Diferentes linguagens da produção contemporânea.

13/abr

Exposição coletiva com 22 artistas propõe reflexão sobre a presença feminina na produção contemporânea. Juliana Monaco Art apresenta até 26 de abril no Solar Fábio Prado, Jardim Paulistano, São Paulo, SP, a mostra coletiva “Arte e Mulher” reunindo 22 artistas em torno de um recorte que atravessa diferentes linguagens da produção contemporânea. Com curadoria de Juliana Mônaco, a exposição articula pintura, escultura, fotografia, bordado e arte digital em um conjunto que evidencia a diversidade de procedimentos e a singularidade das trajetórias apresentadas.

Participam da mostra Anne Walbring, Baby Gras, Bruna Fernandes, Carol Poci, Cintia Gardioni, Debora Faria, Diana Salomone, Elis, Erica Nogueira, Illuzione, Leila Biscuola, Luiza Whitaker, Maria Theresa Muniz, Mary Carmen, Miazoe, Reco Marder, Sandra Quinto, Silvia Ferreira, Sissi Soares, Suzy Fukushima, Vanessa Del Bel e Viviane Coghi. A reunião dessas artistas reforça o caráter plural da exposição, em que diferentes práticas e pesquisas se articulam em um campo de convivência e contraste.

Ao longo da história, a presença feminina no campo das artes foi frequentemente condicionada por estruturas que limitaram visibilidade, circulação e reconhecimento. Ainda que esse cenário venha sendo progressivamente transformado, a afirmação de trajetórias e a consolidação de espaços de legitimação seguem em processo. Nesse contexto, a mostra se insere como parte de um movimento mais amplo de ampliação de repertórios e reposicionamento de narrativas. As obras apresentadas não se organizam a partir de um eixo homogêneo. Ao contrário, configuram um campo em que distintas práticas coexistem e se tensionam, revelando modos de fazer que transitam entre elaboração formal, experimentação e memória. O gesto artístico assume papel central, operando como ponto de conexão entre experiências diversas e evidenciando processos que articulam pensamento e materialidade.

Ao ocupar o espaço expositivo, cada trabalho afirma uma presença própria, ao mesmo tempo em que se insere em uma dinâmica coletiva. A curadoria atua nesse ponto de articulação, estabelecendo um percurso em que o olhar do público é conduzido por aproximações, contrastes e ressonâncias entre as obras, sem diluir suas especificidades. Sem recorrer a definições fixas, “Arte e Mulher” se constrói a partir da ideia de multiplicidade. O conjunto apresentado evidencia um panorama em que diferentes vozes se afirmam de maneira autônoma, ampliando as possibilidades de leitura sobre a produção contemporânea e contribuindo para o reconhecimento de práticas que historicamente buscaram – e seguem buscando – seu lugar no campo artístico.

Nova artista representada pela Galatea.

02/abr

A Galatea tem o prazer de anunciar a representação da artista Mucki Botkay (Rio de Janeiro, 1958 – vive e trabalha no Rio).

A inventiva de Mucki Botkay com cores começa no fim da década de 1970, quando, após cursar artes decorativas na École Supérieure des Ensembliers, em Genebra, retorna ao Brasil. Aqui, dá continuidade à pintura, mas decide que ela deveria ser tridimensional. Bordando a tela, entremeando fios e criando linhas difusas, a artista produz uma pintura feita sem tinta, mas com uma matéria – a miçanga – que toca, em cor e vibração de energia, a alma brasileira.

O jornalista e curador Leonel Kaz indaga: “A função do artista não é a de criar algo fora do banal para acrescentar ao mundo o que ainda não foi visto? É o que Mucki consegue fazer com as telas bordadas, em que os fios invisíveis sustentam miçangas que fazem brotar uma paleta de cores de aguda contemporaneidade – cores desenvolvidas pela artista, exclusivamente, para os seus trabalhos. O resultado são pinturas que impactam o olhar com diferentes percepções dos ecossistemas da Mata Atlântica (manguezais, laguna, restingas), não só reencenando a natureza, como também esticando a figuração de modo a flertar com a abstração.”

A partir dessa decomposição da natureza, Mucki Botkay constrói cenas que operam como convites à contemplação e à imaginação de um universo vivo. Essas imagens se apresentam como “janelas imaginárias” – título, inclusive, de sua primeira exposição individual pela Galatea, realizada em Salvador em 2024. Em junho deste ano, Mucki Botkay também apresentará sua primeira individual internacional na galeria Anat Ebgi, em Los Angeles, e em novembro exibe novamente na Galatea, dessa vez em São Paulo.

Mostra a dois na Gomide&Co.

01/abr

A Gomide&Co, Bela Vista, São Paulo, SP, apresenta “Alexandre da Cunha – Dudi Maia Rosa”, exposição que propõe estabelecer um diálogo entre duas práticas que, a partir de procedimentos distintos, compartilham um interesse profundo pela materialidade e pelo potencial transformador de materiais industriais. A exposição segue em cartaz até 23 de maio. O texto crítico é da crítica de arte e curadora independente Fernanda Morse.

Desde os anos 1980, Dudi Maia Rosa (São Paulo, 1946) desenvolve um trabalho singular que tensiona os limites tradicionais da pintura. Utilizando resina poliéster e fibra de vidro, o artista constrói superfícies ora translúcidas e ora opacas, nas quais cor, estrutura e suporte surgem simultaneamente. Diferentemente da pintura convencional, em que a imagem é aplicada sobre uma base preexistente, em suas obras a própria matéria pictórica constitui o corpo do trabalho.

Ao comentar o encontro entre os dois artistas na exposição, Alexandre da Cunha reconhece a importância que artistas da geração de Dudi Maia Rosa tiveram na formação de seu próprio repertório. Segundo ele, tratou-se de um grupo que operou com grande liberdade diante dos limites disciplinares da pintura e da escultura: “…o Dudi faz parte de uma geração que teve bastante influência na minha prática em algum momento. Esses artistas fizeram algo muito corajoso. No caso do Dudi, ainda mais, porque há uma liberdade enorme no trabalho dele”. Alexandre da Cunha destaca especialmente a fluidez com que o artista transita entre diferentes escalas e configurações formais. Por sua vez, Dudi Maia Rosa observa no trabalho de artistas como Alexandre da Cunha um deslocamento significativo na relação com a matéria e com os objetos do cotidiano, no qual elementos provenientes da cultura material contemporânea passam a ser reorganizados em composições que preservam algo de sua origem ao mesmo tempo em que adquirem novas qualidades formais.

Apesar das diferenças de linguagem, o encontro entre os dois artistas revela afinidades importantes. Tanto nas “pinturas-objeto” de Dudi Maia Rosa quanto nas “esculturas pictóricas” de Alexandre da Cunha, materiais associados ao universo industrial – como plásticos, resinas e fibras sintéticas – tornam-se centrais na construção da obra. Em ambos os casos, esses elementos são deslocados de seus contextos habituais e reinscritos em novas relações entre forma, espaço e percepção, evidenciando como a experimentação com a matéria pode expandir os limites tradicionais da pintura e da escultura.

A Gomide&Co agradece às galerias Almeida & Dale, representante de Dudi Maia Rosa, e Luisa Strina, representante de Alexandre da Cunha, por apoiarem a realização da exposição.

A permanência e a vitalidade de uma linguagem.

A Galeria Mayer Mizrahi, Jardim Paulista, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Op-Art – Ilusão e Inclusão”, que reúne cerca de 26 obras entre pinturas, relevos, objetos e esculturas, centradas na investigação dos fenômenos ópticos, das vibrações cromáticas e das articulações espaciais que definem a Op-Art e a arte cinética. A mostra propõe um percurso em que a percepção do espectador deixa de ser passiva para se tornar elemento ativo na construção da experiência visual.

