Linguagem plástica e pesquisas.

28/jan

A artista Marina Ribas apresenta “Nada é de n0vo”, uma nova configuração da exposição homônima realizada em 2023, agora no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Centro, Praça Tiradentes, Rio de Janeiro, RJ. Em consonância com a ideia que atravessa a pesquisa da artista e o próprio título da exposição, a mostra inclui cerca de 15 obras de diferentes fases de sua trajetória, somando trabalhos inéditos a obras anteriores.

Tendo o ovo como signo central, a exposição investiga ideias de origem, ciclos, fertilidade e a latência do que está por vir. Como forma arquetípica, o ovo se afirma também como geometria orgânica de origem natural, tensionando matéria, volume e espaço arquitetônico ao longo da exposição. A linguagem plástica se desdobra por meio de múltiplas técnicas, como esculturas; pinturas em relevo de espuma solidificada; instalações; totens; performance; e fotografia. Não é proposto um percurso curatorial fechado: o público é convidado a construir sua própria leitura a partir das relações entre as obras, dos materiais e das espacialidades.

Parte da exposição reúne registros de ações performáticas realizadas por Marina Ribas em diferentes contextos urbanos e institucionais. Nessas intervenções – denominadas infiltrações poéticas – ovos produzidos por ela se relacionam com obras clássicas e contemporâneas em escolas de arte, museus e praças públicas. As fotografias impressas em canvas e o vídeo apresentados na mostra operam simultaneamente como vestígios dessas ações e como trabalhos autônomos. Ao deslocar um gesto efêmero para o campo da permanência, a artista propõe um manifesto silencioso em homenagem às artistas historicamente invisibilizadas ou inviabilizadas na narrativa da História da Arte segundo a perspectiva europeia, levantando questionamentos em torno de temas como autoria, circulação e legitimação no sistema da arte.

Até 07 de fevereiro. 

O apagamento e objetificação das mulheres.

26/jan

Liane Roditi apresenta Dobras e Desdobras no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. A exposição “Dobras e Desdobras”, é a primeira exibição individual de Liane Roditi, com curadoria de Isabel Sanson Portella, que inaugura no dia 28 de janeiro. Nessa mostra a artista investiga as relações entre corpo, memória e matéria, abordando estruturas de silenciamento, apagamento e objetificação das mulheres. 

Ao longo de “Dobras e Desdobras”, a articulação entre vídeos, objetos, performances e instalações transforma o espaço em uma composição contínua entre corpo e matéria. “Nada é mais importante do que compreender as dualidades”, afirma Isabel Sanson Portella. “Nada nos representa mais do que o entendimento do nosso corpo como extensão da natureza. O corpo existe também nos restos, nos vestígios, e fica inscrito na memória.” A exposição propõe, assim, um percurso de desafios e escolhas, um mergulho em vozes e silêncios, desenvolvendo e desdobrando questões que o tempo e a sociedade insistem em apagar.

Sobre a artista. 

Liane Roditi nasceu em 1967, carioca, bailarina e artista visual, vive e trabalha no Rio de Janeiro. Graduada em Dança pela Faculdade da Cidade, estudou na Escola de Belas Artes da UFRJ e frequenta cursos regulares na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Participou de exposições coletivas, entre elas Encontrar a Solidez, na Galeria Anita Schwartz, Rio de Janeiro, com curadoria de Bruna Costa (2025). Foi selecionada pela Chamada Aberta da Apexart, em Nova York (EUA), para a mostra The Uterus is also a Fist (2026), com curadoria de Talita Trizoli e Renata Freitas, junto ao coletivo GAF. Sua trajetória inclui também participações em residências artísticas, com destaque para a temporada no Vermont Studio Center, em Johnson, EUA (2024).

Em cartaz até 14 de março.

Uma exposição de audiovisual expandido.

23/jan

“A gruta, a ilha”, uma exposição multimídia que segue em cartaz até o final de fevereiro, no Sesc Copacabana, terá conversas entre as artistas e cineastas Darks Miranda e Mariana Kaufman e convidadas, com entrada gratuita. Na primeira rodada, no dia 28 de janeiro, quarta-feira, às 18h30, será em torno das pesquisas das autoras Sara Ramos, Juliana Fausto e Janaína Oliveira nos campos do Cinema, das Artes Visuais e da Literatura em diálogo com o universo especulativo da mostra.

A gruta, a ilha.

Em um ambiente de penumbra, o visitante se encontra experimentando o universo ficcional, fantástico e sombrio de duas personagens femininas que inventam mundos e sugerem viagens tanto espaciais quanto temporais. É dentro dessa atmosfera que as artistas e cineastas Darks Miranda e Mariana Kaufman apresentam “A gruta, a ilha”, exposição de audiovisual expandido com curadoria da artista e professora Anna Costa e Silva. Tendo como base a produção em vídeo das duas artistas, “A gruta, a ilha” conta também com esculturas, objetos e instalações que, juntamente com as projeções audiovisuais, compõem o universo da exposição.

Para além de exercerem uma prática artística híbrida, em diferentes mídias, Mariana Kaufman e Darks Miranda, que acaba de ganhar o Prêmio Pipa 2025, têm trabalhado em torno das ideias de imaginação e fantasia como propulsoras da invenção de outros tempos e espaços, a partir da força criadora da arte. 

Até 22 de fevereiro. 

Exposição multimídia “A gruta, a ilha” recebe convidadas no Sesc Copacabana, artistas e cineastas Darks Miranda e Mariana Kaufman, Anna Costa e Silva, Para além de exercerem uma prática artística híbrida, em diferentes mídias, Mariana Kaufman e Darks Miranda, que acaba de ganhar o Prêmio Pipa 2025, têm trabalhado em torno das ideias de imaginação e fantasia como propulsoras da invenção de outros tempos e espaços, a partir da força criadora da arte.  

Espaço e tempo no contexto urbano.

22/jan

 

 

A exposição “Há quanto tempo não olho para o céu?”, exibição individual da artista Aruane Garzedin, com curadoria de Shannon Botelho, será inaugurada no dia 28 de janeiro no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

A mostra reúne cerca de 20 pinturas em acrílico sobre tela, além de uma instalação e um trabalho têxtil de grandes dimensões, a partir de uma pesquisa que investiga as relações entre corpo, espaço e tempo no contexto urbano. 

Sobre a artista.

Aruane Garzedin nasceu em 1959, Salvador, BA. Vive e trabalha entre Salvador e o Rio de Janeiro, RJ. Artista visual com exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Possui graduação em Arquitetura, mestrado em Arquitetura e Urbanismo e doutorado em Belas Artes. A cidade constitui um laboratório para a observação da relação corpo/espaço/tempo, eixo temático no qual se desenvolve a sua poética visual. A partir de 2016 sua pintura se ampliou aos muros e às intervenções na paisagem, também escritora busca unir essas diferentes linguagens em seu fazer artístico.

Em cartaz até 14 de março.

A arte ambiental de Anna Bella Geiger.

14/jan

O Projeto Maravilha apresenta a sua segunda edição com a inauguração de “Typus Terra Incognita (2025)”, escultura de grande formato de Anna Bella Geiger, uma das mais decisivas e relevante artista da arte brasileira contemporânea. Aos 92 anos, com sete décadas de carreira, a pioneira da videoarte no Brasil assina a nova intervenção no Bosque das Artes, no Parque Bondinho Pão de Açúcar, Urca, Rio de Janeiro, RJ. 

Com curadoria de Ulisses Carrilho, o Projeto Maravilha propõe um diálogo entre arte, natureza e tecnologia, comissionando expoentes da arte brasileira para criarem obras de grande escala em contexto de preservação ambiental.

A artista conta que o convite do projeto a levou diretamente à forma da gaveta: “Lá em cima, naquele lugar, tinha de acontecer uma coisa sólida, com um certo sentido de permanência. Então pensei: vai ser uma gaveta. Eu precisava pôr essa situação geográfica num contêiner. A gaveta abriga e revela, mas nunca contém tudo. Nenhuma imagem dá conta do mundo”, reflete Anna Bella.

Uma reflexão poética e filosófica.

12/jan

Santo Agostinho, Kant, Sartre, Einstein e Hans Belting, serviram como fonte de inspiração para a mostra coletiva “ATEMPORAL – como se fosse a primeira vez”, que ocupa a Sala Antonio Berni do Consulado Geral da Argentina, Botafogo, Rio de Janeiro, até o dia 28 de fevereiro. Sob curadoria de Osvaldo Carvalho, propõe uma reflexão poética e filosófica sobre a natureza do tempo e sua presença nas artes visuais contemporâneas. No dia 15 de janeiro, quinta-feira, haverá uma visita guiada com a participação do curador e dos artistas Ana Herter, Ana Pose, Carmen Givoni, Chris Jorge, Cris Cabus, Dorys Daher, Edson Landim, Eliana Tavares, Heloisa Alvim, Heloisa Madragoa, Jabim Nunes, Jorge Cupim, Laura Bonfá Burnier, Laura Figueiredo-Brandt, Leila Bokel, Leo Stuckert, Lígia Teixeira, Luís Teixeira, Luiz Badia, Luiz Bhering, Marcelo Rezende, Márcia Clayton, Mario Coutinho, Mario Camargo, Osvaldo Carvalho, Osvaldo Gaia, Priscilla Ramos, Raquel Saliba, Regina Hornung, robson mac3Do, Rosi Baetas, Sandra Gonçalves e Sandra Schechtman.

Os 33 artistas exploram diferentes possibilidades de compreensão de um tempo não linear, mas cíclico – em diálogo com temas como identidade, corpo, território, meio ambiente, ancestralidade, silêncio, deslocamento e pertencimento. As obras refletem sobre singularidades culturais e potencialidades poéticas, evocando “o tempo que não corre debalde, nem passa inutilmente sobre nossos sentidos”, no dizer de Santo Agostinho. 

Os trabalhos selecionados abordam temas como identidade, corpo, território, ancestralidade, meio ambiente, silêncio, deslocamento e pertencimento, estabelecendo um diálogo sensível entre memória e atualidade. São obras que ultrapassam seu contexto histórico, preservando força estética e simbólica ao longo do tempo e comunicando-se com diferentes gerações e sensibilidades.

A potência estética na estamparia afro-brasileira.

 

O Museu de Arte do Rio (MAR) inaugurou “Òkòtó: Espiral da Evolução”, mostra dedicada ao universo visual de Goya Lopes (Maria Auxiliadora dos Santos Goya Lopes – Salvador, Bahia, 1954). Artista, autora, designer têxtil e de moda, com curadoria de Marcelo Campos e do curador convidado Daniel Rangel. A exposição apresenta um conjunto expressivo de pinturas, gravuras, tecidos e a produção indumentária que evidenciam a trajetória, o pensamento e a potência estética de uma das artistas pioneiras na estamparia afro-brasileira no país. Em “Òkòtó: Espiral da Evolução”, o público é convidado a entrar em contato com as linhas de raciocínio que estruturam a obra de Goya Lopes e com a grandiosa construção de seus conceitos. As peças revelam uma artista que traduz, com rara sensibilidade e sofisticação, a riqueza da cultura afro-brasileira e baiana, reinterpretando o que a forma, o que a nutre e o que a inspira. Até 07 de abril.

 

Revelando riqueza artística e densidade simbólica.

16/dez

 

O Museu de Imagens do Inconsciente, Engenho de Dentro, Rio de Janeiro, RJ, convida para a abertura, em 20 de dezembro, às 10h, da exposição “Riquezas do mundo interno – coleções e leituras”, que reúne mais de 60 obras produzidas por pacientes psiquiátricos, oriundas de quatro museus: o próprio MII, o Museu Arthur Bispo do Rosário – ambos no Rio de Janeiro -, o Museu de Arte Osório Cesar, em Franco da Rocha, São Paulo, e o Museu da Oficina de Criatividade, em Porto Alegre.

A curadoria é de Luiz Carlos Mello, diretor do Museu de Imagens do Inconsciente, criado pela Dra. Nise da Silveira (1905-1999) em 1952. O ponto de partida para a mostra – que será de longa duração, e estará no edifício -sede do MII – foi o livro “Do asilo ao museu – Nise da Silveira e as coleções da loucura” (2024, Hólos Consultoria), de Eurípedes Gomes Cruz Jr., músico e museólogo que trabalhou por 25 anos junto com a Dra. Nise, em que analisa a formação, ao longo do último século, das coleções criadas em vários países com as obras produzidas por pacientes psiquiátricos.

Esta é a primeira vez que o Museu de Imagens do Inconsciente apresenta obras de outros museus, e haverá ainda um segmento com reproduções em papel de algodão fine-art, em tamanhos variados, de coleções similares localizadas na Europa, como a Coleção Prinzhorn, na Alemanha, Arte Bruta, em Lausanne, Suíça, Coleção Adamson, na Wellcome Library, em Londres. As obras – pinturas e esculturas – não estarão dispostas em ordem cronológica, mas agrupadas em aproximações poéticas.

A exposição “Riquezas do mundo interno – coleções e leituras” faz parte das comemorações dos 50 anos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, atualmente presidida pela Dra. Margareth Dalcolmo, e foi possível graças à emenda parlamentar da deputada federal Jandira Feghalli e o patrocínio, via Lei Rouanet, do Itaú Cultural.

“As mais de 60 obras expostas revelam riqueza artística e densidade simbólica, trazendo universos onde a fantasia e a imaginação alcançam dimensões inusitadas. As riquezas trazidas à superfície por pessoas que experimentaram semelhantes mergulhos estão representadas na exposição. O público será impactado pelas imagens”, afirma o curador Luiz Carlos de Mello.

No dia da abertura da exposição será feito o lançamento das novas edições revistas e ampliadas de dois livros: “Nise da Silveira, Caminhos de uma psiquiatra rebelde”, de Luiz Carlos Mello, como parte das comemorações dos 50 anos da Sociedade Amigos do Museu de Imagens do Inconsciente, com edição da Hólos Consultoria e Automática; e “Nise da Silveira – afeto, liberdade e criatividade”, de Walter Melo, editado pelo Conselho Federal de Psicologia.

Gravuras de Carlos Martins no Paço Imperial.

15/dez

Sombra da Terra

Desde suas primeiras manifestações, na metade da década de 1970, a obra de Carlos Martins propõe uma experiência estética exigente. Sobretudo por reivindicar a observação atenta de suas gravuras, na contramão de um regime de aceleração, intensificação e instantaneidade de significados e sensações na cultura contemporânea. De maneira geral, as imagens produzidas pelo artista são simples e ambíguas, familiares e estranhas, a uma só vez. Por não apresentarem necessariamente uma ação em curso, são também silenciosas e sugestivas de um esgarçamento temporal. 

A minúcia com que são conduzidos os processos de realização do trabalho, na criação de estampas com dimensões, muitas vezes, pequenas e cheias de detalhes, requer, para sua melhor apreensão, a aproximação física do observador e um exame detido de suas partes. Assim, um dos aspectos agudos da obra para intervenção no debate sobre arte, hoje, em meio a essa inflação crescente de estímulos, é sua postura meditativa, que articula análise e afeição, diante do mundo das coisas.

Sombra da Terra é a mais abrangente exposição já organizada da obra de Martins, considerado, no ambiente cultural brasileiro, um dos principais conhecedores de gravura do país – não apenas por sua atividade como artista, mas inclusive pelo exercício das profissões de professor, museólogo e curador. A seleção de trabalhos apresentada aqui compreende cerca de 120 peças, entre gravuras em metal, esculturas, um ambiente e um vídeo inédito, realizados de 1975 a 2025. 

O nome da mostra vem do termo em latim Umbra Terre, que aparece inscrito em uma gravura do artista de 1987, Amiciciae Dexter. Com isso, o título sublinha a recorrência, nessa produção, de imagens de duplicação do real, principalmente por meio de sombras e reflexos. A ênfase demonstra a consideração de Carlos Martins por aquilo que é constitutivo do entorno imediato e por aquilo que, ali, é obsedante, ou temporário, ou até ilusório. Uma espécie de concentração pormenorizada que se dirige à materialidade do mundo e a imagens sem substância própria, combinada com uma curiosidade expansiva, que se estende do ambiente doméstico ao sistema solar, apontando no caminho para enigmas, para o obscuro, o negativo e para ausências.

José Augusto Ribeiro, curador.

Até 1º de março de 2026.

 

Cecília Maraújos no Ateliê 31.

Em Autoficções, Cecília Maraújos apresenta um conjunto de pinturas que atravessam corpo, memória e maternidade, articulando autorretratos, referências fotográficas e experiências do cotidiano. A exposição está em cartaz no Ateliê 31, com curadoria de Martha Werneck. Na mostra, Cecília Maraújos reúne um conjunto de cerca de 25 pinturas, em diversos formatos, que atravessam corpo, memória e cotidiano como campos de elaboração pictórica, articulando experiências autobiográficas e investigações sobre a representação do feminino na cultura.

Cecília Maraújos apresenta um conjunto de pinturas desenvolvidas a partir de referências fotográficas, estudos e montagens digitais que acompanham seu processo. A artista articula documentação, pesquisa teórica e o uso contínuo do caderno de artista como parte de um método que transforma experiências pessoais em matéria pictórica, fazendo do processo um campo de investigação tão importante quanto a própria imagem final.

A partir de fotografias e registros espontâneos da rotina com Serena, sua filha de um ano, Cecília Maraújos elabora pinturas que tomam a casa como figura central dessa maternagem crítica – um espaço onde corpo, afeto, memória e cuidado se entrelaçam, e onde o ambiente doméstico assume o mesmo peso que as figuras humanas, revelando camadas simbólicas do dia a dia. “Nesses trabalhos, a noite parece ser cenário e metáfora: espaço temporal em que o cuidado e a criação se confundem. A pintura traz à tona o gesto repetido, a insônia, o contato, a dúvida”, descreve a curadora Martha Werneck.

“Em suas telas, a pintura é também gesto de resistência, forma de pensar o mundo desde o íntimo. Assim, a artista nos convida a permanecer na penumbra: onde a vida cotidiana se acende em fogo lento e silencioso, transformando o que seria doméstico em potência poética e política”, conclui a curadora.  

Sobre a artista.

Cecília Maraújos (1999, Fortaleza, CE. Vive e trabalha no Rio de Janeiro, RJ) cursou graduação de Pintura na Escola de Belas Artes da UFRJ. Estuda artes de maneira autodidata desde a infância e hoje enfatiza em seu trabalho a prática da pintura e do desenho, intercruzando sua plasticidade com fotografia, escultura, escrita, performance e colagem. Questiona e observa estruturas sistemáticas histórico-sócio-culturais que influenciaram na elaboração da sua autoimagem, utilizando experiências autobiográficas do dia-a-dia para elaborar um entendimento identitário e comunitário a partir de conceitos como interseccionalidade, maternidade e poética para guiar suas especulações. 

Até 08 de janeiro de 2026.