A Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, exibe a exposição “Ambiguidade construtiva e ativação do espaço”, de Wolfram Ullrich. Com texto crítico de Guilherme Wisnik, a mostra apresenta um conjunto de obras inéditas do artista alemão que tomam partido do ilusionismo como maneira de se compreender a relação entre objeto e ambiente de forma ativa. Wolfram Ullrich trabalha com materiais industriais, lisos, polidos, exatos. O artista atualiza a tradição do abstracionismo geométrico em chave contemporânea, apostando na percepção ativa como instrumento de reflexão e posicionamento dos sujeitos em relação às intrincadas teias de relações que nos envolvem.
A mostra intitulada “Ambiguidade construtiva e ativação do espaço” reúne obras que constroem a ilusão de profundidade e exploram, ativando a relação entre o corpo do espectador, a obra e o espaço. Como observa Guilherme Wisnik, “não há um ponto de vista privilegiado para se observar esses trabalhos, nem, portanto, uma forma estável de reconhecê-los”. A cor desempenha papel fundamental nessa experiência. Recorrentes na produção do artista, os tons vibrantes, entre eles, o vermelho intenso presente em parte dos trabalhos da exposição, não funcionam como gesto expressivo, mas como elementos que acentuam a presença física das estruturas. Para Guilherme Wisnik, o vermelho confere “corporalidade ao conjunto serial”, reforçando a dimensão quase arquitetônica das obras.
Mais do que uma exposição sobre geometria, portanto, a mostra de Wolfram Ullrich coloca em cena uma pergunta bastante contemporânea: até que ponto podemos confiar no nosso próprio olhar? Entre superfície e volume, pintura e escultura, matéria e imagem, suas obras transformam o ato de observar em uma experiência de descoberta.
Sobre a Galeria Raquel Arnaud.
Fundada em 1973, é referência no cenário da arte contemporânea brasileira e internacional. Com foco em arte construtiva, cinética e contemporânea,destaca-se r promover artistas cuja produção explora a relação entre espaço, forma e luz. Atualmente, sob a direção de Raquel Arnaud e Myra Arnaud Babenco, o espaço entra em um novo momento, estando sempre em conexão com o mercado e com a arte contemporânea.
Até 30 de novembro.






















