Universalismo construtivo.

17/jul

O Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte recebe a exposição “Joaquín Torres García – 150 anos”, considerada a mais abrangente já realizada no Brasil sobre um dos principais nomes da arte moderna latino-americana. A mostra fica em cartaz até 12 de outubro.

Idealizada pelo curador Saulo di Tarso, com a colaboração do Museo Torres García, a mostra reúne mais de 400 obras, entre pinturas, desenhos, objetos, manuscritos e documentos históricos. Também integra a exposição a produção de mais de uma centena de artistas brasileiros e estrangeiros que estabelecem diálogos com o legado do artista uruguaio.

Em Belo Horizonte, a montagem incorpora obras inéditas de artistas como Advânio Lessa e Randolpho Lamonier, reforçando a relação entre a produção regional e o pensamento de Torres García. “Cada cidade transforma a exposição em uma experiência diferente. Em Belo Horizonte, buscamos evidenciar as conexões entre o pensamento de Torres García, a arte popular e a cultura mineira, mostrando como sua obra continua dialogando com questões de identidade, pertencimento e criação coletiva. O Sul, para ele, nunca foi apenas um lugar no mapa, mas uma forma de compreender o mundo”, afirma. A etapa mineira também apresenta um percurso curatorial voltado às relações entre o pensamento do artista, a arte popular e a cultura de Minas Gerais. Entre as novidades estão mapas históricos dos séculos XVII e XVIII de Pieter Goos e Jodocus Hondius, inseridos para ampliar os debates sobre identidade cultural e perspectivas decoloniais.

O percurso também destaca a contribuição de Torres García para aproximar as vanguardas europeias das culturas latino-americanas e evidencia o Universalismo construtivo, escola artística criada por ele e desenvolvida pelo grupo Taller Torres García, cuja influência permanece presente nos debates sobre identidade, pertencimento e autonomia cultural.

Entre as obras em destaque está “América Invertida”, considerada uma das imagens mais emblemáticas da história da arte latino-americana. Raramente exibida fora do Museo Torres García, em Montevidéu, a obra propõe uma mudança de perspectiva sobre o lugar da América Latina no mundo.

Extratos dos arquivos de Cérès Franco.

15/jul

Em 1966, Corneille e Cérès Franco ajoelharam-se no chão de uma galeria parisiense para observar os guaches de Chaïbia. Corneille murmurou: 

“Tal como CoBrA, tal como CoBrA”. 

Esta cena revela algo essencial sobre estas três figuras: o pintor holandês, a camponesa marroquina que se tornou pintora e a galerista brasileira que os reuniu. Cada um deles era também, secreta ou publicamente, poeta. Este livro apresenta os seus escritos, na sua maioria inéditos, extraídos dos arquivos de Cérès Franco.

A transparência do vidro.

07/jul

Jean-Michel Othoniel exibe “Poetic Living” até 11 de julho na Casa de Vidro, Morumbi, São Paulo, SP. Ao longo de 40 anos, o artista francês Jean-Michel Othoniel desenvolveu uma prática heterogênea que transita entre desenho, escultura e instalação num crescente dimensional que de maneira extremamente hábil nunca se distancia totalmente do diálogo íntimo com a natureza e a arquitetura. A escala que hora reverencia o “homem artesão” e hora se volta ao cosmos absoluto se manifesta de modo colaborativo em que saberes se mesclam e se materializam em “jóias escultóricas”.

Trata-se de uma fusão de conhecimentos, técnicas e intenções antropológicas que alicerçam a própria arquitetura de Lina Bo Bardi – uma soma de vivências e posicionamento crítico que tornam seus edifícios abrigos de ideias brutalmente honestas. Para ambos, a construção se soma ao objeto em si na consagração de sua clareza simbólica, um método que o artista define como “geometria emocional”.

Para ele, esse sentimento se traduz de maneira mais clara a partir de 1993, quando  inicia sua parceria com mestres artesãos de Murano e explora as possibilidades técnicas, a sutileza das cores e a transparência do vidro para expressar um estado de encantamento com o mundo. Formas simples como cubos e esferas se organizam em correntes e empilhamentos que põe em perspectiva a nossa distorcida noção espacial – micro arquiteturas feitas de tijolos de vidro aterram nosso olhar enquanto enormes colares ornam algo maior; uma natureza quase imensurável.

Uma relação de proporcionalidade que fundamenta a própria intenção de Lina com a Casa de Vidro – a arquitetura que pousa delicadamente no terreno e reverencia a paisagem; amplos planos envidraçados que incorporam a mata à arquitetura moderna; o piso azul em pastilha de vidro que expande o céu e ilumina os interiores. Interiores esses marcados pela fusão simbólica entre o pragmático, o sagrado e o popular da dinâmica intelectual entre Lina Bo e Pietro Maria Bard

Esses paralelos improváveis se alinham numa feliz coincidência para a exposição “Poetic Living” acontecer no Instituto Bardi/ Casa de Vidro justamente quando se comemoram os 75 anos de sua construção. As obras de Jean-Michel Othoniel refletem em seu brilho um emaranhado de soluções e memórias aqui presentes enquanto expandem a própria experiência do visitante, através da reabertura do caminho para o ateliê de Lina (depois de anos fechados para os visitantes), pelo qual poderão ser conferidas as inéditas “Liseron”, em aço inoxidável, e uma série de luminárias em vidro Murano na mesma linha dos vasos solitários que já dentro da Casa dialogam com o próprio acervo histórico do Bardi.   

Entre outras criações inéditas estão a instalação “Tribute easels to Lina Bo Bardi” – um conjunto de 5 cavaletes inspirados pela icônica solução para o Masp, construídos com blocos de vidro soprados a mão e sobre os quais “flutuam” aquarelas que retratam as flores do próprio jardim.

Bem como uma enorme escultura da série “Mirror Necklace”, em inox e folha de ouro, debruçada sobre a árvore no vão central da sala, no coração da Casa. Completam a mostra um conjunto de tamboretes “Midnight Souls”, distribuídos pelos interiores em harmonia com o acervo permanente de móveis e arte, como uma evolução natural dessa coleção construída ao longo de 40 anos de convívio do casal.

Bruno Simões.

Sobre o artista.

Jean-Michel Othoniel (Saint-Étienne, França, 1964) é um dos grandes nomes da arte contemporânea internacional, graduado pela École Nationale Supérieure d’Arts, na França, e com formação na Villa Medici, na Itália. Suas esculturas, em diálogo com dimensões arquitetônicas, operam uma geometria monumental. Esculpe peças que se assemelham a joias, tanto pelo aspecto formal, quanto pelo preciosismo dos materiais, que vão de contas a tijolos de vidro de Murano soprado. Suas formas contemplativas navegam pelos reinos paradoxais da monumentalidade e delicadeza, do ornamento e do minimalismo. Com mais de 100 exposições individuais ao redor do mundo, além de centenas de exposições coletivas, Jean-Michel Othoniel foi amplamente premiado, com destaque para a distinção de Cavaleiro da Ordem de Artes e Letras da França. Suas obras integram importantes coleções internacionais como, o Centre Pompidou, a Fondation Cartier pour l’art contemporain, em Paris; o Musée National d’Art Moderne de Paris; o Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, o Brooklyn Museum, em Nova York; o Museum of Glass, em Tacoma; a Peggy Guggenheim Collection, em Veneza; o Museum of Contemporary Art (MoCA), Mi

Shiro: uma escala de nuances.

01/jul

A exposição na Japan House, Avenida Paulista, São Paulo, SP, conta com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, aborda a cor branca apresentando suas nuances e simbologias por meio de quatro elementos: a neve, o papel, a seda e o sal.

Tonalidades de branco

Com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando as suas relações com a cultura japonesa. A inspiração para o recorte veio da leitura da obra “O País das Neves” (1948), de Yasunari Kawabata. 

“Shiro não é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas, como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”.

Natasha Barzaghi Geenen

O papel

No núcleo de Papel, a instalação “Poem of life”, da artista Ayumi Shibata, é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e harmonia do mundo. 

A seda

Para o núcleo de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de roupa em suas criações, Kahoru Hirano escolheu trabalhar com um juban branco de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie de teia suspensa na instalação “untitled-grandmother”. 

A neve

Já o núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito, como descrito no livro de Kawabata. Foram selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama. 

O sal

Assim como a neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à produção de sal. Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão, evidenciando suas diferentes características e granulações.

Sobre os artistas.

Ayumi Shibata (Yokohama, 1982)

Artista de kiri-ê estudou xilogravura e técnica mista na National Academy School of Fine Arts, em Nova Iorque, explorando materiais e métodos de expressão. Transferiu a sua base de atuação para Paris, onde desenvolveu iniciativas internacionalmente por dois anos, incluindo a criação e exposição de suas obras no Atelier 59 Rivoli. Retornou ao Japão em 2018, que tem sido sua base de atividades desde então.

Kaoru Hirano (Nagasaki, 1975)

A artista cria instalações a partir do desfazer e reconstruir, fio por fio, de roupas antigas, guarda-chuvas e outros materiais. Seu trabalho explora a memória individual, bem como relações sociais e históricas. Em 2025, recebeu uma bolsa de apoio da Fundação Adolph e Esther Gottlieb, atuando nacional e internacionalmente

Tomohiro Kajiyama (Shizuoka, 1985)

Mudou-se para Hokkaido em 2018, para Nakasatsunai Village, uma região com cerca de 3.800 habitantes no norte do Japão. Com o objetivo de redescobrir os recursos locais, em 2019 passou a produzir snow art de forma autodidata e estabeleceu seu estilo autoral “free-leg”, baseado em caminhar livremente sobre a neve, seguindo o instinto. 

Até 25 de outubro.

Diagramas espaciais de Damián Ortega.

30/jun

O MASP apresenta a primeira exposição individual de Damián Ortega (Cidade do México, 1967) em um museu de São Paulo, com curadoria de Adriano Pedrosa, Rodrigo Moura e Yudi Rafael. A mostra reúne mais de três décadas de trabalho do artista, que transita entre escultura, instalação, fotografia e vídeo para reexaminar materiais e objetos cotidianos como vetores de narrativas sociais, econômicas e políticas. Em sua prática escultórica icônica, Damián Ortega desmonta objetos – carros, ferramentas, pedras, tijolos – e exibe suas partes reorganizadas em configurações suspensas que funcionam como diagramas espaciais, frequentemente carregados de humor e comentário político. A exposição destaca obras centrais de sua trajetória e um conjunto de trabalhos que investigam aspectos da arquitetura brasileira. A mostra é organizada em parceria com o MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires.

Até 13 de setembro.

Representando um artista internacional.

24/jun

A Almeida & Dale anuncia a representação de Guillermo Kuitca no Brasil, trabalhando em colaboração com a Hauser & Wirth, galeria que o representa globalmente.

Reconhecido como um dos nomes de maior destaque da arte contemporânea latino-americana, Guillermo Kuitca sustenta há mais de 40 anos uma prática múltipla e inquieta que é informada pelo teatro, a dança, a música e a filosofia. 

Nascido em 1961, vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina. O artista mobiliza um repertório iconográfico que inclui objetos do espaço doméstico, modelos de representação arquitetônica e mapas, além de ser reconhecido internacionalmente por seu singular estilo cubistóide.

Guillermo Kuitca teve sua primeira exposição ainda aos 13 anos, em uma galeria na capital argentina. Desde então, teve passagens em importantes exposições ao redor do mundo, entre elas as 18ª, 20ª e 24ª edições da Bienal de São Paulo, a documenta IX, em Kassel, além da 52ª Bienal de Veneza, também como artista representante no Pavilhão da Argentina. Obras do artista estão presentes em importantes coleções institucionais, tais como o 21st Century Museum of Contemporary Art, Japão, Guggenheim Museum, EUA; e MoMA, New York, EUA.

Emanoel Araujo como colecionador.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera, Portão 10, São Paulo, SP, inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, que revisita a trajetória de Emanoel Araujo a partir de sua atuação como colecionador e apresenta ao público os bastidores da formação da coleção africana do Museu.

Com mais de 200 obras, documentos, fotografias e objetos, a mostra revela como o olhar de Emanoel Araujo ajudou a construir um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.

“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira”, afirma Gabrielle Nascimento, curadora da exposição, sobre a pesquisa, o processo curatorial, a coleção africana do Museu e o legado de Emanoel Araujo.

A mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.

O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.

Até 13 de setembro.

Experiências compartilhadas entre Brasil e África.

18/jun

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque Ibirapuera, São Paulo, SP, apresenta a exposição “Ginga – A celebração do Futebol na Arte Afro-Atlântica”, que reúne o artista beninense Aston e as artistas brasileiras NeneSurreal e Mariana Calle em uma reflexão sobre futebol, cultura, pertencimento e experiências compartilhadas entre Brasil e África.

Ginga: Aston, NeneSurreal e Mariana Calle transformam o futebol em arte e pertencimento no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo. Por meio do futebol, a exposição aproxima arte urbana, ancestralidade e experiências compartilhadas entre Brasil e Benim.

A mostra traz intervenções inéditas de duas importantes representantes da arte urbana contemporânea brasileira, que utilizam suas vivências como mulheres negras para discutir memória, território, identidade e comunidade a partir do universo do futebol.

Ao reunir as produções de Aston, NeneSurreal e Mariana Calle, a exposição propõe um olhar ampliado sobre o futebol, compreendido não apenas como esporte, mas como fenômeno cultural capaz de conectar histórias, territórios e experiências compartilhadas em diferentes contextos afro-atlânticos. A experiência expositiva é complementada por mesas de futebol de botão representando seleções de diferentes países, criando um ambiente de interação que aproxima o público das dinâmicas do jogo e reforça o caráter coletivo e participativo da mostra.

Até 02 de agosto.

Ideais românticos e ideias de cuidado.

16/jun

Pequeno Destino Amororso.

Small Amorous Destination.

Na arte contemporânea, o amor, o erotismo, bem como os sofrimentos e as desilusões, são o motor da prática de muitos artistas que, desde o século XX, têm reelaborado e complexificado o que é amar. Essas obras, que recorrem a mitologias clássicas e a registros íntimos das sensações despertas pelos encontros, nos confrontam com os aspectos desmedidos das emoções, assim como nos convidam a reconfigurar ideais românticos e as ideias de cuidado. 

Neste viewing room, inspirado pela celebração dessas relações, a Almeida & Dale, Jardins, São Paulo, SP, apresenta uma curadoria de obras de seu acervo em um formato exclusivamente digital.

Veja obras de Cícero Dias, Daiara Tukano, Dudi Maia Rosa, Eliseu Visconti, Ernesto Neto, José Leonilson, Lais Myrrha, Lidia Lisbôa, Maya Weishof, Miriam Inez da Silva, Nelson Felix, Paulo Pires, Rubens Gerchman, Sara Ramos, Sidney Amaral, Tracey Emin e Victor Arruda. 

As pinturas de Rebecca Watson Horn.

11/jun

A Fortes D’Aloia & Gabriel FDAG Barra Funda, apresenta “A palavra errada”, primeira exposição de Rebecca Watson Horn na galeria. Produzidos integralmente em São Paulo, os trabalhos apresentados resultam de um período de permanência da artista na cidade, durante o qual absorveu ritmos, atmosferas e impressões que atravessam o conjunto da mostra. A exposição reúne as maiores pinturas realizadas por Rebecca Watson Horn até o momento, além de uma série de trabalhos têxteis verticais.

As pinturas de Rebecca Watson Horn são construídas a partir de camadas de tinta a óleo aplicadas sobre juta montada sobre tela, combinação de materiais que produz superfícies densas, marcadas por acidentes, texturas e uma forte dimensão tátil. Em uma paleta que transita entre vermelhos profundos, verdes terrosos, amarelos luminosos, cinzas esverdeados e tons rosados, formas alongadas e campos cromáticos se expandem acompanhando a trama do tecido, incorporando sua estrutura à própria composição.

Ao manipular vestígios da linguagem, Watson Horn cria situações em que o sentido se acumula e se desfaz continuamente. O olhar é convidado a vagar pela superfície ou a se deter em determinados trechos, como se acompanhasse oscilações entre pensamento e sensação, entre a fluidez da imaginação e a materialidade da pintura. Suas composições funcionam como registros visuais de estados perceptivos, articulando ritmos, memórias e associações que resistem à interpretação imediata.

Sobre a artista.

Nascida em Boston e radicada em Nova York, Rebecca Watson Horn (1981) desenvolve uma prática centrada na pintura e no têxtil, investigando as relações entre linguagem, abstração e materialidade. Entre suas exposições individuais recentes estão Sono, na Villa di Geggiano, em Siena, Itália; The Secret Life of Vowels, na Emanuela Campoli, em Paris; Sigils, na Auroras, em São Paulo; Letters as such, na Deli Gallery, em Nova York; Rebecca Watson Horn, na White Columns, em Nova York; e Rub It In, na Soloway, no Brooklyn. Seu trabalho também integrou exposições coletivas como A Study in Form (Chapter Two), com curadoria de Arden Wohl, na James Fuentes, Nova York; Always in my room bc I put effort into it & I love the vibe of my lights, na Starr Suites, Brooklyn; The Practice of Everyday Life, na Derosia, Nova York; JAG Projects at Forland, com curadoria de Jesse Aran Greenberg, em Catskill, Nova York; e Pure Joy, com curadoria de Chella Man, na 1969 Gallery, Nova York.

Até 1º de agosto.