A matéria como linguagem.

14/out

Entre os dias 19 e 23 de outubro, o Instituto Ling, Bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS, convida o público a acompanhar a artista Raphaela Melsohn enquanto desenvolve uma obra inédita diretamente em uma das paredes do centro cultural. O processo poderá ser acompanhado ao vivo, das 10h30 às 20h. 

Raphaela Melsohn é a última artista a integrar o projeto Ling Apresenta | Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território, com curadoria de Galciani Neves, que reúne artistas da região Sudeste em diálogo com o contexto cultural gaúcho por meio de intervenções concebidas especialmente para o Instituto Ling. Sua prática transita entre diferentes linguagens, articulando pesquisa, escultura, instalação e outros meios. A artista participou de residências em instituições como SURO (México), AZ West (Estados Unidos) e Pivô (Brasil). Em 2022, foi comissionada pelo Socrates Sculpture Park (Nova York) para desenvolver uma obra em diálogo com Subterranean Tropicália Projects: PN15, de Hélio Oiticica.

No dia 24 de outubro, às 10h, Raphaela Melsohn participa de um encontro com o público ao lado da curadora para compartilhar reflexões sobre o desenvolvimento e o resultado da intervenção. A participação é gratuita mediante inscrição. 

Após a conclusão, a obra ficará exposta para visitação até dia 19 de dezembro. 

Performance no CCBB RJ.

Com o objetivo de ampliar as discussões em torno da exposição “Amazônicas: poéticas femininas”, em cartaz até o dia 16 de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ), será realizada no dia 31 de outubro de 2026, às 15h, no Auditório do 3º andar, a palestra “Arqueologia do Feminino: Escultura Arqueológica Contemporânea”, com a curadora Sissa Aneleh e Cristiane Martins, uma das 21 integrantes da exposição. Logo após a palestra, às 16h30, a artista realizará a performance “Cirandas Matriarcais”, na rotunda do CCBB RJ.

Ambas as atividades são gratuitas e abertas ao público e irão girar em torno da instalação As Revoltosas, da artista Cristiane Martins, que integra a exposição. A palestra apresentará o processo criativo das obras, que percorre os eixos da memória, tradição, inovação e criatividade, utilizando a cultura material pré-colonial amazônica como ferramenta de experimentação artística, design decolonial, ancestralidade e ativação do protagonismo feminino. 

Sobre a artista.

Cristiane Martins é paraense e investiga e recria formas, símbolos e imaginários das culturas arqueológicas amazônicas, articulando arte contemporânea e ancestralidade. Trabalha com escultura, máscaras e objetos corporais, utilizando madeira, porcelana fria, urucum, folhas de ouro e fibras naturais. Suas obras ativam o corpo como território de memória, ritual e pertencimento, aproximando passado e presente por meio de uma poética simbólica e insurgente.

 Sobre a curadora. 

Sissa Aneleh é fundadora e diretora do Museu das Mulheres, Mestra e Doutora em Artes, historiadora de arte, diretora artística, curadora e produtora executiva. Realizou a curadoria de mais de 17 exposições, incluindo duas  circulações internacionais de exposição com artistas brasileiras na Alemanha, Museu de Arte de Bochum, Centro de Cultura de Manheim, Bienal de Arte de  Bochum e Festival de Berlim. Possui pesquisas de arte voltadas para história da arte, mulheres artistas, arte  brasileira, arte decolonial, cinema autoral feminino e poéticas curatoriais.

Diferentes formas de vida e seus ambientes.

A Simões de Assis, Curitiba, PR, apresenta até 05 de dezembro, “Entre Mundos”, exibição individual de Giulia Bianchi, com texto crítico da curadora Ana Carolina Ralston. A mostra reúne pinturas que investigam as relações entre diferentes formas de vida e seus ambientes, explorando os limites da percepção e as possibilidades de existência que escapam ao olhar humano.

Entre figuração e abstração, as obras aproximam elementos da fauna, da flora e de outros universos naturais em composições nas quais mar, terra e céu se confundem. Formas, cores e superfícies estabelecem correspondências entre espécies e paisagens, dissolvendo fronteiras e deslocando o olhar para uma trama de existências interdependentes. Ao evocar mundos que não podemos perceber por completo, Giulia Bianchi transforma a pintura em um território de passagem, onde o visível e o invisível coexistem.

Desenvolve uma pesquisa centrada na pintura e no desenho, investigando as relações entre as formas de vida e o meio ambiente. A artista constrói imagens marcadas pela sinestesia, buscando fazer com que a pintura ultrapasse o campo estritamente visual e evoque sabores, aromas, texturas, temperaturas e outras sensações. Elementos da fauna e da flora aparecem em composições que, ao transitar entre a figuração e a abstração, diluem contornos e operam na ambiguidade das formas, resultando em imagens nas quais os elementos são partes de um campo sensível e relacional.

Sobre a artista.

Giulia Bianchi nasceu em Bauru, São Paulo, SP, em 1990. Realizou residências na Cité Internationale des Arts, em Paris entre 2022 e 2023, e na Paradiesli, Suíça, em 2024. Entre suas exposições individuais estão “No limiar da imagem” (2023), Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP, São Paulo e “Festim” (2018), Museu de Arte de Blumenau. Participou de exposições coletivas como “Céu azul escuro e noturno” (2026), curadoria de Bianca Leite, Lapa Lapa, São Paulo; “Movimentos aberrantes”, curadoria de Icaro Ferraz Vidal Junior, Gruta, São Paulo; “Ginga” (2024), Le Consulat, Paris; “Kleinformate” (2024), Paradiesli, Sigriswil; “XXVI Salão Limeirense de Arte Contemporânea” Limeira, (2018), SP, Museu Histórico e Pedagógico Major José Levy Sobrinho, Limeira, SP, entre outros.

Projeto artístico que une Fotografia e História.

13/out

O Ministério da Cultura, o Itaú, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e o Banco BOCOM BBM têm o prazer de convidar para o lançamento do CEBRI Cultural e a abertura da exposição de Claudia Jaguaribe e de Raul Mourão. Em sua nova sede, na Gávea, e em parceria com a PUC-Rio, o CEBRI abre as portas para o CEBRI Cultural, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo espaço de encontros e diálogos que aproxima arte, cultura, ciência e relações internacionais.

As Bárbaras.

Projeto artístico, exposição e lançamento do livro.

As Bárbaras, de Claudia Jaguaribe, é um projeto artístico que une fotografia e história para questionar e reimaginar o papel das mulheres na formação do Brasil. Por meio de imagens contemporâneas construídas a partir de pesquisas iconográficas, o trabalho revisita personagens femininas reais que viveram entre os séculos XVI e XX. Algumas figuram nos compêndios da história brasileira, enquanto muitas outras foram esquecidas, apagadas ou relegadas à margem. Inspirado em Bárbara de Alencar, revolucionária do século XIX e ancestral da artista, o projeto reúne diferentes figuras femininas sob o nome “As Bárbaras”, evocando os sentidos atribuídos ao termo, que vão de “estrangeira” a “mulher excepcional”.

Pesquisa histórica e construção das imagens

O projeto propõe uma revisão da memória histórica dessas mulheres a partir de uma perspectiva contemporânea. Ao revisitar arquivos e imaginários do passado, busca construir novos significados e registros sobre suas vidas, suas lutas e seus legados. Mapas, gravuras, pinturas, fotografias e outros fragmentos visuais são combinados, desconstruindo e ressignificando a iconografia tradicional. A partir desses materiais, Claudia Jaguaribe cria biografias visuais que articulam documentos, representações históricas e construções imaginárias, questionando os limites entre realidade e ficção e o próprio estatuto da imagem fotográfica.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a historiadora Maria Eduarda Marques, responsável pela pesquisa e pelos textos históricos, e com a curadora Angela Berlinde, autora do texto curatorial. A perspectiva curatorial

Lançamento do livro e mesa-redonda

Durante o período da exposição, será lançado o livro “As Bárbaras”, coeditado pela Vento Leste e pela Tuí Editora. O lançamento será acompanhado de uma mesa-redonda com as mulheres entrevistadas, criando um espaço de diálogo sobre as questões abordadas no projeto e suas relações com os desafios contemporâneo.

Até 10 de março de 2027.

Obras inéditas em preto e branco.

Será aberta dia 15 de outubro, às 18h no Espaço Cultural do Hotel Praça da Matriz (HPM), Porto Alegre, RS, a exposição “Te Espero no Quarto”, com 16 desenhos do artista gaúcho Chico Baldini, radicado na Bahia.

As obras inéditas, todas em preto e branco, foram criadas com exclusividade para a mostra, que tem curadoria de Jovani Bórttoncéllo. Criados especialmente para a exposição, os trabalhos de Chico Baldini partem das histórias de uma casa concebida para a vida familiar de seu construtor, proprietário de um cabaré e de um cassino. O artista recolhe uma atmosfera de outros tempos e encontra, nela, personagens que traz à imagem. Eles surgem entre cores e sombras. Seus corpos se aproximam e se atravessam; olhos, penas e gestos passam de uma figura a outra. Os naipes atravessam a cena como sinais de um jogo ainda em curso. O pavão aparece inteiro ou disperso entre os personagens. Nele, o desejo de olhar e de ser desejado encontra forma.

Sobre o artista.

Chico Baldini nasceu em 1976, em Porto Alegre, RS, é artista visual. Graduado em Publicidade e Propaganda pela UFRGS, estudou desenho e pintura na Parsons School of Design, em Nova Iorque, e no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Viveu em São Paulo por 11 anos e depois mudou-se para Florianópolis, passando a se dedicar integralmente ao desenho e à natação em águas abertas, o que aproxima sua produção de uma dimensão corporal e rítmica. Atualmente vive em Salvador, BA, onde desenvolve uma pesquisa em desenho atravessada pelas relações entre mar, corpo e inconsciente. Participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Porto Alegre, São Paulo e Salvador e integrou, em 2011, a publicação Ilustration Now! Vol. 4 (Taschen).

Sobre o curador.

Jovani Bórttoncéllo é arquiteto e urbanista, ator e poeta, com uma prática que atravessa também a fotografia, a arte, a cenografia e a curadoria. Com mais de duas décadas de trajetória ligada à construção civil, cresceu entre obras e, aos 16 anos, iniciou sua atuação profissional na construtora da família. Em 2026, integrou a equipe vencedora do concurso que levou o Rio Grande do Sul à Bienal Brasileira de Arquitetura, com um trabalho atravessado pela memória, pelo pertencimento e pela atmosfera. Atualmente vive em São Paulo.

Até 15 de novembro. 

 

Campo expandido de linguagem.

A Galeria Estação, Pinheiros, São Paulo, SP, apresenta “Toda minúcia”, primeira exibição individual de Andre Barion em São Paulo. Com curadoria de Amanda Tavares e texto de catálogo de Omar Porto, a mostra reúne 27 trabalhos produzidos entre 2023 e 2026, muitos deles inéditos. A pesquisa do artista parte das possibilidades pictóricas e escultóricas dos tecidos, em obras que aproximam costura, pintura e escultura. A exposição ocupa o segundo andar e o mezanino da galeria.

A trajetória de Andre Barion afirma uma pesquisa que transforma o tecido em um campo expandido de linguagem, no qual gesto, matéria e imagem se articulam como formas de construção simbólica. Sua produção destaca-se no cenário contemporâneo brasileiro ao propor uma leitura sensível e estruturada da natureza, consolidando uma poética singular que articula intimidade, repetição e invenção formal.

Sobre o artista.

Andre Barion nasceu em 1996.  Desenvolve uma prática artística estruturada a partir da relação entre desenho, costura, pintura e construção espacial, articulando procedimentos que transitam entre o universo doméstico e a elaboração formal da imagem. Nascido em São Paulo, SP, iniciou sua trajetória por meio de uma investigação contínua do gesto manual, aproximando práticas cotidianas de um vocabulário visual rigorosamente construído. Sua formação se dá no entrecruzamento entre experimentação e pesquisa, consolidando uma linguagem que tensiona tradição e contemporaneidade.

Até 28 de novembro.

Pinturas de Rodrigo Bivar na Galeria Zielinsky.

Durante cerca de dez anos, Rodrigo Bivar construiu uma produção figurativa a partir de fotografias de cenas cotidianas. Por volta de 2015, passou também a investigar a abstração, primeiro por meio de construções geométricas e, posteriormente, de formas mais orgânicas. Esses dois caminhos nunca deixaram de coexistir em seu trabalho. Agora, pela primeira vez, eles se encontram fisicamente.

Esse encontro é um dos pontos centrais de “Ficção”, primeira exposição individual de Rodrigo Bivar na Galeria Zielinsky, Higienópolis, São Paulo, SP. Com texto crítico de Ana Roman, a mostra abre em 17 de outubro e reúne trabalhos inéditos produzidos ao longo de 2026, revelando diferentes desdobramentos da pesquisa do artista em torno da pintura, da cor, da forma e dos limites entre figuração e abstração.

O percurso culmina na última sala da galeria, onde Rodrigo Bivar apresenta uma obra site-specific concebida especialmente para a parede que ocupa. Sobre uma grande mata desenhada em escala arquitetônica, o artista dispõe pequenas telas com formas e seres presentes em outros momentos de sua produção. Figura e fundo, personagem e cenário, desenho e pintura passam a compartilhar um mesmo espaço, sem que procure esconder as diferenças de escala, técnica e suporte entre eles.

Nas pequenas pinturas reunidas em “Ficção”, o processo envolve desenhar, cobrir, apagar e escavar sucessivamente a superfície. Camadas de tinta se acumulam até que determinadas formas e contornos se estabeleçam. Algumas parecem sugerir personagens, gestos ou movimentos, mas escapam de uma identificação definitiva.

Até 28 de novembro.

Exposição de esculturas de Leonardo Stockinger.

09/out

“Todas as Outras Casas”, exposição individual de esculturas de Leonardo Stockinger pode ser visitada no casarão rosa da Rua Luciana de Abreu, 450, Porto Alegre, RS, onde funciona a Galeria Stockinger. Com a curadoria de Heloisa Medeiros, “Todas as Outras Casas” estabelece uma relação direta de sua obra com a ocupação dos espaços, a transitoriedade das coisas, das pessoas, seus desafios e desejos.   

A fala do artista.

“A ideia de Todas as Outras Casas é simples e vai muito de encontro com o que eu acredito. Que é a arte exercendo sua função principal de alicerce da comunicação. Compartilhar, trocar e interagir. A proposta é um encontro que celebra a arte e as conexões”.

“Os reencontros e as descobertas dos últimos meses em Porto Alegre deixaram marcas em lugares desconhecidos em mim e na minha arte. Produzi em alta intensidade, ampliei meu vocabulário e reacessei lugares de sentimento profundo. Abro as portas de casa, deixo entrar, saio e sempre volto, foi mais ou menos assim esse tempo. Muitos me viram trabalhando diariamente, foi uma vitrine a céu aberto, alguns entraram para ficar, outros deram só uma passadinha, até os acenos foram marcantes”.

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Sobre o artista

Nascido em Porto Alegre (RS) em 1980, radicado na Austrália desde 2005, Leonardo Stockinger é um escultor formado em 2009 pela Escola Nacional de Arte em Sydney, Austrália. Em 2012 formou-se no TAFE como técnico em fabricação de metais. O artista cresceu cercado por arte. O avô, Francisco Stockinger, artista austríaco-brasileiro, um dos principais escultores modernos de sua geração, o influenciou profundamente. Em 2025, apresentou a exposição “Vísceras-Corpo e Existência”, em Porto Alegre e Sydney. Em 2026 apresentou “Depois de 1000 Anos”, no Museu de Arte do Paço, com curadoria de Bernardo José de Souza.

 

Mostra celebra o fazer gráfico.

08/out

A exposição “Do museu ao ateliê, do ateliê ao museu: o que a gráfica pode imaginar?”, com curadoria de Luiz Armando Bagolin, acontece no Museu Lasar Segall, Vila Mariana, São Paulo, SP.

Reunindo gravuras de doze artistas visuais – Amália Barrio, Cláudio Caropreso, Comtrario Pereira, Francisco Maringelli, Paulo Penna, PF Cozinha da Gravura (Tauany de Freitas e Ana Luiza Perrella), Pedro Pessoa, Rafael Kenji, Raphael Giannini, Ulysses Bôscolo e Zizi Baptista -, a mostra celebra o fazer gráfico em seu campo expandido, que vai da gravura em metal e da xilogravura à monotipia e ao desenho.

No centro da exposição está o ateliê de gravura como espaço coletivo de trabalho: o lugar onde a imagem não nasce pronta, mas se constrói por etapas, é reimpressa e se transforma a cada passagem pela matriz. Os doze artistas partilham essa prática comum – muitos deles formados ou atuantes em ateliês de gravura de São Paulo – e trazem para a sala um recorte dessa produção feita a muitas mãos.

Visita guiada na Galatea.

 

A Galatea convida para uma visita guiada à exposição “Representações brasileiras – Bienal de Veneza (1978)” com Tomás Toledo e Guto Ezek, autores do texto crítico da mostra, no dia 15 de outubro, às 18h, na Galatea Padre João Manuel, Jardins, São Paulo, SP.

Será uma oportunidade de conhecer mais de perto a representação brasileira concebida por Lélia Coelho Frota para a Bienal de 1978 e conversar sobre as obras reunidas na exposição.

Estes são os últimos momentos de visitar a mostra, que encerra no dia 17 de outubro.