espírito. Um prêmio moral”.

Athos Bulcão

 

 

 
De 10 de janeiro a 08 de março de 2015.

Photoarts Gallery | Iguatemi Alphaville

17/dez

 

A Photoarts, um novo conceito em galeria, após abrir espaço no Shopping Iguatemi São Paulo e realizar exposição temporária nos shoppings Iguatemi Alphaville e Market Place, inaugura sua galeria no shopping Iguatemi Alphaville, com cerca de 100m2 dedicados à exposição e comercialização de fotografias de 56 artistas nacionais e estrangeiros. A galeria se baseia na tendência internacional de trabalhar com amplas tiragens de obras de profissionais gabaritados, montadas pelo processo de metacrilato, sendo que um percentual do valor da venda das obras – como posicionamento já adotado anteriormente -, será doado à TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer.

 

Com um padrão que foge do convencional cubo branco, a Photoarts possui paredes negras, algumas salas com paredes em cores diversas, iluminação que varia entre spots direcionados às imagens em exposição e backlights com fotografias de Mila Mayer no teto, exibindo cenas registradas em Aspen (Colorado, Estados Unidos), o que gera a impressão de estarmos dentro de uma floresta, no outono. Citando alguns dos fotógrafos com obras no local, temos os brasileiros Alexandre Militão, Angelo Pastorello e Maurício Nahas, os norte-americanos Brian Xavier e Richard Gottardo, os europeus Andreas Kunz e Aneta Ivanova, os asiáticos Hanson Mao e Weerapong Chaipuck, entre vários outros nomes.

 

Ao entrar na galeria, a proposta é que o visitante tenha uma experiência completa e inspiradora, assimilando a principal intenção da Photoarts, nas palavras de seu criador: “A arte é para todos e, por isso, deve ser também didática aos olhos menos treinados.”

 

A curadoria é de Paulo Varella.

 

 

Data: 19 de dezembro de 2014, sexta-feira, às 18h

 

Local: Shopping Iguatemi Alphaville – Alameda Rio Negro, 111 Alphaville, Barueri – São Paulo

No IAB, em Porto Alegre, RS

16/dez

O IAB-RS, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, inaugura quatro exposições selecionadas em edital, que integram o último ciclo de artes visuais da galeria Espaço IAB em 2014.

 

 

NA SALA ANEXA:
TRABALHOS DE CASAL: EM DOMICILIO   ADRIANA DACCACHE E RODRIGO NUÑEZ

 

Esta exposição traz novamente o universo criativo do cotidiano de um jovem casal.  Diferentes de outros trabalhos já desenvolvidos, esta  exposição foi projetada para o espaço específico do IAB, tendo como meios principais a pintura, o objeto e a cerâmica.  Ela parte do princípio da construção de um inventário de imagens e imaginário que se entrelaçam preservando suas individualidades e, ao mesmo tempo, construindo um universo em comum. O principio básico é provocar um questionamento sobre as relações de autoria e o processo criativo. O fato de serem um casal, de dividirem sua vida cotidiana, seu espaço de trabalho permite que troquem constantemente seu acervo imaginário. Em muitos casos, não se percebe onde um participa ou interfere no trabalho do outro. Há nestes trabalhos uma somatória de experiências, um acúmulo de visões que contribui para a formação de uma produção de constante partilha. Esta exposição, toda projetada e concebida no ateliê em casa, conta com a participação da pequena Nina, filha do casal, de dois anos que, mais do que participar efetivamente, trouxe uma alegria jamais vivenciada por eles, somando um novo repertório de imagens ao acervo de cada um.

 

 

NA SALA DO ARCO:
CIDADES – OLHARES CASUAIS   SUZEL NEUBARTH

 

Arquiteta de formação, Suzel Neubarth explora com sensibilidade o desenho, recriando paisagens urbanas reais. Como num contraponto à grandeza desta urbanidade estática, grupos humanos em movimento são inseridos nas imagens. Secciona-as nas mesmas áreas que interessam e elabora meticulosamente os projetos para suas gravuras, levando em conta questões relacionadas ao módulo e suas diferentes formas de repetição. O resultado são imagens de grandes dimensões, que contradizem a tradição intimista da gravura, em que o espectador é convidado à aproximação. Na gravura de Suzel Neubarth primeiro vemos o todo: afastados, nosso olhar passeia pela linearidade da imagem, percebendo aos poucos a repetição modular. Ao aproximarmos o olhar, percebemos detalhes do desenho e as características delicadas da linguagem litográfica, tão bem explorados em sua obra. (Miriam Tolpolar – Artista plástica; Mestre em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da UFRGS; Professora de Litografia do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre).

 

 

NA SALA NEGRA:
“IMAGINÄREN GARTEN” – O MACRO E MICRO MUNDO DO RINCÃO GAIA   CÂMERA VIAJANTE
O Rincão Gaia, legado de José Lutzenberger, é um ambiente que proporciona uma reflexão e o silêncio necessário para o desenvolvimento da sensibilidade e da técnica fotográfica. Situado a 120km de Porto Alegre, em Pantano Grande, sobre uma antiga jazida de basalto, o Rincão é um exemplo de recuperação de áreas degradadas. No lugar dos antigos buracos das pedreiras, existem hoje lagos e no seu entorno grande variedade de plantas típicas de ambientes áridos, que junto às rochas, formam jardins de rara beleza. O Rincão Gaia também é habitado por diversas espécies silvestres, como a jaçanã, o martim-pescador, o ratão-do-banhado, a lontra, a coruja-das-torres, e muitas outras espécies animais. Realizada no ano das comemorações dos 15 anos da Escola de Fotografia, a exposição é composta por 16 fotografias em grande formato de paisagens, plantas e pequenos animais produzidas pelos alunos da Escola no paraíso ecológico criado pelo mais importante ecologista do Brasil, José Lutzenberger.

 

 

NA CIRCULAÇÃO:
VIDA   SORAYA GIROTTO

 

Para a exposição na galeria Espaço IAB, com o intuito de tirar proveito dos espaços expositivos, a artista visual Soraya Girotto encontrou harmonia para comunicação espacial nos padrões e proporções na natureza, que pode se identificar em seu trabalho contemporâneo que une elementos que agregam essas referências.

 

 

Visitação até o dia 9 de fevereiro de 2015.

Sertões Nômades

Pelo sexto ano consecutivo o Museu do Homem do Nordeste, Fundação Joaquim Nabuco, Casa Forte, Recife, PE, promove uma “mobilização do olhar” em favor da compreensão do mosaico antropológico em que consiste esse fantástico panorama algo artificialmente chamado de Nordeste, inconfundível com o ponto cardeal ou com a divisão política que lhe corresponde no Estado Brasileiro.
Nordeste que foi, no passado, o território inaugural da nacionalidade, e que é, no presente o cenário preferencial da representação de um dos maiores e mais resistentes mitos brasileiros: Os Sertões.
No entanto, como já advertia Giambattista Vico, mito não significa necessariamente fábula: mito pode ser, apenas, uma palavra para referir, em uma determinada cultura, uma realidade primordial. Um alicerce. Sedentários ou nômades, seriam os Sertões um dos alicerces da Cultura Brasileira?
Em exposição trabalhos de Alexandre Severo, Fernanda Chemale, Ricardo Labastier.

 

 

 Até 06 de janeiro de 2015.

Encontro com Joana Cesar

12/dez

Nesta terça-feira, dia 16 de dezembro, a partir das 20h, acontece um bate-papo sobre a mostra “NOME”, com a artista Joana Cesar e o curador Ivan Reinaldim, na Galeria Athena Contemporânea, Copacabana, Rio de janeiro, RJ.

 

Sobre a artista

 

Joana Cesar já participou de feiras como a Art Rio, SP Arte, Art Miami e será lembrada por ter produzido seu dialeto na perimetral do Rio, antes de esta ter sido – historicamente – derrubada.

