Uma robusta seleção de 33 artistas.

02/set

A Galatea participa da 16ª edição da ArtRio, que acontece entre 16 e 20 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A galeria apresenta uma seleção de 33 artistas que atravessa diferentes gerações e contextos da arte moderna e contemporânea, reunindo nomes fundamentais da produção brasileira, artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, além de jovens talentos emergentes.

A robusta lista de artistas para o estande da Galatea na ArtRio 2026 reúne Anísio O. Couto, Arthur Palhano, Bogdan Koshevoy, Carlos Cruz-Díez, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Ernesto Neto, Francisco Galeno, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Gabriella Marinho, Grauben do Monte Lima, Guilherme Gallé, Hércules Barsotti, Ione Saldanha, Jac Leirner, Jaider Esbell, Joji Ikeda, Jorge Guinle, Leo Battistelli, Maíra Dietrich, Mari Ra Chacon, Mucki Botkay, Park Chae Biole, Park Chae Dalle, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Silia Moan, Tito Terapia, Tomie Ohtake e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre diferentes momentos e vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando experiências ligadas à abstração geométrica e construtiva, à pintura figurativa, às práticas têxteis e a pesquisas que exploram a materialidade por meio da cerâmica, da madeira e de outros suportes.

Memória familiar e imaginação.

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta espírito jardim humana, primeira exposição individual de Tadáskía desde seu ingresso na galeria. Com abertura em 14 de setembro de 2026, na Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, a mostra reúne trabalhos que articulam memória familiar e imaginação. Ancoradas em uma cosmologia própria, as obras combinam formas abstratas e elementos orgânicos, que assumem figuras híbridas, situadas entre personagens e ambientes.
Em pinturas sobre tela e sobre suportes escultóricos em papel couro, folheado de madeira e MDF, a artista desenvolve um léxico de formas e presenças associado a uma espécie de anima, entendida como força constitutiva de sua criação. Bichos, legumes, cabelos, cascas e outras referências atravessam esse repertório, ao lado de galhos, palhas de taboa, bromélias, frutas, ovos, líquidos e outros materiais que se prolongam no espaço expositivo. Em suas “aparições”, como a artista denomina as fotografias realizadas em 35mm, assim como nas superfícies, ranhuras, relevos e passagens de cor, diferentes elementos se articulam entre imagem, matéria e forma. Aquilo que se apresenta de modo sugerido na pintura e no desenho ganha corpo e volume nos trabalhos escultóricos, estabelecendo relações entre diferentes meios e procedimentos.
espírito jardim humana assinala também uma inflexão sutil na produção recente de Tadáskía, marcada pelo aparecimento de áreas de branco e do suporte exposto. O branco reaparece nos desenhos e no interior das cascas, relevos pintados a óleo, e também em trechos onde a tinta foi raspada. Essas áreas de vazio assumem uma função compositiva, introduzindo intervalos de luz e abertura que alteram o ritmo e a atmosfera das obras. Ao redor desse núcleo, as esculturas articulam elementos encontrados e objetos transformados, aproximando materiais de diferentes origens e temporalidades. Grafismos e campos de cor organizam superfícies e camadas que ampliam as relações entre pintura, desenho e escultura.
Até 28 de outubro.

Festival de Arte do Térreo.

Tomado pela onda dos festivais, o curador e produtor de artes visuais Paulo Branquinho apresenta a mostra coletiva “Festival de Arte do Térreo”. Ocupando com pinturas e objetos todo o andar térreo do Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, o evento se estende à Praça da área externa, onde serão instaladas esculturas de médio e grande porte. A abertura será no dia 10 de setembro, a partir das 16h, e no dia 18 haverá uma confraternização com os artistas, mesma data da inauguração do Festival de Bandeiras do Rio, também idealizado e produzido por Paulo Branquinho.

Com duas edições já realizadas no local em 2018 e em 2019, a nova edição retoma a proposta dos anos anteriores, promovendo o intercâmbio artístico com a apresentação de obras inéditas de artistas de diferentes origens e gerações.

