Três mestres da charge.

14/ago

A exposição Charge Mestra reúne a obra de três grandes artistas gaúchos: Edgar Vasques, Santiago Neltair Abreu e Celso Augusto Schröder, no Centro Histórico-Cultural Santa Casa, Porto Alegre, RS.

A abertura será no dia 20 de agosto, às 18h. E haverá uma programação especial para celebrar o início desta mostra.

“Charge Mestra” apresenta um conjunto de desenhos, publicações e documentos sobre o processo de criação dos artistas, organizados e selecionados ao longo de cinco décadas de produção. A proposta é apresentar uma mostra inédita, com reflexão crítica e bem-humorada sobre a realidade histórica e contemporânea, evidenciando a força e a relevância das charges como linguagem e pensamento.

A exposição fica em cartaz até 27 de setembro, na Sala de Múltiplos Usos I do CHC Santa Casa, de segunda a sábado, das 8h às 18h30, com entrada franca.

Ricardo Homem expondo em Salvador.

A mostra “Beira Mar – Linhas Abertas” ocupará a Alban Galeria a partir do dia 20 de agosto.

O uso das cores, das formas quase sempre geométricas, da materialidade da pintura e da estruturação espacial como centro da pesquisa. Esses são os elementos que definem o trabalho do artista mineiro Ricardo Homem. Com uma trajetória de mais de 30 anos na arte contemporânea e um currículo que reúne exposições em diversos estados brasileiros, ele apresenta na Alban Galeria, Ondina, sua primeira exposição individual na Bahia.

Pintor e desenhista, Ricardo Homem frequentou a Escola Guignard, importante instituição de ensino artístico de Belo Horizonte, responsável pela formação de artistas de destaque no circuito mineiro, nacional e internacional. Ao longo de sua carreira, participou de exposições emblemáticas, como Panorama do Desenho Atual (1990), no MAM/SP e no Centro Cultural São Paulo, e da mostra BR/80 – Pintura Brasil Década de 80, no Instituto Itaú Cultural, em Belo Horizonte.

Entre planos de cor, superfícies monocromáticas ou marcadas por contrastes cromáticos, uma geometria construída “à mão e pulso”, o trabalho de Ricardo Homem se destaca por suavizar a aparente rigidez das formas. Os movimentos visíveis do pincel e as pequenas frestas entre um elemento e outro conferem maleabilidade às composições, aproximando a pintura de uma experiência sensível e intuitiva. Embora dialogue com a tradição da abstração geométrica, sua produção segue um caminho próprio. Como observa o pesquisador e curador José Augusto Ribeiro, responsável pelo texto crítico da exposição: “O que parece definir a obra de Ricardo Homem é a lógica interna de seu sistema de produção, ao mesmo tempo construtivo e intuitivo, autor de composições concisas e instáveis.”

Sobre o artista. 

Natural de Belo Horizonte, MG, 1961, Ricardo Homem é pintor e desenhista. Frequentou o curso de artes plásticas na Escola Guignard na década de 1980. Em sua trajetória destacam-se exposições coletivas e individuais em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, dentre elas: Panorama do Desenho Atual, em 1990, no MAM/SP, Centro Cultural São Paulo, em 1990, 1997 e 2003; Mostra BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Instituto Itaú Cultural – Belo Horizonte em 1991. Expôs ainda no Museu de Arte da Pampulha – MAP, em 1990; em 2002, Tangenciando Amilcar, Diálogos, em Porto Alegre. Em 2009, apresentou a exposição Geometria Impura, no Centro Cultural Hélio Oiticica no Rio de Janeiro, MAM Salvador, Palácio das Artes – Belo Horizonte e em Recife. Participou da exposição Anos 80 nos 80 anos, da Fundação Escola Guignard, Belo Horizonte. Museu da Inconfidência, Ouro Preto, em 2025.

Até 10 de outubro.

Lançamento de catálogo de Fábio Miguez.

13/ago

O Instituto Ling, bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS,  lança dia 18 de agosto o catálogo da exposição “Campo e Construção”, mostra individual de Fábio Miguez, com curadoria de Pollyana Quintella. Participam os convidados Fernanda Albuquerque e Guilherme Dable.

A exposição “Campo e Construção” articula, pela primeira vez, dois eixos da obra de Fábio Miguez: suas pinturas recentes de arquiteturas vernaculares brasileiras e suas composições inspiradas nos mestres pré-renascentistas italianos. Ao aproximar esses universos, o artista investiga formas de representação do espaço e revela como luz, tempo e uso se inscrevem nas superfícies construídas. A mostra inclui ainda obras realizadas diretamente nas paredes do Instituto Ling, em que pintura e arquitetura se fundem.