Sem recorrer a uma leitura histórica linear, o recorte aproxima diferentes gerações e desdobramentos dessa linguagem, evidenciando continuidades e tensões entre práticas que compartilham o interesse pela instabilidade do olhar. Nesse contexto, as estruturas cromáticas de Dario Perez-Flores instauram campos vibratórios que se transformam conforme o deslocamento do observador, em diálogo com as investigações pioneiras de Jesús Rafael Soto e Carlos Cruz-Diez, nas quais cor e movimento se constituem como fenômenos perceptivos.

A dimensão espacial da mostra se expande nas proposições de Yutaka Toyota, cujas superfícies refletivas e construções em aço inox tensionam luz e matéria, e nas esculturas de Rafael Barrios e Julio Le Parc, que deslocam os princípios ópticos para o campo tridimensional. Em outro eixo, as composições de Yuli Geszti articulam ritmo, repetição e variação, enquanto as séries “Portholes”, de J. Margulis, introduzem uma abordagem contemporânea que enfatiza a relação entre profundidade, cor e ilusão.

Ao reunir esses diferentes núcleos, a exposição evidencia a permanência e a vitalidade de uma linguagem que, ao longo de mais de meio século, segue propondo novas formas de relação entre obra e espectador. Mais do que um efeito visual, a Op-Art se afirma aqui como campo de experimentação sensorial, em que percepção, deslocamento e participação se tornam elementos constitutivos da experiência estética.

Op-Art – Ilusão e Inclusão

Artistas: Dario Perez-Flores, Jesús Rafael Soto, J. Margulis, Yuli Geszti, Yutaka Toyota, Carlos Cruz-Diez, Julio Le Parc, Rafael Barrios e Victor Vasarely

Até 09 de maio.

Vera Reichert em exibição no Recife.

27/mar

Com curadoria de André Venzon sendo um convite à contemplação e à reflexão sobre a relação entre a água e seus diferentes biomas, Vera Reichert apresenta a exposição “Sobre Águas” no Museu do Estado de Pernambuco (MEPE). Após itinerar por São Paulo, Brasília e Porto Alegre, a mostra chega ao Recife propondo um mergulho poético e sensorial nas múltiplas dimensões desse elemento essencial à vida.

Ao longo de mais de três décadas de investigação artística, Vera Reichert desenvolve uma poética singular em torno da água, explorando diferentes linguagens, como pintura, fotografia, vídeo, instalação e escultura. Sua trajetória é marcada por uma profunda conexão com ambientes aquáticos, inspirando-se na beleza e nas transformações de oceanos, rios, lagos e lagoas ao redor do mundo – já tendo mergulhado em mais de 30 destinos.

Reunindo mais de 100 obras, a exposição evidencia a capacidade da artista de capturar a essência da água em suas múltiplas manifestações. Fotografias subaquáticas revelam universos raros, onde luz e cor se fundem em composições delicadas; imagens de superfícies de lagoas aparecem emolduradas ou configuradas como gotas e pérolas de acrílico; escotilhas espelhadas evocam a experiência do mergulho.

Até 03 de maio.

Sobre a artista.

Vera Reichert nasceu em Não-Me-Toque, RS, 1949. Artista visual, mantém atelier em Campo Bom, RS. Sua obra, marcada pela poética das águas, transita entre fotografia, vídeo, instalação, pintura e escultura, explorando os múltiplos sentidos e simbologias desse elemento. Autora do livro “A Inquietude do Olhar”, no qual reflete sobre sua trajetória e a presença da água em sua produção. Vera Reichert já realizou 33 exposições individuais e participou de diversas mostras coletivas no Brasil e no exterior.

Sobre o curador.

