Multiplicidade de vozes e identidades.

26/ago

A Nara Roesler, Jardim Europa, São Paulo, SP, convida no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, para a aberturada da exposição “Speaking in Tongues” (Falando em línguas), com curadoria de Magalí Arriola, que apresenta obras – esculturas, pinturas, desenhos, fotografia, objetos – dos artistas Antonio Dias, Dan Graham, Carlos Bunga, Tania Pérez Córdova, Jonathan Torres, Ann Lislegaard, Petrit Halilaj, Gino De Dominicis, Adriano Amaral, Julia Gallo e a dupla Guadalupe Rosales e rafa esparza.

A curadora explica que “Speaking in Tongues” (Falando em línguas) se opõe à “lógica contemporânea que busca nos categorizar como indivíduos – apagando todas as formas de opacidade – criando categorias e associações”. Contra essa tendência, a mostra reúne uma multiplicidade de vozes e identidades, e “reativa a especulação, o sonho e outras formas de subjetividade como estratégias para resistir à urgência de cristalizar o futuro”.

“Aquilo que se apresentava como futuro deixa de ser o lugar das grandes narrativas, previsões, promessas ou adivinhações e passa a ser, em vez disso, um campo conjectural no qual tecnologia e messianismo, medo e nostalgia, espera e utopia, conspiração e linearidade, trama e profecia se entrelaçam”, afirma Magalí Arriola. 

A mostra integra o ciclo comemorativo dos 50 anos de trajetória de Nara Roesler, e celebra o Roesler Hotel, projeto iniciado em 2004 e que, ao longo de 29 edições, acolheu artistas, curadores e ideias de diferentes partes do mundo, como um espaço de experimentação. Nesta edição especial, foi convidada a escritora e curadora Magalí Arriola, ex-diretora do Museo Tamayo, na Cidade do México, e curadora do Pavilhão do México na 58ª Bienal de Veneza (2019), e curadora chefe da Bienal Internacional de Arte e Cidade de Bogotá (Bog27) em 2027, entre muitas outras funções.

Até o dia 24 de outubro. 

Fragmentos de histórias.

24/ago

A Galatea anuncia a representação de Romildo Rocha (1989, vive e trabalha em São Luís do Maranhão, Brasil). Este mês, o artista integra o estande da Galatea na SP-Arte Rotas, em uma apresentação conjunta com Zé di Cabeça, de 26 a 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo.

Romildo Rocha utiliza a pintura como linguagem artística através da qual desenvolve e retoma um repertório imagético que possui afinidade com as culturas populares do nordeste brasileiro.

Em especial, suas obras se relacionam às práticas, ambientes e imaginários com os quais convive em seu território de origem no Maranhão, incluindo seu universo familiar como filho de um caminhoneiro e uma quebradeira de coco.

Suas pinturas atuam como fragmentos de histórias, povoadas por personagens, relações e acontecimentos que sugerem enredos da vida comum convocados por sensações e situações como tensão, humor, felicidade, medo e amor, entre outros sentimentos, a partir de telas de variadas proporções, em tons harmoniosos em tinta a óleo e acrílica.

Em sua trajetória artística, Romildo Rocha integrou projetos como Estrondo: vibrações da memória (Coletiva, Lima Galeria, Espaço Fátima Lima, São Luís do Maranhão, Brasil, 2026), 17º Salão dos Artistas Sem Galeria (Coletiva, Zipper Galeria, São Paulo, Brasil, 2026); 1ª Bienal das Amazônias – Bubuia: Águas como Fonte de Imaginações e Desejos (Coletiva, Centro Cultural Bienal das Amazônias – CCBA, São Luís do Maranhão, Brasil, 2023), Xilograffiti (Coletiva, Sesc Consolação, São Paulo, Brasil, 2022) e Paratodos (Individual, Galeria do Sesc Centro, São Luís, Brasil, 2020).

Luz, movimento e matéria.

21/ago

A Simões de Assis apresenta “Reverbero”, um diálogo entre Abraham Palatnik e Juan Parada na galeria em Curitiba, PR. A exposição aproxima duas gerações de artistas a partir de suas pesquisas sobre luz, movimento e matéria. Em Abraham Palatnik, camadas, sequências e relevos exploram ritmo e volumetria. Em Juan Parada, a cerâmica se transforma a partir do encontro entre argila, esmaltes, tempo, temperatura e atmosfera. “Reverbero” coloca essas duas pesquisas em relação, revelando diferentes maneiras de pensar a forma e seus processos de transformação.

Abraham Palatnik (Natal, 1928 – Rio de Janeiro, 2020). Pioneiro da arte cinética, expande os caminhos das artes visuais ao relacionar arte, ciência e tecnologia. De modo criativo, e ao longo de mais de 60 anos de carreira, desenvolve maquinários com experimentações artísticas e estéticas diversas. Filho de uma família de judeus russos que se instalou no Brasil em 1912, mudou-se em 1932 para a região onde hoje se localiza o Estado de Israel. De 1942 a 1945, estudou na Escola Técnica Montefiori, em Tel Aviv, onde especializou-se em motores de explosão. Entre os anos 1943 e 1947 frequentou o Instituto Municipal de Arte de Tel Aviv, período importante em sua formação. Em 1948 retornou ao Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro. O contato com os artistas locais e as discussões conceituais com o crítico Mário Pedrosa, o fizeram romper com os critérios convencionais, partindo para relações entre a forma e a cor. Por volta de 1949, iniciou estudos no campo da luz e do movimento, que resultaram no Aparelho Cinecromático, caixas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores, projetando fontes luminosas sobre a tela. Exposto em 1951, na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, na qual recebeu menção honrosa do júri internacional. Em 1954, Abraham Palatnik passou a integrar o Grupo Frente, ao lado de Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann e Lygia Clark. A partir de 1964, surgem os Objetos Cinéticos, formados por hastes ou fios metálicos, tendo em suas extremidades figuras geométricas coloridas, que se movimentam lentamente, acionados por motores e eletroímãs. Se nos Aparelhos cinecromáticos a parte eletromecânica não fica aparente ao espectador, nos Cinéticos, parte dessa estrutura é visível. O rigor matemático é constante em sua obra, atuando como importante recurso de ordenação do espaço. É considerado internacionalmente um dos pioneiros da arte cinética, tendo participado de exposições relevantes como algumas edições da Bienal de São Paulo, da XXXII Bienal de Veneza e da exposição Los Cinéticos no Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, 2007. Sua obra está representada em museus e coleções importantes, entre elas: MOMA – Museum of Modern Art, Nova York; Fundación Patricia Phelps de Cisneros, Caracas e Nova York; Museum of Fine Arts, Houston; Royal Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas; William Keiser Museum, Krefeld; MALBA – Museo de Arte Latinoamericano, Buenos Aires; MAM – Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro; MAC – Museu de Arte Contemporânea, Niterói; MAM – Museu de Arte Moderna, São Paulo; MAC – USP – Museu de Arte Contemporânea, São Paulo; Instituto Itaú Cultural, São Paulo; MAC – Museu de Arte Contemporânea, Curitiba; MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba e MAC – Museu de Arte Contemporânea, Brasília.

Juan Parada (Curitiba, 1979) graduou-se pela Escola de Belas Artes do Paraná em 2002 e iniciou sua pesquisa em cerâmica em 2003. Desde então, vem trabalhando com instalações, esculturas e intervenções urbanas. Sua investigação contorna principalmente questões sobre a tridimensionalidade e as relações de tempo-espaço. Um recorte significativo de sua poética são os “Relevos Geométricos”, que apresentam um interesse particular do artista por questões gráfico-escultóricas exploradas em relevos no plano bidimensional da parede. Sendo experiências de progressão e fluxo de formas geométricas e orgânicas, advindas de soluções estruturais e fenômenos naturais. Aparecem também referências a formas generativas, tanto em escala micro quanto macro, com padrões que emergem em volumes que atuam em uma lógica matemática. Por volta de 1949, iniciou estudos no campo da luz e do movimento, que resultaram no Aparelho Cinecromático, caixas com lâmpadas que se movimentam por mecanismos acionados por motores, projetando fontes luminosas sobre a tela. Exposto em 1951, na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, na qual recebeu menção honrosa do júri internacional. Foi indicado ao Prêmio Pipa em 2015 e recebeu Menção Honrosa no 2º Salão Nacional de Cerâmica, em Curitiba, em 2008. Participou de diversas exposições, das quais destacam-se: “Upstream Focus” (2022), Upstream Gallery, Amsterdam; “Orgânico” (2021), com curadoria de Marc Pottier, São Paulo; “Turbulências cerâmicas” (2020), Simões de Assis, São Paulo; “Bienal Internacional de Curitiba” (2017), MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; “Desenho” (2017), SIM Galeria, Curitiba; “Duas Décadas de Arte Contemporânea: Artistas do Paraná na Bienal de Curitiba” (2012), MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba. Possui trabalhos na coleção do Museu Oscar Niemeyer, Brasil.

Até 17 de outubro.

Duas maneiras de narrar o Brasil.

A Galatea traz para o estande E04 da feira SP-Arte Rotas 2026 os projetos de Romildo Rocha (1987, São Luís, Maranhão) e de Zé di Cabeça (1969, Salvador, Bahia).

A feira acontece na ARCA, em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de agosto. O estande, dividido em dois conjuntos expositivos, converge produções que encontram no território forças inventivas para afirmar outras maneiras de narrar o Brasil e, principalmente, o Nordeste brasileiro.

É do encontro da cultura popular maranhense com o repertório familiar e pessoal, enquanto filho de um caminhoneiro e uma quebradeira de coco, que Romildo Rocha extrai a matéria de sua pintura. O artista constrói cenas em que a lida dos vaqueiros, o Bumba-Meu-Boi, paisagens do interior e situações que acionam sentimentos profundamente humanos surgem como fragmentos de uma memória viva.

Já Zé di Cabeça faz do Subúrbio Ferroviário de Salvador o seu laboratório criativo. Suas pinturas utilizam madeiras de demolição e objetos descartados como suporte para representações de velas, igrejas, terreiros, animais e plantas medicinais que se tornam memórias vivas da periferia soteropolitana.

Seleção de obras da Almeida & Dale.

20/ago

No estande C05, na ARCA, Vila Madalena, São Paulo, SP, a Almeida & Dale promove um encontro entre artistas contemporâneos e figuras-chave do século XX nos contextos brasileiro e latino-americano.  

Confira a seleção de obras de Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Ana Elisa Egreja, André Ricardo, Beatrice Arraes, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Carlos Garaicoa, David Almeida, Di Cavalcanti, Diego Rivera, Elena Damiani, Eleonore Koch, Feliciano Centurión, Felipe Cohen, Guga Szabzon, Guillermo Kuitca, Gustavo Caboco, Héctor Zamora, Heitor dos Prazeres, Hélio Melo, Henrique Oliveira, Ivan Campos, Jaider Esbell, José Bento, José Leonilson, Lucas Arruda, Luiz Sacilotto, Lygia Pape, Maria Martins, Mariana Palma, Marina Woisky, Maya Weishof, Mira Schendel, Nelson Felix, Paulo Pasta, Rubem Valentim, Saint Clair Cemin, Sergio Camargo, Sheroanawe Hakihiiwe, Thiago Martins de Melo, Túlio Pinto, Vanderlei Lopes e Vivian Caccuri.

Zé di Cabeça é o novo artista representado.

A Galatea anuncia a representação de Zé Di Cabeça (1974, vive e trabalha em Salvador, Bahia, Brasil). Este mês, o artista integra o estande da Galatea na SP-Arte Rotas, em uma apresentação conjunta com Romildo Rocha, de 26 a 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo.

Zé di Cabeça é José Eduardo Ferreira Santos, artista visual, educador e fundador do Acervo da Laje – importante espaço cultural independente no Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde nasceu e vive.

No Subúrbio Ferroviário de Salvador, Zé di Cabeça encontra um território inesgotável de invenção. Andarilho por excelência, percorre o entorno recolhendo madeiras de demolição, objetos descartados e vestígios trazidos pela maré – materiais que passam a compor a sua produção.

Zé di Cabeça transforma a memória em imagem e o cotidiano em matéria poética. Casas, igrejas, ruínas, terreiros, plantas medicinais, ex-votos: tudo é reinventado em diferentes suportes, fazendo da lembrança um gesto de resistência ao apagamento em curso nas periferias de Salvador.

A trajetória do artista é profundamente marcada pela fundação e gestão do Acervo da Laje, ao lado de Vilma Santos. Hoje reconhecido como um dos mais importantes espaços independentes de articulação cultural de Salvador, o Acervo facilita a aproximação e relação das artes com a periferia soteropolitana, contando com acervo próprio que inclui obras de diversos artistas visuais, biblioteca, exposições e ações de pesquisa.

O trabalho de Zé di Cabeça já esteve presente em exposições coletivas em instituições como Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte do Rio, Sede da ONU em Genebra (Suíça), Itaú Cultural (SP), Instituto Tomie Ohtake (SP) e Casa das Histórias de Salvador (BA). José Eduardo Ferreira Santos também participou como curador em projetos na Pinacoteca do Ceará, Museu das Favelas (RJ), Centro Cultural Solar Ferrão (BA) e no Acervo da Laje (BA).

Performance com abelhas.

19/ago

Para marcar o último dia da exposição “PRO-POLIS”, Ricardo Siri fará uma performance inédita neste sábado, dia 22 de agosto, às 14h, no Museu Histórico da Cidade, Gávea, Rio de Janeiro, RJ. O artista levará para o museu algumas das abelhas nativas que cria há oito anos em seu meliponário e fará uma performance sonora, a partir de seus zumbidos. “Será uma performance em parceria, eu levarei minhas abelhas e tocarei junto com elas”, conta o artista que já ganhou o Prêmio da Música Brasileira em 2010 com o álbum “Ultrasom”, gravado durante 09 meses a partir de uma experimentação e da gravação de sons do corpo da gestação de sua filha.

Para realizar a performance, o artista levará para o museu cinco espécies diferentes de abelhas, pois cada uma emite diferentes sons. Ele irá microfonar as abelhas e criará, ao vivo, uma música inédita juntamente com elas, a partir de seus sons e zumbidos. A performance será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria de Fernanda Lopes, a exposição “PRO-POLIS” apresenta 20 obras inéditas do artista, entre pinturas e esculturas, produzidas com mel, cera de abelha e própolis. “Os trabalhos estabelecem uma ponte entre natureza, cidade e cultura, revelando processos invisíveis de construção coletiva, proteção e transformação”, afirma Ricardo Siri.

Universo pictórico em obras selecionadas.

18/ago

Subvertendo e reorganizando a lógica, Sergio Allevato oferece um repertório que vai da investigação literal à fabulação, evocando questões de ordem histórica, científica, política e filosófica. Através de um recorte de trabalhos recentes, na individual “A Traição das Imagens”, em cartaz na Galeria Patrícia Costa, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, a partir do dia 02 de setembro, o artista apresenta um conjunto de obras que desafiam certezas e propõem novas leituras sobre o mundo.

“Durante alguns anos, me isolei no ateliê e comecei a produzir, tomado por uma explosão criativa ininterrupta, mantida até hoje. Esse processo resultou em diversas séries desde 2020, sempre seguindo minha linha de pesquisa sobre meio ambiente. Como artista latino-americano, não poderia deixar de abordar em meus trabalhos temas como identidade, pertencimento e outros assuntos que me tocam”, diz o artista. 

Sob a curadoria de Vanda Klabin, foram selecionadas pinturas em tinta acrílica e à óleo sobre tela e linho, além de dois objetos escultóricos da série “Tempo”, produzidos com relógios de parede antigos arrematados pelo artista em leilões. A exposição evidencia a consistência da pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, elencando obras que articulam rigor formal, imaginação e reflexão crítica.

Sobre o artista.

Sergio Allevato estudou a flora brasileira na Fundação Botânica Margaret Mee, no Royal Botanic Gardens, Kew, em Londres e ali adquiriu conhecimento a partir das ilustrações de elementos botânicos oriundos de seus estudos com componentes científicos. Nascido no Rio de Janeiro em 1971, aos 16 anos morou em Florença por três meses, onde cursou pintura e desenho na Scuola Lorenzo de’Medici. Mestre em Arte Contemporânea pela Goldsmiths College of London, Londres, UK, de 2006 a 2008, frequentou o Parque Lage em 2005 e 2006. Em 2001, foi artista em residência do Museu do Deserto do Arizona, Tucson, USA. Em 2007, ganhou o Prêmio Aquisição do Salão da Bahia, tendo duas de suas obras a integrar a coleção do MAM Bahia. Foi indicado ao Prêmio PIPA em 2010 e 2012. .

Até 26 de setembro.

Entre o mundo terreno e outras dimensões.

A NND | AZECO SP, Centro, inaugura no sábado, 22 de agosto, exposição concebida e curada por Bertô, com coordenação de Paulo Azeco e texto de Thaís Bambozzi. “Enoque vai ao centro da Terra” reúne 30 artistas convidados pelo artista a partir de uma pesquisa que tem como ponto de partida o Livro de Enoque, antigo texto apócrifo marcado por visões, criaturas e acontecimentos que transitam entre o mundo terreno e outras dimensões.

Bertô parte de sua própria produção para abrir a exposição ao encontro com outros artistas. Ao reunir nomes de diferentes gerações, trajetórias e repertórios, constrói uma mostra em que as obras não precisam compartilhar uma mesma linguagem para estabelecer relações. O que as aproxima é a possibilidade de imaginar, transformar e criar mundos próprios. 

“Enoque vai ao centro da Terra” propõe um deslocamento do olhar e se aproxima formalmente da ideia de um surrealismo contemporâneo: sair do mundo tal como ele se apresenta para imaginar aquilo que poderia existir além dele.  

Ao convidar seus pares para compartilhá-la, Bertô transforma uma pesquisa pessoal em uma experiência coletiva, aproximando artistas que, em diferentes momentos e por caminhos distintos, também encontram na imagem uma forma de inventar outras realidades.

Artistas participantes.

Alcides Tuim Sales, Amanda D’Onofrio, Amira Rodrigues, Ana Kia, André Bontorim, Andy Villela, Antônio Brandão, Antônio Poteiro, Ariano Suassuna, Carol Tudili, Chico da Silva, Daniel Barreto, Dora Smék, Efrain Almeida, Eleonore Koch, Feliciano Centurión, Gabriel Furmiga, Gerben Mulder, Gilvan Samico, Leda Catunda, Mano Wladimir, Maria Livman, Marlon Amaro, Mestre Irinéia, Nana Guarnieri, Pedro França, Raphael Medeiros, Raphaela Melsohn, Sara Ramo, Thomaz Rosa e Zé Carlos Garcia.

Até 03 de outubro.

Diálogo com obras de artistas autodidatas.

17/ago

A Galatea apresenta “Representações brasileiras: Bienal de Veneza”, exposição que revisita a representação brasileira concebida pela pesquisadora e curadora Lélia Coelho Frota para a 38ª Bienal de Veneza, ocorrida em 1978. A abertura acontece quinta-feira, 20 de agosto, das 18h às 21h, na Galatea Padre João Manuel, Jardins, São Paulo, SP.

A mostra, que conta com texto crítico de Tomás Toledo e Guto Ezek, lança um novo olhar sobre essa curadoria, que, ainda nos anos 1970, levou ao circuito internacional produções da arte contemporânea em diálogo com obras de artistas autodidatas, então pouco acolhidos pelo mercado por serem associados ao campo da arte popular.

A partir do acervo da galeria, a exposição reúne obras de diferentes períodos dos artistas que integraram a mostra italiana de 1978, não como uma reconstituição da montagem original, mas como uma leitura ampliada de suas produções.

São eles: Carlos Fajardo, Geraldo Teles de Oliveira (G.T.O.), Júlio Martins da Silva, Luiz Aquila, Maria Auxiliadora, Madalena dos Santos Reinbolt, Paulo Garcez e Wilma Martins, além de trabalhos das comunidades indígenas do Alto Xingu, incluindo inéditos do Médio Xingu, e do paisagista Roberto Burle Marx, apresentados em Veneza por meio de trabalhos audiovisuais comissionados ao cineasta Marcelo Tassara.