KUMI SUGAI (1919, Kobe, Japão - 1996, Paris, França)

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Texto: Pesquisa Internet

BIOGRAFIA:

Nascido em Kobe, Japão, estudou na Osaka University of Art . Estudou na Escola de Belas Artes de Osaka, onde familiarizou-se com as técnicas de pinturas ocidentais através de aulas com Yoshihara Haruyoshi. Ao mesmo tempo praticou a caligrafia e ficou fascinado pela tipografia, dois elementos que tiveram papel importante em sua obra tardia. Mas como muitos escritores e artistas japoneses, saiu da escola e seu primeiro trabalho profissional foi como designer comercial para a Hankyu Railway Company (1937). Depois de formado passa a residir em Paris. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1954. A obra  "Moon" é considerada uma de suas primeiras obras no estilo típico da Arte Informal, onde as formas são pintadas com fortes pinceladas. Sugai fez exposições e recebeu prêmios tais como  Documenta (1959, 1964), Bienal Internacional de São Paulo (1965) e  Venice Biennale (1968).  A partir de 1952, Sugai viveu em Paris e trabalhou como pintor, escultor e gravadors.  Sua obra está exposta nos maiores museus  do mundo. A data de 1952 assinala o período no qual começou a fazer gravuras. Depois  que  esse meio passou a constituir-se na maior parte de sua obra,  Sugai produziu mais de 400 gravuras. Seu estilo mudou em 1962 quando adotou o "hard edge", uma iconografia geométrica em contraste com seu estilo oriental gestual.  Kumi Sugai pertence ao primeiro grupo de artistas japoneses pioneiros que adotaram estilos ocidentais de pintar, e de praticar no estrangeiro, principalmente em Paris e Nova York. Sugai deixou Paris em 1952, porque achou que o impressionismo abstrato era o modo que predominava, o primeiro movimento que conheceu e teve que aprender, além do pop, op art, antiarte, arte cinética e o minimalismo. Começou adaptando as técnicas tradicionais dos Ukiyoe a sua visão pessoal da cultura estrangeira. As formas eram contemporâneas mas as cores tinham a simplicidade e a pureza dos mestres clássicos tal como Van Gogh e os Pós impressionistas. Também experimentou as técnicas de serigrafia e litografia. Suas primeiras obras em Paris usavam graffiti e cores sutis, evocando cenas urbanas, homens e animais no limite da abstração, com um certo minimalismo dos esboços sugestionado por seu amigo Giacometti. Seu trabalho foi imediatamente noticiado por proeminentes críticos e donos de galerias, incluindo o escritor Charles Estienne, que organizou uma mostra no Salon d'Octobre, em 1953. Desde então sua carreira decolou, com uma mostra individual em Paris e no Palais des Beaux-Arts em Bruxelas, Bélgica, em 1954 e uma primeira exposição de seus guaches na St George’s  Gallery em Londres,  1955, durante a qual recebeu o convite para expor na Pittsburgh International. Em 1958, ele tinha trabalhos suficientes para uma retrospectiva, fato este que contribui para estabeleceu sua reputação. Sugai continuou a participar a importantes exposições como Bienal Internacional de São Paulo, onde recebeu o Prêmio de Melhor Artista Estrangeiro, assim como na Documenta de Kassel e na Bienal de Veneza. Realizou diversas mostras individuais em NY, Lubjana e Tokyo. Em 1962 e sob influência de Alberto Giacometti produziu esculturas minimalistas e ilustrações de livros de poesias do critico  Jean-Clarence Lambert que havia escrito muito sobre seus trabalhos. Como muitos dos seus contemporâneos, Sugai também escreveu e publicou um livro em francês, La Quête sans fin (1970), supostamente com a ajuda de Jean-Clarence Lambert. Ainda nos anos 1960 Sugai produziu imagens de sinais de sinalização nas quais a repetição das formas abstratas puras evocava uma atmosfera de sonho. Seu trabalho se torno cada vez mais abstrato e geométrico mas sempre sugerindo uma realidade, como sua obra “Festival em Tokyo” que esta no Tokyo Museum of Modern Art. Sugai continuou ativo até o final de sua vida.

REFERÊNCIA:

Internet (diversas fontes) / Ro Gallery, NY

Texto: radução Sophie Su/ /Bolsa de Arte/Renato Rosa