No Qatar

12/nov

Os artistas visuais Rodrigo Matheus e Cinthia Marcelle participam da exposição “Huna, Hunak: Here/There”, atualmente em cartaz no Museu Al Riwaq de Doha, no Qatar.

 

A mostra, que é uma itinerância da exposição “Imagine Brasil”, já passou por Oslo e Lyon, e agora chega no Qatar com outra outro título e uma montagem diferente.
A exposição está aberta à visitação pública até o dia 31 de janeiro de 2015.

 

 

 

A partir de 09 de novembro.

Gonçalo Ivo em Paris

05/nov

A Galerie Boulakia, Paris, apresenta 15 pinturas em grande formato produzidas nos últimos três anos pelo pintor Gonçalo Ivo. Nesta segunda exposição na Galerie Boulakia, a primeira data de 2012, e sua sétima exposição individual em Paris, Gonçalo Ivo, fiel a ele mesmo e à pintura, atividade que desenvolve desde jovem, continua aprofundando questões plásticas que lhe são caras como a cor como forma autônoma de linguagem, uma geometria mais próxima da poesia do que do rigor e uma latente espiritualidade gerada pela sua proximidade e admiração aos grandes mestres do passado.

 

Aos 56 anos, instalado há quinze anos com sua família e seu ateliê em Paris, o artista que conviveu em sua juventude com Iberê Camargo, Aluisio Carvão e que tinha nas paredes da casa paterna Lygia Clark, Volpi, Eliseu Visconti e muitos outros mestres modernos e antigos, apresenta agora para o publico francês séries inéditas de trabalhos.

 

 

Sobre o artista

 

Arquiteto de formação, filho do poeta Lêdo Ivo, desde pequeno convive com artistas e escritores como João Cabral de Mello Neto. Artista internacional com obras no Museu de Arte Geométrica de Dallas, de Long Beach, California e nos principais museus brasileiros como Museu Nacional de Belas Artes, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea de São Paulo e Museu do Mar, no Rio de Janeiro entre outros. Possui diversos livros publicados sobre sua obra com textos dos mais relevantes críticos de arte como o francês Marcelin Pleynet e os brasileiros Frederico Morais, Fernando Cocchiarale e Roberto Pontual.

 

 

Sobre a Galerie Boulakia

 

Fundada em 1971, a Galerie Boulakia representa os grandes nomes da historia da arte, dos impressionistas a Jean-Michel Basquiat passando por Picasso, Fernand Leger, Damien Hirst, e Chagall. Sustentou no inicio da carreira obras de artistas então desconhecidos como Sam Francis, Alechinsky, Jorn e Appel. Instalada na Avenue Matignon n° 10, a Galerie Boulakia é das mais prestigiosas galerias francesas.

 

 

De 02 de dezembro a 05 de janeiro de 2015.

30 anos da Fondation Cartier – Paris

23/out

Hoje é dia inteiro de vernissage da exposição que festeja os 30 anos da Fondation Cartier pour l’Art Contemporain! O prédio de vidro de Jean Novel, tão criticado na época por não ter paredes (!) é revisitado e habitado pela instalação de Diller Scofidio e sua “Balada para uma caixa de vidro”, o argentino Guillermo Kuita monta um espaço incrivel chamado de ” Les habitants” à partir de uma desenho de David Lynch, um filme de Artadvazd Pelechian, uma tela de Francis Bacon, outra de Tarsila do Amaral e sons de Patti Smith.

 

Fonte: Rosangela Meletti (Paris)

Brasileiro na Colômbia

17/out

 

A Galeria LUME (de São Paulo, SP), dando seguimento a sua agenda de feiras internacionais, participa da edição 2014 da Odeón – Feria de Arte Contemporáneo, em Bogotá, capital da Colômbia. Para seu espaço, a galeria propõe um stand solo do artista paulista ZNORT, com obras das séries “Horizontes” e “Falhas Miméticas”.

 

Na maioria de seus trabalhos, ZNORT cria narrativas a partir de uma tradição popular brasileira, porém imprimindo uma visão de mundo que permite leituras distintas das questões culturais ali inscritas.

 

Em “Horizontes”, o artista explora temas como a relação homem versus natural, espaços de tempo naturais e geológicos, tempo versus força. Imagens visíveis e o invisível são captados, mesclando matérias de carga simbólica distintas, de materialidades opostas, porém complementares, como a madeira e o metal, madeira e pedra, etc.

 

“Falhas Miméticas” apresenta bonecos que começam como homens e, com a evolução, acabam adquirindo, tal qual um mímico, características de outras espécies ou objetos.

 

“Na série de ZNORT, essa transformação é tão forte que este homem de madeira passa a achar que é o próprio ser mimetizado”, comenta Paulo Kassab Jr., diretor cultural da LUME.

 

Com este conceito de artista único, a Galeria Lume marca sua estréia nesta feira que representa um importante mercado latino americano, firmando sua posição no cenário internacional e conquistando novas oportunidades para os artistas por ela representados.

 

 

De 23 a 26 de outubro.

Bienal de Veneza

15/out

A Fundação Bienal de São Paulo anuncia a nomeação do crítico e professor Luiz Camillo Osorio como o curador da participação oficial brasileira na 56ª Esposizione Internazionale d’Arte – La Biennale di Venezia, que acontece entre os dias 09 de maio e 22 de novembro de 2015 nos espaços do Giardini e Arsenale. Cauê Alves foi designado curador assistente. Curador geral 56ª Exposição Internacional de Arte – la Biennale di Venezia: Okwui Enwezor.

 

 

Sobre os curadores

 

Luiz Camillo Osorio, Rio de Janeiro, 1963, Brasil, professor de estética no departamento de Filosofia da PUC-RJ e curador-chefe do MAM Rio, realizou importantes projetos curatoriais no Brasil e no exterior, entre os quais “Iberê Camargo: Um trágico nos trópicos” (Fundação Iberê Camargo/CCBB-RJ), “O Desejo da Forma” (Akademie der Künste, Berlim, 2010), “MAM 60” (2008) e “Haus der Kulturen der Welt” (Copa da Cultura Berlim, 2006). É autor de “Razões da Crítica” (Zahar) e de livros monográficos sobre Flavio de Carvalho, Abraham Palatnik e Angelo Venosa (CosacNaify).

 

Cauê Alves, São Paulo, Brasil, 1977, mestre e doutor em filosofia pela USP, professor da PUC-SP e do Centro Universitário Belas Artes, desde 2006 é curador do Clube de Gravura do MAM-SP. Realizou, entre outras curadorias, “MAM(na)OCA: arte brasileira do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo” (2006), “Quase líquido”, Itaú Cultural (2008) e “Mira Schendel: avesso do avesso” (2010), Instituto de Arte Contemporânea. Foi curador-adjunto da “8ª Bienal do Mercosul” (2011) e um dos curadores do “32º Panorama da Arte Brasileira” do MAM-SP (2011).

 

 

Sobre a participação brasileira na 55 ª Bienal de Veneza

 

A mais antiga das grandes mostras internacionais de arte, a Bienal de Veneza oferece, a cada dois anos, uma grande exposição coletiva e dezenas de pavilhões nacionais. O pavilhão do Brasil, por sua vez, construído em 1964 no espaço mais prestigiado do evento italiano, o Giardini, é o lugar onde o próprio país escolhe e expõe artistas que a cada nova edição o representam. Desde 1995, a responsabilidade por essa escolha foi outorgada pelo governo Brasileiro à Fundação Bienal de São Paulo, reconhecimento da grande importância da instituição – a segunda mais antiga no gênero em todo o mundo – para as artes visuais do país.

 

Desde 1995, as participações brasileiras no evento são organizadas em colaboração conjunta entre o Ministério das Relações Exteriores – mantenedor do pavilhão brasileiro -, o Ministério da Cultura – por meio do aporte de recursos da Fundação Nacional de Arte (Funarte) – e a Fundação Bienal de São Paulo – responsável pela escolha do curador e produção das mostras. “A organização da participação brasileira nas Bienais de arte e arquitetura de Veneza já faz parte da tradição da Fundação Bienal, uma instituição independente, respeitada internacionalmente e comprometida com o pensamento e a produção da arte contemporânea”, afirma Luis Terepins, comissário da exposição e Presidente da Fundação Bienal de São Paulo.

 

 

 

 De 09 de maio a 22 de novembro de 2015.

Krajcberg, a condecoração

16/set

Frans Krajcberg, um dos artistas que mais se destacou na França através de suas obras, ao longo de sua carreira, receberá pelas mãos do presidente francês François Hollande, a mais alta condecoração cultural do pais: “Ordre des Arts et des Lettres” – ”Ordem das Artes e Letras”. A condecoração visa recompensar  as pessoas que se distinguem pela sua criação no domínio artístico ou literário ou pela sua contribuição ao desenvolvimento das artes e das letras na França e no mundo. O  artista, de 94 anos, viaja para Paris em novembro. Já receberam a condecoração personalidades internacionais como Clint Eastwood, Bob Dylan e Os Irmãos Campana, entre outros.

Portinari em Paris

28/maio

É Impossível segurar pelo menos aquela lágrima da emoção pura e visceral do encontro com uma obra de arte única!
Durante a visita intensa à exposição do díptico “Guerra e Paz” de Portinari ao som de Villa-Lobos, o publico é cativado. Lindo de se ver.
A obra majestosa é apresentada em frente a um igualmente gigantesco espelho. O universo do pintor é desvendado nas paredes do Salão Nobre do Grand Palais que se transformou em um Salão da Paz. E todos, todos, todos os visitantes são atenciosamente recebidos por João Cândido, diretor do Projeto Portinari e filho do pintor.

 

 

Texto de Luis Fernando Verissimo

 

Murais

 

No Grand Palais, o espaço de arte de maior prestígio em Paris, foi inaugurada a exposição dos dois murais, “Guerra e Paz”, que Cândido Portinari fez para o interior do prédio das Nações Unidas, em Nova York. Antes de serem doados à ONU, em 1956, os grandes painéis foram exibidos no Brasil, e agora chegam a Paris no início da fase internacional de um projeto de exposição, fora da área restrita do foyer da ONU, que começou com outra turnê pelo Brasil e terminará com sua volta a Nova York em 2015.

 

A obra de Portinari está magnificamente apresentada no Grand Palais, junto com estudos preparatórios para os murais e outros trabalhos do artista, e a solenidade teve a presença do filho de Portinari – que morou durante muito tempo em Paris –, do embaixador do Brasil na França, Bustani, da Marta Suplicy e de outros responsáveis pelo projeto, além de dezenas de brasileiros e simpatizantes orgulhosos.

 

Ninguém mencionou que Portinari não pôde comparecer à inauguração dos seus murais na ONU em 1956 porque era comunista, e os americanos não deixaram ele entrar no país. Me lembrei da história do mural que Nelson Rockefeller encomendou ao mexicano Diego Rivera para o saguão de entrada do Rockefeller Center em Nova York . O mural deveria retratar o avanço da Humanidade através do trabalho e do progresso científico. Rivera foi o escolhido porque era um dos pintores favoritos da mãe de Nelson Rockefeller, que obviamente não informou ao filho quais eram as convicções políticas do mexicano.

 

Pode-se imaginar a cara do Nelson ao ver, no mural pronto, o Lenin de mãos dadas com trabalhadores, simbolizando a união que emanciparia o proletariado mundial da opressão capitalista. Rockefeller pagou ao Rivera, mas mandou pôr abaixo o mural. Não adiantou a oferta do pintor de incluir Abraham Lincoln como emancipador, talvez ao lado de Lenin. O mural foi destruído. Antes da sua destruição,Rivera pediu que o fotografassem.

 
E o reproduziu no México, acrescentando alguns detalhes que não estavam na primeira versão. Como Marx e Trotsky, além de Lenin. E – para completar a vingança – o pai de Nelson, John D. Rockefeller, um notório abstêmio, é retratado como um bêbado, simbolizando a dissolução moral dos ricos.

 

Nelson Rockefeller não desistiu do seu mural. Contratou um tal de José Maria Sert para pintá-lo. O mural continua lá, na entrada do Rockefeller Center. A sua figura principal é o Abraham Lincoln.

 

 

 

(Depoimento da jornalista Rosangela Meletti, de Paris)

 

 

Até 09 de junho. 

Lygia Clark no MoMA, NY

28/abr

O MoMA, Museum of Modern Arts, Manhattan, Nova Iorque, EEUU, anuncia “Lygia Clark, The Abandonment of Art, 1948-1988”, a grandiosa retrospectiva de Lygia Clark; a primeira e maior exibição abrangendo aproximadamente 300 trabalhos, concebidos entre o inicio dos anos 50 até  meados dos 80 quando a artista faleceu. Os visitantes poderão apreciar desenhos, pinturas, esculturas, objetos e trabalhos conceituais e participativos realizados por uma das artistas mais celebradas do Brasil. A obra de Lygia Clark vem despertando  – cada vez mais – a admiração e o devido reconhecimento internacional dando um conceito significante a uma constelação de trabalhos que definem cada degrau de sua carreira.

 

Concebida de coleções públicas e privadas, “Lygia Clark” apresenta um conjunto impressionante que tem o objetivo de re-instalar o trabalho conceituado aos novos rumos da arte contemporânea, sua participação e prática de arte terapêutica. A exibição vem acompanhada de um catalogo inteiramente ilustrado com ensaios de Sergio Bessa, Connie Butler, Eleonora Fabião e outros. Juntamente com a exibição, o MoMA abriga também a mostra “On The Edge: Brazilian Film Experiments of the 1960s and Early 1970s”, de 10 de Maio á 27 de Julho, uma vasta seleção de curtas e longa-metragens experimentais, realizados por artistas daquele período de transformação politica e social, com foco no trabalho participativo de Lygia Clark, e outros como Hélio Oiticica, Glauber Rocha, o poeta Raimundo Amado e a artista Lygia Pape. A seleção apresenta desde a estética B de José Mojica Marins, até os protestos na voz de Caetano Veloso. Alguns títulos populares como “Deus e o diabo na Terra do Sol” e “Bandido da Luz Vermelha” também estão na programação.

 

A exposição de Lygia Clark conta com o apoio de Ricardo e Susana Steinbruch, The Modern Women’s Fund, Patricia Phelps de Cisneros, Jerry I. Speyer e Katherine G. Farley, Vicky e Joseph Safra Foundation, mais The International Council of The Museum of Modern Art, Johanna Stein-Birman e Alexandre Birman, Consulado Gearl do Brasil em Nova Iorque, Patricia Fossati Druck, Roberto e Aimée Servitje, Frances Reynolds, The Junior Associates of The Museum of Modern Art, Fogo de Chão, the MoMA Annual Exhibition Fund,Patricia Cisneros Travel Fund for Latin America e Richard I. Kandel.

 

 

De 10 de maio a 24 de agosto.

Fonte: MoMA, Roger Costa – Brazilian Press

Um colagista em Nova York

23/abr

O artista visual e ilustrador André Bergamin, foi um dos 35 nomes convidados a expor na International Weird Collage Show, no Brooklyn, em Nova York, EUA. A exibição coletiva reúne a comunidade global da técnica de colagem. A galeria The Invisible Dog Art Center recebe artistas da Alemanha, Escócia, Bélgica, Noruega, Holanda, Inglaterra, Finlândia, Espanha, Costa Rica e dos Estados Unidos. Esta é a sétima edição do evento, que já passou por outros seis países.

 

Formado em Publicidade e Propaganda, com especialização em Design Gráfico, André Bergamin iniciou no ramo da ilustração em 2004. Desde então, criou colagens para ilustrar reportagens e atender a marcas como New Statesman, Carta Capital, Folha de S.Paulo, Rolling Stone, TAM nas Nuvens, Época, Alfa, Airborne Magazine, Superinteressante, Galileu, Aventuras na História, Culprit L.A., Bravo!, entre outras.

 

O jovem colagista, que tem entre suas referências plásticas John Baldessari, Volpi e Max Ernst, utiliza revistas das décadas de 50 a 80, manipulando imagens de forma digital. Atualmente, ele é agenciado pela londrina Illustration Ltd. Nos últimos anos, em paralelo ao trabalho de ilustrador, Bergamin passou a focar na produção artística; recentemente expôs em Colônia, Uruguai, com o coletivo “LADO B” e seu trabalho está registrado no livro Collage Illustrations Cut & Paste. No último mês, foi selecionado pela publicação alemã Lürzer’s Archive para figurar na edição 2013/2014 como um dos 200 melhores ilustradores do mundo.

 

 

Até 10 de maio.

Isaque Pinheiro em Lisboa

19/fev

Isaque Pinheiro realiza exposição individual na Galeria Caroline Pagès , Lisboa, Portugal. A exposição  denomina-se “Memória” e nela, Isaque Pinheiro apresenta uma série nova de trabalhos cujo conjunto é, no mínimo, surpreendente. Desde os gigantescos dardos feitos de madeira nobre e metais ricos e de ressonância simbólica, como o latão ou a prata, até aos alvos encontrados, à maneira de Max Ernst nos singulares desenhos que a própria natureza fez no interior escondido das árvores, passando por uma gigantesca colagem cujas sucessivas camadas produzem todo um conceito de escultura bidimensional até a um imaginoso vídeo que retoma a temática desta última e a reconstrói num processo quase alucinatório que lhe multiplica os sentidos, todas estas novas obras convergem juntas numa quase instalação que multiplica o espaço que integram de coordenadas conceptuais surpreendentes, e em que as obras por si mesmas são como que partes de um todo, idealmente impossível de separar, mesmo se funcionam também cada uma delas separada das restantes.

 

 

Até 29 de março.

 

Fonte: Galeria Laura Marsiaj