Uma criação artística diversa e potente.

11/set

Para a ArtRio 2026, Marina da Glória, Rio de Janeiro RJ, A Gentil Carioca, Pavilhão Terra, Stand A7, apresenta obras que enfatizam o potencial de uma criação artística diversa e potente, atravessada por dimensões críticas, estéticas, lúdicas, sociais e políticas.

A apresentação reúne trabalhos de Agrade Camíz, Arjan Martins, Ana Silva, Cabelo, Carlos Jacanamijoy, Diego Kohli, Denilson Baniwa, Jarbas Lopes, João Modé, José Bento, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Laet, Maria Nepomuceno, Misheck Masamvu, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, O Bastardo, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rose Afefé, Rodrigo Torres, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinícius Gerheim e Vivian Caccuri.

Entre 17 e 20 de setembro.

II Ato de Florescer – Colecionar o Presente.

No dia 12 de setembro, será apresentado na Casa 70 Galeria, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo momento de “Florescer – Diálogo entre a Arte Moderna Brasileira e a Produção Contemporânea”. 

“Estamos expondo novas obras de novos artistas e propondo uma outra maneira de viver a exposição e descobrir encontros entre diferentes gerações da arte brasileira”, diz a curadora Elis Valadares.

O II Ato reúne obras de Alberto da Veiga Guignard, Antonio Bandeira, Candido Portinari e José Pancetti, em diálogo com Bruno Borne, Bruno Marchetto, Carolina Kasting, Dani Lacerda, Diana Gondim, Fessal, Giovanna Nucci, Heberth Sobral, Iole de Freitas, Lair Uaracy, Lorena Bruno, Lucas Finonho, Lucas Ribeiro, Marcelo Carrera, Marcos Corrêa, Mariana Riera, Marina Rodrigues, Miru Brüggmann, Ricardo Alcaide, Safe Art, Samira Pavesi, Sabrina Cuiligotti, Tatiana Bertrand e Thomaz Velho.

Na primeira edição, inaugurada em julho, o espaço ampliou sua proposta curatorial ao promover um diálogo entre a arte moderna brasileira e a produção contemporânea representada pela galeria. Foram reunidas obras de quatro pilares fundamentais da pintura moderna brasileira em diálogo com a produção contemporânea desenvolvida pelos artistas representados pela CASA70 Galeria.

Na sequência, nos dias 18 e 19 de setembro, das 10h às 18h, acontece o II Ato de Florescer – Colecionar o Presente que sairá da Casa70 e estreia na Semana de Arte do Rio com a participação de 13 espaços de arte e criatividade.

Até 30 de setembro.

Leituras que ultrapassam as classificações.

10/set

A Galatea e o TropiGalpão apresentam a coletiva “Atravessamentos Naturais”, com curadoria de Tomás Toledo, sócio fundador da Galatea, no espaço do Tropigalpão no Rio de Janeiro. A mostra reúne trabalhos de Anísio O. Couto, Chico da Silva, Grauben do Monte Lima, Silia Moan e Ygor Landarin e abre no dia 17 de setembro, das 18h às 21h.

A exposição tem como eixo as obras de Chico da Silva e Grauben do Monte Lima, dois artistas históricos que dedicaram suas produções à natureza brasileira, transformando elementos da paisagem, da fauna e da flora em universos pictóricos marcados pela fabulação e pela experimentação cromática.

A partir de suas obras, a mostra estabelece justaposições com os trabalhos de Anísio O. Couto, Silia Moan e Ygor Landarin, três artistas contemporâneos cujas pesquisas permitem olhar para esses autores históricos a partir de questões do presente. Ao destacar a atualidade das produções de Chico da Silva  e Grauben do Monte Lima, a exposição propõe leituras que ultrapassam as classificações que por muito tempo as restringiram ao campo da arte popular.

A pesquisa antropológica de Douglas Lopes.

sta é a primeira mostra de Douglas Lopes fora do Complexo da Maré, onde ele nasceu, trabalha e mora até hoje. Sua pesquisa antropológica, através da fotografia, foi escolhida por Sergio Burgi, do Instituto Moreira Salles, para participar de um prêmio internacional em Bolonha, Itália, foi o único indicado do Rio de Janeiro. Ele foi diretor de fotografia da série da Globoplay “Marielle, o documentário”. A Fábrica Bhering, Santo Cristo, é um prédio industrial histórico, na zona portuária do Rio de Janeiro, que funciona como  polo de arte, cultura e economia criativa.

Douglas Lopes inaugura a mostra “Entre a Favela, o Inferno e o Céu”, na Fábrica Bhering, o artista apresenta fotografias que exploram as relações entre paisagem, memória e os imaginários construídos sobre as favelas cariocas. Artista visual e fotógrafo, Douglas Lopes (1991) inaugura exposição individual na quarta, 16 de setembro, das 11h às 18h, no quinto andar da Fábrica Bhering. Com curadoria de Vinicius Mesquita, “Entre a favela, o inferno e o céu” apresenta séries de fotografias emblemáticas de sua produção e uma instalação inédita.

A mostra é parte de um projeto mais amplo de Douglas Lopes, contemplado com uma bolsa de dois anos no Programa de Inovação Social, Tecnológica e Ambiental (Pista), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ). Conduzido por agentes culturais de diferentes favelas e complexos, o programa tem como objetivo estimular iniciativas concebidas e desenvolvidas a partir desses territórios. Além da exposição, o projeto contempla a publicação de um livro e a reestruturação da plataforma digital do fotógrafo, que será relançada no evento, e passa a se chamar Estúdio Maré.

Até 18 de fevereiro de 2027.

Investigando relações entre interior e exterior.

09/set

No sábado, 19 de setembro, a partir das 19h, Agrade Camíz inaugura sua nova exposição individual, “Nome Próprio”, n’A Gentil Carioca, Centro, Rio de Janeiro, RJ. Com texto crítico do curador, escritor e crítico cultural ganês-americano Larry Ossei-Mensah, a mostra reúne um conjunto de pinturas recentes que dão continuidade à pesquisa da artista sobre memória, experiência urbana e as formas como lugares e vivências se transformam em linguagem.

Nascida e criada no Rio de Janeiro, Agrade Camíz parte de experiências relacionadas aos espaços em que cresceu, especialmente o Jacaré e os subúrbios da cidade. Em “Nome Próprio”, essas experiências não aparecem como relatos ou imagens a serem reconhecidas, mas como algo que permanece incorporado à maneira como a artista constrói suas pinturas. Portões, janelas, muros, fachadas e outras formas presentes em sua memória tornam-se pontos de partida para investigar relações entre interior e exterior, proximidade e distância, proteção e exposição.

O título da exposição parte justamente dessa relação entre nomear e reconhecer: um nome pode identificar uma pessoa, mas não é capaz de abarcar toda a sua complexidade. Da mesma maneira, as pinturas de Agrade Camíz oferecem referências e pontos de reconhecimento sem se fecharem em um significado único.

A abertura celebra também os 23 anos d’A Gentil Carioca, com uma festa que reúne Quimera (Escola de Mistérios), Baixa Santo Sound System e Glau. Na mesma ocasião, será inaugurada a Parede Gentil nº 46, “O levante das mariposas”, de Marcela Cantuária, em memória das guerrilheiras Sônia e Helenira, além de um bolo especial de Novíssimo Edgar e Adelia Santanna.

Em sua nova exposição, Agrade Camíz marca um novo momento de sua pesquisa, em que referências que atravessaram sua trajetória já não precisam ser explicitamente retratadas. A arquitetura se torna estrutura, a memória se transforma em cor e o corpo passa a operar como medida da experiência.

A exposição “Nome Próprio” fica em cartaz até 31 de outubro.

Formas geométricas com materiais industrializados.

A Nara Roesler, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ, convida no dia 10 de setembro, das 18h às 21h, para a abertura da exposição “Jose Dávila – Natural forms” (Formas naturais). O artista mexicano Jose Dávila (1974, Guadalajara, México), que tem obras em coleções de prestigiosos museus, faz sua primeira exposição no Rio de Janeiro, com oito esculturas feitas especialmente para o espaço de Nara Roesler Rio de Janeiro, além de uma pintura inédita no Brasil.

Jose Dávila criou protótipos de suas esculturas e reproduziu em seu ateliê em Guadalajara, no México, em escala real, o espaço da Nara Roesler Rio de Janeiro, para estudar de que maneira os trabalhos conversariam entre si. Ele acompanhará pessoalmente a montagem da exposição, e diz que expor no Rio de Janeiro “é de um peso cultural extremamente importante”. “Expor no Brasil é sempre significativo, pois a arte, a arquitetura e o paisagismo do país me influenciaram muito e estão inerentemente presentes em minha obra”, afirma.

Para o artista, uma pedra encontrada na paisagem possui uma configuração escultórica. “São esculturas antes da escultura”, afirma. Sem opor o mundo natural ao mundo industrializado, o artista busca a capacidade de reconhecer as formas primárias e, a partir de gestos mínimos e cores sutis, encontrar sua poesia. Além das esculturas, estará na exposição a pintura “The fact of constantly returning to the same point or situation” (2025), em serigrafia e tinta vinílica sobre linho cru, com 180 x 210 x 06 cm.

As esculturas foram concebidas especialmente para a exposição, e para desenvolvê-las, Jose Dávila estudou tudo milimetricamente, criando protótipos, de modo a ter a ideia mais aproximada possível do espaço que utilizará. Ele reproduziu em seu ateliê, em Guadalajara, o espaço da galeria em escala real, e passou a trabalhar dentro dele. As dimensões e proporções das obras respondem diretamente à arquitetura.

Para “Natural Forms” (Formas naturais), Jose Dávila aprofundou a afinidade entre sua pesquisa e o Rio de Janeiro através do Neoconcretismo. Ao recordar o Manifesto Neoconcreto, redigido pelo poeta e crítico de arte Ferreira Gullar e assinado por Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark e Lygia Pape, entre outros artistas, o artista observa que o movimento carioca marcou uma separação em relação ao Concretismo de São Paulo, deslocando a geometria de um campo estritamente racional para uma experiência mais intuitiva, orgânica e sensível. “Tento fazer as mesmas perguntas que os artistas que assinaram o Manifesto Neoconcreto: como levar uma intuição orgânica, sutil e suave à forma geométrica com materiais industrializados?”.

Até 08 de novembro.

O manifesto do Salão de 1954.

04/set

A Pinakotheke, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ,  convida para a abertura da exposição “Revolta em Preto e Branco”, no dia 11 de setembro,  que revisita o histórico Salão Preto e Branco, de 1954, realizado pelo Ministério da Educação, no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro. Com curadoria de Shannon Botelho, estudioso do assunto, “Revolta em Preto e Branco” reúne 61 obras de 50 artistas, oito delas que efetivamente participaram da exposição de 1954, e “que hoje podem ser vistas novamente juntas”, destaca Max Perlingeiro, diretor da Pinakotheke: “Natureza-morta”, de Iberê Camargo; “Peixe”, de Tomás Santa Rosa; “Composição”, de Aldo Bonadei; “Triângulo preto”, de Danilo Di Prete; “Luares sobre a cidade negra”, de Antonio Bandeira; “Sem título”, de Ione Saldanha; “Svolvær”, de Frank Schaeffer; e “Acampamento de oleiro”, de Glauco Rodrigues. 

 Na segunda sala, o público verá trabalhos de artistas também signatários do manifesto que originou o Salão de 1954, e outros, com pesquisas estéticas semelhantes. Entre esses grandes nomes, há obras de Portinari a Lygia Clark, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Fayga Ostrower. Uma terceira sala traz a questão para o presente, com trabalhos de artistas que continuam a tratar da relação entre arte, política e meios de produção, entre eles, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Andréa Hygino, Carlos Zílio, Elizabeth Jobim, Germana Monte-Mór, Iole de Freitas, Bruno Dunley e a dupla Faixa Protesta, formada por Gustavo Speridião e Leandro Barboza.

Estarão ainda na exposição documentos, fotografias e reproduções de artigos de jornais publicados em 1954, e será lançado pela Pinakotheke Editora o livro “Revolta em Preto e Branco”, com 128 páginas, e textos de Shannon Botelho e Luiza Interlenghi, que foi assistente de Glória Ferreira na primeira revisita crítica ao Salão de 1954, realizada em 1985, pelo Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte, como Sala Especial do 8º Salão Nacional de Artes Plásticas. Junto com os ensaios, o livro traz documentos de imprensa do período, guardados no Centro de Documentação e Pesquisa da Funarte, e a crônica que Eneida de Moraes publicou no “Diário de Notícias” em 18 de maio de 1954, com o pedido: “vá ver o Salão, sua presença dirá aos nossos pintores que eles não estão sós”.

Shannon Botelho dedica “Revolta em Preto e Branco” à Glória Ferreira: “Esta exposição é também uma expressão de reconhecimento e apreço por Glória Ferreira (1947-2022), cuja pesquisa dedicada ao Salão Preto e Branco foi fundamental para preservar, ampliar e inscrever sua memória na história da arte brasileira. Foi por meio de uma de suas publicações que tive meu primeiro contato com o Salão e, anos mais tarde, tive a honra de tê-la como coorientadora de minha pesquisa de mestrado, quando pudemos estabelecer muitas trocas em torno de seu trabalho e, posteriormente, da pesquisa e da remontagem do Salão. Glória dedicou-se com rigor, generosidade e persistência a reunir documentos, testemunhos e vestígios, fazendo da pesquisa também uma forma de cuidado com a memória e de construção de um legado para a História da Arte no Brasil. É, portanto, com profundo respeito, admiração e gratidão que esta exposição reconhece sua contribuição e mantém presente, entre nós, a memória de seu trabalho”.

Contexto Histórico do Salão de 1954: O Protesto dos Artistas.

Em seu texto no livro, Shannon Botelho descreve o cenário político e artístico que motivou o Salão de 1954, que ficou posteriormente conhecido como Salão Preto e Branco. “A década de 1950 marcou um momento de inflexão para as artes visuais no Brasil. A consolidação de museus dedicados à arte moderna – MAM-RJ e MAM-SP – a criação da Bienal de São Paulo, a ampliação da crítica especializada e a redefinição das políticas culturais contribuíram para transformar profundamente o sistema artístico”.

À época da realização do III Salão Nacional de Arte Moderna, em 1954, o Brasil vivia “a retomada de um projeto nacional-desenvolvimentista que atribuía ao Estado um papel central na condução do crescimento econômico”, implementada por Getúlio Vargas, então eleito presidente da república.”A ampliação da infraestrutura, os investimentos na indústria de base e a criação de instrumentos voltados ao financiamento e à expansão da economia nacional expressavam uma estratégia que buscava reduzir a dependência externa e acelerar o processo de industrialização brasileira”, observa o curador. O governo passou a “adotar mecanismos cada vez mais rigorosos de controle das importações. Nesse contexto, a Carteira de Exportação e Importação do Banco do Brasil (Cexim) assumiu papel decisivo na definição dos produtos considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional”.

Na hierarquia dos produtos e máquinas considerados essenciais, ficaram de fora “os materiais destinados à produção artística – tintas, pigmentos, pincéis, telas, papéis especiais e vernizes, em grande parte importados”.

“À medida que a crise se aprofundava, tornava-se evidente que o problema deixava de ser a dificuldade enfrentada por determinados artistas e assumia uma dimensão coletiva, mobilizando pintores, gravadores, escultores, críticos e entidades representativas em torno de uma reivindicação comum: a revisão dos critérios de importação aplicados aos materiais artísticos. Da insatisfação da classe, frente às dificuldades em produzir seus trabalhos, nascia o projeto de executar um salão inteiramente em branco e preto como forma de protesto. Liderados por Iberê Camargo, Milton Dacosta e Djanira, os artistas publicaram o manifesto político do III Salão Nacional de Arte Moderna. Os organizadores do III Salão Nacional de Arte Moderna, em 1954, foram Iberê Camargo, Bruno Giorgi, Oswaldo Goeldi e Tomás Santa Rosa. O Júri de Seleção e Premiação foi formado por Milton Dacosta e Djanira.

Djanira teve grande importância naquele Salão ao defender a inclusão do “Quadro-objeto”, de Lygia Clark. Em entrevista dada na abertura da exposição, Djanira disse: “O Salão Nacional de Arte Moderna é uma mostra de artistas de vanguarda, onde tem lugar a exposição de resultados de pesquisas plásticas as mais variadas. (…) Dei minha aprovação a que fossem mostradas as molduras, intituladas pela autora “Quadro-objeto”. Como protesto contra a falta de telas, considero um trabalho original. E como pesquisa, manifesto meus respeitos”.

Expositores da Sala 1.

Iberê Camargo, Tomás Santa Rosa Júnior, Aldo Bonadei, Danilo Di Prete, Antonio Bandeira, Ione Saldanha, Frank Schaeffer, Glauco Rodrigues, Milton Dacosta, Djanira Da Motta E Silva, Oswaldo Goeldi, Bruno Giorgi.

Expositores da Sala 2.

Emiliano Di Cavalcanti, Candido Portinari, Tomás Santa Rosa Júnior, Samson Flexor, Sergio Camargo, Eugênio De Proença Sigaud, Maria Leontina, Carybé, Anita Malfatti, Tarsila Do Amaral, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Lygia Pape, Hélio Oiticica, Ivan Serpa, Lothar Charoux, Waldemar Cordeiro, Aluísio Carvão, Frans Krajcberg, Arthur Luiz Piza, Aldemir Martins, Joaquim Tenreiro, Anna Letycia Quadros, Fayga Ostrower, Roberto Burle Marx, Franz Weissmann, Ubi Bava, Octávio Ferreira De Araújo, Sonia Ebling.

Expositores da  Sala 3. 

Faixa Protesto-Gustavo Speridião, E Leandro Barboza, Carlos Zilio, Amilcar De Castro, Antonio Dias, Bruno Dunley, Elizabeth Jobim, Andréa Hygino, Germana Monte-Mór, Maria-Carmen Perlingeiro, Iole De Freitas. 

Até 21 de novembro. 

Memória familiar e imaginação.

02/set

A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta espírito jardim humana, primeira exposição individual de Tadáskía desde seu ingresso na galeria. Com abertura em 14 de setembro de 2026, na Carpintaria, Jardim Botânico, Rio de Janeiro, RJ, a mostra reúne trabalhos que articulam memória familiar e imaginação. Ancoradas em uma cosmologia própria, as obras combinam formas abstratas e elementos orgânicos, que assumem figuras híbridas, situadas entre personagens e ambientes.
Em pinturas sobre tela e sobre suportes escultóricos em papel couro, folheado de madeira e MDF, a artista desenvolve um léxico de formas e presenças associado a uma espécie de anima, entendida como força constitutiva de sua criação. Bichos, legumes, cabelos, cascas e outras referências atravessam esse repertório, ao lado de galhos, palhas de taboa, bromélias, frutas, ovos, líquidos e outros materiais que se prolongam no espaço expositivo. Em suas “aparições”, como a artista denomina as fotografias realizadas em 35mm, assim como nas superfícies, ranhuras, relevos e passagens de cor, diferentes elementos se articulam entre imagem, matéria e forma. Aquilo que se apresenta de modo sugerido na pintura e no desenho ganha corpo e volume nos trabalhos escultóricos, estabelecendo relações entre diferentes meios e procedimentos.
espírito jardim humana assinala também uma inflexão sutil na produção recente de Tadáskía, marcada pelo aparecimento de áreas de branco e do suporte exposto. O branco reaparece nos desenhos e no interior das cascas, relevos pintados a óleo, e também em trechos onde a tinta foi raspada. Essas áreas de vazio assumem uma função compositiva, introduzindo intervalos de luz e abertura que alteram o ritmo e a atmosfera das obras. Ao redor desse núcleo, as esculturas articulam elementos encontrados e objetos transformados, aproximando materiais de diferentes origens e temporalidades. Grafismos e campos de cor organizam superfícies e camadas que ampliam as relações entre pintura, desenho e escultura.
Até 28 de outubro.

Exposição individual de Leo Stuckert.

“Em um mundo onde o presente se dissolve com rapidez nunca vista, essas imagens insistem em permanecer, estabelecendo assim um diálogo que atravessa o tempo”.

Leo Stuckert. 

O Portão Vermelho Galeria de Arte, localizado na Fábrica Bhering, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ, apresenta até o dia 26 de setembro a exposição “Aqui, Agora e o Ontem”, de Leo Stuckert. Com curadoria de Raimundo Rodriguez e texto crítico de Heloisa Madragoa, a mostra reúne 41 pinturas, sendo 28 inéditas, que nos convida a um passeio entre realidade e fantasia, presente e passado, conectando imaginação, memórias e afetos. Em uma combinação única entre objetos lúdicos, personagens enigmáticos e paisagens, a exposição apresenta um universo particular e propõe ao público uma viagem emocional. Durante o mês de setembro, a individual contará com a presença do artista para rodas de conversa e visita guiada.

