Para atravessar o território do desejo.

05/mar

O Festival Vórtice torna pública a abertura das inscrições para sua 5ª edição, reafirmando seu compromisso como evento anual dedicado à difusão e ao fomento de práticas artísticas visuais que exploram as múltiplas dimensões da sexualidade na arte contemporânea.

A curadoria desta edição é assinada por Leonardo Maciel e Paulo Cibella, idealizadores da iniciativa, e contempla obras em diferentes linguagens, incluindo pintura, fotografia, escultura, audiovisual, performance e publicações independentes. Pessoas maiores de 18 anos, do Brasil e do exterior, poderão se inscrever entre os dias 02 e 29 de março no site do Vórtice Cultural. Serão oferecidos três prêmios em dinheiro aos artistas escolhidos pelo público e pela curadoria. A 5ª edição será realizada entre os dias 29 de maio e 27 de junho, em São Paulo.

O festival propõe-se como um espaço de liberdade e experimentação artística, incentivando produções que investiguem os atravessamentos entre corpo, desejo e identidade, em diálogo crítico com contextos de censura institucional e de mercado. Nas edições anteriores, o Festival Vórtice reuniu mais de 250 artistas de 10 países e recebeu aproximadamente 8 mil visitantes, ampliando progressivamente sua escala e seu alcance internacional.

 

Cerca de 160 obras de mais de 100 artistas.

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, inaugura, no dia 28 de março, a grande exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central. Com curadoria de Claudia Saldanha e Ivair Reinaldim, em parceria com a equipe da instituição, a mostra ocupará 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diferentes gerações, que fazem parte da história do centro cultural, como Antonio Dias, Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Anna Maria Maiolino, Antonio Manuel, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Denilson Baniwa, Hélio Oiticica, Iole de Freitas, Ivens Machado, Luiz Aquila, Luiz Zerbini, Lygia Clark, Lygia Pape, Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre, Roberto Burle Marx, Tunga, entre muitos outros. Completam a mostra uma série de vídeos feitos pela Rio Arte com alguns artistas nas décadas de 1980 e 1990. No dia da inauguração, haverá uma mesa de abertura com convidados e, ao longo do período da exposição, serão realizados seminários, oficinas e atividades educativas, valorizando a importante trajetória da instituição.

Ao longo de sua história, o Paço Imperial realizou exposições com diversas vertentes, que vão desde arte contemporânea até arte popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio. Desta forma, a exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial” abrange esse conceito e traz a ideia de reunião, sem hierarquia, juntando os artistas contemporâneos aos artistas populares, unindo diferentes gerações, técnicas e suportes em uma única mostra, dividida por núcleos temáticos. “Se a palavra constelação define um agrupamento de estrelas, cosmologicamente distantes umas das outras, mas conectadas pela imaginação humana, constituindo uma forma reconhecível com finalidades diversas, aqui reunidas, as obras produzidas por diferentes gerações de artistas procuram reforçar sua singularidade, assim como sua interação por proximidade”, afirmam os curadores, que ressaltam também a importância da constelação institucional, com obras emprestadas por diversos parceiros, como Instituto Moreira Salles, Museu Bispo do Rosário, Museu de Imagens do Inconsciente, Museu de Arte do Rio, Museus Castro Maya, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu do Folclore e Sítio Roberto Burle Marx.

Até 07 de junho.

Novo artista representado pela Gomide&Co.

04/mar

Marcel Broodthaers nasceu em Bruxelas em 1924 e morreu em 1976, em Colônia. Atuou principalmente como poeta até 1963, quando, nos últimos doze anos de sua vida, desenvolveu um corpo de trabalho amplo e multifacetado. Reconhecido por explorar as relações entre linguagem, objeto, retórica e imagem, sua produção inclui poesia, filme, fotografia, desenho, pintura, escultura e instalações.

Entre 1968 e 1972, fundou o Musée d’Art Moderne, Département des Aigles, concebido como um museu ficcional e itinerante, inicialmente instalado em sua residência em Bruxelas e posteriormente apresentado em diversos contextos. Nesse âmbito, produziu os Poèmes industriels, placas de plástico termoformadas a vácuo que combinam texto e imagem por meio de uma linguagem visual informada pela sinalização urbana e pela comunicação de massa. Nos últimos anos de sua vida, Broodthaers desenvolveu os Décors – ambientes expositivos imersivos e de grande escala que, em determinados momentos, incorporavam e rearticulavam elementos de trabalhos anteriores.

A obra de Broodthaers foi apresentada em importantes exposições internacionais, incluindo a Documenta (1972, 1982 e 1997), em Kassel, bem como a Venice Biennale (1976, 1978, 1986 e 2015) e a Bienal de São Paulo (1994 e 2006). Em 2016, uma grande retrospectiva foi organizada pelo Museum of Modern Art (MoMA), Nova York, que itinerou para o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri, e foi concluída na KunstsammlungNordrhein-Westfalen (K21), Düsseldorf, em 2017. Exposições individuais também foram realizadas na Tate Gallery, Londres (1980); no Palais des Beaux-Arts, Bruxelas (2000); no Kunstmuseum Basel (2014); no Fridericianum, Kassel (2015); no M HKA – Museum of Contemporary Art Antwerp (2019); na WIELS, Bruxelas (2021); na Kunsthaus Zürich (2023); e, em 2022, Marcel Broodthaers: Décor, apresentada na Gomide&Co, sua primeira exposição individual na América do Sul.

Sua obra integra importantes coleções públicas, incluindo o MoMA – The Museum of Modern Art, Nova York; a Tate Modern, Londres; o Musée National d’Art Moderne – Centre Georges Pompidou, Paris; a Bourse de Commerce – Pinault Collection, Paris; o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madri; o Glenstone Museum, Potomac, EUA; o Hamburger Bahnhof – Nationalgalerie der Gegenwart, Berlim; a Staatsgalerie Stuttgart, Stuttgart; a K21, Kunstsammlung Nordrhein-Westfalen, Düsseldorf; o Van Abbemuseum, Eindhoven; o S.M.A.K. – Stedelijk Museum voor Actuele Kunst e a Foundation Anton & Annik Herbert, Ghent, Bélgica; os Musées Royaux des Beaux-Arts de Belgique, Bruxelas; a Scottish National Gallery of Modern Art, Edimburgo; o Philadelphia Museum of Art, Filadélfia; a Samsung Collection, Seul; o Museum Voorlinden, Wassenaar, Países Baixos; o GES-2 (VAC Foundation), Moscou; entre muitas outras.

A coisa dRag no MAC NITERÓI.

O Ministério da Cultura, a Prefeitura de Niterói, a Secretaria Municipal das Culturas de Niterói e o Itaú Unibanco apresentam a exposição “A Coisa dRag”, no Museu de Arte Contemporânea – MAC Niterói, Rio de Janeiro, RJ.

Com abertura no dia 07 de março, às 10h, a mostra coletiva reúne obras de 35 artistas brasileiros, com curadoria de Sandro Ka. A exposição apresenta um recorte potente da produção contemporânea que toma o universo drag como referência, explorando múltiplas linguagens e propostas performativas, discursivas e visuais marcadas por tensionamento e provocação.

Participam da mostra os artistas Adriano Basilio, Amorim, André Venzon, Augusto Fonseca, Avilmar Maia, Caio Mateus, Camila Moreira, Carambola, Carolina Sanz, Cassandra Calabouço, Cavi Brandão, Cynthia Loeb, Dods Martinelli, Efe Godoy, Elis Rockenbach, Glau Glau, Hugo Houayek, Ítalo Carajá, Karine Mageste, Lai Borges, Lia Menna Barreto, Lorenzo Muratorio, Marcelo Batista, Maria Carolina, Rafa Bqueer, Renato Morcatti, Rodrigo Mogiz, Sandro Ka, Sarita Themônia, Tatiana Blass, Téti Waldraff, Thix, Tolentino Ferraz e Victor Borém.

Resultado de um mapeamento iniciado em 2024 na Escola de Belas Artes da UFMG, a mostra propõe a “dragficação” como lente para pensar a arte contemporânea, reunindo obras que questionam padrões, valores e convenções ligadas ao corpo, gênero, território e cultura.

Em cartaz até 7 de junho

Um artista para poetas.

03/mar

A exposição Gonçalo Ivo – Janela para a África (Gonçalo Ivo – Fenêtre sur l’Afrique) se fundamenta no pensamento de Édouard Glissant, poeta e ensaísta martinicano, para quem o museu do futuro não deve simplesmente “recapitular” uma narrativa fechada, mas sim inventar constantemente novos arranjos e relações. Torna-se um espaço de circulação de formas, onde as pinturas e esculturas do artista brasileiro dialogam com uma seleção de obras africanas do acervo da Maison Gacha.

Trata-se de um diálogo institucional inédito para este pintor, carioca de 1958. Gonçalo Ivo desenvolve uma abstração nutrida pela observação da natureza, da música em todas as suas formas e das culturas com as quais teve contato. Suas telas e esculturas, em ressonância com as obras africanas, surgem como “obras insulares”, fragmentos autônomos que adquirem pleno significado dentro de um arquipélago de ressonâncias. A exposição evoca também o poder da antropofagia cultural, tal como formulada por Oswald de Andrade: absorver o outro, consciente ou inconscientemente, torna-se um princípio de criação. Nos estúdios de Gonçalo Ivo, pigmentos, papéis e sons se sobrepõem como inúmeras dobras, revelando uma complexidade interior.

As correspondências exploradas não se baseiam em meras semelhanças formais, mas em afinidades sensíveis: os tecidos Kasai do Congo, os tecidos Baoulé da Costa do Marfim, o tecido Kente do Togo e as cabaças Bamileke dos Camarões dialogam com telas abstratas contemporâneas, esculturas totêmicas e composições geométricas. Apresentar esses objetos africanos sob uma nova perspectiva nos permite repensar as categorias e a maneira como a história da arte moldou nossa percepção desse patrimônio.

Ao direcionar a interpretação da obra de Gonçalo Ivo para uma cultura visual aberta, a exposição revela o artista não apenas como um “artista para artistas”, mas também como um artista para poetas. Em um mundo imprevisível, a poesia é necessária.

Curadores: Danilo Lovisi, Leonardo Ivo.

Até 09 de Julho. 

Espaço de enfrentamento e permanência.

02/mar

Panmela Castro celebra mulheres negras gaúchas que lutaram pelos direitos femininos com a exposição “A Crônica da Não-Solidão” na Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, RS. Figurando na lista das 150 mulheres que “abalaram o mundo”, feita pela revista americana “Newsweek”, Panmela Castro construiu sua trajetória provocando reflexões sobre questões humanas. 

“Essa mesma solidão – vivida, observada e elaborada pela artista – transforma-se, aqui, em não-solidão, ao se deslocar para a relação e a construção coletiva, afirmando a arte como espaço de enfrentamento e permanência”, destaca Emilio Kalil, diretor-superintendente da Fundação Iberê Camargo.

Sala das Mulheres | Encontro e Legado.

Panmela Castro homenageia quatro personalidades negras que construíram formas de resistir e histórias que nos levam a pensar em quantas outras deveriam ser reconhecidas: Iara Deodoro, Magliani, Nega Diaba e Nega Lu.

“Líderes em seus contextos, elas contribuíram de forma decisiva para a construção social, política e cultural de suas comunidades, rompendo barreiras e ampliando espaços de atuação feminista”, ressalta a artista.

Iara Deodoro – Referência na cultura afro-gaúcha, a bailarina, coreógrafa, produtora, diretora artística, assistente social, professora e ativista Iara Deodoro deixou como legado a valorização da arte como instrumento de transformação social. Também desenvolveu projetos educacionais e artísticos em música, moda e gastronomia com base na cultura e na história africana e afro-brasileira. 

Magliani – Pintora, desenhista, gravadora, figurinista e cenógrafa, Maria Lídia Magliani nasceu em Pelotas, mas mudou-se para Porto Alegre ainda criança. Foi uma das primeiras mulheres negras a se formar no Instituto de Artes da UFRGS. Tornou-se uma das artistas gaúchas de maior alcance com sua estética neo-expressionista e forte engajamento feminista. Residiu em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

Nega Diaba – Natural de Rio Pardo, foi a primeira mulher negra eleita para a Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Como vereadora, integrou a vice-liderança do partido entre 1997 e 1999 e foi vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor e Direitos Humanos.

Nega Lu – Poucas personalidades inscreveram seu nome na memória afetiva da Capital com tanta irreverência quanto Nega Lu, figura alegre e anticonvencional que se transformou em ícone de sucessivas gerações. Luiz Airton Farias Bastos, como está registrado na certidão de nascimento, ganhou fama na cena cultural e boêmia de Porto Alegre entre os anos 1970 e 1990. 

Sobre a artista.

Graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em Pintura e mestre em Artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Por sua atuação em arte e direitos humanos, recebeu títulos e prêmios como Young Global Leader, pelo Fórum Econômico Mundial, DVF Awards e foi reconhecida pela revista Newsweek como uma das 150 mulheres que estão mudando o mundo.

Nuno Ramos representado por duas galerias.

Almeida & Dale e a Cerrado Galeria anunciam a co-representação do escritor e artista Nuno Ramos. Sua prolífica obra assume a permeabilidade entre pintura, instalação, escultura, texto, peças teatrais e sambas. Seu corpo de trabalho pode ser entendido como um conjunto de tentativas, isoladas ou combinadas, de entranhar o fazer artístico na matéria, de criar arranjos provisórios entre opostos, de concatenar movimentos e de armar cenas conduzidas por atores humanos e não humanos. 

A palavra, o tempo presente e a realidade político-histórica e cultural do Brasil são tópicos recorrentes em sua prática, em diálogo com figuras fundamentais de diferentes áreas da cultura. Suas obras se dirigem aos limites da matéria, da linguagem e do objeto de arte, ora com aspecto vivaz, ora melancólico, colocando em fragilidade a atuação e o controle da própria ação criativa. 

Nuno Ramos iniciou sua trajetória nos anos 1980 e é um dos nomes determinantes da arte contemporânea brasileira. Ele acumula passagens por quatro edições da Bienal de São Paulo, além de participações nas Bienais de Veneza, do Mercosul e de Havana. Foi premiado pelo conjunto de sua obra com o Grant-Award da Barnett and Annalee Newman Foundation e, como autor, recebeu duas vezes o Prêmio Portugal Telecom. Sua obra integra acervos institucionais como os do Instituto Inhotim, Jewish Museum, MAM São Paulo, Pinacoteca de São Paulo, Städtische Galerie Villa Zanders, Tate Modern, Thyssen-Bornemisza e Walker Art Center, entre outros. 

Em 2026, Nuno Ramos estreia no Theatro Municipal de São Paulo como diretor, ao lado de Eduardo Climachauska, na ópera Intolleranza 1960, de Luigi Nono. O artista lança ainda neste ano livro em prosa inédito e um novo título dedicado à sua obra, organizado pela curadora Pollyana Quintella e pelo professor e pesquisador Victor da Rosa.

Mostra do acervo de um colecionador.

27/fev

Parte de um acervo que, por décadas, esteve restrito ao ambiente privado agora ganha as salas do Museu de Arte do Espírito Santo Dionísio Del Santo (MAES), no Centro de Vitória. A exposição “Arte em Todos os Sentidos” iniciou no dia 24 e reúne 41 obras de 36 artistas capixabas e nacionais.

A mostra apresenta pinturas, gravuras, desenhos, fotografias e esculturas selecionadas do acervo do colecionador Ronaldo Domingues de Almeida. A proposta é oferecer ao público um recorte plural da produção moderna e contemporânea. O título da exposição faz referência a uma obra do artista pernambucano Paulo Bruscky. A escolha dialoga com a ideia de ampliar a experiência estética e sensorial do visitante. Segundo o colecionador, o acervo não foi planejado como coleção formal. As aquisições começaram por afinidade e convivência com a arte, ainda nos anos 1980, quando ele frequentava a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com o tempo, o conjunto cresceu de forma espontânea, reunindo hoje centenas de obras de aproximadamente 100 artistas, em sua maioria capixabas. Curadoria de Nicolas Soares.

Artistas participantes.

Álvaro Conde, Andréia Falqueto,  Ângelo de Aquino, Antônio Poteiro, Augusto Herkenhoff, Carlos Scliar, Cildo Meirelles, Claudia Colares, Dan Mendonça, Dididco, Franz Weismann, Gilbert Chaudanne, Hilal Sami Hilal, Homero Massena, Iole de Freitas, Jocimar Nalesso, José Roberto Aguilar, Maria Bonomi, Lando, Levino Fânzeres, Lincoln Guimarães Dias, Luciano Boi, Paulo Brusscky, Pitágoras Lopes, Prozak, Regina Chulam, Regina Silveira, Rick Rodrigues, Rosana Paste, Sandro Novaes, Sante Scaldaferri, Tom Boechat, Tomie Ohtake, Viva Vilar, Waltércio Caldas, Wesley Duke Lee.

A entrada é gratuita.

Até 26 de abril.

Anna Bella Geiger e Raquel Saliba.

25/fev

Unidas pela potência da arte e por laços de amizade, Anna Bella Geiger e Raquel Saliba ocupam duas salas do Museu Histórico da Cidade, Gávea, Rio de janeiro, RJ, a partir de 1º de março, sob curadoria de Shannon Botelho. No segundo pavimento do casarão, a exposição conjunta “Avesso” propõe um campo de diálogo entre as obras de Anna Bella Geiger e as esculturas de Raquel Saliba, revelando camadas, contrastes e afinidades. No primeiro pavimento (térreo), Raquel Saliba apresenta a individual “Bashar: nós humanos” reunindo esculturas recentes em diferentes técnicas na cerâmica e instalações que ampliam sua investigação material e espacial.

A data não poderia ser mais oportuna: além de marcar o aniversário da fundação da cidade do Rio de Janeiro, 1º de março insere as exposições em um mês mundialmente reconhecido como o Mês da Mulher. As mostras seguem abertas ao público até 03 de maio, com entrada gratuita.

Leminski inspira exposição coletiva.

Inspirada em poema de Paulo Leminski, “Espaçotempo” reunirá 34 artistas em uma exibição coletiva que investiga a noção de tempo a partir de diferentes práticas e materialidades apresentam trabalhos em pintura, desenho, escultura, fotografia, gravura, vídeo, objeto, bordado, serigrafia, tear e ações interativas constroem um campo plural de pesquisas. 

O poema “O mínimo do máximo”, de Paulo Leminski (1944-1989), é o mote inspirador da exposição que articula questões que transitam entre o individual e o coletivo, entre o real e o imaginado, deslocando a ideia de tempo de uma leitura linear e cronológica. Poeta que atravessou a literatura brasileira com humor, síntese e pensamento afiado, Paulo Leminski aparece aqui como um disparador sensível: seu poema abre um campo de ressonâncias entre palavra e imagem, em diálogo com as artes visuais. Propondo uma reflexão sobre as múltiplas percepções do tempo a partir de experiências subjetivas, memórias e atravessamentos íntimos, a exposição abrirá no dia 1º de março, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro, Gávea, e permanecerá em cartaz até 03 de maio. A curadoria traz a assinatura de Isabel Sanson Portella.

As obras apresentadas percorrem uma ampla variedade de suportes e linguagens, como pintura, desenho, escultura, vídeo, ação interativa, tear, serigrafia, fotografia, gravura, bordado e objeto, evidenciando a diversidade de pesquisas e procedimentos que atravessam a exposição. Participam da mostra Ana Carolina Videira, Ana Herter, Ana Zveibil, Anna Bella Geiger, Antonio Bokel, Aruane Garzedin, Ashley Hamilton, Breno Bulus, Cláudia Lyrio, Esther Bonder, Fernanda Sattamini, Flavia Fabbriziani, Giba Gomes, Gláucia Crispino, Heloísa Madragoa, Jaime Acioli, Liane Roditi, Manoel Novello, Manu Gomez, Maristela Ribeiro, Marlene Stamm, Michelle Rosset, Mônica Pougy, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrizia D’Angello, Pedro Carneiro, Raul Mourão, Renata Adler, Stella Mariz, Vicente de Melo e Aldonis Nino, Virgínia Di Lauro e Yoko Nishio, artistas oriundos de estados como Bahia, Amapá, São Paulo e Rio de Janeiro, além dos Estados Unidos.