“Nessa exposição, estaremos agregando a pintura e o bidimensional, com amplo aproveitamento do espaço expositivo, das paredes ao chão, e já contando com a adesão de artistas consagrados de nossa arte brasileira, como Gianguido Bonfanti, Luiz Aquila, Robson Macedo, Rubem Grilo, entre outros nomes que se unem aos escultores numa grande celebração cultural. Desta forma, queremos contribuir com o colorido cultural da Primeira Semana de Arte do Rio”, afirma Paulo Branquinho. O evento será segmentado em três módulos: “Pessoas, cidades e afins”, com obras figurativas, “Abstratos e geométricos” e “Obras de jardim”, para as esculturas de médio e grande porte.

Entre os artistas confirmados, estão Adriana Maciel, Albenzio Almeida, Alexandre Magno, Ana Durães, Andréa Facchini, Ângelo Milani (SP), Anita Fiszon, Carlos Muniz (MG), Edson Landim, Eric Collette, Fernando Borges, Gerson Ipirajá (CE), Gianguido Bonfanti, Lara Milani (SP), Lina Zaldo, Lorena Olivares (Chile), Luiz Aquila, Nelson Sadala, Pablo das Oliveiras, Robson Macedo, Rubem Grilo.

Até 17 de outubro.

Sobre a técnica ancestral da feltragem.

31/ago

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta dia 05 de setembro conversa com Kyria Oliveira sobre a pesquisa e os processos criativos da exposição Micélio, entre o fim e o começo de tudo, marcando o encontro entre a artista e a curadora de arte e poeta Alexia Carpilovsky para apresentar a técnica ancestral da feltragem em lã natural e os caminhos que deram origem à mostra.
A atividade propõe um mergulho na pesquisa que deu origem à série “Micélio”. Kyria Oliveira compartilhará sua experiência de campo realizada na Argentina e no Peru, onde entrou em contato com comunidades que preservam a técnica ancestral da feltragem com lã natural – um saber preservado, em grande parte, por mulheres. Pouco difundida no Brasil, onde o clima tropical não favorece a cultura da lã, a feltragem permanece viva em regiões de clima mais frio, onde a criação de ovelhas faz parte do cotidiano.
Alexia Carpilovsky participa do encontro trazendo reflexões sobre as relações entre arte contemporânea, memória e tradição. Integrante da equipe de comunicação do Instituto PIPA, desenvolve projetos que exploram a interseção entre artes visuais e literatura, costurando imagens e palavras.

Mosaico vibrante da cultura brasileira.

28/ago

A rua pulsa. Respira histórias, abriga encontros, guarda memórias em movimento. É nesse fluxo, entre passos, motores, olhares e afetos, que o Brasil se revela e se reinventa todos os dias.

Em cartaz até 11 de outubro, a exposição inédita “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura” convida a mergulhar nessa paisagem viva, onde arte, celebrações, moda e automóveis se entrelaçam para contar uma história coletiva. Com 112 obras de arte, 104 fotografias, vídeos, instalações experienciais e obras site-specific, o percurso se expande em 17 looks de moda, 7 carros icônicos – incluindo os carros-conceito Dolce Camper e o Mio -, compondo um mosaico vibrante da cultura brasileira.

Entre as grandes atrações, instalações imersivas que convidam ao sentir, veículos históricos que atravessam gerações e experiências sensoriais que despertam memória, pertencimento e imaginação.

Em diálogo com os 50 anos da Fiat no Brasil e os 20 anos da Casa Fiat de Cultura, a mostra celebra caminhos, conecta tempos, imagina o futuro e convida cada visitante a viver, com intensidade, o Brasil em movimento.

Um panorama da obra de Tatiana Blass.

Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Tatiana Blass – Contrarregra, com curadoria de Ana Roman e Lahayda Mamani Poma. A mostra reúne cerca de 50 obras produzidas entre 2008 e 2026, entre pinturas, esculturas, instalações, vídeos e um conjunto de trabalhos inéditos, oferecendo um panorama da produção da artista e de sua investigação sobre matéria, espaço, luz e tempo.

O título da exposição faz referência à figura do contrarregra, responsável por organizar os bastidores e criar as condições para que a cena aconteça sem ocupar o centro do palco. A partir dessa ideia, a mostra aproxima a prática da artista à lógica teatral ao apresentar obras que deslocam a atenção do resultado para os processos que tornam a imagem possível. Embora tenha a pintura como ponto de partida, sua produção se expande para diferentes linguagens – como esculturas, instalações, vídeos, performances – e materiais, como vidro, bronze, cera, cerâmica, entre outros.