Sobre o artista.

Fábio Miguez nasceu em São Paulo, 1962, SP. É um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira e integrante fundador da Casa 7, grupo que renovou a pintura nos anos 1980. Sua produção inicial, influenciada pelo neoexpressionismo alemão, explorava paisagens densas, com acúmulo de matéria e tons escuros. A partir dos anos 1990, sua pesquisa voltou-se à luz e à abstração, incorporando transparências, cores claras e estruturas geométricas. Nos anos 2000, expandiu a pintura para o campo tridimensional, criando instalações com a sobreposição intercalada de placas de vidro pintadas, assim como suas valises, que comportam objetos que permitem a interação do espectador e a recombinação de diversos elementos. Desenvolve, desde 2010, a série “Atalhos”, na qual reelabora fragmentos de obras de mestres da pintura, e a “série Volpi”, inspirada em detalhes da obra de Alfredo Volpi. Fabio Miguez vive e trabalha em São Paulo. Suas obras integram coleções de instituições como o Centro Cultural São Paulo (CCSP); Instituto Figueiredo Ferraz (IFF); Museu de Arte de São Paulo (MASP); Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio); Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP); e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Movimento e transparência na fotografia.

11/ago

A Galeria Paulo Darzé, Salvador, BA, exibe “Sirènes”, exposição individual de fotografias de Isidora Gajic, artista visual sérvia que vive no Brasil, atuando principalmente com fotografia, instalação e livros de artista. Nascida em Belgrado, em 1988, cresceu entre a Sérvia, Hungria e Suíça antes de seguir seus estudos em Amsterdan, onde se formou em Fotografia. Entre 2020 e 2023, também participou do Artist Masterclass Program da Latela Curatorial, nos Estados Unidos.

Seu trabalho explora temas como memória, transformação, feminilidade, mitologia e a relação emocional entre o corpo e a natureza. Combinando fotografia analógica, digital e de grande formato, imagens sobrepostas e experimentações com materiais e papéis, Isidora Gajic frequentemente cria instalações imersivas nas quais as imagens tornam-se objetos atmosféricos. Seda, luz, movimento e transparência são elementos recorrentes em sua prática.

Até 12 de setembro.

Instalações inéditas e trabalhos emblemáticos.

29/jul

A Gentil Carioca anuncia a abertura de “IMAGINALIVRE!”, nova exposição do coletivo OPAVIVARÁ!, realizada pelo Museu Vale e em cartaz a partir de 1º de agosto na Galeria Gabinete, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha (ES).

Reunindo instalações inéditas e trabalhos emblemáticos da trajetória do coletivo, a mostra convida o público a ocupar a exposição de forma ativa, transformando a experiência artística em um espaço de convivência, experimentação e troca. Em “IMAGINALIVRE!”, objetos cotidianos assumem novos significados e estimulam encontros, revelando uma prática que faz da participação um elemento central da obra.

Na abertura da mostra, o coletivo realiza o 1º Encontro Farmar Aura, convidando o público a viver um bom rolê: conhecer pessoas, trocar ideias, descobrir coisas novas e compartilhar experiências. A atividade acontece no dia 1º de agosto, às 10h, com entrada gratuita e ingressos disponíveis na entrada do evento ou antecipadamente.

Reconhecido por desenvolver projetos que expandem as possibilidades da arte contemporânea, o OPAVIVARÁ! apresenta um percurso que evidencia seu interesse por experiências coletivas, pela ativação do espaço e pelas diferentes formas de interação entre obra e público

Ling apresenta Juliana dos Santos.

O que acontece dentro de um ateliê artístico?

Entre os dias 03 e 07 de agosto, o Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida para acompanhar de perto o processo criativo da artista visual Juliana dos Santos, que desenvolverá uma intervenção inédita diretamente em uma das paredes do centro cultural.

Realizada durante o horário de funcionamento do prédio, a atividade tem entrada gratuita e oferece uma oportunidade rara: observar a construção da obra em tempo real, acompanhar as escolhas, os materiais e os caminhos que dão forma ao trabalho artístico.

Reconhecida por instalações imersivas que exploram as relações entre cor, tempo e espaço, Juliana Dos Santos transforma o azul extraído da flor Clitoria ternatea em matéria poética para refletir sobre identidade, memória e transformação. A artista integrou a 36ª Bienal de São Paulo e é uma das indicadas ao K21 GLOBAL Art Award 2026.

A ação integra o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que reúne artistas da região Sudeste em diálogo com o contexto cultural gaúcho por meio de intervenções concebidas especialmente para o Instituto Ling.

No dia 08 de agosto, às 10h, Juliana dos Santos participa de um encontro com o público ao lado da curadora para compartilhar reflexões sobre o desenvolvimento e o resultado da intervenção. A participação é gratuita mediante inscrição. 

A dramaturgia do silêncio no Museu do Paço.

27/jul

A exposição “Depois de 1000 anos” será aberta no dia 1º de agosto (sábado), às 11h quando o escultor Leo Stockinger ocupará três salas expositivas do Museu de Arte do Paço, Porto Alegre, RS. Sob a curadoria de Bernardo José de Souza, a terceira individual do porto-alegrense radicado há 20 anos em Sydney, Austrália, apresentará sete obras de grande porte em madeira e aço.

O segundo andar do Paço Municipal será dividido em três atos. Na primeira sala, obras de grandes formatos e uma iluminação dramática conduzirão o espectador. O segundo ato apresenta mais duas esculturas. “A madeira agora resiste, esta tensionada em seu momento de simbiose com o aço”, complementa o artista. O terceiro ato apresenta uma peça em que o jogo de luz assume o tempo como matéria. A escultura passa a ter um papel ativo. Como sugere o título, “Depois de 1000 anos” é sobre a própria resistência da matéria em um mundo de transformações e de ruídos, cada vez mais nebuloso, que bebe na fonte do clássico do cinema italiano “Deserto Rosso” de Michelangelo Antonioni. 

“As esculturas de Leo Stockinger não falam apenas do presente, se antecipam ao tempo e carregam toda uma história de vida, humana e inumana, para o futuro. Parecem inteligentes, são capazes de se reproduzir, transpiram sangue desde uma engrenagem ou biologia ciborgue. São semimáquinas, e ainda assim possuem alma; todavia orquestram uma dramaturgia de silêncio, dor e sexo”, contextualiza Bernardo José de Souza.

A mostra toma conta do espaço e quem está por ali sente-se confrontando um território alheio, um mundo ácido e divino de matéria viva em sua integridade. Como explica o escultor: “A madeira ergue-se altiva, como o elemento vivo que é desapropriada da própria natureza. Explorada, agora assume nova vida. Aliada ao metal, aço carbono, como uma força estrutural, uma armadura funcionando como um exoesqueleto. A força tensional do metal em toda sua glória, a junção pela solda aparente, o gesto presente em cada pingo de aço derretido.”

Sobre o artista.

Nascido em Porto Alegre, RS, em 1980, radicado na Austrália desde 2005, Leonardo Stockinger é um escultor formado em 2009 pela Escola Nacional de Arte em Sydney, Austrália. Em 2012 formou-se no TAFE como técnico em fabricação de metais e posteriormente se qualifica como operador de alto risco em segmentos ligados a construção civil. O artista cresceu cercado por arte. Francisco Stockinger, seu avô, um dos principais escultores modernos de sua geração, o influenciou profundamente. Em 2025, apresentou a exposição “Vísceras-Corpo e Existência”, em Porto Alegre e Sydney.

Sobre o curador.

Ex-diretor artístico da Fundação Iberê Camargo entre 2017 e 2019, em Porto Alegre, atua como curador independente residente em Madri. Fez parte da equipe curatorial da 19ª Bienal de Artes Visuais SESC Videobrasil, e foi membro da equipe curatorial da 9ª Bienal do Mercosul. Entre as exposições: Sex in Space, na Isla Flotante, em Buenos Aires; Febre da Selva Elétrica, Vivian Caccuri, na Galeria Municipal do Porto; The Disagreement: a theatre of statements e The Devil to pay in the backlands, ambas no NKW, Neuer Kunstverein Wien; Film as Museum, no Salzburger Kunstverein; An Exhibition with works by, no Kunstinstituut Melly; Unanimous Night no CAC, Contemporary Art Center, em Vilnius; e A Mão Negativa, no Parque Lage, Rio de Janeiro.

Bienal Internacional de Curitiba.

24/jul

Mais uma vez, o maior museu de arte da América Latina abre as portas para abrigar a Bienal Internacional de Curitiba, que chega a sua 16ª edição e tem o Museu Oscar Niemeyer como a sua principal sede. Esta edição do evento se propõe a discutir temas relevantes atuais, como os limites da tecnologia em nossas vidas e as fronteiras entre o físico e o digital, apresentando a arte como espaço de pausa e reflexão.

Importantes artistas de diversos países e continentes compartilham suas formas de ver o mundo contemporâneo em instigantes mostras que acontecem simultaneamente em vários espaços do MON.

Curadoria.

Adriana Almada, Tereza de Arruda, Ferran Barenblit, Margarida Saraiva, Windy Lv, Xiao Ge, Massimo Scaringella, Antonella Pisilli, Royce W. Smith

Até 15 de novembro.

Mostras itinerante na Oficina Francisco Brennand.

21/jul

A Fundação Bienal de São Paulo e a Oficina Francisco Brennand anunciam a abertura da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em Recife, PE, marcando mais uma etapa do programa de mostras itinerantes. Na Oficina Francisco Brennand, a capital pernambucana recebe a exposição “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática” de 08 de agosto a 18 de outubro. A curadoria da itinerância é dos cocuradores adjuntos da 36ª Bienal, André Pitol e Leonardo Matsuhei. A exposição é assinada pela Petrobras.

Esta é a segunda vez que o programa de mostras itinerantes da Bienal de São Paulo chega a Recife. A primeira foi em 2011, quando a 29ª Bienal de São Paulo ocupou três instituições em Pernambuco: o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), a Fundação Joaquim Nabuco e o Museu do Estado de Pernambuco. Quinze anos depois, o programa retorna ao estado e ocupa a Oficina Francisco Brennand, um complexo monumental erguido pelo ceramista e escultor pernambucano Francisco Brennand a partir de 1971 nas ruínas de uma antiga fábrica de telhas e tijolos no bairro da Várzea, às margens do rio Capibaribe, cercado por remanescentes de Mata Atlântica.

A itinerância de Recife reúne obras de 14 participantes: Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Forensic Architecture/Forensis, Helena Uambembe, Julianknxxx, Metta Pracrutti, Ming Smith, Nádia Taquary, Rebeca Carapiá, Shuvinai Ashoona, Suchitra Mattai, Vilanismo, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

“Receber a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na Oficina Francisco Brennand é um marco para o museu-ateliê e para a cultura pernambucana. Essa colaboração inaugura o ciclo de celebrações do centenário de Francisco Brennand. Mais do que acolher uma das mais importantes exposições de arte da América Latina, estamos fortalecendo um espaço de diálogo entre diferentes saberes e perspectivas, preservando o legado de Francisco justamente por mantê-lo vivo, em permanente conversa com o nosso tempo”, pontua Marcos Baptista, presidente da Oficina Francisco Brennand.

Um caminho de cultura, história e diversão.

17/jul

A edição de férias de inverno 2026 do Caminhos da Matriz está chegando e com novidades. O roteiro cultural que percorre mensalmente alguns dos prédios históricos ao redor da Praça da Matriz, Porto Alegre, RS, e que já faz parte da tradição porto-alegrense traz, pela primeira vez, a Pinacoteca Ruben Berta para o percurso.

Nesta edição, as senhas serão limitadas a 105. Elas devem ser retiradas a partir das 13h30 do dia 25 na entrada do Palácio da Justiça. O percurso tem início às 14h, com a visita ao Memorial do Judiciário, ao Memorial do Ministério Público e à Pinacoteca Ruben Berta. Um programa de visitas mediadas gratuitas, que apresenta mensalmente uma combinação diferente de três dos prédios históricos no entorno da Praça da Matriz.

Então já programe-se, no Palácio da Justiça, às 13h30 do dia 25 de julho, para garantir seu lugar. Venha conhecer mais sobre esses espaços que são parte importante da história de Porto Alegre em um caminho de cultura, história e diversão.

A Pinacoteca Ruben Berta é constituída por uma coleção criada por Assis Chateaubriand – mais conhecido como Chatô (1892-1968), a figura mais influente do rádio, imprensa e televisão brasileira no século XX. A coleção de 125 obras foi doada pelos Diários Associados de Chatô à Prefeitura de Porto Alegre em 1971 e está conservada no casarão localizado na Rua Duque de Caxias, 973, restaurado e reinaugurado para esta finalidade em 2013. 

Em cartaz está a exposição “Para mostrar o mundo: objetos do cotidiano”, realizada sob curadoria de Katia Prates. A curadora – que também é artista e professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Ufrgs – selecionou um conjunto de pinturas, gravuras e desenhos pertencentes aos acervos da Pinacoteca Ruben Berta e da Pinacoteca Aldo Locatelli que apresentam a clássica temática da Natureza-morta. Na mostra, estão obras de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Carlos Scliar e Eliseu Visconti.