Oficinas gratuitas de capacitação para mulheres

25/set

Como parte da exposição “Amazônicas: Poéticas femininas”, serão realizadas em outubro duas oficinas gratuitas no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). 

Nos dias 01 e 02 de outubro, será realizada a oficina de “Produção Executiva para Exposições de Artes Visuais”, com Stella Paiva, produtora cultural e gerente de produção do Museu de Arte do Rio (MAR).  

Nos dias 29 e 30 de outubro, acontecerá a oficina “Criação de Projetos de Performance”, com a artista Cristiane Martins. A programação é gratuita e exclusiva para mulheres (mediante autodeclaração). 

“Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos….”, afirma Sissa Aneleh, curadora e diretora artística da exposição “Amazônicas: poéticas femininas”.

Sobre a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”.

A exposição apresenta um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Sobre o Museu das Mulheres.

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Um importante papel na cena cultural carioca.

23/set

Na última segunda-feira, 21 de setembro, A Gentil Carioca recebeu a Medalha Pedro Ernesto, uma das principais honrarias concedidas pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

A cerimônia aconteceu na sede da Câmara e reuniu amigos, artistas, familiares e a equipe d’A Gentil Carioca para celebrar o reconhecimento à trajetória da galeria e sua contribuição para a vida cultural da cidade ao longo de seus 23 anos de história.

Os sócios Ernesto Neto, Elsa Ravazzolo, Laura Lima e Marcio Botner receberam a medalha em nome d’A Gentil Carioca e compartilharam algumas palavras durante a cerimônia. A homenagem foi conduzida pela vereadora Tatiana Roque e contou também com a presença e as palavras do secretário municipal de Cultura, Lucas Padilha.

A Medalha Pedro Ernesto é concedida a pessoas e instituições que se destacam por sua atuação na sociedade e pela contribuição à cidade do Rio de Janeiro. A homenagem reconhece, assim, a trajetória d’A Gentil Carioca e seu papel na cena cultural carioca ao longo de mais de duas décadas.

Construir outros modos de ver.

21/set

A Gentil Carioca apresenta “Ballet Noir: O Pós-Virtuosismo”, nova exposição de O Bastardo, no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, RJ. Com texto crítico de Osmar Paulino (Curador Negro), a exposição permanece em cartaz até 24 de outubro.

A partir da figura da bailarina negra, O Bastardo investiga as relações entre corpo, movimento e representação, tensionando os códigos que historicamente definiram o que é considerado arte, técnica e virtuosismo. Em diálogo crítico com a tradição da pintura europeia e com as representações da dança, o artista desloca o olhar para outras corporalidades, experiências e histórias que permaneceram à margem dessas narrativas.

Nas pinturas, O Bastardo volta-se não apenas para a beleza do movimento, mas também para aquilo que o sustenta: o esforço, o cansaço, o descanso, o gesto e a própria maquinaria do corpo. A partir de sua experiência como homem e pintor negro afro-brasileiro, o artista constrói outras possibilidades de representação, colocando em questão as hierarquias que atravessam a produção e a experiência da arte.

“Ballet Noir: O Pós-Virtuosismo” propõe, assim, uma contravisualidade, uma afrovisualidade, recusando a virtuosidade como medida de legitimidade e reivindicando outras formas de produzir e experimentar a imagem. Um manifesto visual sobre corpo, poder e a possibilidade de construir outros modos de ver.

Até 24 de outubro. 

Exposição Projeto Acervo.

A Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, convida para mergulhar na arte brasileira das décadas de 1980 e 1990 com a reabertura da exposição “Projeto Acervo – Coleção Casa de Cultura Laura Alvim”.

Preservando o legado cultural da anfitriã, Laura Alvim, a mostra reúne um recorte expressivo do acervo da casa, celebrando a riqueza e a liberdade de expressão plástica da época através de obras figurativas, geométricas e abstratas.

Nesta edição, focaliza o trabalho de artistas consagrados como Rubens Gerchman, Leonílson e Luiz Aquila, além de grandes nomes da arte nacional como Daniel Senise e João Câmara. A exposição também exibe talentos que marcaram a icônica mostra “Como vai você, Geração 80?” e continuaram explorando novas direções artísticas.

A curadoria da exposição é assinada pelas museólogas: Éricka Madeira e Thereza Khunert, 

Até 18 de outubro. 

Diálogo entre estrutura geométrica e percepção.

18/set

Artista da Galeria Mayer Mizrahi, J. Margulis participa da ArtRio – edição de 2026, em sua estreia no circuito carioca de arte. Para a feira, apresenta 26 obras em que planos sobrepostos, volumes, cor e luz criam diferentes configurações a partir do olhar do espectador. Os trabalhos estarão no espaço da Sergio Gonçalves Galeria – P3, no Pavilhão MAR.

J. Margulis desenvolve uma pesquisa que aproxima geometria, movimento e percepção. Suas obras são construídas em camadas, fazendo da profundidade e da relação entre diferentes planos elementos centrais de sua linguagem. A interação do público é parte essencial da experiência diante de sua obra. À medida que o corpo se desloca, novas relações entre as formas se revelam e a composição parece se reorganizar. É nesse diálogo entre estrutura geométrica e percepção que o artista constrói uma obra simultaneamente rigorosa e dinâmica.

Sua produção dialoga com a tradição da arte cinética e óptica latino-americana, ao mesmo tempo em que incorpora linguagem e elementos figurativos. Ao longo de sua trajetória, J. Margulis vem apresentando seu trabalho em exposições e feiras internacionais. Em 2025, realizou Speaking Volumes no Erarta Museum, em São Petersburgo. Em 2026, fez sua estreia no Brasil na SP-Arte, com a Galeria Mayer Mizrahi.

Sobre o artista.

José Margulis (Caracas, Venezuela) 1970. Vive e trabalha em Miami. Formado em Administração pela Universidad Metropolitana, iniciou sua trajetória artística na fotografia. Sua pesquisa atual articula abstração geométrica, arte cinética e investigação perceptiva. Entre suas exposições individuais, destaca-se Speaking Volumes, no Erarta Museum, em São Petersburgo, em 2025. Participou de importantes feiras internacionais, entre elas Art Basel Week, SP-Arte, Abu Dhabi Art e KIAF. Sua obra integra coleções em diferentes países e está presente no acervo do Museo Ixchel, na Guatemala. 

Exposição Afromayores abriu em setembro.

Primeira atividade do Instituto Cervantes em parceria com Instituto Pretos Novos, projeto audiovisual, fotográfico e de memória retorna ao Brasil em setembro.

Dedicada às histórias de pessoas negras e afrodescendentes com mais de 65 anos vinculadas à Espanha, a exposição itinerante “Afromayores” retorna ao Brasil em exibição na nova Galeria do Centro Cultural Pretos Novos, Gamboa, Rio de Janeiro, RJ. O projeto audiovisual, fotográfico e de memória foi criado pela jornalista e escritora Lucía Mbomío e pelo fotógrafo e documentarista Laurent Leger Adame e reúne retratos, entrevistas e arquivos pessoais para construir uma memória plural da presença negra na sociedade espanhola.

Para essa itinerância, o Instituto Cervantes do Rio de Janeiro está trazendo ao Brasil o músico brasileiro Batata. Residente há décadas na Espanha, ele é o único carioca/brasileiro retratado na exposição. Na ocasião, haverá um sarau de música e um coquetel de gastronomia afro-brasileira. O CEDINE-PIR e a Embaixada da Espanha no Brasil também apoiam a mostra. 

Sobre o projeto “Afromayores”.

O lema do projeto, “Somos porque foram”, resume a importância dessa transmissão intergeracional: compreender o presente exige reconhecer as pessoas e experiências que o tornaram possível. Ao chegar ao Brasil, a exposição estabelece um diálogo particularmente significativo com um território profundamente marcado pela história da diáspora africana. A circulação do projeto permite colocar em relação experiências negras construídas em contextos distintos e refletir sobre memória, pertencimento, deslocamento, envelhecimento e legado.

Sobre os criadores

Lucía Mbomío é jornalista atuante na televisão, escritora, diretora e roteirista de documentários. A sua trajetória profissional e literária tem abordado questões relacionadas à identidade, à memória, às diásporas africanas e às experiências afrodescendentes na Espanha.

Laurent Leger-Adame é fotógrafo e documentarista especializado em retrato e narrativa visual. Seu trabalho explora identidade, memória, dignidade e representação, combinando prática artística, documental e audiovisual.

Até 28 de novembro.

Guilherme Kid no Museu de Arte do Rio.

17/set

Com obras inéditas na galeria da Biblioteca, o artista Guilherme Kid investiga a transmissão de saberes entre gerações e territórios nas culturas negras brasileiras e afirma a ancestralidade como fundamento de criação, identidade e permanência.

Terreiros, quintais, rodas e agremiações de samba aparecem nas narrativas do artista Guilherme Kid como espaços fundamentais de formação, preservação e circulação de conhecimentos. Ao reconhecer esses lugares como legítimos produtores de saberes, o artista da Zona Oeste do Rio de Janeiro evidencia a memória compartilhada como instrumento de continuidade e afirmação das culturas negras brasileiras.

A partir dessa poética, o Museu de Arte do Rio inaugura “Quem me ensinou sabia”, primeira exposição individual de Guilherme Kid na instituição. O artista que já colaborou com o MAR em projetos anteriores retorna com um conjunto de obras inéditas. A exposição faz parte da programação do Festival ARUA Summit e conta com a curadoria da equipe MAR, formada por Marcelo Campos, Amanda Bonan, Jean Carlos Azuos e Amanda Rezende.

Em suas pinturas, Guilherme Kid parte da escuta atenta e da vivência cotidiana para investigar como conhecimentos, memórias e tradições são preservados, compartilhados e renovados. A exposição também evidencia uma assinatura visual característica da produção de Kid, marcada pela presença de temas figurativos em suas pinturas, uma de suas principais marcas registradas. Nas obras, a dimensão cotidiana se articula à memória e à ancestralidade, criando imagens que refletem sobre os vínculos entre passado, presente e futuro.

Exposição no MAM Rio e conversa na ArtRio.

Vencedores do Prêmio PIPA no ano passado, um dos mais importantes prêmios de arte contemporânea do país, os carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora participam, neste sábado, dia 19 de setembro, da exposição “Carnaval como método”, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio). No domingo, dia 20 de setembro, às 16h, eles estarão na ArtRio para a conversa “Carnaval e arte contemporânea”, ao lado de Milton Cunha e Leandro Vieira, com mediação de Alicia Cesário. Além disso, Haddad e Bora também integram a exposição “De Olhos d’Água ao Rio-Mar: Olímpia abraça o Rio de Janeiro”, em cartaz na Estação Cultural de Olímpia (ECO), em São Paulo, até março de 2027.

No MAM Rio, a exposição “Carnaval como método” leva para o espaço museológico os processos de criação desenvolvidos no Carnaval das escolas de samba do Rio de Janeiro. A mostra reúne obras inéditas comissionadas a seis carnavalescos em atividade – entre eles, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, que, no contexto fabril da Cidade do Samba, desenvolvem o enredo “Torto arado – sobre a terra há de viver sempre o mais forte”, baseado na obra de Itamar Vieira Junior, para a Unidos de Vila Isabel. A mostra também reúne trabalhos dos carnavalescos Joãosinho Trinta (1933-2011), Rosa Magalhães (1947-2024) e Maria Augusta Rodrigues (1942-2025), além de pinturas de artistas ligados ao universo do samba e do Carnaval, como Heitor dos Prazeres e Nelson Sargento. A exposição ocupará o Salão Monumental e o mezanino, com curadoria de Raquel Barreto, Pablo Lafuente e Phelipe Rezende, além da colaboração de Debora Moraes e Edu Gonçalves.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora apresentarão quatro trabalhos inéditos no MAM Rio, pensados de forma a mapear as suas próprias memórias afetivas e referências artísticas originárias do universo das escolas de samba. Cada obra assimila e deglute signos, materiais e técnicas que se referem aos trabalhos de quatro artistas do carnaval que já deixaram a vida. 

Uma seleção de 33 artistas de diferentes gerações.

16/set

A Galatea participa da 16ª edição da ArtRio, que acontece entre 16 e 20 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A galeria apresenta uma seleção de 33 artistas que atravessa diferentes gerações e contextos da arte moderna e contemporânea, reunindo nomes fundamentais da produção brasileira, artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, além de jovens talentos emergentes.

A robusta lista de artistas para o estande da Galatea na ArtRio 2026 reúne Anísio O. Couto, Arthur Palhano, Bogdan Koshevoy, Carlos Cruz-Díez, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Ernesto Neto, Francisco Galeno, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Gabriella Marinho, Grauben do Monte Lima, Guilherme Gallé, Hércules Barsotti, Ione Saldanha, Jac Leirner, Jaider Esbell, Joji Ikeda, Jorge Guinle, Leo Battistelli, Maíra Dietrich, Mari Ra Chacon, Mucki Botkay, Park Chae Biole, Park Chae Dalle, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Silia Moan, Tito Terapia, Tomie Ohtake e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre diferentes momentos e vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando experiências ligadas à abstração geométrica e construtiva, à pintura figurativa, às práticas têxteis e a pesquisas que exploram a materialidade por meio da cerâmica, da madeira e de outros suportes.

Memória familiar e imaginação.

15/set

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta “espírito jardim humana”, primeira exposição individual de Tadáskía desde seu ingresso na galeria. Com abertura efetuada em 14 de setembro, na Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, a mostra reúne trabalhos que articulam memória familiar e imaginação. Ancoradas em uma cosmologia própria, as obras combinam formas abstratas e elementos orgânicos, que assumem figuras híbridas, situadas entre personagens e ambientes.

Em pinturas sobre tela e sobre suportes escultóricos em papel couro, folheado de madeira e MDF, a artista desenvolve um léxico de formas e presenças associado a uma espécie de anima, entendida como força constitutiva de sua criação. Bichos, legumes, cabelos, cascas e outras referências atravessam esse repertório, ao lado de galhos, palhas de taboa, bromélias, frutas, ovos, líquidos e outros materiais que se prolongam no espaço expositivo. Em suas “aparições”, como a artista denomina as fotografias realizadas em 35mm, assim como nas superfícies, ranhuras, relevos e passagens de cor, diferentes elementos se articulam entre imagem, matéria e forma. Aquilo que se apresenta de modo sugerido na pintura e no desenho ganha corpo e volume nos trabalhos escultóricos, estabelecendo relações entre diferentes meios e procedimentos.

“espírito jardim humana” assinala também uma inflexão sutil na produção recente de Tadáskía, marcada pelo aparecimento de áreas de branco e do suporte exposto. O branco reaparece nos desenhos e no interior das cascas, relevos pintados a óleo, e também em trechos onde a tinta foi raspada. Essas áreas de vazio assumem uma função compositiva, introduzindo intervalos de luz e abertura que alteram o ritmo e a atmosfera das obras. Ao redor desse núcleo, as esculturas articulam elementos encontrados e objetos transformados, aproximando materiais de diferentes origens e temporalidades. Grafismos e campos de cor organizam superfícies e camadas que ampliam as relações entre pintura, desenho e escultura.

Até 31 de outubro.