 

 

Sobre os trabalhos da artista

 

A mostra reúne um conjunto de trabalhos recentes e inéditos, concebidos a partir de sobreposições de camadas de papeis retirados de outdoors e muros da cidades, assim como de imagens pessoais ou ligadas ao universo íntimo da artista. No espaço da tela, memórias reais e inventadas, claras e imprecisas, atravessam-se, aproximam e se afastam, através da ação intermitente de Joana.

 
Dia 16 de dezembro, a partir das 20h

 

Para confirmar presença entrar em contato no telefone (21) 2513-0703.

Parceria carioca

10/dez

As galerias cariocas Laura Marsiaj e Tempo, ambas em Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, firmaram parceria para a montagem e exibição de uma exposição coletiva de fotografia, – venda promocional de fim de ano com 30% de desconto – , com trabalhos de artistas brasileiros e estrangeiros.

 

Entre os nomes dos expositores relacionados encontram-se: Bert Stern, Cristián Silva-Avária, Edgar Martins, Elizabeth Sunday, Flor Garduño, Geraldo de Barros, Jerome Schlomoff, Mario Cravo Neto, Martin Parr, Oleg Dou, Pat Kurs, Regina Parra, Sebastião Salgado, Waléria Américo e Yvonne Chevalier.

 

 

Até 31 de janeiro de 2015.

Lançamento: vídeo e livro dos dez anos do Projeto Respiração

08/dez

 

A Fundação Eva Klabin, lança no dia 09 de dezembro de 2014, às 19h, o vídeo e o livro comemorativo dos dez anos do Projeto Respiração. A publicação, com 88 páginas, tem texto de Márcio Doctors, curador da instituição e criador do projeto, e engloba ainda o catálogo da intervenção “Nossa casa, minha vida – Visite apartamento decorado”, do artista Nelson Leirner.

 
O livro dedica duas páginas, com fotos, para cada um dos 25 artistas que participaram das 18 edições anteriores do Projeto Respiração: Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Brígida Baltar, Carlito Carvalhosa, Chelpa Ferro (Luiz Zerbini, Barrão e Sergio Mekler), Claudia Bakker, Daniel Blaufuks, Daniela Thomas, Enrica Bernardelli, Ernesto Neto, João Modé, José Bechara, José Damasceno, Laura Lima, Lilian Zaremba, Marcos Chaves, Maria Nepomuceno, Marta Jourdan, Nuno Ramos, Paulo Vivacqua, Rosângela Rennó, Rui Chafes e Sara Ramo.

 
O vídeo, que teve direção e edição de Victor Fiuza, tem cerca de 16 minutos de duração, e será exibido, em looping, no auditório da Fundação Eva Klabin até 25 de janeiro.  Além de registrar a intervenção de Nelson Leirner e o depoimento do artista sobre o trabalho, o vídeo reúne depoimentos do curador Marcio Doctors, dos artistas Anna Bella Geiger, Claudia Bakker, Enrica Bernardelli, Luiz Zerbini, Marcos Chaves, Rosângela Rennó, do curador Marcelo Araújo, e de Israel Klabin, Presidente da Fundação Eva Klabin.

 

 

Texto de Márcio Doctors
Dez anos do Projeto Respiração

 
Em 2014 o Projeto Respiração está comemorando dez anos. É uma das propostas de mais longa continuidade das artes visuais no Brasil e é um dos projetos pioneiros internacionalmente em intervenções de arte contemporânea em museus com acervos de arte clássica.

 
Para a edição comemorativa dos dez anos, convidamos Nelson Leirner, um dos mais importantes artistas brasileiros, e que propôs a intervenção “Nossa casa, minha vida. Visite apartamento decorado”.  Com essa obra, Leirner mantém-se coerente com a sua linguagem, que tem a qualidade de absorver influências tanto da arte dita popular quanto da arte ‘culta’, evitando qualquer julgamento moral, conservando sempre, de forma lúdica e com humor sério, uma fina ironia e uma crítica contundente das estruturas políticas do mundo da arte e da sociedade contemporânea. Com a intervenção realizada, o artista sinaliza de maneira simples e direta o ponto que quer atingir. Tudo fica às claras. A própria situação do contraste imediato estabelecido entre o requinte da Fundação Eva Klabin e o apartamento popular que criou no interior da residência, falam por si.
Com sua contribuição, Leirner se junta ao Projeto Respiração, que, a cada nova experiência, celebra e transmite para o futuro o ato sempre renovado da invenção, que propicia o acontecimento da arte, e sinaliza para as novas gerações que o sentido de um bem conservado por gerações passadas pode ser sempre reinventado por aqueles que hoje usufruem o privilegio dessa conservação.

