LUIZ PIERRE ZERBINI (1959, São Paulo, SP )

BIOGRAFIA:

Artista multimídia. Aos quatro anos de idade, começa a ter aulas de pintura com Van Acker. Mais adiante estuda fotografia com Carlos Moreira e aquarela com Dudi Maia Rosa. Entre 1978 e 1980, frequenta o curso de artes plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado, FAAP, em São Paulo, SP. No início da década de 1980 muda-se para o Rio de Janeiro. Trabalha como cenógrafo do grupo de teatro "Asdrúbal Trouxe o Trombone" e faz performances em bares cariocas em parceria com a atriz Regina Casé. Realiza sua primeira exposição individual em 1982, Casa do Brasil, Madrid, Espanha.
Luiz Zerbini é um dos artistas que despontaram na década de 1980 e chega à maturidade explorando praticamente todos os aspectos da arte contemporânea. Desde o trabalho individual como pintor, até o coletivo no grupo “Chelpa Ferro”, desenvolve sua linguagem na utilização diversificada de mídias como vídeo, escultura, fotografia, música, desenho, pintura, arte gráfica, ambientes e instalações. A obra de Zerbini é considerada hoje pelos críticos uma referência na arte brasileira.
Dentre as principais exposições individuais destacam-se as mostras no MAM-RIO, Rio de Janeiro, 2012; Max Wigram Gallery, Londres, Inglaterra,  2011; Galpão Fortes Vilaça, São Paulo, SP, 2010;  Casa de Cultura Laura Alvim, Rio de Janeiro, RJ, 2009; “paisagemnaturezamortaretrato”,  Centro Universitário Maria Antonia, São Paulo, SP, 2008; “Trepanações e Outros Artifícios”, Galeria Fortes Vilaça, São Paulo, SP, 2007; “Do Corpo à Paisagem”, Instituto Tomie Ohtake,  São Paulo, SP, 2006; Galeria Filomena Soares, Lisboa, Portugal, 2005;  Galeria Rabouan Moussion, Paris, França, 2001; Paço Imperial, Rio de Janeiro, RJ, 1998 e 1996; Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, BA, 1995, dentre outras.
Suas participações em exposições coletivas mais recentes são, entre outras: “Novas Aquisições 2010-2012 Coleção Gilberto Chateaubriand”, MAM-RIO, Rio de Janeiro, RJ, 2012; “Espelho Refletido”, Centro de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, RJ; “Vestígios de Brasilidade”,  Santander Cultural, Recife, PE, 2011; “Se a pintura morreu, o museu é o céu”, MAM-RIO,  Rio de Janeiro, RJ, 2011; 29ª Bienal de São Paulo, São Paulo, SP, 2010; “7ª Bienal do Mercosul: Grito e Escuta”, Porto Alegre, RS, 2009; “Estado”, Estação Pinacoteca, São Paulo, SP; “Retalhar”, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, RJ; “Um Século de Arte Brasileira, Coleção Gilberto Chateaubriand”, Museu de Arte Moderna da Bahia, Salvador, BA e “80-90: Modernos, Pós Modernos, etc”, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, SP, ambas em 2007; “100 anos de Arte Brasileira na Coleção Gilberto Chateaubriand”,  Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, SP; “Erótica - Os sentidos na arte”,  Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e “É HOJE na arte brasileira contemporânea - Coleção Gilberto Chateaubriand”, Centro Cultural Santander Banespa, Rio de Janeiro, ambas em 2006; “Novas aquisições - Coleção Gilberto Chateaubriand, MAM-RIO, Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2005; “Como vai você, Geração 80?”, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro e Brasília,  2004; “Novas aquisições 2003 - Coleção Gilberto Chateaubriand”, MAM-RIO, Rio de Janeiro, 2004; “ArteFoto”, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília, “2080”, Museu de Arte Moderna de São Paulo e “Identidade Retrato Brasileiro na Coleção Gilberto Chateaubriand”, MAM-RIO, Rio de Janeiro, ambas em 2003; “Caminhos do Contemporâneo”, Paço Imperial do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, 2002; “II Bienal do Mercosul”, Porto Alegre, RS, 2001; “Séptima Bienal de La Habana”, Havana, Cuba, 2000, entre outros. Vive e trabalha no Rio de Janeiro.

REFERÊNCIA:

Cronologia das Artes Plásticas no Rio de Janeiro, 1816-1994, de Frederico Morais, Topbooks, 1982; Enciclopédia de Artes Visuais Itaú Cultural.

Texto: Bolsa de Arte/Renato Rosa