André Venzon nasceu em Porto Alegre, RS, 1976. Vive e trabalha em sua casa/ateliê/galeria, no 4° Distrito da cidade. É artista visual, curador e gestor cultural. Mestre em Poéticas Visuais no PPGAV/IA-UFRGS, especialista em Gestão e Políticas Culturais pela Universidade de Girona/Espanha e graduado em Artes Visuais pelo IA-UFRGS. Dedica-se à pesquisa dos tapumes na paisagem urbana, de elemento arquitetônico a significante de operações poéticas. É coordenador da Galeria de Arte da Fundação ECARTA, desde 2018, é o atual curador geral do Museu de Arte de Porto Alegre – MAPA e da Pinacoteca Ruben Berta, em Porto Alegre, cidade onde vive e trabalha.

Obra singular pautada pelo rigor formal.

24/mar

A Galatea anuncia “Paulo Roberto Leal: maleabilidades construtivas”, exposição dedicada à obra de Paulo Roberto Leal (Rio de Janeiro, 1946 – 1991), com abertura no dia 28 de março, sábado, das 11h às 15h, na unidade da Padre João Manoel, Jardins, São Paulo, SP. A exibição dessa mostra estará em cartaz até 09 de maio e reúne trabalhos de séries emblemáticas como “Armagens”, “Armaduras” e “Entretelas”, além de pinturas realizadas pelo artista ao longo da década de 1980, nos anos finais de seu trabalho antes de sua morte precoce, aos 46 anos.

A mostra conta com texto crítico da curadora Mayara Carvalho, evidencia um período central na produção de Paulo Roberto Leal, no qual a investigação sobre uma “geometria sensível”, vinculada ao neoconcretismo carioca, se consolida como eixo de sua pesquisa, orientando uma prática marcada por procedimentos como costura, sobreposição e modulação.

Iniciando sua trajetória artística no final dos anos 1960, paralelamente ao trabalho como economista no Banco Central, Paulo Roberto Leal desenvolveu uma obra singular pautada pelo rigor formal e pela experimentação com materiais não convencionais. A partir da década de 1970, aprofundou de forma autodidata uma investigação em torno das qualidades plásticas do papel, do tecido e da própria tela, criando objetos e composições que questionam as fronteiras entre pintura, escultura e instalação. Já a série “Vilas” (1986), composta por pinturas realizada sobre papel artesanal, coexiste com uma produção que, no início dos anos 1980, marca a aproximação do artista com a pintura em formatos mais amplos e com blocos de cores vibrantes – fase que se tornaria a sua última, antes de falecer em 1991.

Allan Weber no Instituto Tomie Ohtake.

23/mar

A Galatea compartilha a nova individual de Allan Weber (1992, Rio de Janeiro), “Allan Weber – Existe uma vida inteira que tu não conhece”, com o Instituto Tomie Ohtake, sob a curadoria de Ana Roman e Catalina Berguesno. A exposição reúne cerca de 40 obras produzidas em torno da pesquisa do artista sobre o trabalho com entregas por aplicativo e das conexões estabelecidas dentro das dinâmicas da vida urbana.

Dentre as fotografias, vídeos, objetos e instalações que compõem a mostra, estão algumas nunca antes expostas em São Paulo, como as esculturas da série “Nós que sustenta na raça”. Colunas formadas por caixas-d’água empilhadas trazem para o espaço expositivo a inventividade prática inscrita na vida da cidade, associadas ao manejo de recursos e modos de erguer e adaptar espaços.

Na mesma direção, assentos de moto, mochilas de entrega e capacetes são deslocados para o campo da arte em instalações que ganham uma dimensão poética, em grande parte desenvolvidas durante sua residência artística na Nottingham Contemporary, no Reino Unido, em 2024. Ao se debruçar sobre o universo dos motoboys, o artista transforma esses elementos familiares das ruas em imagens que refletem sobre condições contemporâneas de trabalho.

A amplitude da pesquisa material.

17/mar

O Instituto Ling, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS, apresenta “Dias normais”, mostra individual de Shirley Paes Leme, com curadoria de Tálisson Melo. A exposição reúne um conjunto plural de obras que evidencia a amplitude da pesquisa material e poética da artista, articulando tecnologia, matéria orgânica transformada e processos escultóricos tradicionais.