 
A ideia do Projeto Respiração surgiu em 2004, a partir do desejo de colocar lado a lado a arte contemporânea e a arte dos grandes mestres clássicos do passado, da mesma maneira que Eva Klabin optou por expor sua coleção, reunindo num mesmo espaço a arte egípcia, a arte renascentista e a arte do século XIX, por exemplo. Este foi o rastilho estético que encontramos para desobstruir os canais da história da arte que segregam os artistas em diferentes escolas e não permite o livre acesso a pura percepção, que é o que dá sentido à obra de arte, seja ela feita há mil anos, quinhentos anos ou na nossa atualidade. A proposta é poder fazer o espaço respirar, trazendo sempre outras percepções do universo da arte, da coleção e da casa para que o visitante possa experimentar o que é ser tocado de forma direta pela presença da obra de arte.

 
Somos gratos ao Nelson Leirner por sua contribuição e a cada um dos artistas que participaram das 19 edições, ampliando nossa percepção a partir de suas percepções singulares do universo de Eva Klabin. Obrigado Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Brígida Baltar, Carlito Carvalhosa, Chelpa Ferro, Claudia Bakker, Daniel Blaufuks, Daniela Thomas, Enrica Bernardelli, Ernesto Neto, João Modé, José Bechara, José Damasceno, Laura Lima, Lilian Zaremba, Marcos Chaves, Maria Nepomuceno, Marta Jourdan, Nuno Ramos, Paulo Vivacqua, Rosângela Rennó, Rui Chafes e Sara Ramo. Obrigado ao Conselho, à Diretoria e à incansável equipe da FEK. Obrigado, companheiros dessa viagem.

 

 
Lançamento: 09 de dezembro, às 19h.

 
Até 25 de janeiro de 2015.

Sergio Gonçalves Galeria participa da Pinta Art Fair, Miami

05/dez

 

A Sergio Gonçalves Galeria participa da primeira edição da Pinta Art Fair, em Miami, voltada para o público latino-americano de arte. A galeria carioca ocupa o stand C 11 na área de Arte Contemporânea com obras dos artistas Felipe Barbosa, Deneir Martins, Eduardo Ventura, Raimundo Rodriguez e Rosana Ricalde.

 

A abertura para convidados aconteceu na noite desta quarta-feira, dia 3. A feira de arte latino-americana que já acontecia em Nova York e Londres se destacou no cenário de tantas feiras de arte que ocupam a Art Week da cidade americana. Rosana Ricalde, apresentada pela Sergio Gonçalves Galeria, foi um dos grandes destaques da noite de abertura, quando teve a série de seus mapas de cidades como Miami Beach, Rio de Janeiro e Bogotá disputadas por vários colecionadores. Essas obras, feitas a partir de recortes de trechos do livro “Cidades Invisíveis” de Ítalo Calvino, somadas ao “Tapete Persa”, feito de recortes do livro “Mil e uma Noites”, chamam atenção pelo minucioso trabalho de recriação das cidades e pela proposta ousada da artista ao convidar-nos para uma “leitura” do livro em um outro contexto.

 

Ainda tiveram destaques na Sergio Gonçalves Galeria os latifúndios (painel) de Raimundo Rodriguez, os condomínios e as bolas de Felipe Barbosa e o balão de Deneir Martins, apresentado pela primeira vez no exterior.

 

 

A feira, que fica no badalado Winwood District, abre hoje, dia 4 de dezembro e além da carioca Sergio Gonçalves Galeria, outras seis galerias brasileiras também estão presentes no evento.

 

 

De 04 a 07 de dezembro.

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