O artista Zéh Palito (Limeira, 1986), pintor, é um contador de histórias. A Simões de Assis, Jardins, São Paulo, SP, anuncia exposição entre 26 de setembro e 07 de novembro.
Sua prática oferece uma perspectiva visual sobre a vida diária da diáspora africana contemporânea. Seus personagens são posicionados em uma postura de poder que demonstra uma autoidentidade positiva, imbuídos de contentamento e respeito. Os retratos são permeados por símbolos, adornos, estampas, flores, frutas tropicais, piscinas e carros, os sujeitos são os protagonistas de suas narrativas. Zéh Palito trabalha em escalas variadas, pinturas site-specific, telas pequenas a dimensões monumentais, além de esculturas em fibra de vidro e alumínio e mosaicos em azulejo, material que tem sido incorporado também em suas pinturas.
O universo familiar do artista se manifesta como território de memória, atravessado pela musicalidade do samba e do hip-hop e por um vasto repertório de referências e heranças culturais brasileiras, africanas e norte-americanas. Zéh Palito adiciona elementos de uma iconografia midiática, incluindo roupas e marcas, em uma figuração que reflete seu extenso repertório de referências à história da arte e ao gênero do retrato. Elemento fundamental de sua prática é elevar e inspirar vozes e sujeitos sub representados ao propor visões encantadoras para o presente e o futuro. O artista já produziu murais em mais de 30 países pelas Américas, África, Europa, Oriente Médio e Ásia.
Principais exposições coletivas: “When We See Us”, curadoria de Koyo Kouoh, Museum Zeitz MOCAA, Cape Town, itinerou pelo Kunstmuseum Basel – Gegenwart, Basileia, Suíça; Bozar – Centre for Fine Arts, Bruxelas, Bélgica; e Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia; “The Culture”, Baltimore Museum of Art, Baltimore; “Femmes”, curadoria de Pharrell Williams, Perrotin, Paris; “Color of the times”, Leeahn Gallery, Seoul; “Between the World and Me”, Museum of Contemporary Art of Querétaro, México; “Afro Brasilidades”, curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães, FGV Arte, Rio de Janeiro; “The Speed of Grace”, Simões de Assis, São Paulo; “Vai Saudade”, Zéh Palito e Heitor dos Prazeres, Simões de Assis, Curitiba; “Quilombo: vidas, problemas e aspirações do negro”, Instituto Inhotim, Brumadinho; e “Vidas Negras do Brasil”, Museu Afro Brasil, São Paulo.
Principais exposições individuais: “Cars, Pools and Melanin”, Perrotin Gallery, Nova York; “Tropical Diaspora”, Eubie Blake Cultural Center, Baltimore; “We saw the future”, Gallery Idrawalot, Berlim; “Between the World and me”, Fundación AMMA, Queretaro, México; “Zéh Palito – Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, MAC Bahia, Salvador; “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, Simões de Assis, São Paulo.
Seus trabalhos estão nas coleções ICA – Institute of Contemporary Art, Miami, EUA; PAMM – Pérez Art Museum Miami, USA; El Museo del Barrio, Nova York, EUA; Baltimore Museum of Art, Baltimore, EUA; Rennie Museum, Vancouver, Canadá; MACQ – Museo de Arte Contemporâneo Querétaro, México; AMMA – Fundación Amparo y Manuel, Cidade do México; The Xiao Museum of Contemporary Art, Rizhao, China; X Museum, Pequim, China; MAC Bahia, Salvador, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil.



























