A presença física das estruturas em Wolfram Ullrich.

10/set

A Galeria Raquel Arnaud, Vila Madalena, São Paulo, SP, exibe a exposição “Ambiguidade construtiva e ativação do espaço”, de Wolfram Ullrich. Com texto crítico de Guilherme Wisnik, a mostra apresenta um conjunto de obras inéditas do artista alemão que tomam partido do ilusionismo como maneira de se compreender a relação entre objeto e ambiente de forma ativa. Wolfram Ullrich trabalha com materiais industriais, lisos, polidos, exatos. O artista atualiza a tradição do abstracionismo geométrico em chave contemporânea, apostando na percepção ativa como instrumento de reflexão e posicionamento dos sujeitos em relação às intrincadas teias de relações que nos envolvem.

A mostra intitulada “Ambiguidade construtiva e ativação do espaço” reúne obras que constroem a ilusão de profundidade e exploram, ativando a relação entre o corpo do espectador, a obra e o espaço. Como observa Guilherme Wisnik, “não há um ponto de vista privilegiado para se observar esses trabalhos, nem, portanto, uma forma estável de reconhecê-los”. A cor desempenha papel fundamental nessa experiência. Recorrentes na produção do artista, os tons vibrantes, entre eles, o vermelho intenso presente em parte dos trabalhos da exposição, não funcionam como gesto expressivo, mas como elementos que acentuam a presença física das estruturas. Para Guilherme Wisnik, o vermelho confere “corporalidade ao conjunto serial”, reforçando a dimensão quase arquitetônica das obras.

Mais do que uma exposição sobre geometria, portanto, a mostra de Wolfram Ullrich coloca em cena uma pergunta bastante contemporânea: até que ponto podemos confiar no nosso próprio olhar? Entre superfície e volume, pintura e escultura, matéria e imagem, suas obras transformam o ato de observar em uma experiência de descoberta.

Sobre a Galeria Raquel Arnaud.

Fundada em 1973, é referência no cenário da arte contemporânea brasileira e internacional. Com foco em arte construtiva, cinética e contemporânea,destaca-se  r promover artistas cuja produção explora a relação entre espaço, forma e luz. Atualmente, sob a direção de Raquel Arnaud e Myra Arnaud Babenco, o espaço entra em um novo momento, estando sempre  em conexão com o mercado e com a arte contemporânea. 

Até 30 de novembro.

Formas geométricas com materiais industrializados.

09/set

A Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, convida no dia 10 de setembro, das 18h às 21h, para a abertura da exposição “Jose Dávila – Natural forms” (Formas naturais). O artista mexicano Jose Dávila (1974, Guadalajara, México), que tem obras em coleções de prestigiosos museus, faz sua primeira exposição no Rio de Janeiro, com oito esculturas feitas especialmente para o espaço de Nara Roesler Rio de Janeiro, além de uma pintura inédita no Brasil.

Jose Dávila criou protótipos de suas esculturas e reproduziu em seu ateliê em Guadalajara, no México, em escala real, o espaço da Nara Roesler Rio de Janeiro, para estudar de que maneira os trabalhos conversariam entre si. Ele acompanhará pessoalmente a montagem da exposição, e diz que expor no Rio de Janeiro “é de um peso cultural extremamente importante”. “Expor no Brasil é sempre significativo, pois a arte, a arquitetura e o paisagismo do país me influenciaram muito e estão inerentemente presentes em minha obra”, afirma.

Para o artista, uma pedra encontrada na paisagem possui uma configuração escultórica. “São esculturas antes da escultura”, afirma. Sem opor o mundo natural ao mundo industrializado, o artista busca a capacidade de reconhecer as formas primárias e, a partir de gestos mínimos e cores sutis, encontrar sua poesia. Além das esculturas, estará na exposição a pintura “The fact of constantly returning to the same point or situation” (2025), em serigrafia e tinta vinílica sobre linho cru, com 180 x 210 x 06 cm.

As esculturas foram concebidas especialmente para a exposição, e para desenvolvê-las, Jose Dávila estudou tudo milimetricamente, criando protótipos, de modo a ter a ideia mais aproximada possível do espaço que utilizará. Ele reproduziu em seu ateliê, em Guadalajara, o espaço da galeria em escala real, e passou a trabalhar dentro dele. As dimensões e proporções das obras respondem diretamente à arquitetura.

Para “Natural Forms” (Formas naturais), Jose Dávila aprofundou a afinidade entre sua pesquisa e o Rio de Janeiro através do Neoconcretismo. Ao recordar o Manifesto Neoconcreto, redigido pelo poeta e crítico de arte Ferreira Gullar e assinado por Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark e Lygia Pape, entre outros artistas, o artista observa que o movimento carioca marcou uma separação em relação ao Concretismo de São Paulo, deslocando a geometria de um campo estritamente racional para uma experiência mais intuitiva, orgânica e sensível. “Tento fazer as mesmas perguntas que os artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto: como levar uma intuição orgânica, sutil e suave à forma geométrica com materiais industrializados?”.

Até 08 de novembro.

Memória, materialidade e crítica sociocultural.

08/set

 

A GAMeC, Bergamo, Itália, apresenta “Eau”, a primeira exposição individual em uma instituição italiana da artista angolano-portuguesa Ana Silva (Calulo, 1979). Concebida para o Spazio Zero da GAMeC, a exposição de Ana Silva foi desenvolvida em colaboração com uma rede de bordadeiras locais, convidadas pela artista a intervir em suas obras têxteis, abordando uma das crises mais urgentes do nosso tempo: o acesso à água.

Na produção de suas obras, Ana Silva confia inicialmente os temas que concebe e desenha a bordadores angolanos – pois, em Angola, apenas homens têm permissão para utilizar máquinas de costura – antes de finalizar os trabalhos pessoalmente, acrescentando à mão decorações, brilhos e lantejoulas. Por meio da linguagem do bordado – tradicionalmente associada ao cuidado, à memória e à resistência -, a artista denuncia a escassez de água e revela uma realidade na qual a água é considerada um privilégio, e não um direito.

A prática artística de Ana Silva desenvolve-se na interseção entre memória, materialidade e crítica sociocultural, dialogando com os efeitos da globalização, do consumo e dos fluxos transcontinentais. Sua obra ganha forma através de um gesto que é, ao mesmo tempo, simples e radical: o resgate de têxteis, práticas e formas de saber feminino há muito relegados à esfera privada, agora adotados como parte da linguagem artística contemporânea.

As obras apresentadas na exposição dialogam com a ecologia enquanto campo relacional que conecta corpos, materiais, histórias e sistemas de produção. Silva reflete sobre quais histórias podem ser narradas a partir daquilo que foi esquecido ou descartado. Assim, a prática têxtil, a pesquisa social e a consciência ambiental entrelaçam-se no espaço expositivo, oferecendo uma reinterpretação crítica do cotidiano.

Uma robusta seleção de 33 artistas.

02/set

A Galatea participa da 16ª edição da ArtRio, que acontece entre 16 e 20 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A galeria apresenta uma seleção de 33 artistas que atravessa diferentes gerações e contextos da arte moderna e contemporânea, reunindo nomes fundamentais da produção brasileira, artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, além de jovens talentos emergentes.

A robusta lista de artistas para o estande da Galatea na ArtRio 2026 reúne Anísio O. Couto, Arthur Palhano, Bogdan Koshevoy, Carlos Cruz-Díez, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Ernesto Neto, Francisco Galeno, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Gabriella Marinho, Grauben do Monte Lima, Guilherme Gallé, Hércules Barsotti, Ione Saldanha, Jac Leirner, Jaider Esbell, Joji Ikeda, Jorge Guinle, Leo Battistelli, Maíra Dietrich, Mari Ra Chacon, Mucki Botkay, Park Chae Biole, Park Chae Dalle, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Silia Moan, Tito Terapia, Tomie Ohtake e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre diferentes momentos e vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando experiências ligadas à abstração geométrica e construtiva, à pintura figurativa, às práticas têxteis e a pesquisas que exploram a materialidade por meio da cerâmica, da madeira e de outros suportes.

Mosaico vibrante da cultura brasileira.

28/ago

A rua pulsa. Respira histórias, abriga encontros, guarda memórias em movimento. É nesse fluxo, entre passos, motores, olhares e afetos, que o Brasil se revela e se reinventa todos os dias.

Em cartaz até 11 de outubro, a exposição inédita “Celebrar as ruas: 50 anos de Fiat e brasilidade na Casa Fiat de Cultura” convida a mergulhar nessa paisagem viva, onde arte, celebrações, moda e automóveis se entrelaçam para contar uma história coletiva. Com 112 obras de arte, 104 fotografias, vídeos, instalações experienciais e obras site-specific, o percurso se expande em 17 looks de moda, 7 carros icônicos – incluindo os carros-conceito Dolce Camper e o Mio -, compondo um mosaico vibrante da cultura brasileira.

Entre as grandes atrações, instalações imersivas que convidam ao sentir, veículos históricos que atravessam gerações e experiências sensoriais que despertam memória, pertencimento e imaginação.

Em diálogo com os 50 anos da Fiat no Brasil e os 20 anos da Casa Fiat de Cultura, a mostra celebra caminhos, conecta tempos, imagina o futuro e convida cada visitante a viver, com intensidade, o Brasil em movimento.

Conjunto inédito de pinturas.

