Tarsila em uma experiência tecnológica.

22/out

A exposição “O Brasil de Tarsila” é o cartaz do Nubank Arte Lab, Consolação, São Paulo, SP, A mostra conta com mais de 10 salas imersivas e cerca de 40 obras de Tarsila do Amaral, em uma experiência tecnológica, sensorial e interativa que comemora os 140 anos de nascimento da artista.

“O Brasil de Tarsila”, é a maior exposição imersiva já dedicada à trajetória de um dos principais nomes do Modernismo Brasileiro. Além de celebrar Tarsila do Amaral, a mostra reúne imagens de obras emblemáticas da artista como “Abaporu”, “Antropofagia” e “Operários”, combinando recursos sonoros, efeitos aromáticos e dispositivos interativos.

A temporada da exposição “O Brasil de Tarsila” percorre diferentes fases da trajetória da artista por meio de uma jornada que conecta arte, entretenimento e tecnologia. 

“O Brasil de Tarsila” é apresentado pelo Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da EMS e TotalEnergies, apoio da Alelo, IRB(Re) e BNY. O projeto é uma realização da Tarsila S.A., liderada por Paola do Amaral Montenegro, e LIVEIDEA, de João Giani, em coprodução com a Aventura, sob a liderança dos co-CEOs Aniela Jordan, Luiz Calainho e Giulia Jordan, e pela Deeplab Project, de Felipe Reif.

Até 31 de outubro.

Uma perspectiva singular sobre a abstração.

Na Dia Beacon, Nova York, “Grande Núcleo” revela como Hélio Oiticica transformou cor, espaço e movimento em uma experiência imersiva que só se completa com a presença do público.

Hélio Oiticica foi um artista e teórico influente cuja obra abrangeu escultura, desenho, pintura, instalação e performance. Com seus “Penetráveis”, ajudou a estabelecer a arte participativa e imersiva, oferecendo uma perspectiva singular sobre a abstração, moldada pelas realidades sociais, políticas e econômicas da América Latina e de outros lugares. Membro proeminente do Movimento Neoconcreto Brasileiro e cofundador da Tropicália, ele enfatizou a consciência espacial e o envolvimento físico.

Entre outras obras, a Dia Beacon apresenta o grande ambiente “Grande Núcleo” (1960-66), uma de suas construções mais imersivas. Afastando-se da bidimensionalidade de trabalhos anteriores, “Grande Núcleo” consiste em painéis retangulares suspensos, pintados em tons que variam do amarelo vibrante ao laranja intenso, e dispostos em uma grade dinâmica com diferentes ângulos e alturas.

“Grande Núcleo” explora a experiência do espaço por meio de composições ortogonais. Inicialmente desenvolvidas como maquetes menores, essas obras evoluíram para ambientes suspensos com múltiplos painéis que envolvem o espectador. Hélio Oiticica as considerava “pintura no espaço”, e não escultura, já que a cor permanecia o princípio organizador. Cada painel contribui para um núcleo cromático cuja intensidade varia conforme o observador se move através dele. Nas galerias com iluminação natural do Dia Beacon, o fluxo eterno da cor é enfatizado – seus efeitos dinâmicos surgem da interação com o ambiente e com o espectador.

Até 16 de novembro.

Apresentação internacional de Maxwell Alexandre.

21/out

A primeira exposição individual de Mawell Alexandre em Londres acontece na Galeria Carlos Ishikawa.

Para a ocasião, foi desenvolvido o print Londres 2026 – “pintor preto, figuração branca”, que marca um momento importante da série “Clube” e sua apresentação internacional, a primeira com a galeria. A seleção dessa obra foi feita a partir de uma produção prolífica e intensa de obras novas para a mostra, que resultou em 93 pinturas num período de 2 meses e meio.

Com pouco mais de um mês de antecedência à abertura da exposição, as vendas do print foram abertas exclusivamente em agosto no Brasil – presencialmente no MAM – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro durante o evento @artecore e online, no site da @pavilhaoloja

Apresentando o resultado de três anos de pesquisa.

A Galeria Alma da Rua, Vila Madalena, São Paulo, SP, apresenta “Refúgio”, de Gatuno, com pinturas que reúnem animais, paisagens e elementos da natureza em composições que evocam diferentes sentidos de abrigo e proteção. Sob curadoria de Lara Pap, as obras remetem à busca por um lugar de acolhimento e segurança, mas também à possibilidade de encontrar esse espaço na relação com a Natureza.

Em exibição 26 pinturas em tinta acrílica sobre tela, resultado de uma pesquisa desenvolvida ao longo de três anos e alimentada pelas viagens do artista pela Europa e pelo norte da África. Entre as obras estão “Guará Vermelho”, “A Fogueira”, “Oásis”, “Raposa do Deserto”, “Tamanduá-Bandeira”, “Guardiã da Mata”, “Fonte da Vida”, títulos que revelam a variedade de referências.

Na perspectiva curatorial de Lara Pap, “Refúgio” propõe um olhar sobre o abrigo que ultrapassa sua dimensão física e alcança as ideias de proteção e pertencimento. As pinturas aproximam referências de diferentes ambientes e espécies, articulando experiências recolhidas pelo artista com imagens elaboradas a partir de seu repertório pessoal.

Apresentando essas fontes em um mesmo conjunto, Gatuno deixa espaço para que cada pintura estabeleça sua própria relação com o tema. O refúgio, assim, não se limita a um lugar específico: ganha sentidos distintos conforme as imagens, as associações e as experiências que cada obra desperta no olhar do público.

De 25 de outubro a 26 de novembro.

Fim é o nome do que vem antes do começo.

J.P. Cuenca reúne cerca de 70 obras nascidas de 144 processos judiciais, com curadoria de Victor Gorgulho e texto crítico de Cipriano. A exposição abre em 24 de outubro na NND|AZECO, São Paulo, SP.

Em junho de 2020, um tuíte satírico sobre o então presidente da República e a Igreja Universal rendeu a João Paulo Cuenca 144 processos quase idênticos, movidos por pastores em cidades espalhadas pelo país, além de uma enxurrada de ameaças de morte, e foi dentro de casa, enquanto a defesa corria nos tribunais, que ele começou a desenhar os próprios símbolos de proteção.

Seis anos depois, esse repertório ganha as paredes da galeria em pinturas a óleo sobre colagens, mosaicos feitos de manuscritos e originais de livros, assemblages e uma série de 15 néons, com cruzes, tridentes e setas surgindo entre camadas de grafite, penas, sementes e spray, enquanto a luz dos tubos leva o desenho para o ar, “em grandes cores e alto contraste”, como define o artista.

Victor Gorgulho, que acompanha Cuenca há mais de dez anos e assina aqui a primeira colaboração formal entre os dois, vê um artista que “esgarça amarras estéticas” até alcançar “um território livre”, onde arte e magia caminham de mãos dadas, e uma série movida por algo mais próximo do diálogo do que do revide, “um convite à proximidade, um desejo de enxergar o outro”, que encontra no sincretismo religioso brasileiro o chão para essa conversa. “Não há lados vencedores, não há bom ou mau”, resume o curador.

É desse Brasil sincrético que parte a leitura de Cipriano em Riscar o segredado: encantar a intenção, texto que aproxima os desenhos de Cuenca dos pontos riscados da umbanda, herança africana que dá forma ao que não se vê, e reconhece no artista “aquele que desenha o invisível que protege o segredo que guarda”. Nessa chave, o néon, um gás preso num vidro transparente, vira quase uma prova material da ideia, “cheio de invisível”, capaz de acordar “o suporte de seu sono”.

O 144 vem do Apocalipse, doze tribos vezes doze apóstolos, a conta dos selados no Juízo Final. O caso que dá nome à série também deixou rastro fora do ateliê, ao contribuir para que o STF reconhecesse, em 2024, o assédio judicial contra jornalistas e levar o MPF a mover, no anoseguinte, uma ação civil pública contra a Igreja Universal, e a viagem que Cuenca fez pelo país atrás dos pastores virou o longa “144 – Apocalipse Não”, premiado no Festival do Rio com a Menção Honrosa da Associação dos Correspondentes de Língua Estrangeira e em cartaz na 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

Sobre os artistas e o curador. 

J.P. Cuenca é escritor, cineasta e artista visual, nasceu no Rio de Janeiro, em 1978. É autor de seis livros traduzidos para oito idiomas e vencedor do Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional. Foi eleito um dos 20 melhores jovens romancistas brasileiros pela Granta. “144 – Apocalipse Não”, que integra a 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, é seu segundo longa-metragem.

Victor Gorgulho, curador, jornalista e pesquisador, mestre em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Foi curador-chefe do Instituto Inclusartiz, realizou projetos ao lado de nomes como Hans Ulrich Obrist e Paulo Herkenhoff. Assinou exposições na Tanya Bonakdar Gallery, em Nova York, na Fortes D’Aloia & Gabriel e na Carpintaria; coeditou o livro “Paula Rego e Adriana Varejão: Entre os vossos dentes” (Lenz Press, 2025). Escreveu textos críticos para mais de cem artistas.

Cipriano, artista e pesquisador, nasceu em Petrópolis, RJ, em 1981. Sua macumba pictórica parte da gramática dos cultos afro-brasileiros, como a Umbanda, e combina materiais ligados às práticas espirituais de matriz bantu, como pemba, carvão e tecido. Mestre em Educação pela UFJF, participou de exposições no MASP, no MAR, no MAC Bahia e no Sesc. Tem obra no acervo do MASP e em 2027, estará na Bienal de Sharjah.

Até 20 de fevereiro de 2027.

Um ato de abertura e sensibilidade.

20/out

A Gentil Carioca apresenta, no Stand 13, Hall: Pink A, uma seleção de obras que dialoga com o tema desta edição, “Fancy: A Flexible, Acrobatic Body” (Fancy: Um Corpo Flexível e Acrobático) em Turim, Itália. A partir dessa questão central, nossa apresentação propõe explorar a imaginação e o corpóreo enquanto ferramentas críticas e políticas, destacando a capacidade da arte de ampliar nossa percepção do mundo e a compreensão de experiências diversas.

O conjunto reunido coloca em jogo um exercício de pensamento, que convida o público a refletir sobre o presente, vislumbrar futuros possíveis e aproximar-se das complexidades culturais que nos atravessam. Ao colocar a criação artística no centro do diálogo coletivo, mostrando que imaginar é também a experiência que nos leva a reconhecer o valor de um ato de abertura e sensibilidade.

Entre 30 de outubro e 01 de novembro.

Fronteira entre o reconhecível e o incerto.

Em sua primeira exposição individual, “O Enigma da Pedra”, na Gomide&Co, Cerqueira César, São Paulo, SP, Nilda Neves apresenta um novo conjunto de pinturas em que grutas e paisagens noturnas ocupam lugar de destaque. O que ainda é possível enxergar quando quase não há luz? Nesse limite da visão, o olhar passa a operar de outra maneira: reconhece silhuetas, entrevê personagens, encontra sinais, símbolos e presenças que permanecem entre o visível e o imaginário, enquanto a luminosidade intensa da lua, das estrelas e dos pequenos pontos de luz atravessa paisagens onde a noite ainda é verdadeiramente escura.

É nessa fronteira entre o reconhecível e o incerto que Nilda Neves dá continuidade à sua observação da natureza, fazendo conviver aquilo que viu e viveu com o que ouviu, lembrou e imaginou, em uma espécie de cartografia do sertão, de suas histórias, mitos, fauna, flora e formas de vida. Macambiras, mandacarus, barrigudas e baobás, fósseis, ninhos de aves, casas de abelha, armadilhas e um conjunto de elementos compõem um sertão que não é apenas geográfico, mas também afetivo, narrativo e mental. Artista multidisciplinar, Nilda Neves estudou contabilidade e foi professora de matemática, comerciante, cabeleireira, entre outras profissões, antes de se dedicar às artes visuais e à literatura, com a pintura surgindo mais tarde na sua vida, e o amplo reconhecimento vindo em torno de 2015. Hoje, suas obras integram as coleções do Museu de Arte do Rio – MAR, do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP, do Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba – MACS e da Pinacoteca de São Paulo. Além da ascensão institucional, sua produção construiu ao redor de si uma comunidade de admiradores. A exposição inédita da Gomide&Co traz um novo olhar para este universo já conhecido e a oportunidade de acompanhar seus novos desdobramentos. Com texto crítico de Renato Menezes, curador da Pinacoteca, a exposição abre em 29 de outubro, encerrando a programação expositiva de 2026 da Gomide&Co.

Até 22 de janeiro de 2027.

Um Brasil observado por quem o habita.

15/out

A Zipper, Jardim América, São Paulo, SP, exibe até 18 de dezembro, a exposição coletiva “Brasil em Camadas”.

A mostra, propõe romper com a tradição de distanciamento, partindo de um ponto de vista situado no território em questão e descartando a paisagem-espetáculo. Um Brasil observado por quem o habita, com suas dores e conflitos, mas também com seus prazeres, afetos e imaginações.

Nas telas de Miguel Chiquitano, o tema remete à tradição que fascinou os viajantes europeus durante o período colonial. Suas pinturas eliminam a linha do horizonte, e sem ele. E sem horizonte, não há distância: a contemplação é conduzida para dentro da mata, para o emaranhado de raízes e sombras. 

A revisão decolonial segue na obra “Mundus Hodiernus”, de Camille Kachani, na qual o artista reconstrói um mapa mundi, inspirado pelo contato com um do século XVII que representava o chamado “mundo moderno”. Os vastos oceanos azuis são compostos por cordas náuticas, miçangas e fragmentos de azulejos encontrados em antiquários de Lisboa, alguns datados de cerca de 1750.

Nas fotografias de João Castilho, a cor ocre-avermelhada, próxima da ferrugem e do minério, afasta a flora brasileira do exotismo tropical vendido no imaginário exterior. Já a escultura de Marco Tulio Resende, composta por madeira e barro de diferentes municípios mineiros.

As fotografias da série “Cabanagem”, de André Penteado, trazem à superfície conflitos históricos brasileiros pouco populares. O título remete à Revolta da Cabanagem (1835-1840), que ocorreu na Província do Grão-Pará, uma das rebeliões mais violentas da história do país, quando populações negras, indígenas e ribeirinhas se levantaram contra domínio econômico dos portugueses na região amazônica, que persistiu mesmo após a independência do Brasil. 

A camada do conflito reaparece em chave mais recente na xerografia “Sufoco” (1979), de Mario Ramiro, realizada quando o país ainda vivia sob os efeitos da ditadura militar. Pioneiro do uso de impressões xerográficas e logo depois integrante do coletivo 3NÓS3, Mario Ramiro registra um corpo comprimido contra a superfície da máquina, num gesto em que a precariedade técnica do meio se faz medida do cerceamento político. 

No presente, a construção do território avança para o espaço urbano nas pinturas de Ian Salamente. Em um contexto em que as periferias brasileiras são fetichizadas, o artista as toma como pretexto para composições marcadas pelo afeto. 

Essa atenção ao Brasil habitado se prolonga nas pinturas de Rodrigo Cunha, que recolhe o país na escala do cotidiano e do interior doméstico. Em telas de tonalidades rebaixadas, figuras solitárias surpreendidas em poses contidas dividem o quadro com paisagens emolduradas dentro da própria pintura..

Em suas composições digitais, Marcelo Tinoco parte da fotografia para reinventar tais cenários naturais por meio de cores intensificadas, contornos acentuados e intervenções que misturam realidade e fantasia. Nas pinturas de Felipe Góes, pinceladas expressivas e paletas vibrantes criam paisagens de “não-lugares”, que fazem da natureza uma experiência sensorial. Já Flávia Junqueira constrói suas instalações justamente em lugares associados ao imaginário turístico brasileiro.

Por fim, a fotografia de Rodrigo Braga projeta a paisagem para um horizonte mítico. Nascido na região amazônica, o artista desenvolve há mais de vinte e cinco anos uma pesquisa sobre as relações entre os seres vivos e o ambiente que os circunda. Em conjunto, as obras discorrem sobre como as imagens do país foram historicamente construídas e continuamente reinventadas. Dessa posição, emerge a densidade de um território assumido em sua própria complexidade.

Até 18 de dezembro.

O exercício da pintura como estrutura e forma.

A Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ,  realizou a abertura da exposição coletiva  “Desestruturas”.

“A exposição Desestruturas, na Galeria Mercedes Viegas Arte Contemporânea, reúne obras dos artistas visuais Daniel Feingold, Patrícia Norman e Gaya Rachel. Em comum, o exercício da pintura que se revela como estrutura e forma, indissociavelmente. Se as estruturas de Feingold endossam a ortogonalidade da própria superfície inicial, as de Norman não possuem tal rigor, materializando, de algum modo, subjetividades. Já as aquarelas de Gaya, apresentam uma estrutura que é diluída na própria representação, ou seja, se em Feingold e Norman suas estruturas existem per si, em Gaya está atrelada à representação de uma imagem (natureza).” 

Zalinda Cartaxo 

A matéria como linguagem.

14/out

Entre os dias 19 e 23 de outubro, o Instituto Ling, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida o público a acompanhar a artista Raphaela Melsohn enquanto desenvolve uma obra inédita diretamente em uma das paredes do centro cultural. O processo poderá ser acompanhado ao vivo, das 10h30 às 20h. 

Raphaela Melsohn é a última artista a integrar o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que reúne artistas da região Sudeste em diálogo com o contexto cultural gaúcho por meio de intervenções concebidas especialmente para o Instituto Ling. Sua prática transita entre diferentes linguagens, articulando pesquisa, escultura, instalação e outros meios. A artista participou de residências em instituições como SURO (México), AZ West (Estados Unidos) e Pivô (Brasil). Em 2022, foi comissionada pelo Socrates Sculpture Park (Nova York) para desenvolver uma obra em diálogo com Subterranean Tropicália Projects: PN15, de Hélio Oiticica.

No dia 24 de outubro, às 10h, Raphaela Melsohn participa de um encontro com o público ao lado da curadora para compartilhar reflexões sobre o desenvolvimento e o resultado da intervenção. A participação é gratuita mediante inscrição. 

Após a conclusão, a obra ficará exposta para visitação até dia 19 de dezembro.