Esculturas de Beatriz Milhazes

25/nov

Até o final do mês a James Cohan Gallery apresenta a individual de Beatriz Milhazes, “Marola” – a quinta da artista na galeria nova-iorquina. Com nove pinturas e duas esculturas, a exposição vem na sequencia do sucesso da retrospectiva “Jardim Botânico”, que ocupou recentemente o Perez Art Museum de Miami.

 

Inspirada, em parte, pelos carros alegóricos do carnaval carioca, Beatriz criou cortinas em cascata de flores de poliéster, hastes de aço inoxidável e esferas, incluindo algumas grandes em alumínio ricamente pintadas com seus florais coloridos típicos, além de outros elementos pintados à mão. “eu não queria que elas se tornassem móbiles; por isso ocupam todo o percurso até o chão”, explica a artista.

 

As duas esculturas representam um novo e importante desenvolvimento na trajetória consolidada de Beatriz Milhazes. Elas evoluíram a partir de um projeto de design que a artista criou para a companhia de dança moderna de sua irmã e empregam estratégias que remetem às suas pinturas, como as superfícies em camadas que revelam e ocultam padrões subjacentes, trazendo sua aclamada dialética de cor e movimento agora para a tridimensionalidade.

 

Fontes: James Cohan Gallery, Whitewall Magazine, Artnet, Touch of class.

Reconhecimento de Padrões

10/nov

A  BOSSA Gallery, Design District, Miami, Florida, USA, abre “Pattern Recognition”, exposição individual do artista multimídia Fernando Velázquez. O artoista apresenta nove trabalhos autorais com uma instalação, dois vídeos, um objeto de luz e cinco imagens fotográficas com interferências digitais. Velásquez demonstra que as novas tecnologias, antes restritas aos laboratórios de informática, uma vez que conquistam o espaço exterior, necessitam de estruturas novas de pensamento e ação.

 

“Pattern Recognition”, obra principal da mostra que domina o espaço expositivo da galeria, é um instalação interativa de Fernando Velázquez, em 12 canais de vídeo, que possibilita escapar das limitações da memória. Em doze cenas que preenchem o campo de visão, temos uma experiência de imersão, de sequestro dos sentidos. Ao movimentar-se pelo espaço o publico modifica o vídeo que é transmitido nas telas através do sensor Kinect.

 

As imagens base, em sincronismo oscilante, são captadas por um drone, que estende o olhar por ângulos sedutores em uma floresta. Captadas a partir da parte mais elevada, simulando uma câmera de segurança vigiando a floresta, as imagens são modificadas pela presença do público que, ao passar em frente aos monitores, fazem aparecer um vídeo em fast motion com imagens de natureza em tempo acelerado. Ou seja: temos o contraponto do tempo cronológico da natureza, ou natural, versus o tempo acelerado da ação humana atuando junto ao meio ambiente. Versão semelhante da obra foi apresentada pelo artista em exposição no Rio de Janeiro em 2015.

 

Para Lucas Bambozzi, “ o que vemos é um sistema de visão. Temos um enigma, que não precisa ser decifrado, mas percebido, observado”. O trabalho de Fernando Velázquez, para estar completo, além de solicitar, necessita da participação do espectador. A coordenação é de Liliana Beltran.

 

 

De 09 de novembro a 14 de dezembro.

Encontro com o artista – 19 de Novembro, às 18hs.

Retorna a Lisboa

14/out

Depois de passar 30 dias na Residência Artística HS13rc entre fevereiro e março deste ano, o artista plástico Fábio Carvalho retorna a Lisboa para realizar a segunda fase do projeto de “intervenção urbana APOSTO”. Na primeira fase do projeto, o artista criou dois novos padrões de azulejos, a partir de fotos de peças da série “Delicado Desejo”. A série “Delicado Desejo” é composta por armas de fogo criadas a partir de um patchwork de diversas rendas.

 

 

Os novos padrões de azulejos foram impressos em papel, e depois aplicados em fachadas de prédios lisboetas onde os azulejos originais já estavam em falta, por deterioração ou roubo. Nenhum azulejo real foi encoberto pelos azulejos de papel do artista.

 

 

Além dos dois novos padrões de azulejo criados, em um caso particular Fábio Carvalho criou um padrão específico, “sob medida”, visando um maior diálogo entre o padrão original na fachada e o criado pelo artista. É exatamente este aspecto que será ampliado nesta segunda fase da da intervenção urbana “APOSTO”, batizada como “APOSTO 2.0”. O artista irá criar uma grande variedade de novos padrões para seus azulejos de papel, cada qual destinado a apenas um único padrão português original. Desta forma, cada fachada será completada com um desenho de azulejo desenvolvido especialmente para aquele prédio.

 

 

Além d”APOSTO 2.0″,  Fábio Carvalho levará para Lisboa a intervenção urbana “OCUPAÇÃO MONARCA”, iniciada em agosto deste ano no Rio de Janeiro. Em Lisboa, o lambe lambe da “OCUPAÇÃO MONARCA” também assumirá a forma de azulejo de papel, para ser aplicado em portas e janelas lacradas com cimento em imóveis abandonados, e em alguns casos específicos, como complemento às faltas de azulejos em fachadas.

 

 

Nesta intervenção temos como base a icônica imagem de um soldado em uniforme camuflado e armado com um fuzil, com asas de borboleta saindo de suas costas, que pode ser encontrada em uma variedade de outros trabalhos do artista, acompanhada de novos desenhos, todos advindos do universo militar: tanques de guerra, granadas, bombas, pistolas, facões, entre outras, ornamentados por uma variedade de flores. Esta série foi criada como uma referência aos azulejos de figura avulsa portugueses.

Brasileiros na Tate Modern

24/set

Obras de sessenta e quatro artistas de vinte e oito países estão representados na exposição “The EY Exhibition: The World Goes Pop”,  na Tate Modern, Londres, Inglaterra, montada para contar a história mundial da Pop Art, abrindo novos caminhos e revelando um lado diferente deste fenômeno artístico e cultural. Da América Latina à Ásia, da Europa ao Oriente Médio, a exposição “The World Goes Pop” liga os pontos entre a arte produzida ao redor do mundo durante as décadas de 1960 e 1970, mostrando como diferentes países e culturas responderam ao movimento. Desde a política, o corpo humano, as revoluções domésticas, os materiais de consumo, protestos e folclore – tudo será exposto e explorado na mostra, em suportes variados que contemplam inclusive capotas de automotivas e máquinas de pinball. Vários artistas brasileiros integram a exposição, nomes como Antonio Dias, Wesley Duke Lee, Glauco Rodrigues, Anna Maria Maiolino, Claudio Tozzi, Romanita Disconzi, Raymundo Colares, Marcelo Nitsche e Teresinha Soares.

 

Até 24 de janeiro de 2016.

Toz na Europa

04/set

A partir do dia 10 de setembro os franceses poderão contemplar o trabalho de Tomaz Viana, o Toz, um dos artistas mais conceituados no cenário da arte urbana brasileira. A Prefeitura de Paris está  transformando todo o 13º Arrondissement, em parceria com a empresa de construção civil SEMAPA, que desenvolveu um conceito de vitrine artística através do projeto SCOPE. Toz foi convidado para fazer um site specific levando as cores do Rio para a cidade através do personagem “Vendedor de Alegria”, com 5 metros de altura e cabeça composto por 1000 bolas de vinil suspensas. Trata-se de um espaço visível ao público, uma estação de metro desativada, localizada em dois grandes eixos do bairro. A obra ficará no local por quatro meses.

 

Depois desse projeto, o artista segue para o “Vision Art Festival” na cidade de Crans-Montana, na Suíça. O festival tem como missão unir arte e natureza para criar algo novo. Combina a paisagem da cidade com os trabalhos de diversos artistas vindos de todos os lugares do mundo. A programação conta com um dia educativo e interativo com crianças de escolas das redondezas, festas, workshops, atrações musicais e até uma corrida de downhill. Por lá Toz vai pintar uma Estação de Esqui e todo o caminho percorrido pelo teleférico ganhará as cores e formas do artista.

Osgemeos comunicam

31/jul

A partir de amanhã, 01, das 23:57 até 00:00 de cada noite do mês de Agosto, estaremos

apresentando uma animação dos nossos personagens, em meio a um dos lugares mais

urbanos e emblemáticos do mundo: no Times Square, em NYC. “Conexão Paralela” é o titulo

deste nosso novo projeto que participará do “Midnight Moment”, apresentado pela The Times

Square Advertising Coalition (TSAC) e Times Square Arts em parceria com a Galeria Lehmann

Maupin e produção da Birdo Studio. Em seus tradicionais painéis eletrônicos e bancas de

notícias, a Times Square sinaliza as 23:57 a contagem regressiva de se tornar durante 3

minutos uma galeria de arte digital a céu aberto. Através desse momento, queremos

estabelecer uma conversa entre o imaginário e o mundo real, conectar as pessoas com os

aspectos alegres e mágicos que cada indivíduo tem dentro de si através dos sonhos.

Eduardo Kac em Mallorca

30/jun

“Lagoogleglyph” consiste em um formato gráfico pixelado, fazendo referência a uma cabeça de coelho, inscrito no telhado do Es Baluard Museo de Arte Moderno y Contemporáneo de Palma de Mallorca, Espanha. Foi feita especificamente por Eduardo Kac para o olho de um satélite usado pelo Google. Nesta série, o artista contrata o mesmo satélite usado pelo Google e produz uma fotografia idêntica ao tipo usado pelo Google Earth. “Lagoogleglyph” é visível para qualquer pessoa no planeta via mecanismo de busca geográfica do Google. Este é o segundo “Lagoogleglyph” produzido por Eduardo Kac. A primeira, agora na coleção permanente do MAR-Museu de Arte do Rio, foi apresentado pelo Oi Futuro em 2009. O artista é representado pela Marsiaj Tempo Galeria, Ipanema, Rio de Janeiro, RJ.

Suzana Queiroga em Portugal

19/jun

A inauguração da exposição “ÁguaAr”, mostra individual da artista brasileira Suzana Queiroga, no Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura (CAAA), em Guimarães, Portugal, abrange diversas áreas como desenho, vídeo, instalação e documentação. A curadoria é de Paulo Aureliano da Mata e Tales Frey. O texto crítico recebeu assinatura de Jacqueline Siano e conta com o apoio de DGArtes/Direcção-Geral das Artes (Portugal), uma realização da eRevista Performatus.

 

 

 

De Suzana Queiroga

 

 

Das fronteiras geográficas que incorporam a presença da água e do ar, Suzana Queiroga depara-se com ambos elementos a partir da observação de diferentes cartografias, presenciadas através dos voos/performances em seu balão de ar quente Velofluxo ou através de outras formas de pesquisar o fluxo, o tempo e a continuidade presentes na paisagem como algo em constante movimento. De cima, vemos camadas complexas sobrepostas que se interconectam. Vemos os sistemas de águas como rios, seus afluentes, os oceanos e mares, as correntes e as marés, os sistemas e mapas de ventos, os mapas de voo, as correntes do ar, as nuvens e ainda os códigos gráficos das cidades e das paisagens em geral. Igualmente, podemos contemplar a relação das cartografias com o próprio corpo, com o sistema sanguíneo e com os demais sistemas de circulação, bem como com os nossos corpos em determinadas localidades, habitando e fluindo em diferentes paisagens. A partir de ÁguaAr de Suzana Queiroga, a paisagem renuncia unicamente a sua colocação como um conceito geográfico para tornar-se uma alegoria complexa e inexaurível da existência humana, relacionando a memória e a materialização da mesma em variáveis suportes artísticos que remetem a ambientes vistos e imaginados.

 

 

 

Apresentação de Suzana Queiroga

 

 

A artista plástica carioca Suzana Queiroga despontou nos anos 80, época em que a exposição “Como vai você, Geração 80?”, apresentada no Rio de Janeiro, em 1984, apresentou a produção de cerca de 100 jovens artistas que modificou significativamente os rumos da arte no Brasil. Queiroga é um dos nomes deste núcleo de artistas juntamente com Daniel Senise, Leda Catunda, Beatriz Milhazes, Delson Uchoa, Nuno Ramos, Cristina Canale, entre tantos outros, que alcançaram representatividade e notoriedade nacional e internacional. Pinturas, desenhos, esculturas, instalações, vídeos, infláveis e intervenções urbanas são as várias expressões as quais Suzana Queiroga se dedica. Artista inquieta e pesquisadora, seu trabalho se destaca pela inteligência com que articula operações improváveis e radicais e no que se desprende das tradições para se lançar em um campo amplo de possibilidades que permite infinitas configurações. Sua obra, como numa verdadeira rede, articula diferentes meios que se entrecruzam formando um todo poético e contemporâneo. No universo complexo de pluralidades da arte contemporânea, Suzana Queiroga nos propõe vislumbrar o próprio pensamento. A artista se interessa por vários campos do conhecimento no que se dedica a pesquisas filosóficas e cientificas e aciona diversos elementos e domínios da cultura ao mesmo tempo. Sua obra posiciona-se diante do mundo não para produzir simples contemplação, mas para possibilitar ao espectador a imersão em um campo sensorial profundo e num espaço mental no qual a obra se relaciona com o ser, o tempo e os reverbera. Sua obra se vincula ao pensamento seminal de Hélio Oiticica e Ligia Clark, artistas brasileiros fundamentais para a expansão dos espaços plásticos em direção a realidade, por acrescentarem as vivencias sensoriais à experiência artística.

 

 

 

Sobre a artista

 

 

Suzana Queiroga reside e trabalha no Rio de Janeiro, Brasil. Mestre em Linguagens Visuais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, leciona Pintura e Desenho na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil. A artista já recebeu cerca de 11 premiações nacionais entre elas, o 5º Prêmio Marcantônio Vilaça /Funarte para aquisição de acervos, em 2012; Prêmio Nacional de Arte Contemporânea/ Funarte, em 2005; a Bolsa RIO ARTE, em 1999; e os X e IX Salões Nacional de Artes Plásticas, entre outros. Participou de inúmeras coletivas nacionais e internacionais entre elas: “Matérias do Mundo”, projeto “Arte e Indústria”, com curadoria de Marcus de Lontra Costa, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo, MAC /USP, São Paulo, Brasil; exposição “Diálogos da Diversidade”, na galeria Matias Brotas Arte Contemporânea, Vitória, Brasil; participação com vídeos no XXX Fuorifestival, Pesaro, Itália; “Bola na Rede”, curadoria de Fernando Cocchiarale, Funarte/Brasília, Brasília, Brasil; “Nova Escultura Brasileira”, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil; “Mapas Invisíveis”, Caixa Cultural, Rio de Janeiro, Brasil; “Innensichten-Aussensichten” na Alpha Nova-Kulturwerkstatt & Galerie Futura, Berlim, Alemanha; “Plasticidades”, Palais de Glace, Buenos Aires, Argentina; “Como está você, Geração 80?”, CCBB/RJ, Rio de Janeiro, Brasil; “Ares & Pensares” Esculturas Infláveis, Sesc Belenzinho, São Paulo, Brasil; entre outras. Participou de inúmeras exposições individuais entre elas: “Livro do AR”, projeto “O Grande Campo”, Oi Futuro, curadoria de Alberto Saraiva, Rio de Janeiro, Brasil, 2014; “Prelúdio”, Galeria Siniscalco, Nápolis, Itália, 2014; “Olhos d’Água”, MAC/Niterói, projeto contemplado pelo 5º Prêmio Marcantônio Vilaça/Funarte, com curadoria de Luiz Guilherme Vergara, Niterói, Brasil, em 2013; “Sobre Ilhas e Nuvens”, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2013; “Semeadura de Nuvens”, Artur Fidalgo Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2013; “O Grande Azul”, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro Brasil, com curadoria de Fernando Cocchiarale, 2012; “Open Studio-Suzana Queiroga”, Akademie der Bildenden Künste Wien, Viena, Áustria, 2012; “Flutuo por Ti”, Anita Schwartz Galeria, Rio de Janeiro, Brasil, 2011; “Velofluxo”, Museu da Chácara do Céu, Rio de Janeiro, Brasil, 2009; “Velofluxo”, CCBB/Brasília (Brasil), com curadoria de Fernando Cocchiarale, 2008; “Pintura em Campo Ativado”, curadoria de Viviane Matesco, SESC Teresópolis, Brasil, 2005; “Velatura”, Instalação Inflável, Galeria 90, Rio de Janeiro, Brasil, 2005; “In Between”, Cavalariças do Parque Lage, Rio de Janeiro, 2004; “Tropeços em Paradoxos”, LGC Arte Hoje, Rio de Janeiro, Brasil, 2003; entre outras. E da Bienais 2015, XVIII Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira, Portugal; 2014, 4ª Bienal del Fin del Mundo, com curadoria de Massimo Scaringela, Mar del Plata, Argentina. Além de residências artísticas como 2014, artista residente da 4ª Bienal del Fin del Mundo, Espacio Unzué, Mar del Plata, Argentina; 2013, artista residente no Instituto Hilda Hilst, Campinas, Brasil; 2012, artista residente na Akademie der Bildenden Künste Wien, Viena, Áustria. E nas publicações 2013, foi publicado Olhos D’Água/Suzana Queiroga, de Luiz Guilherme Vergara, Rafael Raddi e Paulo Aureliano da Mata, pela Coletiva Projetos Culturais; 2008, foi publicado Velofluxo/Suzana Queiroga, de Fernando Cocchiaralle, pela Editora Metrópolis Produções Culturais; 2008, foi publicado Suzana Queiroga, de Paulo Sérgio Duarte, com entrevistas a Glória Ferreira, pela Editora Contracapa; 2005, foi publicado o livro Suzana Queiroga, de Viviane Matesco, pela Artviva Editora.

 

 

 

De 20 de junho a 09 de agosto.

A Galeria Lume em L.A.

27/abr

A Galeria Lume, em continuidade a sua intensa agenda de feiras internacionais, participa da Paris Photo L.A. 2015, na Paramount Pictures Studios, em Los Angeles, Estados Unidos. A proposta de seu stand é destacar o trabalho da artista norte-americana Maxi Cohen, expondo imagens da série “Ladies Room Around the World” e a videoinstalação “Specimens from the Amazon”. A galeria também exibe dois trabalhos da série “Downtown Los Angeles”, do fotógrafo brasileiro Claudio Edinger.

 

“Ladies Room Around the World”, de Maxi Cohen, é ambientada em banheiros femininos de diversas cidades do mundo, entre 1978 a 2011. Pessoas de diferentes línguas e estilos foram registradas, geralmente em frente ao espelho do banheiro, evidenciando momentos vulneráveis e de confissões íntimas à fotógrafa, as quais tratam desde o sexo ao adultério, do poder ao abuso, da moda à fama, e do horror ao deleite. “Specimens from the Amazon” é uma série multimídia de videoinstalações que retratam fragmentos de vida no coração da Amazônia. Cada peça é formada por um pequeno monitor de vídeo, ricamente emoldurado, e uma lupa pendurada por uma corrente dourada. A ideia é que cada espectador, ao se aproximar da minúscula tela, com uma lente de aumento em mãos, se sinta como um antropólogo, investigando e se tornando parte da Amazônia.

 

Em “Downtown Los Angeles”, Claudio Edinger apresenta não apenas um registro documental de determinadas áreas da cidade americana, mas também estabelece novos significados ao se utilizar de grafismos e desfoque – recurso recorrente em sua obra -, inserindo as personagens centrais de cada fotografia em histórias que não necessariamente representam a realidade.

 

Com sua segunda participação na Paris Photo L.A., a Galeria Lume se destaca e firma sua posição no cenário internacional, conquistando novos mercados para os artistas por ela representados e levando obras de arte de qualidade para admiradores e colecionadores do mundo todo.

 

 

De 01 a 03 de maio.

Sergio Rodrigues em Milão

27/mar

A LinBrasil levará a Milão, Itália, nos meses de abril e maio a mostra “Tributo a Sergio Rodrigues”, uma homenagem ao grande mestre do mobiliário moderno brasileiro. Serão 15 móveis projetados pelo arquiteto e designer carioca, entre eles os mais icônicos, tais como sua primeira criação, o banco “Mocho”, de 1954, releitura de um exemplar do design vernacular brasileiro; a “Poltrona Mole” (Sheriff), de 1961, sua peça mais conhecida internacionalmente; a “Cadeira Kilin”, de 1973, exemplo da simplicidade construtiva que o caracterizou; e a “Poltrona Diz”, de 2002, um projeto da sua plena maturidade, apenas em madeira, que permite um extremo conforto ao usuário.

 
A exposição vai inaugurar em 14 de abril na Università degli Studi di Milano, à Via Festa del Perdono, 7.

 
A participação na semana de design de Milão obedece à estratégia da LinBrasil, editora licenciada de móveis projetados por Sergio Rodrigues, de fazer um tributo ao trabalho do mestre. O objetivo é promover o reconhecimento internacional não só de seu legado tangível de projetos realizados ao longo de 60 anos de atividades contínuas no design de móveis e na arquitetura, mas também de seu legado intangível como fonte de inspiração para a nova geração do design contemporâneo brasileiro que se orgulha de suas raízes culturais e não tenta mimetizar a linguagem internacional.

 
Em vez de optar por um local próprio, Gisèle Pereira Schwartsburd, CEO da LinBrasil,  desta vez decidiu se juntar ao evento Brazil S.A., que promove coletivamente empresas e criadores brasileiros e que este ano não se limitará ao período do Salão do Móvel.

 
Estabelecida em Curitiba, a LinBrasil se dedica exclusivamente à obra de Sergio Rodrigues (1927-2014), realizando parcerias com indústrias selecionadas para a produção. Muita atenção é dada à qualidade de fabricação, que segue os moldes e modelos originais e passou a incorporar o emprego de máquinas CNC de última geração aliado ao acabamento manual. Atenta à questão da utilização sustentável e apropriada da madeira, Gisèle optou pela utilização de tauari, madeira que tem o seu uso na indústria moveleira incentivado pelo Ibama, nas peças destinadas ao mercado brasileiro e sul-americano. Nos móveis destinados ao Hemisfério Norte, a escolha recaiu sobre a faia, pois, por ser de lá originária, essa espécie se comporta de forma mais estável frente às variações climáticas dos países do Norte. A empresa exporta para vários locais, especialmente Estados Unidos, Europa e Ásia.

 
A LinBrasil foi criada pela empreendedora Gisèle Pereira Schwartsburd, paulista radicada em Curitiba. Vinda de uma família de moveleiros e até então dedicada à dança, ela teve a ideia de criar a empresa em 1999, ao visitar uma exposição num shopping no Rio de Janeiro. “Há muito tempo eu não via ao vivo as poltronas de Sergio Rodrigues. Me reencantei com a sua brasilidade, a cultura brasileira inserida em um móvel de desenho moderno, a madeira maciça, os encaixes, as linhas curvas e sensuais. No entanto não havia nenhum lugar em que eu pudesse comprar suas criações. O mercado estava dominado naquele momento pelo design globalizado, e a genialidade do mestre estava inacessível”, relata Gisèle.

 
Peças que serão exibidas:

 
Banco Mocho, 1954; Cadeira Lucio, 1956; Poltrona Oscar, 1956; Poltrona Beto, 1958; Cadeira Cantu, 1958; Cadeira Cantú Alta, 1959; Poltrona Mole (Sheriff), 1961; Poltrona Moleca, 1963; Poltrona Beg, 1967; Poltrona Kilin, 1973; Poltrona Daav, 1983; Poltrona Katita, 1997; Banco Sonia, 1997; Banco de bar Nine, 2000 e Poltrona Diz, 2002.
 De 14 de abril a 24 de maio.