Bienal Internacional de Curitiba.

24/jul

Mais uma vez, o maior museu de arte da América Latina abre as portas para abrigar a Bienal Internacional de Curitiba, que chega a sua 16ª edição e tem o Museu Oscar Niemeyer como a sua principal sede. Esta edição do evento se propõe a discutir temas relevantes atuais, como os limites da tecnologia em nossas vidas e as fronteiras entre o físico e o digital, apresentando a arte como espaço de pausa e reflexão.

Importantes artistas de diversos países e continentes compartilham suas formas de ver o mundo contemporâneo em instigantes mostras que acontecem simultaneamente em vários espaços do MON.

Curadoria.

Adriana Almada, Tereza de Arruda, Ferran Barenblit, Margarida Saraiva, Windy Lv, Xiao Ge, Massimo Scaringella, Antonella Pisilli, Royce W. Smith

Até 15 de novembro.

Uma paisagem em permanente reinvenção

O Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP, Higienópolis, São Paulo, SP, exibe “Arte da Nossa Gente”, exposição inédita organizada pelo Instituto Totex, em parceria com a FAAP. A mostra reúne mais de 150 obras originais de artistas brasileiros de diferentes regiões do país, produzidas ao longo de décadas e em múltiplas linguagens, como pintura, escultura, gravura, bordado e cerâmica.

Partindo de um título que evoca a ideia de pertencimento, a exposição propõe um olhar sobre o Brasil por meio da paisagem. Em vez de buscar uma imagem única ou uma definição essencial do que seria “nossa gente”, a mostra convida o público a perceber a diversidade de experiências, memórias, técnicas e modos de vida que constituem o país. A paisagem surge como eixo curatorial por sua capacidade de revelar diferentes formas de relação com o território. As obras reunidas apresentam múltiplos modos de construir, habitar, transformar e representar o Brasil, evidenciando a riqueza de seus biomas, culturas e tradições.

Ao valorizar produções populares em diálogo com obras do acervo do MAB FAAP e de coleções convidadas, a exposição amplia repertórios e questiona fronteiras historicamente estabelecidas entre o popular, o erudito, o regional e o contemporâneo. O popular é entendido aqui como um campo vivo e plural, que se manifesta no cotidiano, na festa, na fé, no trabalho e nos saberes transmitidos entre gerações, em constante transformação.

O percurso expositivo é organizado a partir de quatro verbos: Construir, Habitar, Inventar e Moldar. Cada núcleo aborda diferentes maneiras de se relacionar com o território, desde as imagens que ajudaram a formar a ideia de Brasil até os gestos cotidianos, as narrativas imaginárias e os processos materiais que dão forma à arte.

“Arte da Nossa Gente” propõe um deslocamento de perspectiva, olhar para a paisagem brasileira como uma experiência compartilhada, feita de gestos, narrativas, técnicas e transformações. Uma paisagem em permanente reinvenção, assim como a própria ideia de quem somos.

Até 11 de outubro.

O vazio como um elemento ativo.

23/jul

A Galeria Marcelo Guarnieri, Jardins, São Paulo, SP,  apresenta, entre 1º de agosto e 19 de setembro, a exposição individual de Masao Yamamoto (Gamagori – Japão, 1957). A mostra se organiza ao redor da ideia de Ma (間), um conceito estético e filosófico japonês que descreve a pausa e o intervalo significativo entre espaços, objetos, sons, movimentos e acontecimentos e que entende o vazio como um elemento ativo que dá forma, ritmo e significado a experiência. A expografia conta com o apoio da arquiteta e paisagista Sakae Ishii.

Além das fotografias, a exposição apresenta diferentes formatos editoriais desenvolvidos pelo artista ao longo de sua carreira, como os livros em sanfona e as caixas-poemas da série Ryokan. Cada uma dessas caixas abriga cerca de seis pequenas fotografias acompanhadas por um haiku do poeta e monge zen-budista Ryōkan (1758-1831). Dispostas em vitrines, elas revelam um diálogo íntimo entre palavra e imagem, propondo ao visitante uma leitura pausada e fragmentária. 

Ao aproximar as fotografias de Masao Yamamoto da intervenção concebida por Sakao Ishii, a exposição evidencia o Ma como um princípio que organiza tanto a composição visual quanto a experiência espacial do visitante, fazendo com que os intervalos, as pausas e os vazios assumam um papel estruturante na percepção da obra. A Galeria Marcelo Guarnieri agradece a colaboração de Sakae Ishii, cuja generosidade transcende esta exposição e se insere em uma relação de amizade, diálogo e troca cultivada ao longo de anos.

Quando o museu é rio.

22/jul

Instituto Tomie Ohtake, Pinheiros, São Paulo, SP,  apresenta a exposição “Quando o museu é rio”. Em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, a exposição reúne artistas contemporâneos e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos para refletir sobre memória, território e as formas de produção de conhecimento na Amazônia.

Com curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. “Quando o museu é rio” acontece paralelamente às mostras “Viva Viva Escola Viva”, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e “Estrelas escolhidas”, individual do artista Luiz Zerbini. 

Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa. 

Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”. 

Até 16 de agosto.

A autonomia própria de Allan Weber.

A Almeida & Dale anuncia a representação de Allan Weber (1992, Rio de Janeiro).  A representação chega em um momento decisivo da trajetória do artista: Weber integra o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”, sob curadoria de Diane Lima, a partir de setembro deste ano, e realizou recentemente sua primeira exposição individual institucional no Brasil, “Existe uma vida inteira que tu não conhece”, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. 

Trabalhando com fotografia, escultura e instalação, o artista constrói seu repertório a partir da observação das dinâmicas sociais e materiais que organizam o cotidiano urbano – da comunidade 5 Bocas, no Rio, onde nasceu e vive, às condições do trabalho plataformizado ao redor do mundo. Allan Weber nomeia esse repertório “tecnologias de existência”: um saber-fazer que nasce fora dos manuais, e estrutura, com autonomia própria, a vida nas grandes cidades. 

Em 2024, Weber recebeu o SEED Award da Prince Claus Fund e realizou residência artística no Reino Unido, viabilizada pelo Nottingham Contemporary. Da experiência nasceu My Order (2025), mostra apresentada no Nottingham Contemporary e no De La Warr Pavilion. Participou também de coletivas no Brasil como Funk: um grito de ousadia e liberdade – apresentada no Museu da Língua Portuguesa, São Paulo (2025), e no Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro (2023) – e Fazer o moderno, construir o contemporâneo: Rubem Valentim, Inhotim, Brumadinho (2023). Sua obra integra as coleções do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e do Museu de Arte de São Paulo (MASP).

Mostras itinerante na Oficina Francisco Brennand.

21/jul

A Fundação Bienal de São Paulo e a Oficina Francisco Brennand anunciam a abertura da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em Recife, PE, marcando mais uma etapa do programa de mostras itinerantes. Na Oficina Francisco Brennand, a capital pernambucana recebe a exposição “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática” de 08 de agosto a 18 de outubro. A curadoria da itinerância é dos cocuradores adjuntos da 36ª Bienal, André Pitol e Leonardo Matsuhei. A exposição é assinada pela Petrobras.

Esta é a segunda vez que o programa de mostras itinerantes da Bienal de São Paulo chega a Recife. A primeira foi em 2011, quando a 29ª Bienal de São Paulo ocupou três instituições em Pernambuco: o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM), a Fundação Joaquim Nabuco e o Museu do Estado de Pernambuco. Quinze anos depois, o programa retorna ao estado e ocupa a Oficina Francisco Brennand, um complexo monumental erguido pelo ceramista e escultor pernambucano Francisco Brennand a partir de 1971 nas ruínas de uma antiga fábrica de telhas e tijolos no bairro da Várzea, às margens do rio Capibaribe, cercado por remanescentes de Mata Atlântica.

A itinerância de Recife reúne obras de 14 participantes: Akinbode Akinbiyi, Alberto Pitta, Forensic Architecture/Forensis, Helena Uambembe, Julianknxxx, Metta Pracrutti, Ming Smith, Nádia Taquary, Rebeca Carapiá, Shuvinai Ashoona, Suchitra Mattai, Vilanismo, Wolfgang Tillmans e Zózimo Bulbul.

“Receber a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na Oficina Francisco Brennand é um marco para o museu-ateliê e para a cultura pernambucana. Essa colaboração inaugura o ciclo de celebrações do centenário de Francisco Brennand. Mais do que acolher uma das mais importantes exposições de arte da América Latina, estamos fortalecendo um espaço de diálogo entre diferentes saberes e perspectivas, preservando o legado de Francisco justamente por mantê-lo vivo, em permanente conversa com o nosso tempo”, pontua Marcos Baptista, presidente da Oficina Francisco Brennand.

Provocando inspiração e reflexão.

Com oito anos de trajetória, o fotógrafo Bruno Guerchon fará sua primeira exposição individual a partir do dia 1º de agosto na Ava Galleria, localizada na Fábrica Bhering, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ. Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra “Inspiração e Reflexão” apresentará 16 fotografias recentes e inéditas, produzidas pelo artista desde 2024 até hoje. A abertura da mostra acontecerá durante o “Bhering de Portas Abertas”, evento realizado no primeiro sábado de cada mês, com os ateliês e galerias do polo cultural abertos ao público.

“Como diz o título da exposição, minha intenção é provocar inspiração e reflexão nas pessoas através das minhas obras. Quero que enxerguem beleza no mundo, questionem suposições e, quem sabe, se conectem com algo mais profundo da experiência humana”, afirma o artista.

Sobre o artista. 

Bruno Guerchon nasceu no Rio de Janeiro, em 1986, cidade onde vive e trabalha. Desenhista nato, autodidata, graduado em ciência da computação. desde 2018 atua profissionalmente como artista visual, produz imagens em projetos próprios. Sua aspiração principal é criar arte que convide as pessoas a parar e refletir. Fotografa há mais de dez anos, mas foi em 2018 que a fotografia se tornou profissão. Nos últimos anos, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, como “Ava Art Festival”, Enokojima Art Center, Osaka, Japão;  “Art Shopping”, Carroussel Du Louvre, Paris, França; “Bela Bienal”, Cable Factory, Helsinque, Finlândia, e exposições em São Paulo, como “150 anos do Jockey Club São Paulo” e mostras coletivas na própria Fábrica Bhering.

Até 15 de agosto.  

 

Produção artística brasileira contemporânea.

20/jul

Mostra inédita “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento”, com curadoria de Aldones Nino e Bruna Levi, integra a 16ª edição de uma das mais importantes bienais do mundo e apresenta um panorama da produção artística brasileira contemporânea.

O Brasil participará pela primeira vez da Bienal de Gwangju, na Coreia do Sul, com um pavilhão nacional. Integrando a 16ª edição do evento, considerada uma das principais bienais de arte contemporânea do circuito internacional, a exposição “Devorações do Amanhã – Brasil em rebento” será apresentada entre 05 de setembro e 15 de novembro de 2026, no Gwangju History & Folk Museum, reunindo obras de 35 artistas brasileiros de diferentes gerações, regiões e linguagens. A curadoria é de Aldones Nino e Bruna Levi, que propõem uma leitura da produção brasileira a partir da tradição antropofágica, atualizada como ferramenta crítica para refletir sobre as transformações sociais, ambientais e tecnológicas do presente.

Em diálogo com o tema da Bienal, “You Must Change Your Life”, dirigido artisticamente por Ho Tzu Nyen, o projeto brasileiro investiga modos de imaginar futuros possíveis diante das crises contemporâneas. Pintura, escultura, fotografia, vídeo, instalação e performance compõem um percurso que atravessa questões como ancestralidade, meio ambiente, inteligência artificial, memória e fabulação política. Entre os destaques estão diversas obras inéditas produzidas especialmente para a ocasião, além de trabalhos desenvolvidos durante uma residência artística em Seul por artistas convidados.

Segundo os curadores, o pavilhão não pretende funcionar apenas como representação institucional do país, mas como uma plataforma de diálogo entre diferentes realidades culturais do Sul Global. A exposição “Devorações do Amanhã” toma a antropofagia como um gesto de assimilação crítica das urgências do presente, propondo a ideia de “rebento” como imagem de nascimento, transformação e reinvenção coletiva. A mostra também evidencia a amplitude material da produção brasileira atual, reunindo desde pesquisas baseadas em pigmentos naturais, cerâmica e saberes tradicionais até investigações envolvendo inteligência artificial, linguagens digitais e novas tecnologias.

Participam da exposição Adriana Varejão, Alex Červený, Ayla Tavares, Cinthia Marcelle, Estevan Davi, Herbert De Paz, Heloisa Hariadne, Isabella Guedes, Ivens Machado, Jonas Arrabal, Josi, Laís Amaral, Lais Myrrha, Lucas Lugarinho, Luiza Crosman, Manauara Clandestina, Marcela Cantuária, Marcos Chaves, Maria Lira Marques, Mariana Rocha, Márcia Falcão, Maruan Sipert, Nathan Braga, Panmela Castro, Patrícia Abbott, Rayana Rayo, Sara Ramo, Ventura Profana, Vicente de Mello, Vinicius Gerheim, Vivian Caccuri, Shinji Nagabe, Walla Capelobo, Xadalu Tupã Jekupé e Yhuri Cruz, reafirmando a diversidade de perspectivas que marca a arte contemporânea brasileira no cenário internacional.

O  Pavilhão Brasileiro poderá ser visitado de 05 de setembro a 15 de novembro de 2026, no Gwangju History & Folk Museum, durante a Bienal de Gwangju.

Um caminho de cultura, história e diversão.

17/jul

A edição de férias de inverno 2026 do Caminhos da Matriz está chegando e com novidades. O roteiro cultural que percorre mensalmente alguns dos prédios históricos ao redor da Praça da Matriz, Porto Alegre, RS, e que já faz parte da tradição porto-alegrense traz, pela primeira vez, a Pinacoteca Ruben Berta para o percurso.

Nesta edição, as senhas serão limitadas a 105. Elas devem ser retiradas a partir das 13h30 do dia 25 na entrada do Palácio da Justiça. O percurso tem início às 14h, com a visita ao Memorial do Judiciário, ao Memorial do Ministério Público e à Pinacoteca Ruben Berta. Um programa de visitas mediadas gratuitas, que apresenta mensalmente uma combinação diferente de três dos prédios históricos no entorno da Praça da Matriz.

Então já programe-se, no Palácio da Justiça, às 13h30 do dia 25 de julho, para garantir seu lugar. Venha conhecer mais sobre esses espaços que são parte importante da história de Porto Alegre em um caminho de cultura, história e diversão.

A Pinacoteca Ruben Berta é constituída por uma coleção criada por Assis Chateaubriand – mais conhecido como Chatô (1892-1968), a figura mais influente do rádio, imprensa e televisão brasileira no século XX. A coleção de 125 obras foi doada pelos Diários Associados de Chatô à Prefeitura de Porto Alegre em 1971 e está conservada no casarão localizado na Rua Duque de Caxias, 973, restaurado e reinaugurado para esta finalidade em 2013. 

Em cartaz está a exposição “Para mostrar o mundo: objetos do cotidiano”, realizada sob curadoria de Katia Prates. A curadora – que também é artista e professora do Departamento de Artes Visuais e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Ufrgs – selecionou um conjunto de pinturas, gravuras e desenhos pertencentes aos acervos da Pinacoteca Ruben Berta e da Pinacoteca Aldo Locatelli que apresentam a clássica temática da Natureza-morta. Na mostra, estão obras de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Carlos Scliar e Eliseu Visconti.  

Bate-papo gratuito e aberto ao público.

No dia 25 de julho, às 14h, será realizada uma conversa gratuita e aberta ao público com o artista Ricardo Siri e a curadora Fernanda Lopes, na exposição PRO-POLIS, em cartaz no Museu Histórico da Cidade, de terça a domingo, das 9h às 16h. A conversa será uma oportunidade para o público conhecer a fundo o trabalho do artista e as obras feitas com cera, mel e própolis, vindos do Meliponário do artista.