Coletiva na Baró Mallorca

22/jun

 

 

A galeria BARÓ Mallorca, Carrer Can Sanç 13, Palma, Mallorca, Islas Baleares, España, anuncia sua nova mostra coletiva, “WE KILLED THE BUNNY!” – uma mostra delirante com curadoria do venezuelano Rolando J. Carmona. A exposição reúne um grupo de importantes artistas de diferentes nacionalidades e contextos que, entre ficção científica, desenhos e instalações, deixam vestígios de um mundo híbrido. Os artistas presentes são Assume Vivid Astro Focus (AVAF), Arturo Herrera, Adrián Villar Rojas, Claes Oldenburg, Daniel Arsham, Erwin Olaf, Amparo Sard, Fernando Renes, Anita Molinero, AES+F, Lyz Parayzo, Soju Tao e Albert Pinya.

 

Cildo Meireles na Revue Cahiers D’Art/Edição Standard

20/jun

 

A Cahiers d’Art apresenta o último número de sua histórica Revue em homenagem a Cildo Meireles. Uma avaliação resplandecente da obra do artista brasileiro Cildo Mireles, a edição apresenta textos publicados anteriormente e placas requintadamente impressas de suas instalações, esculturas e uma seleção de desenhos. A edição é assinada por Guilherme Wisnik e Diego Matos.

 

A palavra do artista

 

Ao longo de vinte anos, meu trabalho tem sido uma sucessão de viagens para o meio. Nas artes visuais, o meio é um conceito amplo e vago: o espaço. E é a repetição obstinada dessa obsessão que me interessa como artista. Tematizando-o. Reconstruindo-o. Juntando tudo. A obra tem sempre vários caminhos possíveis: contém todos eles. Esse caos fascinante é o que mais me atrai nas artes visuais: fazê-lo é totalmente libertador (fato que não impede de ser usado, às vezes, como mero substituto para os ofícios mentais).

 

Cildo Meireles

 

A edição está disponível em inglês e em francês. Apresenta-se embrulhada em papel glassine, dentro de uma caixa de apresentação em cartão.

 

Informação adicional

Edição Padrão

Página 175

Ilustrações 165

Capa mole

Edição bilingue, inglês e francês

Dimensões 24,5 × 3 × 31,5 cm

Peso 1,5kg

 

Primeira individual européia

06/jun

 

 

O artista brasileiro Mundano exibe novas criações na Galeria Kogan Amaro, Zurich, de 11 de junho até  22 de outubro. Mundano é um artista e ativista cultural brasileiro cujas obras têm sido vistas tanto nas ruas como em museus e galerias. As obras em “Made in Brazil”, sua primeira exposição individual na Europa, parecem a princípio ser sedutoras e mordedoras. Uma série de pinturas retrata cenas de floresta nebulosa, enquanto várias esculturas aparecem, em inspeção próxima, para representar bifes de carne. Mas o verdadeiro tema destas obras altamente carregadas é tudo menos divertido: o corte claro e a queima de vastas faixas da floresta tropical amazônica, para criar terras de pastagem para gado cujas carcaças abatidas serão enviadas ao redor do mundo.

 

“Esta exposição é a prova de um crime”, diz o artista. “A população bovina do Brasil é mais do que sua população humana, e nós exportamos 80% da carne”.

 

Com energia incansável, Mundano dedicou-se a uma missão de vida de criar um legado ambiental e social com sua arte – uma missão que o levou, nos últimos quinze anos, a dar palestras, montar exposições e encenar intervenções em mais de quarenta cidades ao redor do mundo, incluindo o Brasil. Considerado pela Much-awarded na área de arte pública, direitos humanos, criatividade e inovação digital, Mundano é um TED Fellow e fundador da ONG Pimp My Carroça, que leva seu nome de um corpo de trabalho de Mundano iniciado em 2007, quando o artista começou a usar suas habilidades de pintura para embelezar os carrinhos de madeira e metal, cenouras, usados por catadores de lixo no Brasil para transportar lixo e recicláveis como os carrinhos usados por pessoas de rua em todo o mundo, mas raramente notados de forma comemorativa.

 

A arte e o ativismo de Mundano são construídos sobre uma grande tradição avançada por uma geração de artistas conceituais dos anos 80 e 90, cuja fúria sobre os males sociais os inspirou e os capacitou a fazer obras de arte revolucionárias. Hoje, o século XXI enfrenta uma crise ainda mais maciça – como abordar a própria saúde do Planeta Terra? – e uma nova geração de artistas está enfurecida e engajada. Essencial para o DNA da arte de Mundano é o engajamento comunitário, que promove a transmissão de conhecimento, insights, práticas e sabedoria para nossos semelhantes mortais. Qual deve ser nosso legado, pergunta Mundano através de seu trabalho, e como todos nós podemos praticar uma melhor administração de nosso amado mundo?

 

Simon Watson

 

Sobre o artista

 

Utilizando a arte para marcar seu posicionamento social, ambiental e político, o paulistano MUNDANO há mais de 15 anos exerce efetivamente o artivismo como ferramenta de transformação social. Defensor de causas ambientais e dos direitos humanos universais, fundou em 2012 a ONG Pimp My Carroça, e o aplicativo Cataki, ambos voltados para a conexão entre geradores de resíduos e os catadores de material reciclável. O resultado do seu trabalho abriu portas para replicar essas ações artivistas mundo afora – mais de 20 países visitados realizando murais, exposições, graffiti, palestras, parcerias e integrando programas globais como o TED Fellows. Nos últimos anos, vem desenvolvendo uma intensa pesquisa de materiais, coletando resíduos dos maiores crimes ambientais da história do país, criando assim seus próprios insumos a partir desses dejetos:   lama tóxica, cinzas das queimadas das florestas e óleo derramado nas praias do nordeste. Esses resíduos se transformam em obras de denúncia, seja por meio do graffiti, em esculturas, telas ou nas empenas de prédios. Sua última obra, com mais de 1000m2, homenageia os brigadistas das florestas que apagam os incêndios criminosos – em uma releitura da obra “O Lavrador de Café” de Cândido Portinari, Mundano usa cinzas das queimadas de 4 biomas brasileiros: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal para criar essa gigantesca pintura como um símbolo contra o desmatamento ilegal.

 

Sobre o curador

 

Nascido no Canadá e criado entre a Inglaterra e os Estados Unidos, Simon Watson é um curador independente e educador artístico baseado em Nova York e São Paulo. Veterano de trinta e cinco anos no cenário cultural em três continentes, Watson concebeu a curadoria de mais de 300 exposições para galerias e museus e consultou programas de coleção de arte para inúmeros clientes institucionais e privados. Durante as últimas três décadas, Watson trabalhou com artistas emergentes e pouco conhecidos, trazendo-os à atenção de novos públicos. Sua área de especialização curatorial está identificando artistas visuais com potencial excepcional, muitos dos quais são agora reconhecidos internacionalmente na categoria blue-chip e são representados por algumas das galerias mais famosas e respeitadas do mundo.

 

 

Vinicius Gerheim em NY

04/mai

 

 

 

Para a Independent Art Fair NY 2022, Nova Iorque, a galeria A Gentil Carioca tem o prazer de apresentar a primeira exposição solo internacional de Vinicius Gerheim. Em suas novas obras, tendo a repetição como principal recurso de linguagem, o artista rememora e reencanta elementos que fazem parte da identidade nacional de seu país e que fizeram parte de sua infância: as toalhas de mesa, os cobertores, seu quintal, seu jardim – lugares seguros para criação de seu repertório gestual. Foi nas cortinas saturadas de padrões que ele encontrou sua motivação para criar uma tensão entre figuras, fundos e tramas. Para Vinicius Gerheim, pode haver, por trás dessas cortinas, um jardim secreto onde ele possa existir, viver e amar com seu próprio corpo.

 

A GENTIL CARIOCA | RIO DE JANEIRO

Rua Gonçalves Lédo, 11 e 17 sobrado – Centro

+55 21 2222 1651

Whatsapp: +55 21 98560 8524

correio@agentilcarioca.com.br

 

 

A GENTIL CARIOCA | SÃO PAULO

Travessa Dona Paula, 108, Higienópolis

+55 11 32310054

sampa@agentilcarioca.com.br

 

 

Kogan Amaro Digital Art Gallery

12/abr

 

 

A galeria Kogan Amaro, amplia sua área de operação e começa a atuar também com NFT, aproximando este universo de artistas, colecionadores, investidores e o grande público.

 

 

A partir de agora, com uma curadoria específica, a Kogan Amaro Digital Art Gallery passa a oferecer ao mercado NTFs com o objetivo de simplificar as atividades nesta área e contribuir com a formação de novos públicos. Com esta iniciativa, a galeria, que tem unidades no Brasil (São Paulo) e na Suíça (Zurique), reforça sua atuação global, expandindo seu alcance e facilitando as operações das carteiras digitais.

 

 

“Nossa intenção é servir como uma ponte entre os universos físico e digital, simplificando os processos em todos os pontos da cadeia de produção de arte em NFT, desde o momento da criação à realização da venda, ao mesmo tempo em que a nossa atuação no mercado físico vive um momento de muito vigor”, declara Ricardo Rinaldi, diretor da Kogan Amaro. Uma das vantagens da operação facilitada via Kogan Amaro é que as compras de NFTs poderão ser realizadas mesmo que o cliente não tenha criptomoedas em carteira. A operação digital da Kogan Amaro já conta com perfil próprio na Foundation.app, uma das plataformas mais importantes do mercado global de NFT, dedicada a construir essa nova forma de atuação em Web 3.0, aproximando artistas e colecionadores em todo o mundo.

 

 

Ao mesmo tempo em que terão forte exposição no mundo virtual, os NFTs passarão a fazer parte dos ambientes físicos da Kogan Amaro. A galeria pretende realizar uma exposição física de NFTs até o fim de 2022 com exposição de obras tokenizadas via painéis de led e televisores especiais. A princípio, a curadoria foi feita dando espaço para artistas físicos da galeria e abrindo espaço para uma série de artistas internacionais que já atuam com ferramentas digitais, em áreas como ilustração, fotografia e animação.

 

 

Entre os artistas físicos já representados pela galeria e que agora também disponibilizam NFTs exclusivos à venda estão: Daniel Mullen, Fernanda Figueiredo e o duo Tangerina Bruno. Entre as novidades estão os artistas e fotógrafos: Kandro, João Branco, Diris Malko, Fxaq27, Attilagaliba, Reinis Couple, UMiDART e Giovani Cordioli.

 

 

 

 

Guernica em HQ

29/mar

 

 

A história da destruição de Guernica e da criação de uma das obras de arte mais célebres de todos os tempos

Espanha, 1937. A cidade de Guernica, no norte da Espanha, é assolada por um ataque aéreo sem precedentes.

Este crime de guerra entrará para a história como a primeira vez em que civis foram alvo deliberado de um bombardeio aéreo, e também como a fonte de inspiração para que Pablo Picasso pintasse uma de suas obras mais conhecidas.

Ainda hoje, a cidade basca de Guernica e o quadro de Picasso com o mesmo nome simbolizam as atrocidades da guerra e do fascismo. Este livro dá vida aos personagens deste drama, tão palpitante quanto atual. Tradução de Alexandre Boide. Uma edição L&PM E-books.

 

Sobre os autores

 

Bruno Loth

Bruno Loth nasceu em 1960, na França. Antes de se lançar como quadrinista, trabalhou como ilustrador no mercado publicitário. Estreou nos quadrinhos com a série “Ermo” (2006), publicada por sua própria editora, Libres d’Images, que retraça a Guerra Civil Espanhola por meio das aventuras de um adolescente. Seguiram-se “Mémoires d’un ouvrier: Avant guerre et sous l’Occupation” (2016), “Dolorès” (2016), “Guernica” (2019) e “Viva l’anarchie!: La reencontre de Makhno et Durutti” (2020), todos publicados pela editora francesa Boîte à Bulles. Guernica é sua primeira obra lançada no Brasil.

Corentin Loth

Corentin Loth é colorista, apaixonado por informática e quadrinhos. Trabalhou no último álbum da série “Ermo” (Libre d’Images, 2010), em “John Bost” (2017) e em “Guernica” (2019), publicados pela francesa La Boîte à Bulles. Fez a colorização de “Viva l’anarchie!”, cujo segundo volume foi publicado em 2021, em coedição da La Boîte à Bulles e Libres d’Images.

 

Tarsila, pioneira em Paris

10/mar

 

Pionnieres - Musee - du - Luxembourg

 

O Musée du Luxembourg, Paris, França, apresenta o trabalho de 45 artistas , 45 pintoras, escultoras, diretoras de cinema, cantoras, designers. De Suzanne Valadon a Tamara de Lempicka, a Mela Muter, Anton Prinner e Gerda Wegener, a Paris dos loucos anos 20 volta à vida em toda sua exuberância e riqueza, em formas tão múltiplas quanto fascinantes. E entre elas, a brasileira Tarsila do Amaral.

A exposição oferece uma visão global sobre o empoderamento das mulheres dos loucos anos 20. Das operárias fabris às lutas políticas pelos  direitos das mulheres, ao  empoderamento das artistas femininas e ações identitárias, todas as lutas que movimentaram as  classes feminista e feminina são exibidas, e essas mesmas lutas ainda são atuais, um século depois.

Fauvismo, abstração, cubismo ou surrealismo, dança, arquitetura, design, literatura e até ciências: essas mulheres pioneiras tomaram conta de todos os gêneros, sem colocar limites à sua arte.

Em Paris, na década de 1920, os códigos existenciais estão desmoronando com as festas noturnas . O Quartier Latin, Montparnasse e Montmartre são lugares de exuberância e liberdade: um terreno fértil para essas mulheres que querem conquistar o mundo das artes.

Esses artistas promovidos pelo Musée du Luxembourg lideraram grandes movimentos de arte moderna, embora seus papéis tenham sido esquecidos ou deixados de lado. O museu parisiense acolhe 100 anos depois esta exposição para dar-lhes o seu lugar de direito na história da arte.

Esses trabalhos feitos por mulheres pintoras, escultoras ou fotógrafas mostram a luta dessas mulheres por seu empoderamento. Tinham ateliês, galerias, editoras, retratavam descaradamente corpos nus, reivindicavam o direito de vestir, casar ou amar quem quisessem, sem ter que se prender às algemas que explodiam com um pincel.

O Musée du Luxembourg continua sua programação cultural com foco em artistas femininas, e estamos muito felizes com isso. Com sua nova exposição, chamada “Pionnières. Artistes d’un nouveau gênero dans le Paris des années folles” – Pioneiras. Artistas de um novo tipo na Paris dos loucos anos 20 – o museu nos leva a um mundo ainda desconhecido, mas infinitamente rico. Para descobrir de 2 de março a 10 de julho de 2022.

O Musée du Luxembourg ilumina os artistas dos loucos anos 20 com sua nova exposição. Pinturas, esculturas, fotografias, filmes, obras de arte têxteis e literárias: nenhum gênero artístico foi deixado de lado por essas mulheres multitalentosas que não pensaram duas vezes em abrir mão dos padrões de seu tempo para inovar.

Até o dia 10 de julho, corra e descubra “Pionnières. Artistes d’un nouveau genre dans le Paris des années folles ” – Pioneiras. Artistas de um novo tipo na Paris dos loucos anos 20. Esta exposição mostra mulheres que, pela primeira vez no início do século XX, puderam frequentar uma grande escola de arte e desfrutar de um ensino de arte que até então era apenas para homens.

Palatnik em NY

07/fev

 

 

Nara Roesler tem o prazer de inaugurar seu calendário anual de exposições de 2022 com a primeira retrospectiva do artista brasileiro Abraham Palatnik (1928-2020) em Nova York. Com curadoria de Luis Pérez-Oramas, “Abraham Palatnik: o sismógrafo da cor” traz ao público uma seleção de obras que revela o papel fundamental de Palatnik para a arte brasileira da segunda metade do século XX, assim como destaca a importância e pioneirismo de sua produção na compreensão das artes visuais como campos de força (force fields), suportes de energia e dinamismo cromático. A exposição fica em cartaz na Nara Roesler Nova York de 13 de janeiro a 01 de março.
Abraham Palatnik é uma figura fundamental nas artes da América Latina. Autor dos primeiros experimentos mecânicos com movimento e cor, Palatnik conquistou uma posição pioneira entre os representantes da Op Art nas Américas e, ao longo de setenta anos de produção, firmou-se como um criador complexo que expandiu os caminhos das artes visuais ao unir em sua obra tecnologia e arte, energia e cor, função e ornamento, natureza e movimento.
Suas obras podem ser encontradas em diversas coleções ao redor do mundo, como no Museum of Modern Art, Nova York (MoMA), na Adolpho Leirner Collection of Brazilian Art, Museum of Fine Arts, Houston (MFAH); no Royal Museums of Fine Arts of Belgium, em Bruxelas; além de no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), entre outros.
Nascido no Brasil, na cidade de Natal (RN), em 1928, Abraham Palatnik mudou-se para Tel-Aviv com sua família ainda na infância, onde permaneceu até 1948. Ali formou-se como artista e engenheiro.
Entretanto, um dos fatores determinantes para o amadurecimento do artista foi sua atuação na Seção de Terapia Ocupacional do Hospital Pedro II, dirigido pela psiquiatra Nise da Silveira que, apoiada pelos ensinamentos de Carl Jung, foi uma das precursoras e grandes defensoras do potencial da arte no tratamento de pacientes psicóticos. Ao lado dos artistas Ivan Serpa e Almir Mavignier, Palatnik coordenava oficinas de pintura e artes. O impacto dessa experiência com os internos e com as imagens produzidas por eles foi tão intenso que levou Palatnik a abandonar a pintura.
Foi na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, que Palatnik despontou na cena artística de forma determinante. Na edição, seu primeiro Aparelho Cinecromático (1949) foi recusado por não se encaixar nas categorias previstas. Posteriormente, a obra seria aceita e receberia uma menção especial do júri internacional. O trabalho é pioneiro no uso artístico de fontes luminosas artificiais e, ao longo de sete edições da Bienal, entre 1951 e 1963, outros Aparelhos Cinecromáticos foram expostos. Em 1964, eles foram exibidos também na Bienal de Veneza, conferindo projeção internacional ao artista.
Até o fim de sua vida, Palatnik seguiu investigando e inovando no campo artístico ao criar trabalhos capazes de gerar fascínio pela elegância de sua composição, seja utilizando mecanismos que coreografam um verdadeiro balé de cores e formas, seja pintando e moldando materiais, como a madeira, o metal, o gesso e o papel cartão, para criar imagens abstratas cheias de ritmo e movimento.
Ainda que constantemente associado aos movimentos da arte cinética, o trabalho de Palatnik parece transcender as categorias. Para o curador Luis Pérez-Oramas, isso “talvez signifique que o problema central de sua obra não seja diretamente o movimento e, por isso, sua produção transcende as mesquinhas categorias que a crítica e a história da arte atribuem à Op Art e mesmo à arte concreta. […] Não se trata, é claro, de representar algo na obra de Palatnik, pelo contrário: trata-se precisamente de apresentar, por exemplo, o vestígio, o rastro, o traço do movimento e, portanto, o que a obra torna visível”. A essência do trabalho de Palatnik é o movimento e sua vertigem, a força transformadora que tem na natureza uma das suas mais assertivas metáforas.
De fato, em sua obra, encontramos a conjunção harmônica desses dois universos: o da regularidade maquínica, ligado à racionalidade humana e sua vontade de construção; e o da organicidade do mundo natural, evocando o universo das sensações renovadas pela constante transformação da paisagem.
“Abraham Palatnik: o sismógrafo da cor” traz, além de trabalhos de séries emblemáticas, como Aparelhos Cinecromáticos e Objetos Cinéticos, pinturas figurativas do início da carreira de Palatnik, incluindo um auto retrato, além de rascunhos, desenhos e projetos que permitem adentrar no processo criativo do artista.

 

Por ocasião da exposição, a Nara Roesler Livros, braço editorial da galeria, lançará “Abraham Palatnik: Encantamento/Experimentação”, a maior monografia já publicada sobre o artista. Com organização de Luiz Camillo Osorio, a edição estará disponível em duas versões, inglês e português e, além de um prolífico caderno de imagens de arquivo e de trabalhos do artista, apresenta textos históricos e inéditos assinados por grandes nomes da área, como Hans-Ulrich Obrist, Mário Pedrosa, Luis Pérez-Oramas, Abigail Winograd, Kayra Cabanas e Gabriel Pérez-Barreiro.

 

 

Exposição colaborativa

06/dez

 

 

 

Fortes D’Aloia & Gabriel e Lévy Gorvy, Palm Beach, Fl, USA, anunciam “Nature Loves to Hide”, uma exposição colaborativa que alude às múltiplas formas pelas quais artistas históricos e contemporâneos abordam a natureza e a paisagem. Inspirando-se no mundo natural, os dez artistas presentes na mostra imbuem-se do aforismo do filósofo grego Heráclito – “a natureza gosta de ocultar-se” – contemplando em suas obras as esferas históricas, comunitárias e imaginativas compreendidas pelo gênero da paisagem. Representados pela Lévy Gorvy, Tu Hongtao (n. 1976), Francesco Clemente (n. 1952) e Pat Steir (n. 1938) se concentram em motivos singulares da natureza – a floresta, flores e cachoeiras – para envolver os visitantes em uma contemplação espiritual. As artistas Lucia Laguna (n. 1941), Adriana Varejão (n. 1964), Janaina Tschäpe (n. 1973) e Marina Rheingantz (n. 1983), da Fortes D’Aloia & Gabriel, utilizam-se de diversas tradições de pintura de paisagem para investigar questões culturais e pessoais, recorrendo à abstração como força libertadora de composição, ao mesmo tempo em que retêm traços emblemáticos da figuração. Em contraste, obras de Lucio Fontana (1899 – 1968), Willem de Kooning (1904 – 97) e Yves Klein (1928 – 62), selecionadas pela Lévy Gorvy, e de Rivane Neuenschwander (n. 1967), representada pela Fortes D’Aloia & Gabriel, integram a mostra com trabalhos altamente conceituais que redefinem radicalmente as noções convencionais dos limites do espaço e da terra. Como uma ponte entre o que faz parte do cânone e do que é contemporâneo, “Nature Loves to Hide” oferece uma experiência imersiva e multifacetada da pintura e da paisagem.

 

 

 

 

Arthur Lescher em Portugal

10/nov

 

Abertura de exposição individual de esculturas de Arthur Lescher a partir do dia 13 de novembro na KubikGallery, Porto, Portuga
Há mais de trinta anos que Lescher apresenta um trabalho sólido como escultor, que resulta da pesquisa em torno da articulação de materiais, pensamentos e formas. Nesse sentido, o artista tem no diálogo particular, ininterrupto e preciso, com o espaço e o projeto arquitetônicos, e a escolha de materiais (que podem ser metal, pedra, madeira, feltro, sais, latão e cobre), elementos fundamentais para destacar o poder desse discurso. Mesmo que o trabalho de Lescher esteja fortemente ligado aos processos industriais, apresentando extremo requinte e rigor, a sua produção não tem a forma como único propósito, na verdade, vai além. Essa contradição abre caminho para o mito e a imaginação, elementos essenciais para a construção da sua Paisagem Minimal.

 

Sobre o artista

 

Artur Lescher nasceu em 1962, em São Paulo, SP, Brasil, onde reside e trabalha. Algumas de suas últimas exposições individuais são: Artur Lescher: suspensão, Estação Pinacoteca, 2019, São Paulo, Brasil; Asterismos, Almine Rech Gallery, 2019, Paris, França; Porticus, Palais d’Iéna, 2017, Paris, França; Inner Landscape, Piero Atchugarry Gallery, 2016, Pueblo Garzón, Uruguai. Participações em exposições coletivas recentes incluem: Tension and Dynamism, Atchugarry Art Center, 2018, Miami, Estados Unidos; Mundos transversales – Colección permanente de la Fundación Pablo Atchugarry, Fundación Pablo Atchugarry, 2017, Maldonado, Uruguai; Everything you are I am not: Latin American Contemporary Art from the Tiroche DeLeon Collection, Mana Contemporary, 2016, Nova Jersey, Estados Unidos; El círculo caminaba tranquilo, Museo de Arte Moderno de Buenos Aires, MAMBA, 2014, Buenos Aires, Argentina; The Circle Walked Casually, Deutsche Bank KunstHalle, 2013, Berlim, Alemanha. Tem obras em importantes coleções como: Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (MALBA), Buenos Aires, Argentina; Museum of Fine Arts Houston (MFAH), Houston, Estados Unidos; Philadelphia Museum of Art, Filadélfia, Estados Unidos; Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, Brasil.

 

Com o apoio do programa InResidence, uma iniciativa da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M.