ANITA CATARINA MALFATTI (1889, São Paulo, SP - 1964, São Paulo, SP)

BIOGRAFIA:

Primeiros estudos de arte com a mãe, Betty Malfatti, que ministrava aulas particulares de pintura. Em 1910, na Alemanha, onde permaneceu por três anos, intensificou seu aprendizado na Academia de Belas Artes de Berlim. Seguiu depois para os Estados Unidos, onde freqüentou a Art Student's League e a Independent School of Arts, em Nova York (1915 a 1916). De volta ao Brasil, realizou em São Paulo, em 1917, uma exposição que escandalizou o meio artístico - e que, através dos misterioros caminhos da vida, acabou por dar origem à Semana de Arte Moderna de 1922. Quanto ao famoso artigo "Paranóia ou mistificação?", escrito por Monteiro Lobato contra a exposição e que tanta polêmica causou à época (e cujo eco depunha contra o escritor), a crítica hoje tem se encarregado de desmistificar. Lobato não apenas apontou as qualidades da pintora como também o que havia nela de equívoco e episódico. Nos anos 20, sensível aos acontecimentos, Anita fixou residência em Paris, onde freqüentou cursos livres de desenho. De volta ao Brasil em 1928, ensinou desenho no Mackenzie College e na Associação Cívica Feminina, em São Paulo, atividade interrompida em 1933 e retomada em 1941. Participou da I Bienal de São Paulo em 1951, com sala especial em 1963. No Rio de Janeiro, o Centro Cultural Banco do Brasil apresentou, em 1996, a exposição Anita Malfatti e Seu Tempo.

REFERÊNCIA:

História do modernismo brasileiro: antecedentes da Semana de Arte Moderna (Civilização Brasileira, 1964) e Ângulo e horizonte: de Oswald de Andrade à ficção científica (Martins, 1969), de Mário da Silva Brito; O modernismo (Cultrix, 1965) e História da inteligência brasileira (Cultrix/Edusp, v. 6, 1978), de Wilson Martins; Artes plásticas na Semana de 22 (Perspectiva, 1970), de Aracy A. Amaral; Companheiros de viagem (José Olympio, 1971), de Alceu Amoroso Lima; De Anita ao museu (Perspectiva, 1976), de Paulo Mendes de Almeida; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; História da pintura brasileira no século XIX (Pinakotheke, 1983), de Quirino Campofiorito; Anita Malfatti no tempo e no espaço (IBM do Brasil, 1985), de Marta Rossetti Batista; O Brasil por seus artistas (MEC, 1979) e Arte brasileira (Colorama, 1985), de Walmir Ayala; Seis décadas de arte moderna na coleção Roberto Marinho (Pinakotheke, 1985), texto sobre Anita Malfatti de autoria de Ruy Sampaio; Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros; Um jeca nos vernissages (Edusp, 1995), de Tadeu Chiarelli; Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Monteiro Lobato: furacão na botocúndia (Senac, 1997), de Carmem Lúcia de Azevedo, Marcia Camargos e Vladimir Sacchetta; Arte na América Latina (Cosac & Naify, 1997), de Dawn Ades; Pintura brasileira do século XX: trajetórias relevantes (4 Estações, 1998), de Olívio Tavares de Araújo; Pintura latinoamericana (Fundação Finambrás, 1999), textos de Aracy Amaral, Roberto Amigo e outros; Gravura: arte brasileira do século XX (Itaú Cultural/Cosac & Naify, 2000), de Leon Kossovitch, Mayra Laudanna e Ricardo Resende; 22 por 22: a Semana de Arte Moderna vista pelos seus contemporâneos (Edusp, 2000), organização de Maria Eugenia Boaventura; Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz; Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; No tempo dos modernistas: D. Olivia Penteado a senhora das artes (MAB/FAAP, 2002), organização de Denise Mattar.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin