Exibição individual de Wolfram Ullrich.

05/out

Obras inéditas do artista alemão Wolfram Ullrich na Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP,  “Ambiguidade Construtiva e Ativação do Espaço”, define bem as ideias por trás de suas obras. 

O nome da exposição de Wolfram Ullrich define bem as ideias por trás de suas obras. Os trabalhos transitam entre pintura, escultura e arquitetura e fazem o visitante se deslocar pelo espaço, para perceber os diferentes modos em que as formas se reorganizam diante de seus olhos. 

O artistaa nasceu em 1961, em  Würzburg, Alemanha. Vive e trabalha em Stuttgart, Alemanha. Os trabalhos de Wolfram Ullrich erigem-se sobre um processo de planejamento conceitual e um árduo trabalho manual de precisão, além de estabelecerem diálogos com os fundamentos da arte concreta, como o significado da cor definido apenas por ela mesma, a forma que obedece às leis da geometria e a relação direta entre o corpo e sua materialidade e plasticidade. No entanto, Wolfram Ullrich vai além ao criar volumes e estruturas que parecem escapar das paredes, desafiando noções de perspectiva e de ilusão. Feitas de matéria rígida, como aço, as superfícies monocromáticas de Wolfram Ullrich são testemunhas não somente da própria materialidade inabalável, mas também dos fenômenos ópticos que submetem as obras à perspectiva móvel de cada observador e fazem com que pareçam flutuar no espaço.

Wolfram Ullrich é graduado em Artes Visuais e Pintura pela Staatliche Akademie der Bildenden Künste Stuttgart (1986) e em História da Arte pela Universität Stuttgart (1985). Começou a desafiar a lógica bidimensional da pintura e as políticas da perspectiva na década de 1980, época em que participou de suas primeiras exposições na Europa. Dentre suas exposições recentes, destacam-se as individuais nas galerias Une (Suiça, 2012) e Denise René (França, 2011); e as coletivas “Mouvement et Lumière”, na Fondation Villa Datris (França, 2012); “Interferences” na Fundação Vasarely (França, 2011); e “Beyond Painting”, no Museu Bohuslan (Suécia, 2009). Nos últimos anos, foi premiado pela Fundação Messmer (Alemanha, 2010) e pela Fundação Helmut Kraft (Stuttgart, 2009). Seu trabalho é exibido regularmente nas principais feiras de arte, como Art Basel (Basileia e Miami), FIAC (Paris), Art Cologne e Zona Maco (Cidade do México). Desde 2013 o artista é representado pela Galeria Raquel Arnaud, que realizou a mostra “Planar” (2013), sua primeira mostra individual no Brasil.

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Investigando as conexões sutis.

 

A Galeria Marilia Razuk, Itaim Bibi, São Paulo, SP, abriu espaço para o mais novo trabalho de Carolina Colichio. Intitulada “Cavalinhas e Falésias”, a mostra apresenta peças produzidas em alumínio fundido, coordenadas com processos que já pautam suas criações, como a cerâmica, a porcelana, os esmaltes e o milenar método de pintura, a encáustica.

Carolina Colichio transita entre escultura, pintura e instalações e tem sua pesquisa artística criada a partir da prática diária de observação e do deslocamento entre a cidade e a natureza, investigando as conexões sutis entre o ambiente urbano e o tempo profundo do planeta.

Até 03 de novembro.

Origem urbana ganha novas configurações.

01/out

Bruno Bogossian retorna às exposições individuais no Rio de Janeiro depois de uma década. Com mais de 25 anos de trajetória e ex-integrante do Fleshbeck Crew, coletivo fundamental para a história do grafite carioca, o artista apresenta na Artur Fidalgo galeria, Copacabana, trabalhos inéditos que transitam entre pintura, desenho e escultura. 

Em “Caleidoscópica”, sua pesquisa de origem urbana ganha novas configurações em meio a cores vibrantes, formas geométricas, fragmentos botânicos, vestígios arquitetônicos e referências ao imaginário social. A mostra também celebra uma relação especial: são 10 anos de parceria entre Bruno Bogossian e a Artur Fidalgo galeria.

Presença de Brumadinho no mapa internacional.

29/set

O colecionador Bernardo Paz prepara novo museu de arte contemporânea em Brumadinho. Idealizador do Inhotim, MG, Bernardo Paz avança em um novo projeto cultural que deve ampliar ainda mais a presença de Brumadinho no mapa internacional da arte contemporânea.

O empreendimento vem sendo noticiado como um novo museu a céu aberto, localizado nas proximidades do Inhotim, instituição que Bernardo Paz começou a idealizar nos anos 1980 e que abriu ao público em 2006. Segundo informações publicadas pela imprensa, o espaço circula com nomes provisórios como Instituto Bernardo Paz e Museu das Árvores. A proposta mantém diálogo com uma das marcas mais reconhecidas da trajetória de Bernardo Paz: a aproximação entre arte, paisagem, arquitetura e natureza em escala monumental.

Bernardo Paz amplia legado cultural em Brumadinho.

As reportagens indicam que o novo projeto já teria recebido investimentos expressivos, com paisagismo em andamento, plantio de milhares de árvores e a previsão de pavilhões distribuídos em uma área cercada por mata. Também foi noticiado que o acervo reunido para o espaço pode chegar a cerca de 3 mil obras de arte contemporânea. Entre os nomes mencionados nas matérias estão artistas como Anna Maria Maiolino, Sonia Gomes e Michael Heizer. A imprensa também aponta negociações envolvendo outros artistas internacionais, em sintonia com a proposta de criar um espaço voltado à produção contemporânea em diálogo com território, memória, matéria e experiência.

Nos últimos anos, Bernardo Paz também protagonizou um movimento decisivo para a institucionalização do Inhotim, ao transferir de forma definitiva obras, galerias e parte significativa da estrutura do instituto para uma governança voltada à perenidade da instituição. Essa passagem consolidou o caráter público de um projeto que nasceu de uma coleção privada e se tornou referência cultural brasileira. 

Mais do que a criação de um novo espaço expositivo, a iniciativa aponta para a continuidade de uma visão cultural de longo prazo: produzir experiências em que arte e natureza não funcionam como cenários separados, mas como partes de uma mesma paisagem sensível, pública e transformadora.

A obra de uma artesã sofisticada.

Em “Malha de Cobre”, Daniela Cutait reúne malhas metálicas, correntes e argolas de cobre sobre suporte de madeira. A composição leva para a parede a lógica construtiva da joalheria, universo que atravessou sua trajetória por quase 15 anos. Quando a luz atravessa os intervalos entre os elementos, as sombras prolongam o desenho e modificam a percepção do volume. A estrutura conserva a precisão do adorno e assume um ritmo orgânico, recorrente na pesquisa da artista.

Sobre a artista.

Daniela Cutait, nasceu em 1969, em São Paulo, SP, cidade onde vive e trabalha. Estudou artes plásticas na FAAP no início dos anos 90, desde sempre curiosa, criativa, comunicativa e inquieta. A artista orbitou pelo universo das pedras, das joias, seus contornos e brilhos, desenhando acessórios de moda por quase 15 anos. 

“Sou uma andarilha, busco inspiração pela beleza na simplicidade e na delicadeza do quase invisível pelas ruas por onde passo, em qualquer lugar do mundo”. 

“A natureza passou a me chamar mais atenção por seu movimento quase esquecido nos dias de hoje devido ao distanciamento das relações pessoais engolidas por esta era cibernética em que vivemos”. 

Ao mesmo tempo orgânicos e ornamentados, espontâneos e estilizados, as esculturas de Daniela trazem uma dimensão textural e visual únicas onde as sombras dão continuidade ao trabalho, dependendo uma da outra, objeto, luz e sombra. Suas séries são o resultado do trabalho de uma artesã sofisticada que através do recolhimento criativo em seu atelier em São Paulo, surge um conjunto de peças feitas em crochê de fios de cobre, correntes em alumínio e contas que brotam de seu acervo pessoal durante os anos que manteve uma relação mais estreita com a moda. A artista examina o contraste dos materiais feitos pelo homem com as formas da natureza em suas instalações etéreas formadas a partir do crochê em fios de metal e malhas tecidas à mão. 

Criou seu próprio conceito, de “Wall Fashion Art” e transformou seus acessórios de moda em arte, sempre inspirada por joalheiros e artistas consagrados como JAR (Joel Arthur Rosenthal), Boucheron, Ruth Asawa, escultora modernista americana, entre muitos outros. As peças são únicas e numeradas. O resultado brinca com o lúdico e o paradoxo da vida efêmera capturada em uma cápsula de tempo.

“Hoje, meu prazer é vestir as paredes das casas das pessoas e não apenas “as pessoas”, afinal cada casulo reflete a nossa história e é a tradução de nossa existência a cada momento”.

Esculturas concebidas por José Adário.

O Museu Inimá de Paula, em colaboração com a Galatea, apresenta José Adário: Raiz de Ferro, exposição dedicada à obra de José Adário dos Santos (Salvador, 1947), com curadoria e texto crítico de Alana Silveira, diretora da Galatea Salvador. A mostra abre no dia 30 de setembro, durante o horário de funcionamento do museu, das 10h às 18h30.

Mestre ferreiro, José Adário desenvolve uma prática em que o domínio da forja está profundamente ligada aos saberes transmitidos no candomblé e à sua trajetória na Ladeira da Conceição da Praia, em Salvador, onde aprendeu o ofício ainda jovem. No ferro moldado pelo fogo, o artista cria esculturas ligadas a divindades como Exu, Ogum, Oxóssi, Oxumaré e Ossain, como forma de materializar os fundamentos e atributos associados a cada uma delas.

A exposição reúne esculturas concebidas por José Adário para o campo artístico, distintas das ferramentas que o artista também produz para os terreiros, onde são consagradas e passam a integrar os assentamentos dos orixás, além de registros de Adenor Gondim, fotógrafo baiano que acompanha seu trabalho há décadas.

Oficinas gratuitas de capacitação para mulheres

25/set

Como parte da exposição “Amazônicas: Poéticas femininas”, serão realizadas em outubro duas oficinas gratuitas no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). 

Nos dias 01 e 02 de outubro, será realizada a oficina de “Produção Executiva para Exposições de Artes Visuais”, com Stella Paiva, produtora cultural e gerente de produção do Museu de Arte do Rio (MAR).  

Nos dias 29 e 30 de outubro, acontecerá a oficina “Criação de Projetos de Performance”, com a artista Cristiane Martins. A programação é gratuita e exclusiva para mulheres (mediante autodeclaração). 

“Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos….”, afirma Sissa Aneleh, curadora e diretora artística da exposição “Amazônicas: poéticas femininas”.

Sobre a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”.

A exposição apresenta um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Sobre o Museu das Mulheres.

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Exposição individual de Anna Maria Maiolino.

24/set

A galeria Luisa Strina, Cerqueira César, São Paulo, SP, exibe obras inéditas da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino.

Premiada com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, a artista exibe esculturas em cerâmica e vidro, desenhos e telas na mostra “Presença”, que ganhou esse nome justamente pela diversidade de sua produção artística e do uso de diferentes técnicas e materiais.

A galeria Luisa Strina abriu a exposição “Presença”, com cerca de 25 obras inéditas de Anna Maria Maiolino, uma das mais influentes no cenário contemporâneo. Com texto crítico de Lotte Johnson, curadora do Barbican Centre, em Londres, a mostra, que está em exibição na Sala 2, apresenta a diversidade da produção da artista e do uso de diferentes técnicas e materiais.

A Galeria Luisa Strina, foi fundada pela colecionadora de arte Luisa Malzone Strina. A galeria principal e seu anexo ficam em São Paulo, Brasil. É a mais antiga galeria de arte de arte contemporânea no Brasil.

Acervos preservados por museus.

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera São Paulo, SP, inaugura “Nzo – Memórias Afro-brasileiras”, primeira exposição da Rede de Acervos Afro-brasileiros.

A mostra reúne mais de 150 obras e registros de diferentes regiões do país, entre esculturas, pinturas, objetos sagrados, vestimentas, discos, músicas, vídeos e fotografias. São acervos preservados por museus, arquivos, comunidades tradicionais, quilombos, terreiros, pontos de memória e outras iniciativas.

“Nzo” significa “casa” em kikongo e, nos candomblés de tradição Angola, também dá nome à casa de culto, espaço de convivência, pertencimento e transmissão de saberes. É a partir dessa ideia que a exposição fala de memória, ancestralidade, identidade, festas e resistência.

A mostra foi construída em um processo de curadoria compartilhada pela própria Rede, com coordenação curatorial de Gabrielle Nascimento e Raissa Albano e assistência de Vinicius Sena Mendes.

Até 28 de fevereiro de 2027.

O gesto como liberdade e pensamento.

18/set

A Superfície, Vila Madalena, São Paulo, SP, anunciou a exposição coletiva “Gestos” que acontece por ocasião da inauguração da nova sede da Superfície, localizada na Rua Mourato Coelho 790a. Agora, em um único endereço, as atividades da galeria – espaços expositivos, acervo e Arquivo Superfície -, conta com uma livraria e um café abertos ao público. O texto de apresentação é de Paulo Venancio Filho e curadoria assinada por ele em parceria com Gustavo Nóbrega. 

Tomando como ponto de partida o livro homônimo do filósofo Vilém Flusser, a mostra investiga o gesto como um movimento carregado de intenção, liberdade e pensamento. Para Flusser, o gesto é a expressão de uma liberdade que produz sentido. Pintar, desenhar, fotografar, gravar, modelar, escrever, performar ou instalar são diferentes modos de pensamento em ação. Cada linguagem inventa seu próprio gesto; cada artista transforma um procedimento em forma.

Com a apresentação de uma obra de Waltercio Caldas concebida especialmente para a exposição, “Gestos” reúne trabalhos de Andréa Hygino, Anna Maria Maiolino, Artur Barrio, Carlos Vergara, Celeida Tostes, Christo, Cildo Meireles, Clóvis Dariano, Dominique Gonzalez-Foerster, E. M. de Melo e Castro, Fernando Lemos, Iberê Camargo, José Resende, Letícia Parente, Luiz Alphonsus, Mara Alvares, Márcia X, Maria Laet, Mira Schendel, Neide Sá, Regina Silveira, Sonia Andrade, Thereza Simões, Tunga, Vera Chaves Barcellos e Wanda Pimentel, “Gestos” propõe um percurso em que diferentes gerações e contextos históricos se encontram sem hierarquias. Em comum, cada obra evidencia o gesto como operação estética, pensamento materializado e forma de relação com o mundo.

Até 17 de outubro.