O público encontrará trabalhos que atravessam diferentes linguagens, como luz, vídeo, metal, resíduos urbanos e formas escultóricas em bronze, produzidos a partir de 2014, período em que Shirley Paes Leme aprofunda sua investigação sobre a percepção em meio às crises contemporâneas: da poluição à guerra, das tecnologias onipresentes aos lampejos de esperança.

A abertura acontece em 17 de março, às 19h, com uma conversa aberta ao público entre a artista e o curador Tálisson Melo. Para participar, basta realizar uma inscrição prévia no site.

Linguagem visual e discurso crítico.

12/mar

O Museu Bispo do Rosario Arte Contemporânea apresenta, entre os dias 21 de março e 09 de maio, a exposição “Casa Própria”, primeira individual de Ana Hortides na instituição. Com curadoria de Pollyana Quintella e produção da Atelier Produtora, a mostra reúne um conjunto de trabalhos produzidos ao longo dos últimos anos de pesquisa da artista, incluindo obras inéditas, e propõe uma reflexão sobre a casa como espaço simbólico, político e afetivo.

A partir de referências diretas à arquitetura do subúrbio carioca, Ana Hortides desenvolve uma investigação plástica que transforma elementos recorrentes da construção civil popular em matéria artística. Cimento, azulejos, pisos e fragmentos cerâmicos aparecem em esculturas, instalações e pinturas que deslocam esses materiais de seu uso funcional, criando estruturas que tensionam noções de permanência, improviso e pertencimento.

Oriunda de Vila Valqueire, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, a artista estabelece uma relação direta entre sua trajetória pessoal e os modos de construção presentes nas periferias urbanas. Escadas, lajes, fachadas e platibandas, frequentemente associadas ao trabalho informal e ao saber prático de pedreiros e construtores populares, surgem na exposição como formas autônomas, deslocadas de suas funções originais para se afirmarem como linguagem visual e discurso crítico.

No dia da abertura, a artista realizará uma visita guiada. Além da exposição, Casa Própria oferece um programa de formação com a artista e pesquisadores. O evento abordará temas como arquitetura popular, arte periférica e protagonismo feminino na produção artística, e ocorrerá durante o lançamento do catálogo. A mostra também conta com audiodescrição das obras e intérpretes de Libras na visita guiada e atividade formativa, garantindo acessibilidade às pessoas com deficiência. 

A obra de Carlos Cruz-Diez no Paraná.

06/mar

Essa é primeira exposição individual de Carlos Cruz-Diez na Galeria Simões de Assis, Batel, Curitiba, PR, reunindo trabalhos emblemáticos das séries “Physichromie” e “Color Aditivo”, obras inéditas, e a instalação “Laberinto de Transcromía Rachel” (1965-2017), composta por estruturas translúcidas suspensas que transformam a percepção do espaço. O conjunto reafirma uma das principais contribuições do artista à arte do século XX ao compreender a cor como acontecimento perceptivo, autônomo e em constante transformação.

“As obras expostas […] propõem a cor fazendo-se e desfazendo-se no tempo e no espaço. São ‘suportes de acontecimentos cromáticos’, espécie de armadilhas de luz, onde o espectador pode descobrir e estimular o seu ressonador afetivo. Nas minhas obras, a cor flutua virtualmente fora do suporte que as contém.” 

Carlos Cruz-Diez

Sobre o artista.

Carlos Cruz-Diez tem obras em coleções de importantes instituições, como: Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna (MAM), Rio de Janeiro; Museum of Modern Art (MoMA), Nova York; Museum of Fine Arts (MFAH), Houston; Tate Modern, Londres; Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Centre Pompidou, Paris; Wallraf-Richartz Museum, Colônia, Museo de Arte Contemporáneo, Bogotá; Museo de la Solidaridad Salvador Allende, Santiago; e Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires, Argentina.

Até 18 de abril.