MARIO CRAVO NETO (1947, Salvador, BA - 2009, Salvador, BA)

BIOGRAFIA:

Fotógrafo e escultor, fez seu primeiro aprendizado de arte no ateliê do pai, o escultor Mario Cravo Júnior, e com Hans Mann, tendo também trabalhado com Fulvio Roiter quando este esteve na Bahia. Em 1964-65, viajou para a Europa com a família, visitando Alemanha, Itália e Espanha. Lá manteve contato com Emilio Vedova e Max Jacob. Em 1965 retornou a Salvador, onde realizou, na Galeria Convivium, sua primeira individual. Em 1968, viajou para Nova York, onde estudou na Art Student's League sob orientação de Jack Krueger. De volta ao Brasil em 1970, colaborou com as revistas Popular Photography (1971) e Camera 35 (EUA, 1972). Participou das bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983), Internacional de Fotografia (Caserta, 1982), Havana (1988) e Arte Contemporânea de Lyon (2000), do Panorama de Arte Atual Brasileira (1972, 1975, 1978, 1981, 1985 e 1997) e de numerosas outras mostras nacionais e internacionais em países da Europa e dos Estados Unidos. Realizou dezenas de individuais no Brasil e no exterior, das quais podem ser citadas, entre as mais recentes: Galleria Carla Sozzani, Milão (2001); Galerie Esther Woerdehoff, Paris, IFA Gallerie, Sttugart, Berlim e Bonn (2002), e Galeria Oscar Cruz, Rio de Janeiro (2003). Para Edward Leffingwell, "como pedestais integrados à escultura que apoiam, as imagens de Cravo Neto são oferendas de um profundo sentir, colocadas sobre altares consagrando coisas comuns; alegorias arquitetadas com os elementos de uma subjetiva equação, introduzidos sem preâmbulos nem prefácios".  

REFERÊNCIA:

Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois (Collectio, 1973) e Entre dois séculos: arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand (JB, 1987), de Roberto Pontual; Bahia (Rhodia/Raízes, 1980), de Mario Cravo Neto; História geral da arte no Brasil (Instituto Walther Moreira Salles/Fundação Djalma Guimarães, 1983), coordenação de Walter Zanini; Em torno da fotografia no Brasil (Sudameris, 1987), de P. M. Bardi; Marcantonio Vilaça (Cosac & Naify, 2001); Laróyè: Mario Cravo Neto (Áries, 2000) e The eternal now: Mario Cravo Neto (Áries, 2002), textos de Edward Leffingwell.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin