Dois autores que entendiam estrutura e percepção.

09/set

A Galatea participa da Independent 20th Century Art Fair, que acontece de 24 a 27 de setembro em Nova York, USA. Para a feira, a galeria apresenta um estande em parceria com o Instituto Ubi Bava, com obras do pintor e arquiteto brasileiro Ubi Bava (1915-1988), autor de uma prática que transita entre a abstração geométrica, o cinetismo e as pesquisas óticas que marcaram a arte brasileira das décadas de 1950 a 1980.

Realizada pela primeira vez na atual sede da Sotheby’s, no icônico Breuer Building, na Madison Avenue, a feira oferece um contexto particularmente significativo para a apresentação de Ubi Bava. Exibir Ubi Bava em um edifício projetado por Marcel Breuer, um dos nomes centrais da arquitetura modernista do século XX, significa colocar em diálogo dois autores que entendiam estrutura e percepção como campos inseparáveis.

A apresentação na Independent, com foco especial entre os anos 1950 e 1970, também permite lançar um novo olhar sobre uma produção desenvolvida ao longo de mais de três décadas, revisitando a obra e o legado de Ubi Bava e ampliando sua circulação internacional, já presente em coleções norte-americanas como as do Museum of Fine Arts, Houston (MFAH), e da Cisneros Fontanals Art Foundation (CIFO), em Miami.

Esse movimento dá continuidade a um trabalho de pesquisa, preservação e difusão desenvolvido desde 2012 pelo Instituto Ubi Bava. Em 2024, esse percurso ganhou novo fôlego com a publicação de “Ubi Bava – uma homenagem”, primeira monografia dedicada ao artista, e segue atualmente com o desenvolvimento de um projeto de exposição individual institucional itinerante, previsto para 2027 e 2028.

Superando os limites do espaço e do tempo.

08/set

A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, dedicada ao trabalho de Ismael Nery (1900-1934), pintor, desenhista, arquiteto, decorador, cenógrafo e poeta, investiga a trajetória de um dos artistas mais inquietantes do Modernismo Brasileiro. 

Ismael Nery apropriou-se de linguagens como a ilustração, o cubismo e o surrealismo, alterando-as a partir de suas próprias inquietações. Em pinturas, desenhos e poemas, o corpo tornou-se o lugar onde ele investigou a instabilidade da identidade, a fusão entre os gêneros, a corrupção da matéria e o desejo religioso de superar os limites do espaço e do tempo. 

A mostra reúne cerca de 230 obras, entre desenhos, pinturas, retratos, autorretratos e composições com figuras humanas sensuais, muitas vezes andróginas, algumas ameaçadoras, que operam na fronteira entre o afeto e a violência, o desejo carnal e o trauma da finitude. 

Desde sempre compreendido como uma das vozes mais singulares da arte brasileira, Ismael Nery tem sua trajetória revista pela Pinacoteca nessa mostra panorâmica que apresenta suas contradições, sua densidade teórica e a radicalidade de suas invenções.

Em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

Sobre o artista.

Ismael Nery (Belém, PA, 1900 – Rio de Janeiro, RJ, 1934) foi pintor, desenhista, arquiteto, cenógrafo, ilustrador e poeta. Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes em 1917 e complementou seus estudos na Académie Julian, em Paris, em 1920. Em suas viagens à Europa, entrou em contato com expoentes do surrealismo e do cubismo, como André Breton, Marcel Noll e Marc Chagall, desenvolvendo, contudo, uma poética própria pautada pelo Essencialismo. Autor de uma vasta produção gráfica e pictórica focada na figuração humana, na anatomia, na androginia e na retratística, faleceu precocemente aos 33 anos em decorrência de complicações da tuberculose. 

Sua filosofia fundamentava-se no desprendimento das noções de tempo e espaço, buscando na criação o desdobramento do “eu” e a revelação de uma verdade imutável situada por trás das formas efêmeras da matéria. Essa busca traduziu-se no recorrente tema da androginia e da duplicidade. Em suas telas, corpos desprovidos de gênero definido, figuras calvas e duplos espelhados se fundem em um abraço sensual ou melancólico. Exemplo central desse procedimento é a obra Autorretrato com Adalgisa (sem data), na qual a face do artista e a de sua esposa, a escritora e poeta Adalgisa Nery (1905-1980), aparecem sobrepostas e portadoras dos mesmos traços anatômicos, sugerindo manifestações complementares de um único organismo espiritual. Em outras obras, Ismael Nery desestrutura a anatomia das figuras humanas – expondo suas vísceras para depois reconstituí-las enquanto unidade. Em obras como Visão Interna – Agonia (1931) e Eternidade (1931), o corpo surge aberto, visceral e fragmentado: as entranhas humanas articulam-se com a paisagem e com a terra, convertendo o sofrimento em meditação sobre a mortalidade e a eternidade.

Intervenção artística inédita.

O processo de criação também pode fazer parte da experiência do público.

O Instituto Ling, Porto Alegre, RS,  abriu seu espaço para que visitantes acompanhassem a artista paulista Juliana dos Santos enquanto desenvolvia uma obra inédita diretamente em uma das paredes do centro cultural.

Por uma “geografia da ação”: corpo, matéria, território.

Pensar o Brasil a partir de seus agentes artísticos e de suas respectivas regiões pode nos colocar diante de uma complexa teia de interações: a biodiversidade dos nossos biomas e como esses integram as relações entre corpo e território, as manifestações culturais tão próprias de cada lugar que atravessam os procedimentos artísticos e informam como artistas se compreendem no mundo, as diferentes formas como os sistemas das artes se organizam e apresentam possibilidades de trabalho para as comunidades artísticas locais. Diante de toda essa efervescência poética e cultural, tão celebrada pelo projeto Ling Apresenta, esta edição, que ocorrerá ao longo de 2026, destaca a matéria-prima como instância que vem carregada do entrelaçamento entre as questões citadas e a singularidade das mãos, dos territórios, das identidades e das linguagens de quem dela usufrui. O projeto curatorial que responde pela região Sudeste apresenta intervenções de Rubiane Maia (Minas Gerais/Espírito Santo), Advânio Lessa (Minas Gerais), Juliana dos Santos (São Paulo) e Raphaela Melsohn (São Paulo), que evidenciam a matéria-prima como elemento organizador de gestos, de procedimentos, de modos de fazer arte e de inventar linguagens. As trajetórias e processos de criação de Rubiane, Advânio, Juliana e Raphaela são indissociáveis de seus manejos e aprendizados com a matéria-prima. Em suas experimentações, matéria-prima, corpo, contexto e métodos constituem o que podemos chamar, como nos propõe o geógrafo e professor Milton Santos, de uma “geografia da ação”. Assim, vemos o ateliê, os espaços de trabalho, o território poético e o lugar de origem de cada artista referendando-se, de diferentes maneiras, como a matriz de cada “pedaço de matéria”. E a matéria, por sua vez, acontece nos trabalhos como uma fração muito específica de uma realidade social, afetiva, ambiental; como agente mediador de um labor com o lugar onde o trabalho se dá; como mobilizadora de uma busca de sentido estético e de pertencimento. Assim, as intervenções propostas ressaltam como o tempo/espaço de criação é produzido e praticado, numa ação de coesão entre processos de experimentação com a matéria e suas experiências de significação. 

Galciani Neves

Detalhe da exposição Juliana dos Santos: Temporã, realizada na Pinacoteca de São Paulo, em 2025.

Até 03 de outubro. 

Memória, materialidade e crítica sociocultural.

 

A GAMeC, Bergamo, Itália, apresenta “Eau”, a primeira exposição individual em uma instituição italiana da artista angolano-portuguesa Ana Silva (Calulo, 1979). Concebida para o Spazio Zero da GAMeC, a exposição de Ana Silva foi desenvolvida em colaboração com uma rede de bordadeiras locais, convidadas pela artista a intervir em suas obras têxteis, abordando uma das crises mais urgentes do nosso tempo: o acesso à água.

Na produção de suas obras, Ana Silva confia inicialmente os temas que concebe e desenha a bordadores angolanos – pois, em Angola, apenas homens têm permissão para utilizar máquinas de costura – antes de finalizar os trabalhos pessoalmente, acrescentando à mão decorações, brilhos e lantejoulas. Por meio da linguagem do bordado – tradicionalmente associada ao cuidado, à memória e à resistência -, a artista denuncia a escassez de água e revela uma realidade na qual a água é considerada um privilégio, e não um direito.

A prática artística de Ana Silva desenvolve-se na interseção entre memória, materialidade e crítica sociocultural, dialogando com os efeitos da globalização, do consumo e dos fluxos transcontinentais. Sua obra ganha forma através de um gesto que é, ao mesmo tempo, simples e radical: o resgate de têxteis, práticas e formas de saber feminino há muito relegados à esfera privada, agora adotados como parte da linguagem artística contemporânea.

As obras apresentadas na exposição dialogam com a ecologia enquanto campo relacional que conecta corpos, materiais, histórias e sistemas de produção. Silva reflete sobre quais histórias podem ser narradas a partir daquilo que foi esquecido ou descartado. Assim, a prática têxtil, a pesquisa social e a consciência ambiental entrelaçam-se no espaço expositivo, oferecendo uma reinterpretação crítica do cotidiano.

Reabertura do 39º Panorama da Arte Brasileira.

04/set

O MAM São Paulo apresenta a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, marcando o retorno do museu à sua sede no Ibirapuera após a reforma da Marquise. Com curadoria de Diane Lima, a mostra reúne 33 artistas de 13 estados de todas as regiões do Brasil – entre eles Allan Weber, Amorí, Anti Ribeiro, Arorá, Bárbara Banida, Biarittzzz, Chacha Barja, Darks Miranda, Fykyá Pankararu, Jota Mombaça, Kuenan Mayu, Lia D Castro, Nazas, Oto Ferreira e Rose Afefé. 

Inspirada no pensamento da filósofa Denise Ferreira da Silva, a curadoria parte da pergunta: o que se torna possível quando a obra de arte recusa qualquer coisa que possa ser imediatamente dita sobre ela? Diane Lima examina como a “reviravolta epistemológica” das últimas décadas – impulsionada pelo feminismo negro, pelas políticas afirmativas e pelas transformações raciais na sociedade brasileira – reconfigurou a arte brasileira, identificando nas obras selecionadas o que chama de “formas oceânicas, porosas e monstruosas”: práticas que desestabilizam geografias mentais, recusam classificações rígidas e propõem um exercício radical de imaginação como movimento coletivo de liberação.

Em 12 de setembro.

Festival de Arte do Térreo.

02/set

Tomado pela onda dos festivais, o curador e produtor de artes visuais Paulo Branquinho apresenta a mostra coletiva “Festival de Arte do Térreo”. Ocupando com pinturas e objetos todo o andar térreo do Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, o evento se estende à Praça da área externa, onde serão instaladas esculturas de médio e grande porte. A abertura será no dia 10 de setembro, a partir das 16h, e no dia 18 haverá uma confraternização com os artistas, mesma data da inauguração do Festival de Bandeiras do Rio, também idealizado e produzido por Paulo Branquinho.

Com duas edições já realizadas no local em 2018 e em 2019, a nova edição retoma a proposta dos anos anteriores, promovendo o intercâmbio artístico com a apresentação de obras inéditas de artistas de diferentes origens e gerações.

“Nessa exposição, estaremos agregando a pintura e o bidimensional, com amplo aproveitamento do espaço expositivo, das paredes ao chão, e já contando com a adesão de artistas consagrados de nossa arte brasileira, como Gianguido Bonfanti, Luiz Aquila, Robson Macedo, Rubem Grilo, entre outros nomes que se unem aos escultores numa grande celebração cultural. Desta forma, queremos contribuir com o colorido cultural da Primeira Semana de Arte do Rio”, afirma Paulo Branquinho. O evento será segmentado em três módulos: “Pessoas, cidades e afins”, com obras figurativas, “Abstratos e geométricos” e “Obras de jardim”, para as esculturas de médio e grande porte.

Entre os artistas confirmados, estão Adriana Maciel, Albenzio Almeida, Alexandre Magno, Ana Durães, Andréa Facchini, Ângelo Milani (SP), Anita Fiszon, Carlos Muniz (MG), Edson Landim, Eric Collette, Fernando Borges, Gerson Ipirajá (CE), Gianguido Bonfanti, Lara Milani (SP), Lina Zaldo, Lorena Olivares (Chile), Luiz Aquila, Nelson Sadala, Pablo das Oliveiras, Robson Macedo, Rubem Grilo.

Até 17 de outubro.

Exposição Amazônicas: Poéticas femininas.

31/ago

Inaugurada na semana do Dia da Amazônia, mostra terá obras de artistas mulheres do Pará, Acre e Amazonas, e também será apresentada no metaverso, com experiência imersiva.

A Amazônia é um território historicamente marcado por mulheres protagonistas, pioneiras e fundamentais para a formação cultural do Brasil. Partindo desta ideia, a exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” chega ao Centro Cultural Banco do Brasil, Centro, Rio de Janeiro no dia 02 de setembro, apresentando a potência da arte contemporânea produzida por mulheres, de diferentes gerações. O Dia da Amazônia, instituído em 2007 e celebrado no dia 05 de setembro, reforça a importância da Amazônia e estimula a conscientização sobre sua preservação.

Sobre a técnica ancestral da feltragem.

O Paço Imperial, Centro, Rio de Janeiro, RJ, apresenta dia 05 de setembro conversa com Kyria Oliveira sobre a pesquisa e os processos criativos da exposição Micélio, entre o fim e o começo de tudo, marcando o encontro entre a artista e a curadora de arte e poeta Alexia Carpilovsky para apresentar a técnica ancestral da feltragem em lã natural e os caminhos que deram origem à mostra.
A atividade propõe um mergulho na pesquisa que deu origem à série “Micélio”. Kyria Oliveira compartilhará sua experiência de campo realizada na Argentina e no Peru, onde entrou em contato com comunidades que preservam a técnica ancestral da feltragem com lã natural – um saber preservado, em grande parte, por mulheres. Pouco difundida no Brasil, onde o clima tropical não favorece a cultura da lã, a feltragem permanece viva em regiões de clima mais frio, onde a criação de ovelhas faz parte do cotidiano.
Alexia Carpilovsky participa do encontro trazendo reflexões sobre as relações entre arte contemporânea, memória e tradição. Integrante da equipe de comunicação do Instituto PIPA, desenvolve projetos que exploram a interseção entre artes visuais e literatura, costurando imagens e palavras.

Pesquisas sobre o espaço e seu entorno.

28/ago

CHÃO e|and CHAOS + AQUI, de João Modé, abriu no porão do Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, na PUC-Rio, como parte da mostra Respiração, coletiva que inaugura a ART CUT’26, a Trienal de Arte das Universidades Católicas. Com o tema Exercícios de Empatia e curadoria-chefe de Nuno Crespo, Respiração conta com a cocuradoria de Luiz Camillo Osorio e Carlos Eduardo Félix da Costa e é organizada em três núcleos: Suspirar, Respirar e Conspirar.

Criada especialmente para a Trienal, CHÃO e|and CHAOS + AQUI parte das características físicas e da história do Solar, articulando elementos de sua arquitetura a pesquisas sobre o espaço e seu entorno. Entre as intervenções, Modé reveste parte do piso com argila, material amplamente utilizado na construção, em intervenções sutis que revelam detalhes do espaço e dialogam com seus arcos, o pé-direito, as dimensões reduzidas das salas e a umidade. A ocupação de Modé também incorpora objetos provenientes da pesquisa histórica do Solar, como um caramanchão de bambu, e inclui a projeção de AQUI.

AQUI, em processo desde 2009, é um filme autônomo projetado dentro da exposição. O trabalho reúne documentação fotográfica de viagens e deslocamentos realizados por Modé desde o fim dos anos 1980 e reflete sobre as relações entre fotografia, espaço, tempo e memória. A ênfase está nos lugares, em suas dimensões micro e macro, como espaços de memória afetiva e de uma geografia poética. Não aparecem pessoas; algumas vezes, apenas vozes. Nas palavras do artista, “O projeto AQUI pretende questionar o papel da fotografia na formação de uma memória espacial e temporal.” O trabalho recebeu o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia em 2012.

A exposição fica em cartaz até 15 de novembro, com entrada gratuita, no Museu Universitário Solar Grandjean de Montigny, PUC-Rio.

O filme AQUI está disponível na íntegra para assistir online.

O Clube dos Colecionadores.

27/ago

O Museu de Arte Moderna de São Paulo apresenta uma curadoria especial em seu estande na feira Rotas, marcando dois grandes momentos de sua trajetória. 

A edição 2026/2027 do Clube de Colecionadores celebra as quatro décadas do programa com tiragens exclusivas de 70 exemplares de León Ferrari, Mayara Ferrão e Rodrigo Cass. Refletindo a diversidade e a linha curatorial do MAM, a nova edição articula diferentes gerações, linguagens e debates contemporâneos. León Ferrari, figura central da arte latino-americana, cuja produção gráfica e experimental desenvolvida durante seu exílio em São Paulo será tema de uma grande exposição no museu em 2027. A dimensão sensível e metafísica surge na pesquisa de Rodrigo Cass, artista participante do 39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito. Já Mayara Ferrão, a participante mais jovem da edição, articula inteligência artificial e ancestralidade para criar imagens dissidentes que desafiam padrões hegemônicos e resgatam narrativas da tradição afro-brasileira. 

O estande se completa com o lançamento do múltiplo de Carmela Gross, desenvolvido especialmente para comemorar a reinauguração da sede do MAM São Paulo. A edição intitulada Brasil à mão livre é um desdobramento da obra homônima comissionada para o novo restaurante do museu e reinventa o mapa do país valendo-se da liberdade da arte. Nela, o território surge deformado, com estados desfigurados, ausentes ou achatados. Banhada a ouro, a obra exala um brilho sedutor que, em contrapartida, aponta para a tragédia de considerar o território apenas como fonte de extração. Para Cauê Alves, curador-chefe do museu, “A artista nos faz refletir sobre as contradições de tratarmos o mundo não como um organismo vivo, mas como um grande depósito de mercadorias que podem ser esgotadas até o limite e sem consequências para todos”.

Ao longo de quatro décadas, o Clube de Colecionadores consolidou-se como um pilar fundamental no fomento à arte contemporânea e na expansão do acervo do MAM. Mais do que incentivar o colecionismo, o programa impulsiona a criação artística ao reunir investigações conceituais e técnicas de grande relevância, um legado que se renova e pode ser conferido de perto no estande do museu durante a feira Rotas.