ALEXANDER CALDER (1898, Lawton, Pensilvânia, USA - 1976, Nova Iorque, NY, USA)

foto do artista

Texto: Internet/Divulgação

BIOGRAFIA:

Alexander Calder nasceu em 22 de julho de 1898 em Lawton - Pensilvânia. SDeus pais eram artistas, mãe pintoira e pai escultor.  Suas primeiras esculturas, aos nove anos de idade, foram um cão e um pato, feitos a de pedaços, cortados e moldados, em folhas de flandres. Consta que Calder não se imaginava um artista, menos ainda um escultor, acabou formando-se em engenharia em 1919 pelo Stevens Institute of Technology. Realizou trabalhos como engenheiro hidráulico e de automóveis e bombeiro em um navio da caldeira. Em 1923, mudou-se para Nova York, matriculando-se no Art Students League. Trabalhou como pintor e desenhista  na National Police Gazette, que lhe enviou para o Ringling Brothers e Barnum & Bailey com a finalidade de contrata-lo para esboçar cenas circense, no Ringling Brothers Circus, durante duas semanas, em 1925. Em 1926, em Paris, cria o Cirque Calder, um universo de miniaturas do mundo circense feitos com arames, madeira, couro e tecido. Manipuladas por Calder, as figuras foram apresentadas durante quarenta anos para amigos em Paris e em Nova Iorque sempre com grande sucesso. Desde essa experiência com o Cirque Calder, o artista deu-se conta  que apreciava trabalhar com fios e arames, criando esculturas e em 1928, realiza sua primeira exposição individual na Weyhe Gallery em Nova Iorque, e a partir de então sucederam-se incontáveis exibições mundo afora, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Em 1931 casa-se com Louisa James, sobrinha - neta do escritor Henry James. Calder manteve entre seus amigos diversas personalidades, renomados artistas e intelectuais como Miró, Léger, James Johnson Sweeney e Duchamp. Recebeu  observar Piet Mondrian trabalhar, o artista tomou para si a decisão de pintar telas de cunho abstrato, só para se certificar de que preferia a escultura do que a pintura. Consequentemente foi convidado a participar do Abstraction-Création, influente grupo de artistas incluindo Arp, Mondrian e Hélion. Nesse mesmo ano de 1931, Alexander criou a sua primeira escultura cinética, movida a manivelas e motor, apelidadas por Duchamp de "mobiles", por serem móveis, sendo que logo o escultor abandonou as formas mecânicas dessa obra quando percebeu que poderia fazer outras que seriam movidas por correntes aéreas. Jean Arp, querendo diferenciar as suas obras não-cinéticas das obras cinéticas, nomeou seus objetos estacionários de "estabiles". Em 1933 deixou Paris com a sua esposa e voltou aos Estados Unidos, agora em Roxbury - Connecticut, onde comprara uma fazenda antiga, transformando um de seus compartimentos em seu próprio estúdio. Lá nasceu sua primeira filha, Sandra, no ano de 1935 e em seguida a sua segunda filha, Maria, em 1939. Também associou-se ao Pierre Matisse Gallery em NY, onde realizou a sua primeira mostra em 1934, realizando ainda performances do Cirque de Calder. Nessa mesma época ele começou suas primeiras esculturas ao ar livre. Em 1937, Calder criou sua primeira escultura ao ar livre toda parafusada e inteiramente no metals, chamada de Devil Fish, onde expôs na Pierre Matisse Gallery show,  e o nome de sua amostra era StabilesMobiles. A partir dessa escultura Alexander deslanchou fazendo muito mais delas e na maioria por encomenda como é o caso da Mercury Fountain, que simboliza a resistência republicana espanhola ao fascismo, entre muitas outras belíssimas obras, como posteriormente os seu gigantes móbilies que é resultado da falta de aço, com o acontecimento da II Guerra Mundial, por isso são utilizados pelo escultor, pedaços talhados de madeiras suspensos por arames, chamados por Sweeney e Duchamp de "constelations", embora Calder não os tivesse feito com a intenção de representassem alguma coisa em particular.Esses trabalhos foram apresentados na Pierre Matisse Gallery o qual foi a última exposição solo do escultor, no ano de 1943. Os anos 40 e 50 foram muitos produtivos para Alexander Calder, fazendo mais e mais esculturas ,grande e pequenas e tendo inúmeras encomendas e exposições como retrospectiva, de suas obras nas grandes galerias como a George Walter Vincent Smith Gallery in Springfield - Massachussetts Museum of Modern Art em New York Galerie Louis Carré em Paris Philadelphia Museum of Art's na Terceira Mostra Internacional de Escultura Galerie Maeght entre outras. Durante seus estudos de engenharia e de arte em Paris (1926-1933), Calder entrou em contato com a vanguarda abstrata no campo da pintura e da escultura (por exemplo, Joan Miró, Hans Arp e Piet Mondrian), assim como com as idéias da arte objeto de Marcel Duchamp e Naum Gabos. Inspirou-se nelas para criar uma nova tendência artística baseada nos móbiles, estruturas com movimento elaboradas com arame e peças de metal. Combinando formas surrealistas e orgânicas com elementos construtivistas e cores ricas em contrastes, Calder pretendia proporcionar mobilidade dinâmica ao espaço. Seus objetos, alguns dos quais estruturas monumentais, foram instalados em grande número de lugares públicos e em importantes edifícios modernos de todo o mundo. Antes de se dedicar à escultura ele foi pintor e ilustrador, em 1923 passou a estudar em Nova York, no Art Students League, tendo concluído o curso em 1926. Após visitar a Grã-Bretanha, em 1926, fixou-se em Paris, onde conheceu os surrealistas, os dadaístas e os componentes do grupo De Stijl. Data dessa época sua amizade com Joan Miró. No ano de 1976 foi chamado pelo Whitney Museum of American Art em NY, para outra retrospectiva de suas obras. A exposição chamou-se de " Calder's Universe". Calder faleceu algumas semanas depois. É considerado o maior escultor do século XX. 

REFERÊNCIA:

Calder, Alexander. An Autobiography With Pictures. Pantheon Books, 1966; Guerrero, Pedro E. Calder at Home; The Joyous Environment of Alexander Calder, Stewart, Tabori & Chang, New York, 1998; Prather, Marla. Alexander Calder 1898 -1976. National Gallery of Art, Washington D.C., 1998; Rosenthal, Mark, and Alexander S. C. Rower. The Surreal Calder. The Menil Collection, Houston, 2005; Rower, Alexander S. C. Calder Sculpture. Universe Publishing, 1998; Barbara Zabel, Calder's Portraits "A New Language" (Washington, Smithsonian Institution Scholarly Press, 2012).

Texto: Bolsa de Arte/Renato Rosa