Margarida Pandolfo, mãe d’OSGEMEOS, estreou a sua primeira mostra solo no Museu da Imigração, Mooca, São Paulo, SP. “Assim Bordei Meus Sonhos” reúne crochês, bordados e pinturas que dialogam com a obra de seus filhos e a memória da imigração lituana. A exposição “Assim Bordei Meus Sonhos” celebra o centenário da imigração lituana trazendo obras inéditas que misturam a arte urbana dos filhos famosos com a tradição têxtil familiar. A mostra busca difundir a cultura do país báltico. Por isso, “Assim Bordei Meus Sonhos” traz em seus fios um olhar sensível sobre as memórias afetivas e a identidade dessa comunidade.
A trajetória da artista.
Margarida Leda Kanciukaitis Pandolfo nasceu no ano de 1944 em São Paulo, filha de um imigrante da Lituânia e uma brasileira. Aprendeu a bordar desde cedo, aos 10 anos, com a família e nas aulas de artes do ensino fundamental. No entanto, as responsabilidades da vida adulta fizeram com que ela se afastasse dessa paixão. Mãe de 4 filhos, Dona Margarida viu dois deles, Gustavo e Otávio Pandolfo, seguirem a veia artística da família. A dupla se transformou n’OSGEMEOS, artistas de rua consagrados cujas obras se espalham por São Paulo, Nova York, Londres e outras importantes cidades globais. Décadas depois, após Dona Margarida completar 60 anos, seus filhos a incentivaram a voltar a bordar. Começava aí uma nova fase para a família, que culmina na novíssima exposição de Margarida Pandolfo em São Paulo.
“Assim Bordei Meus Sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo” colore o Museu da Imigração até outubro. Esta é a primeira mostra solo de Dona Margarida, que já participou de coletivas em países como Brasil, Estados Unidos e Lituânia. “Assim Bordei Meus Sonhos” foi um presente dos filhos Otávio, Gustavo, Adriana e Arnaldo Pandolfo, que organizaram toda a montagem de surpresa para a mãe.
“Assim bordei meus sonhos” se constrói a partir de reflexões sobre as dores e desejos ligados às experiências de migração, conectando a trajetória da artista às diversas origens da sociedade brasileira. Essa narrativa dialoga diretamente com o espaço do Museu da Imigração, cujo acervo preserva a história de milhões de pessoas que cruzaram fronteiras em busca de um novo destino.
Até 05 de outubro.