Entre os destaques da exposição estão um núcleo significativo de obras inéditas, desenvolvido especialmente para o Instituto Tomie Ohtake, e trabalhos de diferentes momentos da trajetória da artista. As novas pinturas da série “Contraluz”, realizadas sobre vidro, incorporam a arquitetura, a incidência da luz e o deslocamento do visitante à própria imagem, enquanto obras das séries “Metade da fala no chão”, “Quebra-quebra”, “Nó”, “Noite-dia” e “Contrarregra” evidenciam o diálogo que a artista propõe entre pintura, escultura, som e palavra.

A transformação da matéria ocupa um lugar central na mostra. Em diferentes trabalhos, materiais como cera, vidro, bronze e cerâmica permanecem em constante estado de mudança, incorporando o tempo como parte da própria obra. Em vez de apresentar formas definitivas, Tatiana Blass cria trabalhos que se alteram pela ação da luz, do calor, da gravidade ou da presença do público, fazendo da transformação um elemento constitutivo da experiência expositiva.

Desenvolvida em diálogo com a artista, a expografia transforma as salas expositivas em um espaço de encenação. A montagem incorpora dois palcos, que passam a integrar o percurso do público e estabelecem relações diretas com as obras. Mais do que elementos cenográficos, esses dispositivos evidenciam a ideia de bastidor que atravessa toda a exposição. A mostra traz ainda obras inéditas que resultam do encontro entre Tatiana Blass e o músico Kiko Dinucci. A partir de pinturas recentes da artista, os dois iniciaram um diálogo que resultou na capa do novo álbum do compositor e, posteriormente, em uma série de trabalhos desenvolvidos especialmente para a exposição. 

Um novo olhar.

27/ago

O Ministério da Cultura e a Fundação Vera Chaves Barcellos convidam para a abertura da exposição coletiva “Uma Força Estranha”, que será inaugurada no dia 29 de agosto de 2026, sábado, das 11h às 17h, na Sala dos Pomares, em Viamão, RS.
Dando continuidade à programação expositiva de 2026, dedicada à produção de artistas mulheres, “Uma Força Estranha” traz um novo olhar para o Acervo Artístico da Fundação, reunindo 53 obras de 36 artistas brasileiras e internacionais. O conjunto contempla trabalhos em desenho, pintura, gravura,  fotografia, vídeo, objeto, instalação, entre outras técnicas e linguagens. A organização é de Vera Chaves Barcellos, com expografia de Arthur Bonfim e textos de Ana Albani de Carvalho

Nas palavras de Vera Chaves Barcellos:
“Uma Força Estranha se inspira em uma das obras primas da música popular brasileira de todos os tempos, a criação de 1978, de Caetano Veloso, eternizada pela incomparável voz de Gal Costa. Em Força Estranha, Caetano traça poeticamente a defesa da criação e da linguagem artística como uma força incontida que impulsiona o/a artista a criar de forma verdadeira e atemporal. Aqui, podemos ver exemplos dessa força estranha nessas verdades expressas em suas mais diversas formas, nas obras deste conjunto de mulheres.”

Artistas participantes.

Regina Silveira, Lia Menna Barreto, Maria Lídia Magliani, Gisela Waetge, Wanda Pimentel, Karin Lambrecht, Marina Camargo, Maria Lucia Cattani, Débora Bolzsoni, Teresa Poester, Helena D’Avila, Fernanda Chemale, Romy Pocztaruk, Dione Veiga Vieira, Ío (Laura Cattani e Munir Klamt), Paula Krause, Brígida Baltar, Lurdi Blauth, Ananda Kuhn, Elaine Tedesco,  Thereza Miranda Alves, Ana Maria Tavares, Lily Hwa, Suely Anna Kelling, Vera Chaves Barcellos, Mara Alvares, Sarah Bliss, Mariana Silva da Silva, Virginia de Medeiros, Heloisa Schneiders da Silva, Carla Borba, Begoña Egurbide, Monika Funke Stern, Marlies Ritter, Teresa Puppo, Francesca Llopis.

Multiplicidade de vozes e identidades.

26/ago

A Nara Roesler, Jardim Europa, São Paulo, SP, convida no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, para a aberturada da exposição “Speaking in Tongues” (Falando em línguas), com curadoria de Magalí Arriola, que apresenta obras – esculturas, pinturas, desenhos, fotografia, objetos – dos artistas Antonio Dias, Dan Graham, Carlos Bunga, Tania Pérez Córdova, Jonathan Torres, Ann Lislegaard, Petrit Halilaj, Gino De Dominicis, Adriano Amaral, Julia Gallo e a dupla Guadalupe Rosales e rafa esparza.

