Representando um artista internacional.

24/jun

A Almeida & Dale anuncia a representação de Guillermo Kuitca no Brasil, trabalhando em colaboração com a Hauser & Wirth, galeria que o representa globalmente.

Reconhecido como um dos nomes de maior destaque da arte contemporânea latino-americana, Guillermo Kuitca sustenta há mais de 40 anos uma prática múltipla e inquieta que é informada pelo teatro, a dança, a música e a filosofia. 

Nascido em 1961, vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina. O artista mobiliza um repertório iconográfico que inclui objetos do espaço doméstico, modelos de representação arquitetônica e mapas, além de ser reconhecido internacionalmente por seu singular estilo cubistóide.

Guillermo Kuitca teve sua primeira exposição ainda aos 13 anos, em uma galeria na capital argentina. Desde então, teve passagens em importantes exposições ao redor do mundo, entre elas as 18ª, 20ª e 24ª edições da Bienal de São Paulo, a documenta IX, em Kassel, além da 52ª Bienal de Veneza, também como artista representante no Pavilhão da Argentina. Obras do artista estão presentes em importantes coleções institucionais, tais como o 21st Century Museum of Contemporary Art, Japão, Guggenheim Museum, EUA; e MoMA, New York, EUA.

Exposição de Arjan Martins na Itália.

10/jun

A Gentil Carioca anuncia “O Estrangeiro. 35º30’54” N, 12º34’48” E”, primeira exposição individual de Arjan Martins na Itália, em cartaz na Fondazione ICA Milano, com curadoria de Alberto Salvadori até 24 de julho.

O título da exposição faz referência às coordenadas geográficas da ilha de Lampedusa, um ponto emblemático das migrações contemporâneas no Mediterrâneo. Reunindo um conjunto significativo de pinturas recentes, Arjan Martins amplia sua investigação sobre migração, diáspora africana e os legados persistentes do colonialismo.

Ao longo das obras, o Oceano Atlântico surge como um arquivo vivo, onde histórias de deslocamento, trocas e resistência continuam reverberando no presente. Cartografias, embarcações, instrumentos de navegação, corpos e paisagens compõem narrativas visuais que aproximam memória e imaginação, propondo uma reflexão sobre pertencimento, circulação e representação.

A reabertura do museu Cérès Franco.

Os Aventureiros do Alvo: 100 Artistas em Homenagem a Cérès Franco.

Les aventuriers de l’œil-de-bœuf: 100 artistes en Hommage à Cérès Franco.

Em exibição no La Coopérative-Musée Cérès Franco, 5 route d’Alzonne, 11170 Montolieu, França. A abertura será no sábado, 20 de junho, a partir das 11hs.

Esta exposição revisita os anos de 1962 a 1972, período em que Cérès Franco atuou intensamente como curadora, numa época em que a profissão ainda dava seus primeiros passos. Em apenas uma década, ela concebeu diversas exposições marcantes e afirmou uma visão aberta da arte, atenta à figuração, à cor e à emoção.

Duas exposições inaugurais.

Para celebrar a sua reabertura, o Museu Cooperativo Cérès Franco lança uma nova série de exposições dedicadas a duas vertentes da obra de Cérès Franco nas décadas de 1960 e 1970. O ano de 2026, centenário do seu nascimento e da reabertura do museu, Cérès Franco, curadora e poetisa, será descoberta através das seguintes exposições:

Corneille, Chaïbia, Cérès Franco: Poemas para o Mundo.

Uma exposição que explora, através de uma coleção de arquivos, manuscritos, textos inéditos e obras de arte, uma faceta pouco conhecida da vida de Cérès Franco (1926-2021). Conhecida como galerista e colecionadora, ela também foi poeta. Alguns de seus escritos foram redescobertos recentemente, incluindo a correspondência que manteve com os artistas Corneille (1922-2010) e Chaïbia (1929-2004), a quem apoiou e defendeu ao longo de sua carreira.

Solo show de Chico da Silva.

09/jun

Abertura no Nottingham Contemporâneo – Chico da Silva (Chico da Silva: And the soul is for the birds). Em cartaz até 06 de setembro, a Nottingham Contemporary, London, Inglaterra, apresenta a primeira exposição individual institucional europeia do artista brasileiro autodidata Francisco da Silva, conhecido como Chico da Silva.

Reunindo obras seminais criadas ao longo da vida do artista, a exposição explora o universo visual singular de Chico da Silva – onde a mitologia, o folclore e a imaginação convergem em cenas vívidas de criaturas fantásticas, paisagens cósmicas e mundos interligados.

Celebrando a contribuição e o legado duradouro de Chico da Silva dentro da prática artística indígena contemporânea no Brasil, a exposição também revisita as complexidades envolvendo a autoria, a autenticidade e sua prática coletiva de estúdio, a Escola Pirambu.

A Temporada de Cultura Reino Unido/Brasil 2025-26 é um intercâmbio cultural de um ano entre os dois países que mostra os diversos e vibrantes setores de artes de ambas as nações. Marca 200 anos de relações diplomáticas e foi projetado para fortalecer e construir conexões culturais entre o Reino Unido e o Brasil. É uma iniciativa conjunta entre o British Council e o Instituto Brasileiro Guimarães Rosa (IGR). O programa artístico em ambos os países engloba teatro, cinema, dança, música, literatura, artes visuais e design e apresenta uma série de palestras e conferências acadêmicas.

Rodrigo Torres em Roma.

08/jun

O artista Rodrigo Torres abre a exposição solo “Água mole em pedra dura”, uma colaboração entre A Gentil Carioca e a italiana rhinoceros Gallery, em Roma, Itália. Concebida durante uma residência artística realizada entre o c.r.e.t.a, centro de referência em artes cerâmicas da cidade, e a galeria, a mostra reúne um novo conjunto de trabalhos desenvolvidos especialmente para a ocasião e marca a primeira exposição individual do artista na Itália.

A série parte das relações entre matéria, tempo e transformação. Em diálogo com as paisagens do Rio de Janeiro e de Roma, o artista investiga os movimentos de construção e desgaste que atravessam tanto a Natureza quanto a Cultura, propondo uma reflexão sobre aquilo que a terra produz, preserva e inevitavelmente reclama de volta.

Até 13 de agosto.

A obra de Portinari em Pequim.

03/jun

 

Uma das maiores exposições internacionais já dedicadas a Candido Portinari será apresentada em Pequim a partir de 08 de junho, marcando um novo capítulo na circulação global da arte brasileira. Com cerca de 60 obras, “O Brasil de Portinari” ocupa o Museu Nacional da China – o segundo museu mais visitado do mundo, localizado na Praça da Paz Celestial e com fluxo diário de cerca de 30 mil visitantes.

A escala do projeto impressiona: ao longo de quatro meses, a mostra ter´um público estimado em cerca de 4 milhões de pessoas, consolidando-se como uma das maiores plataformas de difusão internacional já dedicadas a um artista brasileiro.

Além do conjunto de obras, a exposição incorpora uma experiência digital imersiva de última geração, ampliando a leitura da produção de Portinari para além do formato expositivo tradicional e dialogando com o perfil de grandes instituições globais.

A abertura antecipada para o dia 08 de junho não é casual. No dia seguinte, o museu recebe o Fórum Global de Diretores de Museus, encontro que reúne lideranças de algumas das principais instituições do mundo. A mudança de data atende a um pedido da própria instituição chinesa, permitindo que esses diretores tenham acesso à exposição – um gesto que reforça o caráter estratégico da mostra.

Inserida no contexto do Ano da Cultura e do Turismo Brasil-China 2026, a iniciativa ultrapassa o campo artístico e se posiciona como instrumento de diplomacia cultural. Ao mobilizar um dos nomes mais reconhecidos da arte brasileira, o projeto constrói uma narrativa de identidade nacional voltada ao exterior, ao mesmo tempo em que fortalece laços institucionais entre os dois países.

Presença brasileira em múltiplas linguagens.

29/maio

A Gentil Carioca apresenta na Art Basel 2026 uma seleção coletiva concebida em torno do eixo “Natureza e Liberdade”, reunindo obras que atravessam questões de território, ancestralidade, ecologia, memória e transformação.

O stand reúne trabalhos de Agrade Camíz, Ana Silva, Arjan Martins, Carlos Jacanamijoy, Denilson Baniwa, Diego Kohli, João Modé, Kelton Campos Fausto, Laura Lima, Marcela Cantuária, Mariana Rocha, Maria Nepomuceno, Miguel Afa, Novíssimo Edgar, OPAVIVARÁ!, Pascale Marthine Tayou, Renata Lucas, Rodrigo Torres, Rose Afefé, Sallisa Rosa, Siwaju, Vinicius Gerheim e Vivian Caccuri.

Por meio de múltiplas linguagens, a seleção articula um diálogo entre a arte contemporânea e perspectivas ecológicas, afro-diaspóricas e indígenas, aproximando investigações sobre corpo, paisagem, espiritualidade e liberdade.

A Gentil Carioca também está presente no setor Unlimited com a obra “Safira” (2025), de Agrade Camíz, uma pintura de grande escala que surge como um relicário em expansão. Lapidada em camadas de azul profundo e vibrante, a obra convoca a pedra preciosa não como ornamento, mas como presença: uma entidade sensível, guardiã do tempo e território de si mesma.

Reunião de arte e sustentabilidade.

26/maio

Celebrando a trajetória de Hugo França, será lançado no próximo dia 02 de junho o livro “Esculturas Mobiliárias” na sede da Embaixada do Brasil em Lisboa com autoria e curadoria de Paulo Herkenhoff.

Lançado pela FGV Arte o livro marca a primeira publicação dedicada exclusivamente ao trabalho de Hugo França. A obra destaca sua trajetória na criação de móveis funcionais partindo de resíduos florestais, nos quais reúne arte e sustentabilidade.

Nascido em Porto Alegre, em 1954, Hugo França construiu sua trajetória a partir de uma relação profunda com a Natureza. Nos anos 1980, ao viver em Trancoso (BA), passou a observar o desperdício na extração da madeira – experiência que transformou completamente seu olhar artístico. Desde então, desenvolve as chamadas “esculturas mobiliárias”, peças únicas criadas a partir de resíduos florestais e urbanos, como troncos, raízes e árvores condenadas pela ação do tempo ou do homem. Hugo França, é um dos maiores nomes do design sustentável brasileiro. Suas criações estão presentes em espaços icônicos como o Palácio do Itamaraty, o Instituto Inhotim, a Fundação Getúlio Vargas Arte, além de galerias renomadas no Brasil e no exterior.

Rodrigo Cass e a Geometria Sensível.

21/maio

A Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa inaugurou a exposição “Geometria Sensível”, de autoria de Rodrigo Cass na Escola das Artes, no Porto, a primeira exposição individual do artista em Portugal, com organização da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa em colaboração com a Brotéria, e também na Brotéria, em Lisboa, no dia 26 de maio. 

No cerne da exposição está a noção de “geometria sensível”, que se manifesta nas formas, nas cores e nos gestos que atravessam as obras. Mais do que uma abordagem estritamente formal, essa geometria revela-se como um campo de tensão entre racionalidade e intuição, onde estruturas geométricas se articulam com experiências sensoriais e afetivas. Assim, o trabalho de Rodrigo Cass expande-se para uma dimensão em que gestos ativam planos e objetos, instaurando relações dinâmicas entre matéria e percepção, ao mesmo tempo em que evoca uma dimensão mística atravessada pelos quatro elementos – terra, água, ar e fogo – como forças primordiais que informam, transformam e vitalizam.

Sobre o artista.

Rodrigo Cass nasceu em São Paulo, SP, 1983. O artista dialoga com a tradição construtiva da arte brasileira por meio de um vocabulário formal que alude aos experimentos concretos e neoconcretos das décadas de 1960 e 1970. O interesse do artista por intersecções e fraturas do plano pictórico é notável, fazendo com que suas superfícies adquiram dimensões volumétricas no espaço em telas, relevos e vídeos. Concreto, fibra de vidro e linho, coloridos com têmpera, são alguns de seus materiais mais utilizados. Projetadas sobre objetos esculturais, as obras em vídeo de Rodrigo Cass fundem a fisicalidade da performance com a lógica pictórica, em que a cor e a textura aparecem como elemento construtor do espaço. Em sintonia com o carácter tecnicamente híbrido e conceitualmente polivalente da prática de Rodrigo Cass, o gesto do corpo comunica-se com a pincelada sobre a superfície da pintura, criando um campo de ressonâncias entre possibilidades formais e uma espacialidade virtual.

Obras de Wanda Pimentel adquiridas pelo MoMA.

13/maio

Dois desenhos da série “Animais Preto e Branco” (1965-67) de Wanda Pimentel passaram a integrar o acervo do MoMA – Museu de Arte Moderna de Nova York. A aquisição foi realizada por meio da galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, responsável pelo espólio da artista; Esta aquisição marca a segunda vez que o museu adquire obras de Wanda Pimentel, após a incorporação de uma pintura da série “Envolvimento” à coleção do MoMA em 2024.

“Esta aquisição reforça a presença de Wanda Pimentel na coleção do MoMA e representa um importante reconhecimento da singularidade de sua prática. Ver este conjunto de desenhos da década de 1960 entrar para a coleção do museu destaca a força experimental de um trabalho que foi fundamental para o desenvolvimento de uma linguagem pop profundamente brasileira e latino-americana. Também representa um passo significativo no reconhecimento internacional de Wanda Pimentel como uma das grandes vozes femininas da arte do século XX.” – Alexandre Gabriel, sócio e diretor da Fortes D’Aloia & Gabriel.

Sobre a artista.

Wanda Pimentel nasceu no Rio de Janeiro em 1943, onde viveu até sua morte em 2019. A prática de Wanda Pimentel se distingue por uma qualidade precisa e de contornos nítidos, abrangendo linhas geométricas e superfícies lisas em obras que frequentemente desafiam a categorização como abstratas ou figurativas. No final da década de 1960 e início da década de 1970, suas pinturas retratavam espaços domésticos e objetos do cotidiano em cores vibrantes, em consonância estilística com a Nova Figuração brasileira. Nas décadas seguintes, a artista incorporou a paisagem carioca circundante à sua composição formal, retratando montanhas e vistas através de uma moldura semelhante a uma janela; construiu esculturas de tampas de bueiro, direcionando seu olhar para baixo, para ambientes ocultos, e pintou sequências de animais geometricamente representados, ampliando seu escopo para incluir figuras não humanas.

O início da trajetória de Wanda Pimentel coincide com o começo de um longo período de opressão e violência estatal no Brasil após 1964, quando a Ditadura Militar foi instaurada e se consolidou até 1985. O paralelo destaca como sua obra reage e, ao mesmo tempo, subverte a atmosfera sufocante sentida durante os chamados “anos de chumbo”, marcados por comunidades cada vez mais isoladas, valores sociais conservadores, fortes barreiras políticas e uma relação turbulenta com a identidade nacional. Nesse sentido, a obra de Wanda Pimentel funciona tanto como um código visual forjado sob condições opressivas quanto como um mapa para ressignificar o isolamento.

Internacionalmente, a obra de Wanda Pimentel foi apresentada em algumas das exposições mais importantes dedicadas à revisitação da arte latino-americana do pós-guerra, incluindo Radical Women: Latin American Art, 1960-1985 no Hammer Museum e no Brooklyn Museum, bem como International Pop, organizada pelo Walker Art Center e itinerante para o Philadelphia Museum of Art e o Dallas Museum of Art. Mais recentemente, seu trabalho foi apresentado em exposições como Vital Signs: Artists and the Body no MoMA – The Museum of Modern Art e Pop Brasil: vanguardia y nueva figuración, 1960s-70s no MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, Argentina. No Brasil, importantes apresentações de sua obra incluem Envolvimentos no MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, além de exposições recentes organizadas pela Fortes D’Aloia & Gabriel em São Paulo e Rio de Janeiro, reafirmando o lugar central de Wanda Pimentel na história da arte contemporânea brasileira.