“Ao longo de dois meses, Leo Stuckert desenvolveu uma série de pinturas em diferentes formatos e suportes especialmente para esta exposição que acontece na Galeria Portão Vermelho, Fábrica Bhering. Um espaço que, para além da arte, celebra o encontro e a convivência entre artistas e pessoas interessadas em arte. As obras convidam o público a percorrer um tempo não linear, onde memória, imaginação e presente se encontram em constante transformação”, afirma Heloisa Madragoa.

Sobre o artista.

Leo Stuckert é artista visual graduado em Design pela ESDI/UERJ (1991). Desde 2017, frequenta os cursos livres da Escola de Artes Visuais no Parque Lage – EAV, RJ. Em junho de 2025 fez sua primeira exposição solo “Luz e Sombra no Meu Jardim”, na Galeria de arte Maria Lourdes de Almeida – Cândido Mendes, Ipanema, RJ, com curadoria de Denise Araripe e texto crítico de André Sheik. Em 2024, participou da remontagem da Exposição “Pessoas e Espaços” em parceria com o artista Pedro Mandarino e curadoria de Osvaldo Carvalho na Casa Amarela, Circuito Oriente, Santa Teresa, RJ. A exposição foi montada pela primeira vez em 2023 no Espaço Cultural Correios Niterói. Ainda em 2023, participou da exposição coletiva “Bodas de Linho” com curadoria de Bruno Miguel e Luiz Ernesto no Rio de Janeiro. Em 2022, participou da Exposição “Um dia a gente viveu junto” e do 27 º Salão de Artes Plásticas de Praia Grande – Palácio das Artes – SP. Em 2021, participou do 1º Salão de Artes Visuais Galeria Ibeu Online. E, em 2018, esteve na segunda edição da Bienal das Artes do Sesc-DF, curadoria de Jacob Klintowitz, Brasília, DF.

Festival de Arte do Térreo.

Tomado pela onda dos festivais, o curador e produtor de artes visuais Paulo Branquinho apresenta a mostra coletiva “Festival de Arte do Térreo”. Ocupando com pinturas e objetos todo o andar térreo do Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, o evento se estende à Praça da área externa, onde serão instaladas esculturas de médio e grande porte. A abertura será no dia 10 de setembro, a partir das 16h, e no dia 18 haverá uma confraternização com os artistas, mesma data da inauguração do Festival de Bandeiras do Rio, também idealizado e produzido por Paulo Branquinho.

Com duas edições já realizadas no local em 2018 e em 2019, a nova edição retoma a proposta dos anos anteriores, promovendo o intercâmbio artístico com a apresentação de obras inéditas de artistas de diferentes origens e gerações.

“Nessa exposição, estaremos agregando a pintura e o bidimensional, com amplo aproveitamento do espaço expositivo, das paredes ao chão, e já contando com a adesão de artistas consagrados de nossa arte brasileira, como Gianguido Bonfanti, Luiz Aquila, Robson Macedo, Rubem Grilo, entre outros nomes que se unem aos escultores numa grande celebração cultural. Desta forma, queremos contribuir com o colorido cultural da Primeira Semana de Arte do Rio”, afirma Paulo Branquinho. O evento será segmentado em três módulos: “Pessoas, cidades e afins”, com obras figurativas, “Abstratos e geométricos” e “Obras de jardim”, para as esculturas de médio e grande porte.

Entre os artistas confirmados, estão Adriana Maciel, Albenzio Almeida, Alexandre Magno, Ana Durães, Andréa Facchini, Ângelo Milani (SP), Anita Fiszon, Carlos Muniz (MG), Edson Landim, Eric Collette, Fernando Borges, Gerson Ipirajá (CE), Gianguido Bonfanti, Lara Milani (SP), Lina Zaldo, Lorena Olivares (Chile), Luiz Aquila, Nelson Sadala, Pablo das Oliveiras, Robson Macedo, Rubem Grilo.

Até 17 de outubro.