IBERÊ BASSANI DE CAMARGO (1914, Restinga Seca, RS - 1994, Porto Alegre, RS)

BIOGRAFIA:

Chegou ao Rio de Janeiro em 1942, rebelando-se logo em seguida contra o ensino da Escola Nacional de Belas Artes. Estudou com Guignard, tendo sido um dos fundadores, em 1943, do Grupo Guignard, instalado na rua Marquês de Abrantes, no Rio. Em viagem à Europa, estudou com André Lhote e De Chirico. Realizou diversas individuais no país e no exterior, e é considerado um mestre do abstracionismo brasileiro. Entre as exposições recentes de sua obra, merecem destaque as retrospectivas realizadas em 1994, no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, em 2001, na Galeria André Millan/Bolsa de Arte de São Paulo, e em 2003, na Pinacoteca do Estado de São Paulo e Paço Imperial, Rio de Janeiro. Em depoimento para a revista Artis (n. 1, nov. 1982), Iberê Camargo assim se expressou a respeito de sua obra: “Alguém falou que a minha obra também era vida. Não sei quem fez esta referência; alguém disse que fazia pensar na pintura e na vida. Na realidade, a pintura para mim é a razão de ser. Acho que se não pintasse, nada teria sentido para mim. (...) O envolvimento com a pintura existiu desde o início. Eu sempre fui um homem apaixonado. E não sou apaixonado só pela pintura, mas pela vida; apaixonado por tudo.” Para Olívio Tavares de Araújo “sua proposta vital é ética e estética, quem já o viu pintando percebe o porquê do vigor de seu gesto pictórico. Ele cai em transe”.  

REFERÊNCIA:

A criação plástica em questão (Vozes, 1970) e Artistas brasileiros: acervo do Grupo Sul América de Seguros (Colorama, 1975), de Walmir Ayala; Pintura moderna brasileira (Record, 1978), de José Roberto Teixeira Leite; A gravura no Rio Grande do Sul 1900-1980 (Mercado Aberto, 1982), de Carlos Scarinci; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Iberê Camargo (MARGS/Funarte/INAP, 1985), de Evelyn Berg e outros; Abstracionismo geométrico e informal: a vanguarda brasileira nos anos cinqüenta (Funarte, 1987), de Fernando Cocchiarale e Anna Bella Geiger; No andar do tempo (L&PM Editores, 1988), de Iberê Camargo; 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Ilustrado pela coleção Sergio Fadel, Colorama, 1989), de Donato Mello Júnior, Ferreira Gullar e outros; Chorei em Bruges (Avenir, 1983), Dacoleção: os caminhos da arte brasileira (Júlio Bogoricin Imóveis, 1986) e Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Conversações com Iberê Camargo (Iluminuras, 1994), de Lisette Lagnado; Iberê Camargo (DBA/Grupo Gerdau, 1994), estudos de Ronaldo Brito, ensaio fotográfico de Luiz Achutti; Dicionário de artes plásticas no Rio Grande do Sul (UFRGS, 1997), de Renato Rosa e Decio Presser; Biblioteca Nacional: a história de uma coleção (Salamandra, 1997), de Paulo Herkenhoff; Acadêmicos e modernos: textos escolhidos III (Edusp, 1998), de Mário Pedrosa, organização de Otília Arantes; Gaveta dos guardados (Edusp, 1998), de Iberê Carmargo, organização de Augusto Massi; Iberê Camargo/Mario Carneiro: correspondência (Casa da Palavra/Centro de Arte Hélio Oiticica/RioArte, 1999); Gravura: arte brasileira do século XX (Itaú Cultural/Cosac & Naify, 2000), de Leon Kossovitch, Mayra Laudanna e Ricardo Resende; Coleção Aldo Franco (Pinakotheke, 2000), de Jacob Klintowitz; Iberê Camargo (Silvia Roesler/Instituto Cultural The Axis, 2001), de Paulo Venancio Filho; Arte brasileira na Coleção Fadel: da inquietação do moderno à autonomia da linguagem (A. Jakobsson, 2002), de Paulo Herkenhoff; O olhar amoroso (Momesso, 2002), de Olívio Tavares de Araújo; Relâmpagos: dizer o ver (Cosac & Naify, 2003), de Ferreira Gullar; Iberê Camargo (Fundação Iberê Camargo, 2003), texto de Paulo Venâncio Filho; Diálogos com Iberê Camargo (Cosac & Naify/Fundação Iberê Camargo, 2003), organização de Sônia Salzstein; O olhar modernista de JK (MAB/FAAP, 2004), organização de Denise Mattar.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin