A Baró Paris exibe Lygia Clark.

11/maio

“Este retângulo, despedaçado, nós o engolimos, o absorvemos. Demolir o plano como suporte para a expressão é tomar consciência da unidade como um todo vivo e orgânico.”

A Baró Paris apresenta Lygia Clark: “Anatomie d’une ligne”, a segunda exposição dedicada à artista brasileira pela Galeria Baró e a exposição inaugural de seu novo espaço permanente em Paris. Com curadoria de Rolando J. Carmona, a exposição concentra-se em momentos-chave da prática de Lygia Clark, examinando a relação entre abstração geométrica, corpo e psicanálise. A apresentação reúne estudos, fotografias, maquetes de papelão produzidas na década de 1950 e “Bicho Desfolhado” (579), destacando uma fase decisiva na transição da artista de estruturas geométricas para propostas participativas. Uma parte significativa das  obras e propostas apresentadas na exposição foi concebida durante o período em que Lygia Clark viveu em Paris. Entre 1950 e 1952, ela estudou na cidade com Isaac Dobrinsky, Fernand Léger e Arpad Szenes, e posteriormente retornou a Paris em autoexílio durante a Ditadura Militar Brasileira. De 1968 a 1976, Lygia Clark desenvolveu um intenso conjunto de obras que integraram o pensamento psicanalítico à sua prática artística.

Durante esse período, Lygia Clark foi convidada a ministrar um curso sobre comunicação gestual na Sorbonne, onde desenvolveu a série de proposições conhecida como “Corpo coletivo”. Obras como “Baba Antropofágica” e “La Red”, também apresentadas nesta exposição, surgiram dessas experiências. Em “La Red”, a grade moderna é desestabilizada e transformada em uma estrutura flexível ativada pela interação corporal coletiva.

Em sua sede parisiense, a Baró Galeria desenvolve uma programação que reúne obras históricas e artistas emergentes do Sul Global. A exposição inaugural, dedicada a Lygia Clark, insere o espaço parisiense em um diálogo internacional entre práticas históricas e pesquisa artística contemporânea.

Sobre a artista.

Lygia Clark nasceu em 1920 em Belo Horizonte, MG, Brasil, e tornou-se uma figura central do movimento Neoconcreto no final da década de 1950. Seu trabalho integra importantes coleções internacionais, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova York, a Tate em Londres, o Centro Pompidou em Paris e o Museu Reina Sofía em Madri. Entre suas exposições institucionais recentes, destaca-se uma grande retrospectiva na Nationalgalerie em Berlim, atualmente em cartaz na Kunsthaus Zürich.

A curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli.

08/maio

A Pinakotheke, prestigiosa instituição de arte fundada no Rio de Janeiro por Max Perlingeiro em 1979, reconhecida pela excelência de suas exposições e publicações, abre para o público sua nova sede em Higienópolis, São Paulo, SP, no dia 18 de maio, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”, uma vasta visão sobre as diversas facetas desta vertente da arte iniciada na primeira década do século 20.

A mostra inaugural do novo espaço tem curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, e reunirá aproximadamente 100 obras de 60 artistas – europeus, latino-americanos, norte-americanos e do Caribe. O novo espaço em Higienópolis é acompanhado também de uma reestruturação da Pinakotheke, e no novo organograma, Max Perlingeiro é o diretor-geral, e seus filhos assumem a diretoria-executiva de cada espaço – Max Morales Perlingeiro, em São Paulo; Mariana Perlingeiro Mattos, no Rio de Janeiro; e Victor Perlingeiro, em Fortaleza – e Camila Perlingeiro, que já é a responsável pelas edições dos livros de arte, passa a responder como diretora criativa. Ivan Perlingeiro, irmão de Max, será o diretor de operações. O novo endereço passou por obras de adequação e modernização, a cargo do escritório Luciano Dalla Marta Arquitetura.

Na entrada, o público será recebido por vídeos das artistas contemporâneas Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia. No primeiro andar estarão trechos dos filmes clássicos “Le Sang d’un poète” de Jean Cocteau e “Un chien andalou”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí. No segundo andar, ficarão os núcleos do Surrealismo europeu, do norte-americano e caribenho. Na área central, a sala especial de Louise Bourgeois; e em destaque as obras de Magritte – “La magie noire”, e “La fin du monde”; a escultura “Mujer de pie”, de Picasso; a escultura “Femme debout”, de Giacometti; a pintura “O enigma de um dia”, de Giorgio de Chirico, pertencente ao MAC USP; “Configuration”, de Hans (Jean) Arp; e “St. Tropez”, de Picabia; a grande xilogravura “Metamorphose”, de M.C. Escher, com quatro metros de comprimento. Na última sala, outro trabalho de Escher – “Bond of Union”; dois óleos sobre tela de Ferdinand Desnos: “Le lapin blanc” e “Sem título”; obras de Salvador Dalí: a escultura em bronze “Vénus spatiale”, três trabalhos da série “La suite catalane”: “L’etoile de mer”, “Les fleches” e “Les pigeons”- e “The Persistence of Memory II”, em lã e colagem; e “Sem título”, de Victor Brauner.

Publicação ilustrada.

Ao longo da exposição, será lançado pela Pinakotheke Editora um livro bilíngue sobre o tema “Surrealismos: arte para além da razão”. Fartamente ilustrada, a publicação terá textos de Max Perlingeiro, Tadeu Chiarelli, Dawn Adès, João Frayze-Pereira e Thiago Gil Virava.

De 18 de maio até 15 de agosto. 

Investigação sobre memória e pertencimento.

07/maio

Belo Horizonte, Uberaba e Juiz de Fora se encontram no Rio de Janeiro em “O Caminho do Ouro”, exposição que será inaugurada no dia 21 de maio na a.thebaldigaleria, no CasaShopping, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ. Mais do que a origem geográfica em comum, os artistas mineiros Hélio Siqueira, Paulo Miranda, Paulo Torres e Petrillo compartilham nesta coletiva investigações que partem de matéria e memória das terras de Minas Gerais, estabelecendo um percurso sensível entre tradição e contemporaneidade.

Reunindo trabalhos inéditos de produção recente, a mostra foi concebida por Edson Thebaldi, marchand à frente da galeria que celebra 40 anos de trajetória este ano. O conjunto de obras atravessa diferentes linguagens como técnica mista utilizando pigmentos naturais, colagem, carvão e pastel oleoso sobre lona e sobre papel, esculturas em cerâmica em alta temperatura submetidas a fornos com queima a lenha e têmpera acrílica com pigmentos minerais, terra e concreto retirado das calçadas das cidades.

Hélio Siqueira apresenta a série de objetos “Bilhas”, uma alusão às cerâmicas utilizadas na antiguidade como reservatórios de água. Potes, castiçais, moendas, pilões e solitários que povoavam a vida e enfeitavam as casas nas fazendas.

A paisagem é o ponto de partida para uma investigação sensível sobre memória e tempo nas obras produzidas por Paulo Miranda para a exposição. 

A busca por novos horizontes é o eixo que atravessa os trabalhos de Paulo Torres desenvolvidos para a coletiva. Em meio ao mar de concreto e asfalto que define a paisagem urbana contemporânea, o artista investiga aquilo que se oculta sob as camadas do tempo: cores veladas, marcas, desgastes e vestígios que a cidade acumula silenciosamente todos os dias.

Nesta nova série de obras expostas na a.thebaldigaleria, o artista visual Petrillo dá continuidade à sua investigação sobre a paisagem. Desta vez, investiga e se volta para as jazidas e a topografia mineira, que servem como pretexto dialético para a construção imagética das obras. 

Até 14 de junho.

Linguagem a partir de diferentes suportes.

06/maio

A exposição “Entre raízes e paredes”, nova individual da artista Denise Calasans, inaugura no dia 06 de maio, no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, com curadoria de Marisa Flórido.

Carioca, com trajetória que atravessa o design, as artes visuais e a pesquisa em memória social, Denise Calasans desenvolve um trabalho que articula natureza, afeto e linguagem a partir de diferentes suportes, como pintura, instalação, vídeo e trabalhos têxteis. Sua produção investiga as relações entre o espaço doméstico e o território vegetal como campos de memória, gesto e construção simbólica. A exposição reúne um conjunto inédito de obras organizadas nos núcleos jardim e casa, propondo um percurso que atravessa materiais, temporalidades e formas de inscrição, onde o feminino se apresenta como força de transmissão e transformação.

“Jardim e casa – que operam como regimes sensíveis complementares: um voltado à dissolução das demarcações, à fluidez e à expansão do gesto; outro, à inscrição, à memória e à ambivalência do cotidiano. Entre ambos, a artista constrói um campo de ressonâncias, contaminações e porosidade das bordas: entre natureza e cultura, privado e o público, o inumano e o cultivado, o cuidado e a violência, a memória e o apagamento”, escreve Marisa Flórido. 

Até 20 de junho.

A trajetória do artista chinês Chang Dai-chien.

No dia 06 de maio, às 19h, na Cinemateca Capitólio, será realizado o lançamento em Porto Alegre, RS, do documentário “Da Cor e da Tinta”. O filme aborda a trajetória do artista chinês Chang Dai-chien. 

O destaque do documentário é a conexão de Chang com o Brasil, onde viveu entre as décadas de 1950 e 1970. No entanto, sua presença em acervos públicos brasileiros é rara: a Pinacoteca Ruben Berta, em Porto Alegre, é um dos poucos museus do país a preservar obras do artista, servindo como uma locação fundamental para a narrativa do documentário.

Encontro com a pintura de Chang Dai-chien na Pinacoteca Ruben Berta 

Aproveitando a presença em Porto Alegre de Guilherme Gorgulho, notabilizado pesquisador sobre a trajetória de Chang, será realizada uma palestra do jornalista na Pinacoteca Ruben Berta, no dia seguinte ao lançamento do documentário “Da Cor e da Tinta”. O objetivo é apresentar ao público a história do consagrado artista chinês Chang Dai-chien e uma de suas obras, “Passeio ao longo do rio apreciando as flores das ameixeiras” que estará em exibição no local. A aquarela de 1966, com 58 x 47 cm, é uma das únicas pinturas do artista que integram os acervos de museus públicos brasileiros. Uma produção da Hutong Productions, Estados Unidos com direção de Weimin Zhang.

Comigo ninguém pode.

Comigo ninguém pode é o nome, em português, da Dieffenbachia, uma das plantas mais comuns nas casas brasileiras, escolhida como símbolo de proteção espiritual. A ambiguidade e o sincretismo do termo original, que também se tornou um ditado popular, podem ser interpretados como “Ninguém pode me domar”, “Ninguém pode me derrotar” ou até mesmo “Não me desafie!”, em alusão à toxicidade da planta. Na evocação espacial de “Comigo ninguém pode”, a mostra coloca em diálogo duas artistas contemporâneas engajadas na reescrita performativa das histórias coloniais: Rosana Paulino (São Paulo, 1967) e Adriana Varejão (Rio de Janeiro, 1964). Juntos, seus trabalhos abrem a possibilidade de perceber o transcendente no visível.

Comigo ninguém pode reflete sobre a manifestação da fé e da espiritualidade na cultura brasileira, destacando sua estreita relação com a natureza e com dimensões além do humano. O projeto propõe um visceral jogo de perguntas e respostas sobre como espiritualidade e natureza são capazes de gerar um imaginário público que, ao reescrever a história, reconstrói os muros da memória e ressignifica as ruínas e feridas coloniais por meio de seres fantásticos e mágicos. Por meio de obras novas e históricas, a exposição apresenta uma realidade que desafia o racionalismo universal e os percursos predeterminados moldados pelo capital racial global.

Situada entre o tempo em espiral e as ondas tumultuosas propostas por Varejão, a mostra inclui a instalação difusa Aracnes (1996-2026), de Paulino, um muro de concreto inacabado no qual habita uma frágil rede de fios intercalados por fotografias impressas de corpos subjugados. Esta é envolvida por Still Life amid Ruin (Natureza-morta em meio à ruína) (2026), de Varejão, uma escultura pintada que expõe noventa metros lineares de transmutação voluptuosa: por meio de uma tática barroca que a artista desenvolve desde os anos 1980, o concreto torna-se carne, ouro; a madeira torna-se cerâmica, que se transforma em solo e planta. Essas metamorfoses constituem Comigo ninguém pode (2026), desenho de Paulino que dá título à mostra.

A longa tradição da cerâmica brasileira não apenas dá forma às tecelãs de Paulino, entrelaçadas com ninfas e casulos, mas também sustenta os motivos de flores-flechas e o gesso seco sobre tela deixado por Varejão ao longo do tempo, criando fissuras que atravessam a história, os azulejos e os anjos. Suspensos no alto, parecem flutuar e despencar do céu de concreto, tumultuado e moderno. Figuras ambíguas, são testemunhas das experiências de terror suturadas pelo passado colonial em Varejão, com Paisagem canibal (2003), e em Paulino, com Atlântico vermelho (2026). Ambas também observam uma mulher transformar-se em búfala e perturbam a grade do cânone ocidental ao dialogar com Une petite mort (2005), de Varejão. Juntamente com as muitas outras composições possíveis presentes nesta exposição, a cena recorrente de mulheres negras reduzidas a estereótipos ativa uma experiência regenerativa, enquanto representação das veias, sementes e raízes da sociedade brasileira.

Diane Lima, curadora.

De 09 de maio até  22 de novembro.

Conversa com Anna Bella Geiger e Cadu.

No dia 09 de maio, às 15h, será realizada, no Paço Imperial, uma conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, com mediação da crítica de arte e curadora Marisa Flórido, como parte da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Os dois artistas integram a exposição ao lado de mais de 100 nomes de destaque das artes brasileiras, que fazem parte da história do centro cultural. A conversa será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações

Os desdobramentos contemporâneos da abstração.

04/maio

O MARGS Porto Alegre, RS, apresenta a exposição “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo”. A inauguração será no dia 09 de maio (sábado), às 10h30.

Um dos mais destacados artistas gaúchos de sua geração, Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desenvolve sua produção desde os anos 1970. Nesses 50 anos de trajetória, explorou desenho, pintura, gravura, joalheria e cerâmica, constituindo uma linguagem visual própria, vinculada aos desdobramentos contemporâneos da abstração e às suas possibilidades expressivas e de experimentação.

Sua atuação como artista visual se deu em sequência a uma intensa vivência com o teatro experimental e a performance. Também foi um dos artistas integrantes do Espaço N.O. – Centro Alternativo de Cultura, ponto de referência para a arte experimental e de vanguarda em Porto Alegre entre 1979 e 1982.

Nos anos 1980, a produção de Wladimirsky foi logo reconhecida por prêmios em salões pelo Brasil. Nesse contexto, o MARGS apresentou, em 1983, a sua primeira individual. A exposição “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo” apresenta um panorama da produção do artista desde os anos 1980, com uma seleção de desenhos, pinturas e objetos do acervo do MARGS e de coleções particulares, sendo a sua primeira mostra de resgate e caráter histórico.

Com curadoria de Francisco Dalcol, diretor do MARGS, “Carlos Wladimirsky – A permanência do tempo” dá sequência ao atual ciclo de mostras monográficas inéditas de artistas com trajetória e que integram o acervo do MARGS, como parte do programa expositivo “História do MARGS como História das Exposições”. 

Até 02 de agosto.

 

As cores naturais de Tito Terapia.

A Galatea tem o prazer de apresentar “Terra, cores naturais e a potência de pertencer pelos tons”, primeira individual internacional do artista Tito Terapia (1977, São Paulo, Brasil) que abre no dia 12 de maio na Kevin Kramer Gallery, em Nova York.

A exposição reúne trabalhos inéditos de pequeno e médio formato, em que Tito mobiliza referências tanto da tradição da pintura clássica quanto da arte popular brasileira, dialogando com gêneros centrais do cânone figurativo, como a paisagem e a natureza-morta.

Suas pinturas entrelaçam memórias pessoais enquanto evocam as idiossincrasias de sua comunidade e de seu contexto social. O uso de pigmentos naturais coletados nos arredores de sua casa, na Zona Leste de São Paulo, aprofunda essa relação, incorporando a materialidade da paisagem em cada obra e reforçando a conexão entre sua produção e o território, atribuindo às telas um sentido de pertencimento e resistência.

A trajetória singular de Waltercio Caldas.

29/abr

Com cerca de 100 trabalhos, exposição percorre seis décadas da produção de Waltercio Caldas e apresenta uma leitura de sua trajetória singular, marcada pela investigação sobre tempo, espaço e percepção. Tempo, para Waltercio Caldas, é matéria de trabalho. Essa é a premissa que estrutura o (tempo), a exposição que a Casa Roberto Marinho, Cosme Velho, Rio de Janeiro, RJ,  inaugura no dia 14 de maio, reunindo cerca de 100 obras produzidas entre 1967 e 2025 por um dos nomes mais influentes da arte contemporânea brasileira. Projetada pelo próprio artista, a exposição ocupa os espaços da instituição com esculturas, pinturas, desenhos, livros e ambientes que abrangem seis décadas de produção e revelam a consistência de uma pesquisa rigorosa em torno das tensões entre forma, espaço e percepção.

Waltercio Caldas surgiu no cenário artístico brasileiro no final da década de 1960, em um momento de intensa renovação das artes visuais no país. Em diálogo com artistas e críticos que repensavam os limites da escultura, do objeto e da ideia de obra de arte, seu trabalho integrou a virada que deslocou o foco da representação para a experiência perceptiva e para o questionamento dos meios da arte. Desde então, sua trajetória vem sendo acompanhada por críticos como Paulo Venancio Filho e Paulo Sergio Duarte, que identificam em sua prática uma investigação rigorosa sobre linguagem, percepção e espaço.

Sobre o artista.

Waltercio Caldas nasceu em 1946, no Rio de Janeiro. Escultor, desenhista, artista gráfico e cenógrafo, estudou pintura com Ivan Serpa, em 1964, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). Entre 1969 e 1975, fez desenhos, objetos e esculturas. Em 1973 sua primeira individual recebeu o prêmio de melhor exposição do ano pela Associação Brasileira de Críticos de Arte. Nos anos 1970, deu aulas no Instituto Villa-Lobos, no Rio de Janeiro, e foi coeditor da revista Malasartes e do jornal A Parte do Fogo. Integrou a comissão de Planejamento Cultural do MAM Rio, responsável pela criação da Sala Experimental. Realizou exposições no Brasil e no exterior e foi agraciado pela Associação Brasileira de Críticos de Arte, em 1993, com o prêmio Mário Pedrosa, pelo conjunto da obra e por sua mostra individual realizada no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Esteve presente em várias Bienais de São Paulo, na Bienal de Veneza e na Documenta de Kasell (Alemanha). Na Bienal Entre Abierto, em Cuenca, Equador, em 2011, recebeu o prêmio com a obra Parábolas de Superfície. Participou da coletiva Art Unlimited em Basileia, Suíça. Em 2005 recebeu o grande prêmio da Bienal da Coreia. Seus trabalhos estão em coleções de importantes instituições, como o Museum of Modern Art (MoMA), em Nova York, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), o Museu Reina Sofia (Espanha), o Centro Georges Pompidou (França), o Museu de Arte (MASP), a Pinacoteca do Estado e o Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Até 27 de setembro.