ALOÍSIO MAGALHÃES (1927, Recife, PE - 1982, Pádua, Itália)

BIOGRAFIA:

Formado em Direito no Recife, desde cedo dedicou-se ao desenho. Ainda no Recife, participou da fundação do ateliê O Gráfico Amador. Em 1951, na França, estudou gravura com Stanley Hayter. Cinco anos depois seguiu para a Filadélfia (EUA), onde passou a desenvolver experiências em artes gráficas e programação visual. Radicado no Rio de Janeiro, em 1960 inaugurou seu escritório, passando a desenvolver um trabalho pioneiro no campo da comunicação visual brasileira. Em 1968 idealizou o desenho das novas cédulas de papel-moeda e participou da criação da Escola Superior de Desenho Industrial. Em Brasília, fundou em 1975 o Centro Nacional de Referência Cultural. Em 1979 foi nomeado Secretário do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Criou a Fundação Pró-Memória, e exerceu o cargo de Secretário da Cultura do Ministério da Educação e Cultura (1980). Participou da Bienal de São Paulo (1953, 1955, 1961) e da Bienal de Veneza (1960). Entre as várias exposições coletivas em que sua obra esteve presente, cumpre destacar a Mostra Internacional de Design: Design, Método e Industrialismo, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, em 1998, nesse mesmo ano apresentada também no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista.  

REFERÊNCIA:

História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Aloísio Magalhães: interlocução de Félix de Athayde (1983); Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; O olho da consciência: juízos críticos e obras desajuizadas (Edusp, 2000), de Arnaldo Pedroso d'Horta, organização de Vera d'Horta; Uma introdução à história do design (Edgard Blücher, 2000), de Rafael Cardoso Denis.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin