RUTH PALATNIK AKLANDER (1926, Natal, RN - 2009, Rio de Janeiro, RJ)

BIOGRAFIA:

Artista plástica multifária, o que hoje chamamos de multimídia, dedicou-se simultaneamente à escultura, pintura, gravura e cenografia. Transferiu-se para o Rio de Janeiro com a família, em 1936. Graduou-se pela Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil, onde lecionou Desenho, cursado na Escola Nacional de Belas Artes. Na década de 1960, realizou quadros de grandes proporções a partir de pesquisas com estanho, cujo trabalho de texturas e cores a levou aos limites da arte conceitual. Em 1968, começou a estudar com Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, integrando no ano seguinte o grupo fundador do Centro de Pesquisa de Arte. Sempre incentivada por Serpa, agregou a suas pesquisas outros materiais como a cerâmica, o papel e em seguida o acrílico. Também a partir dos anos 1960, trabalhou com arte tecnológica, interativa e lúdica, e com múltiplos em produção industrial. Com Zama e Miriam Sambursky integrou a Equipe Triângulo, que participou da XII Bienal de São Paulo em 1973 com a obra “Sêmen no Espaço 5”, premiada no ano anterior no Salão do Sesquicentenário da Independência e Aquisição no VIII Salão de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo. Conquistou muitos outros prêmios, entre os quais se destacam: Aquisição no Salão de Verão, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em 1972, Isenção de Júri do XXIV Salão Nacional de Arte Moderna em 1975, Artista Convidado na Expo-Neuquem, em Neuquem, Argentina, em 1997. De 1970 a 1978, participou de cursos na Escola de Artes Visuais do Parque Lage: história da arte, figurinos, caracterização, cenografia. Realizou sua primeira exposição individual em 1972, na Galeria Celina, Rio de Janeiro, onde expôs objetos múltiplos em acrílico com apresentação do crítico Walmir Ayala. A partir da década de 1970, integrou diversas coletivas no Brasil e no exterior, em galerias da Europa, das Américas e do mundo oriental. Por cerca de 10 anos lecionou leitura para cegos no Instituto Benjamim Constant, atividade que lhe motivou a série Quadrum, trabalhos lúdicos que contam com a participação do observador. Sua obra integra os acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Contemporânea de Campinas, da Caixa Econômica do Estado de Goiás, do Museu da Rede Ferroviária Federal e da Pinacoteca de Natal, entre outros. Nos últimos anos, desenvolveu diversas séries serigráficas e também se dedicou à pintura a óleo metalizado sobre tela e a intervenções de acrílico em serigrafias.  

REFERÊNCIA:

Texto: Bolsa de Arte/André Seffrin