O artista Rodrigo de Castro, retoma a pintura a partir da experiência tridimensional em nova exposição. Há três anos, ao apresentar suas esculturas na Galeria Patrícia Costa, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, Rodrigo de Castro experimentava pela primeira vez a passagem da pintura para a tridimensionalidade. A experiência, no entanto, não representou uma ruptura, muito pelo contrário: a abertura de um novo campo de investigação. Agora, na exposição “Rodrigo de Castro: A Ordem Sensível”, que abre no dia 15 de outubro, percorre o caminho inverso.
Com curadoria assinada, mais uma vez, por Vanda Klabin, a mostra reúne trabalhos nos quais Rodrigo de Castro amplia sua pesquisa sobre estrutura, equilíbrio, ritmo e percepção. “As esculturas nasceram, num primeiro momento, da observação das telas. A vontade de fazer com que a cor ocupasse o espaço me levou a pesquisar uma maneira de construir essa cor como escultura. Então, as esculturas se alimentavam, vamos dizer assim, do pensamento das pinturas. Eu percebo que agora acontece um diálogo no sentido inverso: a observação das esculturas me levou a trazer para o plano as complexidades que as esculturas criaram no espaço….Então, essas observações das esculturas abriram um caminho diferente, um novo caminho de pesquisa para levar como fonte daquela cor no espaço as maneiras de realizar isso na pintura. Há uma convergência maior entre cor, espaço e luz, fazendo fluir um diálogo mais intenso entre o que é pintura e o que é escultura porque na verdade é tudo fruto de um mesmo pensamento”, diz Rodrigo de Castro.
Sobre o artista.
Nascido em Belo Horizonte e formado em Engenharia, Rodrigo de Castro atualmente vive e trabalha em São Paulo, onde mantém seu ateliê, tendo realizado sua última individual no Rio de Janeiro em 2023. Ao longo de sua trajetória, participou de diversas coletivas e tem no currículo cerca de dez exposições solo, uma delas em Lisboa, em 2019. Atuou como curador em algumas mostras de seu pai, o artista e escultor Amílcar de Castro.
Até 14 de novembro.