A curadora explica que “Speaking in Tongues” (Falando em línguas) se opõe à “lógica contemporânea que busca nos categorizar como indivíduos – apagando todas as formas de opacidade – criando categorias e associações”. Contra essa tendência, a mostra reúne uma multiplicidade de vozes e identidades, e “reativa a especulação, o sonho e outras formas de subjetividade como estratégias para resistir à urgência de cristalizar o futuro”.

“Aquilo que se apresentava como futuro deixa de ser o lugar das grandes narrativas, previsões, promessas ou adivinhações e passa a ser, em vez disso, um campo conjectural no qual tecnologia e messianismo, medo e nostalgia, espera e utopia, conspiração e linearidade, trama e profecia se entrelaçam”, afirma Magalí Arriola. 

A mostra integra o ciclo comemorativo dos 50 anos de trajetória de Nara Roesler, e celebra o Roesler Hotel, projeto iniciado em 2004 e que, ao longo de 29 edições, acolheu artistas, curadores e ideias de diferentes partes do mundo, como um espaço de experimentação. Nesta edição especial, foi convidada a escritora e curadora Magalí Arriola, ex-diretora do Museo Tamayo, na Cidade do México, e curadora do Pavilhão do México na 58ª Bienal de Veneza (2019), e curadora chefe da Bienal Internacional de Arte e Cidade de Bogotá (Bog27) em 2027, entre muitas outras funções.

Até o dia 24 de outubro. 

Seleção de obras da Almeida & Dale.

20/ago

No estande C05, na ARCA, Vila Madalena, São Paulo, SP, a Almeida & Dale promove um encontro entre artistas contemporâneos e figuras-chave do século XX nos contextos brasileiro e latino-americano.  

Confira a seleção de obras de Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Ana Elisa Egreja, André Ricardo, Beatrice Arraes, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Carlos Garaicoa, David Almeida, Di Cavalcanti, Diego Rivera, Elena Damiani, Eleonore Koch, Feliciano Centurión, Felipe Cohen, Guga Szabzon, Guillermo Kuitca, Gustavo Caboco, Héctor Zamora, Heitor dos Prazeres, Hélio Melo, Henrique Oliveira, Ivan Campos, Jaider Esbell, José Bento, José Leonilson, Lucas Arruda, Luiz Sacilotto, Lygia Pape, Maria Martins, Mariana Palma, Marina Woisky, Maya Weishof, Mira Schendel, Nelson Felix, Paulo Pasta, Rubem Valentim, Saint Clair Cemin, Sergio Camargo, Sheroanawe Hakihiiwe, Thiago Martins de Melo, Túlio Pinto, Vanderlei Lopes e Vivian Caccuri.

Diálogo com obras de artistas autodidatas.

17/ago

A Galatea apresenta “Representações brasileiras: Bienal de Veneza”, exposição que revisita a representação brasileira concebida pela pesquisadora e curadora Lélia Coelho Frota para a 38ª Bienal de Veneza, ocorrida em 1978. A abertura acontece quinta-feira, 20 de agosto, das 18h às 21h, na Galatea Padre João Manuel, Jardins, São Paulo, SP.

A mostra, que conta com texto crítico de Tomás Toledo e Guto Ezek, lança um novo olhar sobre essa curadoria, que, ainda nos anos 1970, levou ao circuito internacional produções da arte contemporânea em diálogo com obras de artistas autodidatas, então pouco acolhidos pelo mercado por serem associados ao campo da arte popular.

A partir do acervo da galeria, a exposição reúne obras de diferentes períodos dos artistas que integraram a mostra italiana de 1978, não como uma reconstituição da montagem original, mas como uma leitura ampliada de suas produções.

São eles: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Maria Auxiliadora, Madalena dos Santos Reinbolt, Paulo Garcez e Wilma Martins, além de trabalhos das comunidades indígenas do Alto Xingu, incluindo inéditos do Médio Xingu, e do paisagista Roberto Burle Marx, apresentados em Veneza por meio de trabalhos audiovisuais comissionados ao cineasta Marcelo Tassara.