Exposição de Arjan Martins na Itália.

10/jun

A Gentil Carioca anuncia “O Estrangeiro. 35º30’54” N, 12º34’48” E”, primeira exposição individual de Arjan Martins na Itália, em cartaz na Fondazione ICA Milano, com curadoria de Alberto Salvadori até 24 de julho.

O título da exposição faz referência às coordenadas geográficas da ilha de Lampedusa, um ponto emblemático das migrações contemporâneas no Mediterrâneo. Reunindo um conjunto significativo de pinturas recentes, Arjan Martins amplia sua investigação sobre migração, diáspora africana e os legados persistentes do colonialismo.

Ao longo das obras, o Oceano Atlântico surge como um arquivo vivo, onde histórias de deslocamento, trocas e resistência continuam reverberando no presente. Cartografias, embarcações, instrumentos de navegação, corpos e paisagens compõem narrativas visuais que aproximam memória e imaginação, propondo uma reflexão sobre pertencimento, circulação e representação.

A reabertura do museu Cérès Franco.

 

Os Aventureiros do Alvo: 100 Artistas em Homenagem a Cérès Franco.

Les aventuriers de l’œil-de-bœuf: 100 artistes en Hommage à Cérès Franco.

Em exibição no La Coopérative-Musée Cérès Franco, 5 route d’Alzonne, 11170 Montolieu, França. A abertura será no sábado, 20 de junho, a partir das 11hs.

Esta exposição revisita os anos de 1962 a 1972, período em que Cérès Franco atuou intensamente como curadora, numa época em que a profissão ainda dava seus primeiros passos. Em apenas uma década, ela concebeu diversas exposições marcantes e afirmou uma visão aberta da arte, atenta à figuração, à cor e à emoção.

Duas exposições inaugurais.

Para celebrar a sua reabertura, o Museu Cooperativo Cérès Franco lança uma nova série de exposições dedicadas a duas vertentes da obra de Cérès Franco nas décadas de 1960 e 1970. O ano de 2026, centenário do seu nascimento e da reabertura do museu, Cérès Franco, curadora e poetisa, será descoberta através das seguintes exposições:

Corneille, Chaïbia, Cérès Franco: Poemas para o Mundo.

Uma exposição que explora, através de uma coleção de arquivos, manuscritos, textos inéditos e obras de arte, uma faceta pouco conhecida da vida de Cérès Franco (1926-2021). Conhecida como galerista e colecionadora, ela também foi poeta. Alguns de seus escritos foram redescobertos recentemente, incluindo a correspondência que manteve com os artistas Corneille (1922-2010) e Chaïbia (1929-2004), a quem apoiou e defendeu ao longo de sua carreira.

Solo show de Chico da Silva.

09/jun

Abertura no Nottingham Contemporâneo – Chico da Silva (Chico da Silva: And the soul is for the birds). Em cartaz até 06 de setembro, a Nottingham Contemporary, London, Inglaterra, apresenta a primeira exposição individual institucional europeia do artista brasileiro autodidata Francisco da Silva, conhecido como Chico da Silva.

Reunindo obras seminais criadas ao longo da vida do artista, a exposição explora o universo visual singular de Chico da Silva – onde a mitologia, o folclore e a imaginação convergem em cenas vívidas de criaturas fantásticas, paisagens cósmicas e mundos interligados.

Celebrando a contribuição e o legado duradouro de Chico da Silva dentro da prática artística indígena contemporânea no Brasil, a exposição também revisita as complexidades envolvendo a autoria, a autenticidade e sua prática coletiva de estúdio, a Escola Pirambu.

A Temporada de Cultura Reino Unido/Brasil 2025-26 é um intercâmbio cultural de um ano entre os dois países que mostra os diversos e vibrantes setores de artes de ambas as nações. Marca 200 anos de relações diplomáticas e foi projetado para fortalecer e construir conexões culturais entre o Reino Unido e o Brasil. É uma iniciativa conjunta entre o British Council e o Instituto Brasileiro Guimarães Rosa (IGR). O programa artístico em ambos os países engloba teatro, cinema, dança, música, literatura, artes visuais e design e apresenta uma série de palestras e conferências acadêmicas.

As astrofotografias de Fredy Vieira.

08/jun

A contemplação do céu noturno, a passagem do tempo e a relação entre o ser humano e o cosmos são os temas centrais da exposição “Ancestral: Luzes do Infinito”, do fotógrafo e artista visual Fredy Vieira aberta ao público desde o dia 5 de junho em Cambará do Sul, RS. A mostra reúne imagens da Via Láctea, constelações e paisagens noturnas registradas principalmente nos Campos de Cima da Serra e em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. As fotografias convidam o visitante a uma experiência de contemplação e reflexão sobre o tempo, a memória e a ancestralidade presentes na luz das estrelas.

Inspirada pela busca de alcançar aquilo que não pode ser tocado, a exposição propõe um encontro entre a escala humana e a dimensão do Universo. Cada imagem resulta da convergência entre o instante do registro fotográfico e o tempo percorrido pela luz dos astros até chegar à Terra, transformando a fotografia em uma ponte entre passado e presente.

Ancestral

é o desejo de alcançar o que não se pode ver. É a tentativa de materializar o intangível, de tocar aquilo que permanece distante, suspenso entre o mistério e a imaginação. As estrelas atravessam todos os registros de Fredy Vieira. Não como objeto, mas como busca. Uma insistência em capturar o céu, em guardar o que, por natureza, escapa. Nessas imagens, a fluidez da paisagem encontra a permanência aparente do cosmos. Aparente porque a luz das estrelas também é passado. O que vemos já aconteceu. Cada brilho é uma lembrança viajando através do tempo. Trinta segundos de exposição. Anos, séculos ou milênios de viagem. Entre esses dois extremos nasce a fotografia. Talvez contemplar as estrelas seja uma forma de enfrentar nossa própria finitude. Um gesto antigo de quem procura compreender não apenas o universo ancestral que nos cerca, mas também aquilo que nos antecede e nos constitui. Olhar para o céu é olhar para o tempo, é olhar para dentro. E contemplar estas imagens é habitar, por um instante, esse encontro entre a imensidão do cosmos e a breve experiência humana.

“Dada a vastidão do espaço e a imensidão do tempo, é uma alegria compartilhar um planeta e uma época com Annie.”

Carl Sagan

Sobre o artista.

Fotojornalista, astrofotógrafo e artista visual, Fredy Vieira nasceu em Porto Alegre, RS, em 1976. Cursou Jornalismo na Unisinos e é formado em Fotografia Digital pela ESPM. Ao longo de sua trajetória, atuou em veículos de comunicação e agências nacionais e internacionais de fotografia, recebeu o Prêmio Press de Fotografia em 2016 e 2018 e foi cofundador da primeira Feira da Fotografia Artística de Porto Alegre. Em “Ancestral: Luzes do Infinito”, o artista aprofunda sua investigação sobre a paisagem noturna e os vínculos que unem Natureza, Tempo e Memória, convidando o público a habitar, por alguns instantes, o encontro entre a imensidão do cosmos e a experiência humana.

A continuidade de um pensamento visual.

A Cerrado, Brasília, DF, apresenta “Uma continuidade como respiro”, exposição de Claudio Tozzi que reúne mais de vinte obras do artista, entre pinturas e esculturas, realizadas entre 1963 e 2026. 

Com curadoria de Cristiano Raimondi, a mostra propõe um percurso que evidencia a permanência de um mesmo campo de investigação ao longo de mais de seis décadas de produção. Em vez de uma leitura retrospectiva, a exposição acompanha a continuidade de um pensamento visual que se transforma constantemente sem perder sua direção. 

Das obras históricas dos anos 1960 aos trabalhos recentes, emergem questões que atravessam toda a trajetória do artista: a fragmentação da imagem, a relação entre percepção e estrutura e a presença de uma dimensão política inscrita na própria construção visual. 

Até 25 de julho.

A linguagem singular de Gilberto Salvador.

Ao longo de seis décadas, Gilberto Salvador constrói uma obra marcada pelo confronto entre rigor geométrico e impulso orgânico. Essa tensão, presente desde seus primeiros trabalhos, orienta “Geometria Visceral”, individual que a Galeria Mayer Mizrahi, Jardim Paulista, São Paulo, SP, inaugura no dia 15 de junho, sob curadoria de Denise Mattar.

Reunindo pinturas, relevos e composições produzidas entre 2021 e 2025, a mostra apresenta um recorte significativo do conjunto exibido recentemente no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em trabalhos que atravessam pintura, escultura e construção espacial, Gilberto Salvador articula planos recortados, transparências, cor e matéria em composições que investigam equilíbrio, deslocamento e instabilidade.

Ao longo de sua trajetória, o artista desenvolveu uma linguagem singular dentro da arte brasileira. “Na obra de Gilberto Salvador, o orgânico encontra o inorgânico em um campo contínuo de energia”, observa Denise Mattar. A definição atravessa o núcleo apresentado na galeria, onde estruturas geométricas parecem deslocar-se, curvar-se ou expandir-se diante da ação da cor e da matéria.

“O que eu tento efetivamente é fazer uma obra que tenha força própria e que não se prenda a uma utilidade racional, mas sim a uma utilidade emocional”, afirma Gilberto Salvador. Em outro momento, o artista resume uma dimensão central de sua pesquisa: “A arte é como o amor: ou você vive ou não vive”.

Mais do que apresentar um panorama recente da produção de Gilberto Salvador, a exposição “Geometria Visceral” evidencia a permanência e a atualidade de sua pesquisa em momento marcado pela velocidade das imagens e pela dissolução contínua da experiência visual, sua obra reafirma a potência da pintura e da matéria como campos de percepção, tensão e presença.

Até 11 de julho.

Rodrigo Torres em Roma.

O artista Rodrigo Torres abre a exposição solo “Água mole em pedra dura”, uma colaboração entre A Gentil Carioca e a italiana rhinoceros Gallery, em Roma, Itália. Concebida durante uma residência artística realizada entre o c.r.e.t.a, centro de referência em artes cerâmicas da cidade, e a galeria, a mostra reúne um novo conjunto de trabalhos desenvolvidos especialmente para a ocasião e marca a primeira exposição individual do artista na Itália.

A série parte das relações entre matéria, tempo e transformação. Em diálogo com as paisagens do Rio de Janeiro e de Roma, o artista investiga os movimentos de construção e desgaste que atravessam tanto a Natureza quanto a Cultura, propondo uma reflexão sobre aquilo que a terra produz, preserva e inevitavelmente reclama de volta.

Até 13 de agosto.

Território poético em diferentes camadas.

A galeria Simões de Assis Curitiba, Paraná, apresenta “Chuva Solar”, exibição individual de Mika Takahashi. É entre a impermanência e a fabulação que Mika Takahashi desenvolve sua mais recente pesquisa pictórica em torno do folclore japonês e da abstração. “Chuva Solar”, mostra dezoito pinturas que apresentam o mundo por meio dos sentidos e dos sonhos. A artista parte da ficção para se aproximar de diferentes realidades, entendendo o inconsciente não como fuga, mas como ferramenta de investigação e sensibilidade.

A pintura torna-se, assim, um campo de experimentação onde percepção, memória, sonho e imaginação se entrelaçam. É nesse espaço intermediário, entre o visível e o intuído, que a artista constrói um território poético no qual diferentes camadas de realidade coexistem, expandindo as formas de ver, sentir e fabular o lugar em que vivemos.

Sobre a artista.

Mika Takahashi nasceu em São Paulo, SP, Brasil, 1988. É artista visual e dedica-se especialmente à pintura. Sua produção mais recente emerge de referências visuais ao mundo dos sonhos e da memória, ao mesmo tempo que dialoga com um vasto repertório de imagens científicas sobre o universo, tanto em escalas macro quanto microscópicas. São manifestações de bioluminescência ou das relações simbióticas entre espécie de insetos, fungos, vegetais e células de diferentes formas de vida. Por meio de uma fatura marcada pelo gestual e pela sobreposição de camadas de tinta a óleo densas ou dissolvidas, cria composições abstratas que evocam a dinâmica das formas orgânicas em constante transformação. Cada tela convida quem observa ao mergulho contemplativo nessa interseção entre realidade e imaginação, ciência e ficção pictórica.

Antes dessas explosões orgânico-abstratas, Mika Takahashi pintou uma série de paisagens e cenas de cotidiano que parecem fundir retratos antigos e contextos de fantasia, compondo um universo onde seres fantásticos, animais e pessoas parecem conviver com ruínas, espaços em iminência de desaparecer ou imagens que parecem captar uma lembrança ou um sonho no momento em que se diluem da memória, da existência. A carga narrativa de seu trabalho está conectada com sua trajetória, uma vez que atuou por muito tempo como ilustradora e quadrinista para publicações e vídeos de animação, tendo publicado dois livros de sua autoria: “Ink stories” e “Além do trilhos”. A artista é formada em Design pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Em 2025, realizou “Noctiluca”, sua primeira individual, na Simões de Assis, São Paulo. Dentre suas exposições de destaque estão as coletivas “Thinking of a Place”, Blue Door Gallery, Nova York; “Mapa Aberto”, curadoria de Vini Maia e Kamila Bach, Palácio 29 de Março, Curitiba; “Intimidade das formas”, curadoria de Yudi Rafael, na Casa Zalszupin, São Paulo; “RAW”, Fortes D’Aloia & Gabriel + HOA Galeria, São Paulo; “Ponta dos Dedos”, Galeria Bianca Boeckel, São Paulo, com texto de Carollina Lauriano; e “Terra Incógnita”, Gruta, São Paulo, com texto crítico de Vinícius Gerheim.

Um mergulho no acervo inédito do artista.

A  Coordenação de Artes Visuais – SMC convida para a abertura da exposição “Educação Formal”, do artista visual Tonico Alvares, com montagem de Laura Krebs, na sala Oeste do 2º pavimento do MAPA. 

A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 70 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo.

Fotos de Tonico Alvares/Montagem de Laura Krebs

“Educação Formal”, de Tonico Alvares. A mostra, composta exclusivamente por fotografias analógicas, é um mergulho no acervo inédito do artista. As imagens, capturadas entre a década de 1970 e o início dos anos 2000, passam por lugares como Brasil, Índia, Afeganistão, Inglaterra e Suécia. A concepção da montagem, que une curadoria e projeto expográfico sob a ótica de um “filme expandido”, é de autoria da arquiteta e artista Laura Krebs, filha do fotógrafo. A exposição parte da exploração desse acervo como fonte de origem de um triplo processo de formação sensível: a de Tonico Alvares, a de Laura Krebs, e a de ambos enquanto pai e filha.

O conjunto, formado principalmente por registros da juventude do fotógrafo, articula retratos, paisagens, cenários urbanos e memórias de viagem. A partir desse universo particular e único, é construída uma reflexão sobre a força das imagens, o modo como nos relacionamos com o mundo e a sensação de descoberta.

A disposição das obras em múltiplos tamanhos e sem categorização definida reforça essa perspectiva. Como uma longa caminhada, um filme estilo road trip ou um romance de formação, os registros apresentam cenas, detalhes, motivos recorrentes, momentos de espanto ou contemplação. A expografia também busca investigar essa sensação, pensando o espaço do museu como ambiente de descoberta e evitando uma lógica puramente linear. O trabalho é o resultado de uma pesquisa que se pode dizer da vida inteira, realizada com maior ênfase ao longo do último ano, onde pai e filha selecionaram, digitalizaram, trataram e ampliaram as mais de 150 imagens a serem reunidas na mostra. As obras ocupam três salas do Museu de Arte do Paço.

Sobre o artista.

Tonico Alvares, fotógrafo, nasceu em Minas do Leão, 1953. Autodidata, tem 50 anos de carreira em trânsito entre o jornalismo e a produção autoral, operando do retrato ao abstrato. Seus trabalhos como repórter são tão expressivos para sua formação quanto as longas caminhadas que realiza diariamente e as diversas viagens feitas a trabalho ou lazer. Exposições Individuais e coletivas: Afghanistan – Stockholm, Kulturhuset. Estocolmo, Suécia, 1978; Suécia e Afeganistão, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 1979; Theatro São Pedro, Theatro São Pedro. Porto Alegre, Brasil, 1984; Rui 40 Anos, Bolsa de Arte. Porto Alegre, Brasil, 1992; Paris 48 horas, Galeria de Arte do DMAE. Porto Alegre, Brasil, 2003; Elegância Gaudéria, Shopping Moinhos. Porto Alegre, Brasil, 2000; Paris – Índia, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2000; Rastros, MACRS. Porto Alegre, Brasil, 2011; Aço Corten, Galeria Gestual. Porto Alegre, Brasil, 2012; (Re)Tratar, OW! Art. Porto Alegre, Brasil, 2013; Redes, MARGS. Porto Alegre, Brasil, 2017; Baco, Vinícola Francioni. São Joaquim, Brasil, 2024. Exposições Coletivas; 11 Photographes Brésiliens, Galerie D’Art François Mansart. Paris, França, 2010; Fotorama-09, Galeria de la Plaza. Colônia do Sacramento, Uruguai, 2009; Areias, Faro Design. Porto Alegre, Brasil, 2025.

Sobre a curadora.

Laura Krebs nasceu em Porto Alegre, 1994). Arquiteta e artista com bacharelado em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e formação livre em artes visuais, passando pelo atelier de Charles Watson, no Rio de Janeiro, e de Guilherme Dable, em Porto Alegre. Sua atuação ocorre entre espaço e imagem. Assinou a expografia da exposição Queria Lembrar do Meu Corpo, de Lara Fuke, no Museu do Trabalho, e o conceito da instalação Devices for Connection, durante a semana de Design de Milão em 2026.

Até 24 de julho. 

Prática escultórica e pesquisa investigativa.

A Gentil Carioca anuncia a representação da artista Siwaju e celebra sua chegada ao programa da galeria, reconhecendo a força e a consistência de sua pesquisa.

Sobre a artista.

Nascida em São Paulo, em 1997, Siwaju vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua prática escultórica investiga a relação entre tempo e diferentes ecologias, utilizando aço reaproveitado – coletado, doado e reciclado – para construir conexões entre matéria e cosmos, energias visíveis e invisíveis, corpo, espaço e ambiente. Sua produção opera em uma temporalidade espiralada, em constante expansão e retorno, ativando saberes da afrodiáspora. Formada em Artes Visuais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2025), participou do Programa Formação e Deformação da EAV Parque Lage e da Escola Livre de Artes do Galpão Bela Maré (ELÃ), ambos em 2022. Recentemente, recebeu o Prêmio do Concurso Gilberto Chateaubriand de Arte Contemporânea com a obra Ààlà Ọ̀run-Ayé (Fronteira entre o céu e a terra) (2025), que passará a integrar o acervo do Palácio Itamaraty. Também foi indicada ao Prêmio PIPA e apresentou a individual Aos temporais, marés de retorno, no auroras, em São Paulo. Em 2025, realizou Spectrum, sua primeira individual n’A Gentil Carioca, e integrou mostras em instituições como o MAM Rio, o Museu de Arte do Rio (MAR) e o Instituto Inhotim.