O novo artista representado.

04/set

A Galatea anuncia a co-representação de Anísio O. Couto. A parceria acontece após a exposição individual realizada na galeria entre 2025 e 2026 e dá continuidade ao diálogo construído em torno de sua produção, em colaboração com a Tropigalpão, galeria que o representa no Rio de Janeiro.

Nascido na Bahia e radicado no Rio de Janeiro, Anísio O. Couto desenvolve uma pintura que transforma cenas, objetos e animais do cotidiano em um universo singular, situado entre a figuração e a abstração. Suas obras reinventam referências familiares por meio de uma paleta vibrante e de uma linguagem que aproxima imaginação, memória e uma brasilidade continuamente revisitada pela arte contemporânea.

Borboletas, peixes, tucanos, bules e xícaras de chá povoam as pinturas de Anísio O. Couto, em diálogo com a tradição da natureza-morta. Em suas telas, porém, essas imagens se afastam das paletas opacas historicamente associadas ao gênero e dão lugar a cores solares – amarelos, laranjas, vermelhos e rosas – que reinventam objetos e frutas tropicais.

Entre as suas principais exposições estão: Anísio O. Couto (Individual, Galatea, São Paulo, 2025-2026), la chambre humaine, (Coletiva, Galerie Chantal Crousel, Paris, 2026); Ensaio aberto (Duo, TropiGalpão, Rio de Janeiro, 2025); Em busca do tempo roubado (Coletiva, Flexa, Rio de Janeiro, 2024) e Rio: a medida da terra (Coletiva, Flexa, Rio de Janeiro, 2024).

Reabertura do 39º Panorama da Arte Brasileira.

O MAM São Paulo apresenta a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, marcando o retorno do museu à sua sede no Ibirapuera após a reforma da Marquise. Com curadoria de Diane Lima, a mostra reúne 33 artistas de 13 estados de todas as regiões do Brasil – entre eles Allan Weber, Amorí, Anti Ribeiro, Arorá, Bárbara Banida, Biarittzzz, Chacha Barja, Darks Miranda, Fykyá Pankararu, Jota Mombaça, Kuenan Mayu, Lia D Castro, Nazas, Oto Ferreira e Rose Afefé. 

Inspirada no pensamento da filósofa Denise Ferreira da Silva, a curadoria parte da pergunta: o que se torna possível quando a obra de arte recusa qualquer coisa que possa ser imediatamente dita sobre ela? Diane Lima examina como a “reviravolta epistemológica” das últimas décadas – impulsionada pelo feminismo negro, pelas políticas afirmativas e pelas transformações raciais na sociedade brasileira – reconfigurou a arte brasileira, identificando nas obras selecionadas o que chama de “formas oceânicas, porosas e monstruosas”: práticas que desestabilizam geografias mentais, recusam classificações rígidas e propõem um exercício radical de imaginação como movimento coletivo de liberação.

Em 12 de setembro.

Um panorama da obra de Tatiana Blass.

28/ago

Ministério da Cultura, Nubank e Instituto Tomie Ohtake apresentam Tatiana Blass – Contrarregra, com curadoria de Ana Roman e Lahayda Mamani Poma. A mostra reúne cerca de 50 obras produzidas entre 2008 e 2026, entre pinturas, esculturas, instalações, vídeos e um conjunto de trabalhos inéditos, oferecendo um panorama da produção da artista e de sua investigação sobre matéria, espaço, luz e tempo.

O título da exposição faz referência à figura do contrarregra, responsável por organizar os bastidores e criar as condições para que a cena aconteça sem ocupar o centro do palco. A partir dessa ideia, a mostra aproxima a prática da artista à lógica teatral ao apresentar obras que deslocam a atenção do resultado para os processos que tornam a imagem possível. Embora tenha a pintura como ponto de partida, sua produção se expande para diferentes linguagens – como esculturas, instalações, vídeos, performances – e materiais, como vidro, bronze, cera, cerâmica, entre outros.

Entre os destaques da exposição estão um núcleo significativo de obras inéditas, desenvolvido especialmente para o Instituto Tomie Ohtake, e trabalhos de diferentes momentos da trajetória da artista. As novas pinturas da série “Contraluz”, realizadas sobre vidro, incorporam a arquitetura, a incidência da luz e o deslocamento do visitante à própria imagem, enquanto obras das séries “Metade da fala no chão”, “Quebra-quebra”, “Nó”, “Noite-dia” e “Contrarregra” evidenciam o diálogo que a artista propõe entre pintura, escultura, som e palavra.

A transformação da matéria ocupa um lugar central na mostra. Em diferentes trabalhos, materiais como cera, vidro, bronze e cerâmica permanecem em constante estado de mudança, incorporando o tempo como parte da própria obra. Em vez de apresentar formas definitivas, Tatiana Blass cria trabalhos que se alteram pela ação da luz, do calor, da gravidade ou da presença do público, fazendo da transformação um elemento constitutivo da experiência expositiva.

Desenvolvida em diálogo com a artista, a expografia transforma as salas expositivas em um espaço de encenação. A montagem incorpora dois palcos, que passam a integrar o percurso do público e estabelecem relações diretas com as obras. Mais do que elementos cenográficos, esses dispositivos evidenciam a ideia de bastidor que atravessa toda a exposição. A mostra traz ainda obras inéditas que resultam do encontro entre Tatiana Blass e o músico Kiko Dinucci. A partir de pinturas recentes da artista, os dois iniciaram um diálogo que resultou na capa do novo álbum do compositor e, posteriormente, em uma série de trabalhos desenvolvidos especialmente para a exposição. 

Conjunto inédito de pinturas.

 

Tania Ximena: No encalço do líquen, individual da artista mexicana Tania Ximena (Hidalgo, México, 1985) segue em cartaz na Galatea Oscar Freire até o dia 17 de outubro. Explore as obras apresentadas e conheça mais sobre a pesquisa da artista em um material especial da exposição.

Da Antártica ao Golfo do México, Tânia Ximena acompanha geleiras, rios, desertos e vulcões diretamente afetados pelas mudanças climáticas – paisagens que ilustram o conjunto inédito de pinturas em grande formato apresentado na individual.

Realizada no contexto de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, galeria que representa a artista na Cidade do México, a mostra dá continuidade à parceria iniciada este ano com a exposição de Dani Cavalier no México. Com texto curatorial de Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo, a exposição amplia esse diálogo entre diferentes agentes da arte latino-americana contemporânea.

O Clube dos Colecionadores.

27/ago

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta uma curadoria especial em seu estande na feira Rotas, marcando dois grandes momentos de sua trajetória. 

A edição 2026/2027 do Clube de Colecionadores celebra as quatro décadas do programa com tiragens exclusivas de 70 exemplares de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass. Refletindo a diversidade e a linha curatorial do MAM, a nova edição articula diferentes gerações, linguagens e debates contemporâneos. León Ferrari, figura central da arte latino-americana, cuja produção gráfica e experimental desenvolvida durante seu exílio em São Paulo será tema de uma grande exposição no museu em 2027. A dimensão sensível e metafísica surge na pesquisa de Rodrigo Cass, artista participante do 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito. Já Mayara Ferrão, a participante mais jovem da edição, articula inteligência artificial e ancestralidade para criar imagens dissidentes que desafiam padrões hegemônicos e resgatam narrativas da tradição afro-brasileira. 

O estande se completa com o lançamento do múltiplo de Carmela Gross, desenvolvido especialmente para comemorar a reinauguração da sede do MAM São Paulo. A edição intitulada Brasil à mão livre é um desdobramento da obra homônima comissionada para o novo restaurante do museu e reinventa o mapa do país valendo-se da liberdade da arte. Nela, o território surge deformado, com estados desfigurados, ausentes ou achatados. Banhada a ouro, a obra exala um brilho sedutor que, em contrapartida, aponta para a tragédia de considerar o território apenas como fonte de extração. Para Cauê Alves, curador-chefe do museu, “A artista nos faz refletir sobre as contradições de tratarmos o mundo não como um organismo vivo, mas como um grande depósito de mercadorias que podem ser esgotadas até o limite e sem consequências para todos”.

Ao longo de quatro décadas, o Clube de Colecionadores consolidou-se como um pilar fundamental no fomento à arte contemporânea e na expansão do acervo do MAM. Mais do que incentivar o colecionismo, o programa impulsiona a criação artística ao reunir investigações conceituais e técnicas de grande relevância, um legado que se renova e pode ser conferido de perto no estande do museu durante a feira Rotas. 

Luiz Carlos Paulino e o céu de concreto.

 

A Central Galeria, Higienópolis, São Paulo, SP, apresenta “Céu de Concreto”, primeira exposição individual de Luiz Carlos Paulino (Bizil) na galeria, em cartaz até 19 de setembro. A mostra reúne três núcleos de obras que incorporam diferentes perspectivas da vida dos egressos da Casa de Detenção, integrando-as ao debate do programa anual da galeria – voltado aos tempos políticos e ao campo aberto da liberdade, da experimentação e da imaginação.

Luiz Carlos Paulino é sobrevivente do massacre do Carandiru (1992), uma das maiores barbáries da história do país. Em sua produção, transforma essa experiência em obra, dando forma à violência da ação policial que deixou 111 mortos, segundo dados oficiais. Entre representações do horror e dimensões imateriais e espirituais, suas obras denunciam a negação de direitos básicos, as violências do Estado e também afirmam sua sobrevivência como um milagre.

A exposição evidencia a pluralidade técnica da pintura de Luiz Carlos Paulino e a singularidade de uma obra que se afirma a partir de seu testemunho e liberdade: “A técnica de Luiz Paulino se destaca no conjunto das telas: o colorido preciso, o jogo entre primeiro e segundo plano, a perspectiva que faz as edificações parecerem cavernas, o jogo dos corpos que opõe subjugação e violência, a prepotência frente à humilhação. Trata-se, portanto, não apenas de um registro, mas de um projeto artístico que não abdica do lugar da denúncia e do testemunho – de lembrar de não esquecer”, escreve Lilia K. Moritz Schwarcz, que assina o texto crítico da mostra.

Multiplicidade de vozes e identidades.

26/ago

A Nara Roesler, Jardim Europa, São Paulo, SP, convida no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, para a aberturada da exposição “Speaking in Tongues” (Falando em línguas), com curadoria de Magalí Arriola, que apresenta obras – esculturas, pinturas, desenhos, fotografia, objetos – dos artistas Antonio Dias, Dan Graham, Carlos Bunga, Tania Pérez Córdova, Jonathan Torres, Ann Lislegaard, Petrit Halilaj, Gino De Dominicis, Adriano Amaral, Julia Gallo e a dupla Guadalupe Rosales e rafa esparza.

A curadora explica que “Speaking in Tongues” (Falando em línguas) se opõe à “lógica contemporânea que busca nos categorizar como indivíduos – apagando todas as formas de opacidade – criando categorias e associações”. Contra essa tendência, a mostra reúne uma multiplicidade de vozes e identidades, e “reativa a especulação, o sonho e outras formas de subjetividade como estratégias para resistir à urgência de cristalizar o futuro”.

“Aquilo que se apresentava como futuro deixa de ser o lugar das grandes narrativas, previsões, promessas ou adivinhações e passa a ser, em vez disso, um campo conjectural no qual tecnologia e messianismo, medo e nostalgia, espera e utopia, conspiração e linearidade, trama e profecia se entrelaçam”, afirma Magalí Arriola. 

A mostra integra o ciclo comemorativo dos 50 anos de trajetória de Nara Roesler, e celebra o Roesler Hotel, projeto iniciado em 2004 e que, ao longo de 29 edições, acolheu artistas, curadores e ideias de diferentes partes do mundo, como um espaço de experimentação. Nesta edição especial, foi convidada a escritora e curadora Magalí Arriola, ex-diretora do Museo Tamayo, na Cidade do México, e curadora do Pavilhão do México na 58ª Bienal de Veneza (2019), e curadora chefe da Bienal Internacional de Arte e Cidade de Bogotá (Bog27) em 2027, entre muitas outras funções.

Até o dia 24 de outubro. 

Imagens em trânsito provisório.

25/ago

A artista Vera Chaves Barcellos apresenta trabalhos inéditos na Galeria Zielinsky, Higienópolis, São Paulo, SP. Em “Não lugares”, uma das pioneiras da arte conceitual e da experimentação fotográfica no Brasil, investiga espaços de passagem, deslocamentos e presenças fugidias.

Com mais de seis décadas de trajetória artística, Vera Chaves Barcellos reúne trabalhos inéditos nos quais investiga espaços de trânsito e permanência provisória por meio da fotografia, do vídeo e de procedimentos de montagem, inversão e sobreposição de imagens. Um texto crítico assinado por Cristiana Tejo acompanha a exposição.

Referência da arte contemporânea brasileira, Vera Chaves Barcellos participou de movimentos decisivos para a renovação das práticas artísticas no país a partir dos anos 1970. Uma das fundadoras do Espaço N.O., dedicado à produção experimental. Ao longo da carreira, participou das bienais de São Paulo (1967, 1977, 1983, 1989), Veneza (1976), Havana (1984) e Mercosul (2005), além de ter integrado a histórica exposição “Mulheres Radicais”. Sua obra foi incorporada a importantes acervos nacionais e internacionais.

“Lido muito com a experimentação com imagens, com aquilo que elas podem fornecer de interessante para formar um trabalho, um conceito ou uma ideia”, explica. “Percebi, olhando meus arquivos, que tinha muitas fotografias de não lugares, de espaços de trânsito e aeroportos. Havia ali um viés interessante a ser explorado.” As obras nasceram de registros realizados em diferentes períodos e circunstâncias, muitos deles feitos espontaneamente com o celular. 

Sobre a artista.

Vera Chaves Barcellos nasceu em Porto Alegre, 1938. Dedicou-se à gravura nos anos 1960. Entre 1961 e 1962, realizou cursos na Central School of Arts and Crafts, em Londres, e na Académie de la Grande Chaumière, em Paris. Em 1975, quando sua produção já estava centrada na fotografia, estudou no Croydon College, em Londres, com bolsa do British Council. Com a série Testarte, composta por fotografias e textos, representou o Brasil na Bienal de Veneza (1976). Entre 1976 e 1978, integrou o grupo Nervo Óptico, conhecido pelo uso experimental da fotografia e pela investigação de novas linguagens. Entre suas mostras de maior abrangência destacam-se O grão da imagem, no Santander Cultural, em Porto Alegre; Imagens em Migração, no Museu de Arte de São Paulo; e O estranho desaparecimento de Vera Chaves Barcellos, na Fundação Iberê, em Porto Alegre. Em 2010, apresentou a instalação multimídia Per Gli Uccelli na Pinacoteca do Estado de São Paulo. Suas obras integram importantes coleções públicas e privadas, entre elas as do MACBA (Barcelona), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Madri) e Coleção Jorge M. Pérez (Miami). Desde 2004, dirige a Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB), no Rio Grande do Sul, instituição dedicada à arte contemporânea que preserva parte significativa de sua produção.

Até o dia 03 de outubro.

Ernesto Neto, Vonta de vi dada dada.

24/ago

Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Vonta de vi dada dada, uma nova exposição individual de Ernesto Neto, inaugurada simultaneamente nos espaços Barra Funda e Jardins da galeria, em São Paulo. 

Reunindo um novo conjunto de instalações escultóricas, trabalhos sobre papel e intervenções textuais, a mostra amplia a investigação de longa data do artista sobre a interdependência entre corpos, materiais e sistemas vivos. Distribuídas entre os dois espaços, esculturas em crochê de algodão, cordas trançadas, bambu, aço corten e argila assumem configurações orgânicas que evocam insetos, raízes, montanhas, florestas e outras formas híbridas, propondo a escultura como um campo de relações, movimento e transformação contínuos.

No centro da exposição está uma nova série de esculturas murais que Ernesto Neto denomina InsePás: estruturas tensionadas e celulares que se expandem pelas paredes, tetos e cantos da arquitetura como organismos vivos ou fluxos de energia atravessando o espaço. Desenvolvidos a partir de pesquisas anteriores sobre suspensão, equilíbrio e estruturas relacionais, esses trabalhos aprofundam a compreensão do artista da escultura como algo ativado pelo encontro, e não como forma estática. Em diálogo com eles, a exposição inclui uma escultura de grande escala em aço corten cuja estrutura ramificada evoca simultaneamente uma paisagem montanhosa e um corpo vivo sustentado por relações de equilíbrio e apoio mútuo.

Em conjunto, as obras transformam a galeria em um ecossistema permeável, mais do que em um espaço expositivo neutro. Escultura, desenho, escrita e som articulam-se como manifestações de uma visão de mundo marcada pelo pensamento cosmológico, pela interdependência ecológica e pelo conhecimento incorporado. Em vez de estabelecer separações entre natureza e cultura, ou entre arquitetura e corpo, a exposição propõe um ambiente em que formas humanas e não humanas coexistem em constante intercâmbio, reafirmando a compreensão de Neto de que a vida se sustenta por meio das relações, da reciprocidade e da vitalidade compartilhada entre todos os seres.

Até 24 de outubro.

Expoente da arte têxtil realiza duas exposições.

A Nara Roesler São Paulo convida para a abertura, no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, da exposição “Autobiografia de um fio”, com trabalhos inéditos e recentes, além da obra histórica “Zapallar Domingo II” (1957), de Sheila Hicks (1934), um dos grandes nomes da arte contemporânea internacional, e expoente da arte têxtil. A curadoria é de Luis Pérez-Oramas.

Com obras presentes nos acervos dos principais museus do mundo, Sheila Hicks há mais de seis décadas é expoente da arte têxtil. Sua prática expande as possibilidades do fio e da fibra, articulando abstração, cor, escultura, pintura e arquitetura. Nascida em 1934, em Hastings (Nebraska, Estados Unidos) e residente em Paris desde 1964. 

Simultaneamente, o Instituto Tomie Ohtake fará a mostra monumental “O que que é isso?” em torno da obra de Sheila Hicks, com um recorte histórico sobre a trajetória da artista e suas relações com a arte pré-colombiana e com a América Latina. A curadoria é de Ana Roman, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada. As exposições serão acompanhadas por uma publicação conjunta do Instituto Tomie Ohtake e da Nara Roesler Books.

A exposição individual de Sheila Hicks na Nara Roesler São Paulo estava inicialmente prevista para 2020, mas o projeto foi interrompido pela pandemia. Em 2025, ao mesmo tempo em que Nara Roesler retomava a ideia de uma individual de Sheila Hicks, Paulo Miyada – então diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake – e Ana Roman decidiram convidar a artista para uma exposição. A coincidência dos calendários, a brecha na supersolicitada agenda da artista e a relação histórica entre as duas instituições – marcada também pela amizade entre Tomie Ohtake e Nara Roesler – tornaram o momento especialmente propício para articular as duas mostras. 

As duas mostras consagradas a Sheila Hicks no Brasil fecham um circuito de exposições na América Latina iniciado no Museo Amparo (Puebla, México, 2017) e continuado no Museo Precolombino (Santiago do Chile, 2019), representando com sua presença em São Paulo um grande retorno às fontes históricas do seu trabalho como artista têxtil.