Côa Road Movie Um ateliê a céu aberto.

07/out

O Instituto Ling, bairro Três Figueiras, Porto Alegre, RS,  apresenta “Côa Road Movie”, exposição de Guilherme Dable e Marcelo Moscheta. Resultado de uma expedição artística realizada ao longo dos 135 km do rio Côa, no interior de Portugal, a mostra reúne desenhos, pinturas, aquarelas, fotografias e diferentes registros produzidos durante e após a travessia. 

Ao percorrerem o território da nascente à foz, sem roteiro pré-definido e em constante diálogo com a paisagem, os artistas transformaram a experiência da viagem em matéria artística. As obras refletem sobre memória, tempo, território e os limites entre expedição, viagem e ateliê, propondo um percurso sensorial por uma região marcada pela presença da natureza preservada e por vestígios milenares da ocupação humana.

Criadas a partir do contato direto com a paisagem, as obras surgem de um processo que combina observação, deslocamento, coleta e criação. Como definem os artistas: “Um rio de sedimentos e memória, uma reflexão sobre os limites entre expedição, viagem e ateliê. Mais sensorial do que narrativo, como olhar pela janela de um carro em movimento.”

A abertura acontece no dia 13 de outubro, terça-feira, às 19h, com uma conversa aberta ao público entre os artistas. No encontro, a dupla compartilhará as experiências, percursos e processos de criação que deram origem à exposição.

Sobre os artistas.

Guilherme Dable (1976, Porto Alegre, Brasil) foi um dos fundadores e co-gestor do Atelier Subterrânea, espaço independente baseado em Porto Alegre, ativo entre 2006 e 2015. Vive e trabalha a partir de Porto Alegre. Sua pesquisa abarca principalmente as linguagens do desenho e da pintura, expandindo-se para investigações que flertam com a ocupação do espaço, não se atendo somente aos suportes tradicionais das linguagens. Suas obras estão nas coleções públicas do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAM/RJ), Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Fundação Vera Chaves Barcelos (FVCB), Instituto Ling, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC/RS), Casa do Olhar Luiz Sacilotto e da Coleção Gilberto Chateaubriand, entre outras. Foi artista residente no Vermont Studio Center (Estados Unidos) em 2015, no Instituto Cultural Torus (Brasil) em 2018, e no Kristinestad Artist Residency (Finlândia) em 2024.

Marcelo Moscheta (1976, São José do Rio Preto, Brasil) é artista visual e pesquisador cuja prática articula base processual e profunda referência conceitual. Formado em Educação Artística pela UNICAMP, vive e trabalha atualmente em Portugal, onde dedica-se ao Doutorado em Arte Contemporânea na Universidade de Coimbra. Sua pesquisa parte das relações primordiais entre o homem e o meio ambiente, explorando como as intervenções humanas emergem dos atos de perambular e caminhar.

Investigando memória e conexões.

 artista visual Katia Wille investiga conexões entre a natureza-morta, o corpo feminino e a memória em exposição no Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo, Santa Teresa, Rio de Janeiro, RJ, sob curadoria de Fernanda Terra.

A ideia de suspensão encontra uma tensão particular na pesquisa elaborada pela artista Katia Wille sobre a flor como corpo e matéria. Partindo dessa investigação que permeia sua trajetória desde 2013, Fernanda Terra selecionou cerca de 20 pinturas em acrílica sobre tela produzidas recentemente e que serão apresentadas em sua mostra individual  “À Carne da Flor”, que inaugura dia 17 de outubro, sábado, às 15h. Completam o conjunto objetos em matelassê e cadernos de desenho e pesquisa da artista.

“Existe uma tentativa desse corpo de sair da forma que o abriga, porque ela já o oprime. A louça se parte, o vaso racha e seus fragmentos passam a integrar a própria composição das obras. A ruptura também aparece na madeira, nos dípticos e nos mosaicos, fazendo da fragmentação uma parte constitutiva das imagens”, afirma Fernanda Terra.

A relação entre corpo feminino, forma e contenção, pontos fundamentais nessa mostra, encontra uma camada histórica particular no próprio espaço onde será apresentada, o Centro Cultural Municipal Laurinda Santos Lobo. O lugar  leva o nome de uma mulher que desempenhou um importante papel na vida cultural do Rio de Janeiro e na circulação de artistas e intelectuais em seu tempo. A presença de Laurinda Santos Lobo estabelece uma conexão direta com um dos temas que atravessam a exposição: a experiência das mulheres em diferentes momentos históricos e as formas pelas quais suas vozes, corpos e produções encontram espaço de existência e reconhecimento.

Sobre a artista.

Katia Wille é artista visual e pesquisadora. Sua pesquisa estende-se a trabalhos têxteis, instalações e processos colaborativos, incorporando resíduos, bordado e práticas de reutilização como modos de investigar memória, materialidade e construção simbólica. Projetos como Tota Machina (2018-2026), dedicado às relações entre arte e inteligência artificial, e O Avesso do Vestir, desenvolvido no Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea (2023-2024), ampliam essa investigação para contextos tecnológicos e coletivos. Realizou exposições individuais no Brasil e no exterior, entre elas Tudo é Corpo (Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, 2025), I Wear My Insides Out (the Blanc Gallery, Nova York, 2024) e Pilotis (Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte, MG, 2022).

Até 03 de janeiro de 2027.

Uma linguagem em constante deslocamento.

Em cartaz no Museu de Arte de Blumenau, SC, a exposição “Paisagem como linguagem: entre espaço, imagem e experiência” está aberta para visitação até o dia 1º de novembro. A artista plástica gaúcha radicada na Itália Cristie Boff foi uma das escolhas da curadora Ana Zavadil para participar da mostra coletiva.

A paisagem nessa exposição, não se apresenta como cenário, ou pano de fundo, mas como uma linguagem em constante deslocamento. Ela emerge entre o que é visto e o que é vivido, entre o espaço que se habita, a imagem que se constrói e a experiência que se partilha. 

A paisagem é abordada não como motivo iconográfico, ou referência geográfica, mas como linguagem transversal, que atravessa práticas, materiais e modos de percepção. Mais do que representar o mundo, as obras operam a paisagem como campo expandido, em que o espaço, a imagem e a experimentação se articulam de forma indissociável, pois, no campo expandido, as categorias tradicionais deixam de ser fixas e passam a operar como relações. A exposição reúne obras que abordam a paisagem como linguagem e experiência, articulando espaço, imagem, corpo e signo e convida o público a experimentar a paisagem como condição compartilhada e em permanente transformação.

Artistas participantes.

Andréa Brächer, Alexandra Eckert, Cátia Usevicius, Cleci A. Serpa, Cristie Boff, Edson Possamai, Esther Bianco (in memorian), Fátima Pinto, Isa Dóris Teixeira de Macedo, Isabel Ferreira, Isabel Marroni, Ivone Rabelo, Jane Maria, Jussara Moreira, Kika Costa, Lisi Wendel, Mara Castilhos, Mari Sangoi, Márcia Marostega, Maria Cristina, Mariza Vedana, Mary Marodin, Mhel Gabbardo, Mylène d’Huyer, Paulo Abenzrragh, Rita da Rosa, Selir Straliotto, Tina Dumoncel e Virginia Ghiggi.

Diferentes possibilidades de sugerir movimento.

06/out

A xilogravura “Procura do Branco” (1966),  de Vera Chaves Barcellos, integra o material educativo da exposição coletiva “Uma Força Estranha”, em cartaz na Sala dos Pomares, na Fundação Vera Chaves Barcellos, em Viamão, RS. Na xilogravura, o contraste cromático entre as linhas verdes e as manchas laranjas sobre o fundo preto e branco, carregam a potência da obra. Criam uma sensação de movimento, como se as formas lutassem para ocupar o mesmo espaço.

Como obras relacionadas, os trabalhos de Lily Hwa e Suely Anna Kelling também exploram diferentes possibilidades de sugerir movimento em um quadro. Na gravura de Lily Hwa, o contraste entre o fundo acinzentado e as linhas escuras cria profundidade. Já na pintura de Suely Anna Kelling, formas ovaladas e traços vermelhos em meio a um vórtice azul-escuro, produzem uma movimentação orgânica e fluida.

O material educativo foi desenvolvido pelas equipes do Programa Educativo, Margarita Kremer e Ethiene Nachtigall, e do Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Vera Chaves Barcellos, por Yuri Flores Machado e João Lizardo. A partir dos três vetores de aproximação propostos por Ana Albani de Carvalho – natureza, corpo e geometrias instáveis -, o conteúdo reúne sete fichas com propostas de atividades relacionadas a 16 obras da exposição, além de reflexões sobre os trabalhos das artistas e sugestões de conteúdos audiovisuais e literários, voltadas a professores e educadores.

A individual institucional de Chico da Silva.

A Galatea tem o prazer de compartilhar a nova individual do artista Chico da Silva (Cruzeiro do Sul, Acre, 1910 – Fortaleza, 1985) And the soul is for the birds (E a alma é para os pássaros) no Nottingham Contemporary, em Nottingham, Reino Unido.

Essa é a primeira exposição individual institucional europeia do artista acreano conhecido por suas composições imaginativas, inspiradas nas tradições orais do Norte do Brasil, no folclore, nas narrativas indígenas, marcadas pelo uso de cores intensas e traços intrincados.

Reunindo obras fundamentais de diferentes momentos de sua trajetória, a mostra apresenta uma ampla seleção de pinturas que percorrem o universo visual singular de Chico da Silva – de cenas oceânicas a vastos mundos cósmicos, onde criaturas marinhas flutuam pelo espaço e seres híbridos se encontram.

A exposição, que contou com a colaboração da galeria Mendes Wood DM, convida o público a reconsiderar o legado de Chico da Silva e abre novas possibilidades de encontro com a arte indígena contemporânea brasileira em contexto internacional.

Em diálogo com a arquitetura otomana.

05/out

Artista brasileiro ocupa cisterna bizantina de 500 anos com exposição em Istambul. Em sua primeira exposição individual na Turquia, Alex Červený reúne mais de 30 obras em um complexo otomano de 500 anos, incluindo uma cisterna bizantina. Articuladas pelo espaço como um códice, as obras dialogam diretamente com a arquitetura otomana.

Durante a Semana de Arte de Istambul, realizada entre 23 e 27 de setembro, o artista brasileiro Alex Červený apresentou sua primeira exposição individual na Turquia. Intitulada Atlas of Encounters (em tradução livre, Atlas de Encontros), a mostra ocupou o Zeyrek Çinili Hamam, histórico complexo de banho turco e museu com cerca de 500 anos, projetado por Mimar Sinan, considerado o principal arquiteto do Império Otomano. A exposição reúne mais de 30 obras e permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

Instalada também na cisterna bizantina sob o hamam do século XVI, a exposição reúne trabalhos apresentados pela primeira vez, incluindo obras recém-encomendadas e peças desenvolvidas a partir da primeira visita do artista a Istambul. A arquitetura do edifício não funciona apenas como cenário: é parte fundamental da experiência proposta pela mostra.

Cores intensas em exibição em Paris.

O fotógrafo brasileiro Rafael Pavarotti ganhou exposição no Musée des Arts Décoratifs, em Paris. Em cartaz até maio de 2027, a mostra reúne mais de 200 imagens do artista paraense, incluindo capas de revistas de moda e retratos de nomes como Beyoncé, Rihanna e Harry Styles. A curadoria de “Raphael Pavarotti, photographe” é de Sébastien Quéquet.

Nascido em Belém, no Pará, Rafael Pavarotti construiu uma assinatura visual marcada por cores intensas e saturadas e por referências à cultura afro-brasileira. A exposição reúne trabalhos encomendados e projetos pessoais, passando por seus primeiros experimentos até uma série de retratos masculinos publicada pela Double Magazine em 2019. Aos 15 anos, ele deixou Belém e partiu para uma trajetória que passou por destinos nacionais e internacionais, incluindo Rio de Janeiro, São Paulo e Londres, até chegar a Paris, onde se estabeleceu em 2025.

O trabalho de Rafael Pavarotti já passou pelas páginas de alguns dos principais veículos de moda e cultura do mundo, como The New York Times, W Magazine, i-D, Dazed, Perfect Magazine e diferentes edições da Vogue. Ao mesmo tempo, construiu uma trajetória próxima de grandes grifes, com trabalhos para Balenciaga, Mugler, Balmain, Chanel, Dior e Ferragamo. Entre as personalidades que já passaram por suas lentes estão figuras da cultura pop atual, como A$AP Rocky, Addison Rae, Charli XCX e Tyla, além de Gisele Bündchen, fotografada para a campanha de primavera 2024 da Balmain.

Dialogar com diferentes formas de perceber o mundo.

30/set

Novo episódio de Depois que Tudo Foi Dito, com Josi, estreou no Arte 1. O Arte1 exibiu o terceiro episódio da série “Depois que Tudo Foi Dito”, realizada pelo MAM São Paulo a partir do 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”. O episódio tem como protagonista a artista Josi.

No episódio, Josi fala sobre sua trajetória e sobre uma prática artística atravessada por memórias de Carbonita, Caeté e do Vale do Jequitinhonha, por saberes populares e por experiências vividas durante uma residência artística no Benim. A artista compartilha seus processos com tintas naturais, preparadas a partir de materiais como feijão-preto, pequi, jenipapo, jurubeba, cascas de árvores, terras e pigmentos minerais, e conta como essas matérias vivas se transformam e participam da construção das obras.

Estruturada em episódios dedicados a artistas, curadoria e público, a série busca ampliar o conhecimento sobre o Panorama da Arte Brasileira e apresenta diferentes perspectivas sobre a exposição. As conversas aproximam as obras das trajetórias de seus criadores, do processo curatorial e das experiências dos visitantes, mostrando como a arte pode dialogar com questões presentes no cotidiano e com diferentes formas de perceber o mundo.

O 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito”.

Com curadoria de Diane Lima e gerência de projetos de curadoria de Giovanna Querido, o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito” reúne 33 artistas de 11 estados brasileiros, representando todas as regiões do país e aproximando diferentes gerações, linguagens, materialidades e modos de fazer. A exposição parte de uma reflexão sobre o que pode existir para além dos limites já estabelecidos da representação, da linguagem e da própria ideia de arte brasileira.

Panorama da Arte Brasileira.

Realizado desde 1969, o Panorama da Arte Brasileira acompanha há mais de cinco décadas as transformações da produção artística no país e ocupa um lugar fundamental na trajetória do MAM e na História da Arte Brasileira. Ao longo de suas edições, consolidou-se como uma das principais plataformas de reflexão, experimentação e discussão sobre a arte produzida no Brasil.

“Depois que Tudo Foi Dito” é uma realização do Museu de Arte Moderna de São Paulo, com exibição pelo Arte1 por meio de parceria entre as instituições. A concepção e coordenação do projeto são de Ane Tavares; a direção e edição de vídeo são de Marina Paixão; o roteiro é assinado por Ane Tavares e Juliana Pithon; e a trilha sonora é de David Menezes.

Dois artistas representados pela Galatea.

39º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP.

Quem visitar o 39º Panorama da Arte Brasileira: “Depois que tudo foi dito” no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP, Parque do Ibirapuera, curado por Diane Lima, poderá conferir obras de Ygor Landarin e Carolina Cordeiro, artistas representados pela Galatea.

Ygor Landarin (Uruguaiana, 1995) apresenta duas obras inéditas comissionadas para a exposição. Da porosidade dos bordados de “Onda mãe” à estrutura mais rígida de “Pedra pai”, o artista incorpora areia, conchas, ouriços e argila coletados em diferentes pontos da costa brasileira.

Carolina Cordeiro (Belo Horizonte, 1983) exibe “O tempo é”, instalação idealizada em 2023 e revisitada para o Panorama. Placas de zinco e espelhos artesanais se distribuem em estruturas de aço, trazendo para a sala de exposição um material familiar às construções e moradias brasileiras e presente também em outros territórios do Sul Global.

Nas obras dos dois artistas, os materiais dizem mais do que sua aparência sugere. A areia e a argila recolhidas por Ygor Landarin, assim como o zinco empregado por Carolina Cordeiro, trazem para o museu experiências ligadas a territórios brasileiros e formas cotidianas de vida. Ao lhes dar lugar na construção das obras, os artistas abrem espaço para outras maneiras de perceber, narrar e imaginar o mundo – questão que percorre esta edição do Panorama.

Até 24 de janeiro de 2027.

Presença de Brumadinho no mapa internacional.

29/set

O colecionador Bernardo Paz prepara novo museu de arte contemporânea em Brumadinho. Idealizador do Inhotim, MG, Bernardo Paz avança em um novo projeto cultural que deve ampliar ainda mais a presença de Brumadinho no mapa internacional da arte contemporânea.

O empreendimento vem sendo noticiado como um novo museu a céu aberto, localizado nas proximidades do Inhotim, instituição que Bernardo Paz começou a idealizar nos anos 1980 e que abriu ao público em 2006. Segundo informações publicadas pela imprensa, o espaço circula com nomes provisórios como Instituto Bernardo Paz e Museu das Árvores. A proposta mantém diálogo com uma das marcas mais reconhecidas da trajetória de Bernardo Paz: a aproximação entre arte, paisagem, arquitetura e natureza em escala monumental.

Bernardo Paz amplia legado cultural em Brumadinho.

As reportagens indicam que o novo projeto já teria recebido investimentos expressivos, com paisagismo em andamento, plantio de milhares de árvores e a previsão de pavilhões distribuídos em uma área cercada por mata. Também foi noticiado que o acervo reunido para o espaço pode chegar a cerca de 3 mil obras de arte contemporânea. Entre os nomes mencionados nas matérias estão artistas como Anna Maria Maiolino, Sonia Gomes e Michael Heizer. A imprensa também aponta negociações envolvendo outros artistas internacionais, em sintonia com a proposta de criar um espaço voltado à produção contemporânea em diálogo com território, memória, matéria e experiência.

Nos últimos anos, Bernardo Paz também protagonizou um movimento decisivo para a institucionalização do Inhotim, ao transferir de forma definitiva obras, galerias e parte significativa da estrutura do instituto para uma governança voltada à perenidade da instituição. Essa passagem consolidou o caráter público de um projeto que nasceu de uma coleção privada e se tornou referência cultural brasileira. 

Mais do que a criação de um novo espaço expositivo, a iniciativa aponta para a continuidade de uma visão cultural de longo prazo: produzir experiências em que arte e natureza não funcionam como cenários separados, mas como partes de uma mesma paisagem sensível, pública e transformadora.