 

Tania Ximena: No encalço do líquen, individual da artista mexicana Tania Ximena (Hidalgo, México, 1985) segue em cartaz na Galatea Oscar Freire até o dia 17 de outubro. Explore as obras apresentadas e conheça mais sobre a pesquisa da artista em um material especial da exposição.

Da Antártica ao Golfo do México, Tânia Ximena acompanha geleiras, rios, desertos e vulcões diretamente afetados pelas mudanças climáticas – paisagens que ilustram o conjunto inédito de pinturas em grande formato apresentado na individual.

Realizada no contexto de intercâmbio entre a Galatea e a LLANO, galeria que representa a artista na Cidade do México, a mostra dá continuidade à parceria iniciada este ano com a exposição de Dani Cavalier no México. Com texto curatorial de Miguel A. López, curador-chefe do Museo Universitario del Chopo, a exposição amplia esse diálogo entre diferentes agentes da arte latino-americana contemporânea.

Um novo olhar.

27/ago

O Ministério da Cultura e a Fundação Vera Chaves Barcellos convidam para a abertura da exposição coletiva “Uma Força Estranha”, que será inaugurada no dia 29 de agosto de 2026, sábado, das 11h às 17h, na Sala dos Pomares, em Viamão, RS.
Dando continuidade à programação expositiva de 2026, dedicada à produção de artistas mulheres, “Uma Força Estranha” traz um novo olhar para o Acervo Artístico da Fundação, reunindo 53 obras de 36 artistas brasileiras e internacionais. O conjunto contempla trabalhos em desenho, pintura, gravura,  fotografia, vídeo, objeto, instalação, entre outras técnicas e linguagens. A organização é de Vera Chaves Barcellos, com expografia de Arthur Bonfim e textos de Ana Albani de Carvalho

Nas palavras de Vera Chaves Barcellos:
“Uma Força Estranha se inspira em uma das obras primas da música popular brasileira de todos os tempos, a criação de 1978, de Caetano Veloso, eternizada pela incomparável voz de Gal Costa. Em Força Estranha, Caetano traça poeticamente a defesa da criação e da linguagem artística como uma força incontida que impulsiona o/a artista a criar de forma verdadeira e atemporal. Aqui, podemos ver exemplos dessa força estranha nessas verdades expressas em suas mais diversas formas, nas obras deste conjunto de mulheres.”

Artistas participantes.

Regina Silveira, Lia Menna Barreto, Maria Lídia Magliani, Gisela Waetge, Wanda Pimentel, Karin Lambrecht, Marina Camargo, Maria Lucia Cattani, Débora Bolzsoni, Teresa Poester, Helena D’Avila, Fernanda Chemale, Romy Pocztaruk, Dione Veiga Vieira, Ío (Laura Cattani e Munir Klamt), Paula Krause, Brígida Baltar, Lurdi Blauth, Ananda Kuhn, Elaine Tedesco,  Thereza Miranda Alves, Ana Maria Tavares, Lily Hwa, Suely Anna Kelling, Vera Chaves Barcellos, Mara Alvares, Sarah Bliss, Mariana Silva da Silva, Virginia de Medeiros, Heloisa Schneiders da Silva, Carla Borba, Begoña Egurbide, Monika Funke Stern, Marlies Ritter, Teresa Puppo, Francesca Llopis.

Multiplicidade de vozes e identidades.

26/ago

A Nara Roesler, Jardim Europa, São Paulo, SP, convida no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, para a aberturada da exposição “Speaking in Tongues” (Falando em línguas), com curadoria de Magalí Arriola, que apresenta obras – esculturas, pinturas, desenhos, fotografia, objetos – dos artistas Antonio Dias, Dan Graham, Carlos Bunga, Tania Pérez Córdova, Jonathan Torres, Ann Lislegaard, Petrit Halilaj, Gino De Dominicis, Adriano Amaral, Julia Gallo e a dupla Guadalupe Rosales e rafa esparza.

A curadora explica que “Speaking in Tongues” (Falando em línguas) se opõe à “lógica contemporânea que busca nos categorizar como indivíduos – apagando todas as formas de opacidade – criando categorias e associações”. Contra essa tendência, a mostra reúne uma multiplicidade de vozes e identidades, e “reativa a especulação, o sonho e outras formas de subjetividade como estratégias para resistir à urgência de cristalizar o futuro”.

“Aquilo que se apresentava como futuro deixa de ser o lugar das grandes narrativas, previsões, promessas ou adivinhações e passa a ser, em vez disso, um campo conjectural no qual tecnologia e messianismo, medo e nostalgia, espera e utopia, conspiração e linearidade, trama e profecia se entrelaçam”, afirma Magalí Arriola. 

A mostra integra o ciclo comemorativo dos 50 anos de trajetória de Nara Roesler, e celebra o Roesler Hotel, projeto iniciado em 2004 e que, ao longo de 29 edições, acolheu artistas, curadores e ideias de diferentes partes do mundo, como um espaço de experimentação. Nesta edição especial, foi convidada a escritora e curadora Magalí Arriola, ex-diretora do Museo Tamayo, na Cidade do México, e curadora do Pavilhão do México na 58ª Bienal de Veneza (2019), e curadora chefe da Bienal Internacional de Arte e Cidade de Bogotá (Bog27) em 2027, entre muitas outras funções.

Até o dia 24 de outubro. 

Expoente da arte têxtil realiza duas exposições.

24/ago

A Nara Roesler São Paulo convida para a abertura, no dia 29 de agosto, das 11h às 15h, da exposição “Autobiografia de um fio”, com trabalhos inéditos e recentes, além da obra histórica “Zapallar Domingo II” (1957), de Sheila Hicks (1934), um dos grandes nomes da arte contemporânea internacional, e expoente da arte têxtil. A curadoria é de Luis Pérez-Oramas.

Com obras presentes nos acervos dos principais museus do mundo, Sheila Hicks há mais de seis décadas é expoente da arte têxtil. Sua prática expande as possibilidades do fio e da fibra, articulando abstração, cor, escultura, pintura e arquitetura. Nascida em 1934, em Hastings (Nebraska, Estados Unidos) e residente em Paris desde 1964. 

Simultaneamente, o Instituto Tomie Ohtake fará a mostra monumental “O que que é isso?” em torno da obra de Sheila Hicks, com um recorte histórico sobre a trajetória da artista e suas relações com a arte pré-colombiana e com a América Latina. A curadoria é de Ana Roman, Luis Pérez-Oramas e Paulo Miyada. As exposições serão acompanhadas por uma publicação conjunta do Instituto Tomie Ohtake e da Nara Roesler Books.

A exposição individual de Sheila Hicks na Nara Roesler São Paulo estava inicialmente prevista para 2020, mas o projeto foi interrompido pela pandemia. Em 2025, ao mesmo tempo em que Nara Roesler retomava a ideia de uma individual de Sheila Hicks, Paulo Miyada – então diretor artístico do Instituto Tomie Ohtake – e Ana Roman decidiram convidar a artista para uma exposição. A coincidência dos calendários, a brecha na supersolicitada agenda da artista e a relação histórica entre as duas instituições – marcada também pela amizade entre Tomie Ohtake e Nara Roesler – tornaram o momento especialmente propício para articular as duas mostras. 

As duas mostras consagradas a Sheila Hicks no Brasil fecham um circuito de exposições na América Latina iniciado no Museo Amparo (Puebla, México, 2017) e continuado no Museo Precolombino (Santiago do Chile, 2019), representando com sua presença em São Paulo um grande retorno às fontes históricas do seu trabalho como artista têxtil.

Processos de pesquisa e de criação.

17/ago

 

 

Depois de ser apresentada na rede de Institutos Cervantes, passando por Budapeste, Cracóvia, Palermo, e por último em Lisboa, a exposição “Inventário. Os objetos olham para nós” inicia sua itinerância no Brasil pela sede do Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, em Botafogo, a partir do dia 28 de agosto, seguindo posteriormente para Porto Alegre. 

Em parceria com o festival FOTORIO, na cidade carioca estará incluída na programação oficial dos eventos que o antecedem e se desdobra em duas atividades. No dia 28 de agosto, às 18h, haverá uma conversa no auditório do ICRio entre a fotógrafa da mostra, Beatriz Ruibal, e o diretor do festival FOTORIO, Milton Guran. Ambos possuem projetos de pesquisas relacionados à fotografia, memória e Guerra Civil Espanhola: durante anos, Milton pesquisou a famosa “A mala mexicana”, de Robert Capa (conjunto de cerca de 4.500 negativos fotográficos da Guerra Civil Espanhola desaparecido por mais de meio século até ser encontrado na Cidade do México em 2007). O bate-papo será sobre os seus processos de pesquisa e de criação, bem como os pontos em comum entre seus trabalhos. No mesmo dia, a partir das 19h15, será inaugurada a exposição “Inventário. Os objetos olham para nós”, que ficará em cartaz durante dois meses.

Sobre a artista. 

Beatriz Ruibal é uma premiada artista visual radicada em Madrid. Seu trabalho vem se desenvolvendo desde 1992 por meio de ensaios fotográficos, videoarte e instalações. Seus interesses estéticos, históricos e sociais derivam de sua formação em Filosofia e Comunicação audiovisual, bem como de sua pesquisa e edição literária de obras de escritores e poetas hispano-americanos e norte-americanos.

Até 28 de outubro.