MARIO CRAVO JÚNIOR (1923, Salvador, BA )

BIOGRAFIA:

Escultor, desenhista, gravador e professor de arte. Entre 1938 e 1943, fez uma série de viagens pelo nordeste. Em 1945, passou a trabalhar no ateliê do santeiro Pedro Ferreira. No ano seguinte, seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi aluno de Humberto Cozzo. Realizou em Salvador sua primeira individual, que reuniu esculturas e desenhos, em 1947. De 1947 a 1949, viveu em Nova York, onde estudou com o escultor Ivan Mestrovic e expôs na Norlyst Gallery. Participou de numerosas mostras coletivas no Brasil e no exterior e obteve prêmios de aquisição na Bienal de São Paulo (1951 e 1955), tendo participado também da Bienal de Veneza (1952 e 1960). Em 1955 ingressou como livre-docente da cadeira de Gravura da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, atividade que exerceu até 1963. Posteriormente, residiu na Alemanha (1964) e novamente nos Estados Unidos, lá realizando novas exposições individuais. Seu percurso expositivo ainda inclui individuais no Uruguai e na Suíça, e em várias capitais brasileiras, sobretudo São Paulo e Rio de Janeiro. Em 1965 assumiu o cargo de diretor do Museu de Arte Moderna e do Museu de Arte Popular da Bahia.  

REFERÊNCIA:

Cravo: do desenho à escultura/1944-1968 (Imprensa Oficial da Bahia, 1968); Profile of the new brazilian art (Kosmos, 1970), de Pietro Maria Bardi; Um século de escultura no Brasil (MASP, 1982), textos de Pietro Maria Bardi e Jacob Klintowitz; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Collectio, 1973) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Museus Castro Maya (Agir/Banco Boavista, 1994); Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (Topbooks, 1995), de Frederico Morais; Harry Laus: artes plásticas (Centro Cultural Harry Laus, 1996), organização de Ruth Laus.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin