ROBERTO RODRIGUES (1906, Rio de Janeiro, RJ - 1929, Rio de Janeiro, RJ)

BIOGRAFIA:

Filho do jornalista Mário Rodrigues, irmão do também jornalista Mário Filho e do dramaturgo Nelson Rodrigues. Como ilustrador, colaborou em jornais e revistas: Crítica, Jazz (que criou e dirigiu), Para Todos etc. Por volta de 1923, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, onde conquistou algumas medalhas e se insurgiu, em críticas impiedosas e agressivas, contra a arte da época: crítico de arte eventual, foi notório combatente de artistas como Rodolfo Amoedo, Helios Seelinger, Eliseu Visconti e Augusto Bracet. Nas entrevistas que reuniu em A inquietação das abelhas (1927), Angyone Costa faz referência a seu nome no estudo introdutório, no qual cita Roberto ao lado de J. Carlos, Cornélio Penna (o futuro romancista de Fronteira) e outros, integrantes de um grupo dos "mais novos, cheios de possibilidades de vitória". Apesar de seu desaparecimento precoce (assassinado na redação do jornal Crítica, de propriedade de seu pai), deixou vasta obra gráfica e uma pequena quantidade de óleos. No livro 150 anos de pintura no Brasil: 1820/1970 (Colorama, 1989), que documenta a coleção de Sergio Sahione Fadel, é reproduzido um retrato seu de corpo inteiro, de autoria de seu amigo e colega de ateliê Cândido Portinari. Três mostras do artista foram organizadas após a sua morte: em 1930, no Liceu de Artes e Ofícios, Rio de Janeiro; em 1993, na Galeria A. S. Studio, São Paulo; e em 2000, no Conjunto Cultural da Caixa, Rio de Janeiro, as duas últimas graças ao empenho de seu filho, o arquiteto e designer Sergio Rodrigues.

REFERÊNCIA:

História da caricatura no Brasil (José Olympio, 1963), de Herman Lima; Desenhos de Roberto Rodrigues (Cordelurbano n. 2, Editora Ouvidor, 1974), de Neila Tavares; Memórias (Correio da Manhã, 1967) e O reacionário: memórias e confissões (Record, 1977), de Nelson Rodrigues; O anjo pornográfico: a vida de Nelson Rodrigues (Companhia das letras, 1992), de Ruy Castro; Sergio Rodrigues (S. Cals/Icatu, 2000), organização de Soraia Cals, textos de Maria Cecilia Loschiavo dos Santos e André Seffrin.

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin