MARIA GRAHAM (1785, Papcastle, Inglaterra - 1842, Kensington Gravel Pits, Inglaterra)

BIOGRAFIA:

Escritora e aquarelista, casada em segundas núpcias com o pintor inglês Augustus Wall Calcott (1779-1844). Esteve na Índia de 1808 a 1815 e, depois de passar pelo Chile, chegou ao Brasil em 1821. Aqui permaneceu, com algumas interrupções, de 1821 a 1825. Em 1824 publicou em Londres o livro Journal of a voyage to Brazil and residence there during part of the years 1821, 1822, 1823, texto de sua autoria com ilustrações suas e de Augustus Earle, com quem manteve contato na corte. Em sua primeira permanência no Brasil visitou Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro. De volta ao Brasil em 1824, foi preceptora da princesa Maria da Glória, filha do Imperador D. Pedro I. Foi uma observadora atenta dos nossos costumes e de nossa vida social. No diário que aqui escreveu, suas observações sobre animais e plantas, sobre a escravidão, sobre a nossa geografia e sobre tantos outros aspectos da vida brasileira, são inestimáveis fontes de consulta. Da paisagem do Rio de Janeiro, registrou em desenhos a Baía de Guanabara, a Lagoa Rodrigo de Freitas, os bairros de Copacabana, Gávea e Catete. Algumas aquarelas de sua autoria integram os acervos da Biblioteca Nacional e do Museu de Arte de São Paulo.

REFERÊNCIA:

Diário de uma viagem ao Brasil (Nacional, 1956), de Maria Graham; A muito leal e heróica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro (Raymundo de Castro Maya, Candido Guinle de Paula Machado, Fernando Machado Portella, Banco Boavista, 1965), textos e organização de Gilberto Ferrez; Obra escolhida (Nova Aguilar, 1977), de Gilberto Freyre; Pontos de vista (T. A. Queiroz, v. 2, 1991), de Wilson Martins; Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro (Garnier, 4. ed. 1991), de Joaquim Manuel de Macedo; Biblioteca Nacional: a história de uma coleção (Salamandra, 1997), de Paulo Herkenhoff; O Brasil dos viajantes (Objetiva/Metalivros, 3. ed. 2000), de Ana Maria de Moraes Belluzzo; Iconografia do Rio de Janeiro 1530-1890: catálogo analítico (Casa Jorge Editorial, 2000), de Gilberto Ferrez.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin