Krajcberg em Paris

12/fev

Uma escultura de Frans Krajcberg, denominada “Fragmento Ecológico nº5”, datada 1973/1974, faz parte da Coleção Permanente do Centre National d´Art et de Culture George Pompidou, em Paris, desde o final da década de 70. O acervo tem um sistema de rodízio e, atualmente, a escultura encontra-se em exposição. A imagem do espaço expositivo do Centro Pompidou, que ilustra esta nota, é de autoria do próprio Krajcberg. O artista é representado no Brasil pela Galeria Márcia Barrozo do Amaral, Copacabana, Shopping Cassino Atlântico, Rio de Janeiro, RJ.

 

Ernesto Neto no Guggenheim Bilbao

22/jan

A partir de fevereiro, o museu Guggenheim Bilbao, Bilbao, Espanha, vai dedicar uma exposição ao artista brasileiro Ernesto Neto. A exibição ganhou o título de “The Body that Carries Me” e o artista, que se autodefine escultor, cria seus trabalhos para que sejam percorridos, habitados e sentidos, permitindo que o espectador, ao contemplá-las, experimente seu próprio corpo e sensações através da obra e vice-versa. Ao interagir com as obras e com as outras pessoas, os visitantes se veem imersos em uma fusão de escultura e arquitetura. Nelas, Ernesto Neto explora a sensualidade e a corporalidade, nos aspectos comuns das relações interpessoais. A exposição no Guggenheim Bilbao ocupará o átrio central e oito galerias do segundo andar do prédio. Cada uma delas oferecerá uma experiência diferente, que exigirá um ritmo distinto para sua consequente visão ou participação.

 

Segundo o Guggenheim Bilbao, a mostra foi desenvolvida em parceria com o artista. Suas obras exploram os sentidos, como olfato, visão, linguagem e outros aspectos sensoriais. Para Ernesto Neto, a mostra é um local para a poesia, onde os visitantes podem escapar da rotina. Ao todo, serão exibidos cerca de 25 trabalhos  que marcaram a trajetória do artista. A curadoria é de Petra Joos, um nome de referência no circuito artístico europeu.

 

 

A palavra do artista

 

“Estamos sempre recebendo informação, mas na exposição o meu desejo é fazer com que as pessoas parem de pensar e encontrem um refúgio na arte. Eu acho que não pensar é bom, porque isso nos dá um respiro da vida”.

 

De 13 de fevereiro a 18 de maio.

Mira Schendel em Londres

26/set

A Tate Modern, museu britânico, Londres, tornou-se palco de uma ampla retrospectiva das obras de Mira Schendel. A artista é uma das mais importantes do pós-guerra na América Latina e, ao lado de seus contemporâneos Lygia Clark e Hélio Oiticica, reinventou a linguagem do modernismo europeu no Brasil. Ocupando 14 salas do museu, a mostra leva o nome da artista e exibe obras procedentes de coleções particulares e da Pinacoteca do Estado de São Paulo, algumas expostas pela primeira vez. São mais de 270 pinturas, desenhos e esculturas de todos os períodos da carreira de Mira Schendel. Entre os destaques estão “Droguinhas”, de 1965-1966, escultura em papel de arroz; e “Graphic Objects”, de 1967-1968, uma série que explora a linguagem e a poesia e que foi exibida na Bienal de Veneza de 1968. Outras obras importantes integram a mostra, como as pinturas abstratas do início da carreira da artista e as instalações “Still Waves of Propability”, 1969, e “Variants”, 1977. As últimas obras de Schendel, conhecidas como “Sarrafos”, 1987, também estão na exposição. Mia Schendel nasceu em Zurique em 1919 e cresceu em Milão. Depois da guerra viveu em Roma, antes de se mudar para o Brasil em 1949, onde morou e trabalhou até a sua morte, em 1988.

 

 

Até 19 de janeiro.

 

Fontes: ArtDaily, Folha de S. Paulo, Touch of class

A Lume no Chile

19/set

A Galeria LUME, São Paulo, participa da edição 2013 da Chaco (Chile Arte Contemporáneo), Santiago, Chile, destacando obras de importantes profissionais como os brasileiros Florian Raiss, Alberto Ferreira e Guta Galli, além do britânico Martin Parr, todos representados pela galeria. Entre as imagens selecionadas, temos as séries “Rio de Janeiro”, de Alberto Ferreira; “Caxemira”, de Guta Galli, e Martin Parr, com “The Last Resort”. Com estes três artistas em destaque, a fotografia documental será o tema proposto pela galeria, com retratos de diferentes povos e épocas, por meio do olhar de cada artista.

 

Um dos principais representantes do fotojornalismo brasileiro, Alberto Ferreira exibe, na série “Rio de Janeiro”, domínio da luz e da composição fotográfica. Suas imagens mostram a capital fluminense nas décadas de 1950 e 1960, forte cunho documental e estético presentes no trabalho do artista.

 

O trabalho de Florian Raiss é um estudo constante das preocupações e barreiras da alma humana. Perfis clássicos, impenetráveis, delicados e concisos, uma sutileza harmônica e de sensualidade suave. Suas cabeças se unem e saem como formas mistas, flexíveis e abstratas, em um desejo desesperado de cumplicidade, da dualidade, da repetição, onde a continuidade representa a solidão humana, única e inevitável.

 

Guta Galli, por sua vez, poderia ser intitulada como uma fotógrafa “etnóloga”, por documentar os povos entre os quais a artista passa a viver, em diferentes regiões do mundo. Em “Caxemira”, além de retratar o modo de vida desta população, Guta Galli retrata também as mulheres que enfrentam, até hoje, os reflexos da luta territorial com a Índia.

 

Por fim, temos a forma irônica pela qual Martin Parr relata a sociedade capitalista, modo pelo qual causou estranhamento em Cartier Bresson, que a questionar a entrada do fotógrafo na agência Magnum Photos. Ao rebater as críticas, Martin Parr reafirma, categoricamente, sua essência documental: “Fotografo apenas o que está na minha frente. Nada foi manipulado”.

 

Com esse trio de fotógrafos renomados, a Galeria Lume marca sua estréia nesta feira que representa o maior acontecimento na cena cultural chilena, firmando sua posição no mercado internacional e conquistando novos mercados para seus artistas representados.

 

 

De 26 a 30 de setembro

Smael, mostra em Paris

18/set

Acontece na Galerie Brugier-Rigail, Paris, a exposição “Le Voyage Imaginaire du Cirque Fantastique – A Viagem Imaginária do Circo Fantástico” do artista carioca Smael. É o grafite brasileiro ganhando espaço na Cidade-Luz. Jovem artista conhecido por seus grafites cheios de cores vibrantes, Smael exibe 16 pinturas e 5 desenhos  de sua mais recente produção com os mais diversos personagens circenses e assim apresentado: De la joie, du rêve, du fantastique au service de l’imagerie populaire brésilienne. Ces images créées par Ismaël Wagner de la Serna, aka Smaël, puisent leur inspiration dans la joie et la nature brésilienne, mais aussi dans la vision des enjeux sociaux politiques du Brésil au sein de l’Amérique du sud. Toute la culture cosmopolite de Rio de Janeiro, terre de contraste, permet à l’artiste de se maintenir dans cette bipolarité permanente.

Ana Michaelis – ILLUSION

11/set

A artista plástica Ana Michaelis é a primeira brasileira selecionada para participar do prêmio Artprize 2013, que ocorre durante o mês de Setembro em Grand Rapids, Michigan, USA. Na quinta edição do evento, – a única representante do Brasil na mostra -, cria com sua delicada pintura, um site specific intitulado “ILLUSION”, obra que ocupará três grandes paredes do Grand Rapids Art Museum – GRAM.

 

Durante os últimos anos, Ana Michaelis tem visto na pintura de paisagem seu principal interesse. A artista constrói pinturas inabitadas, imaginárias, sobre os quais aplica inúmeras camadas de branco, no intuito de fazer sobressair a luz e diluir os traços, sugerindo uma paisagem que instiga no observador a sensação única de ilusão, de lembrança. Criada a partir de recordações da artista, “ILLUSION” proporciona a reflexão do observador, para estabelecer o diálogo entre memórias: “Acredito que a consciência da paisagem é baseada na memória, muitas vezes filtrada através de recordações de algum momento da vida. Minha intenção é evocar assim uma conversa entre memórias, aquelas que o observador traz consigo e a minha memória apresentada através da pintura.”

 

A Artprize é uma organização independente, e a escolha de Ana Michaelis para mostra no Grand Rapids Art Museum – GRAM é fruto de um concurso de arte aberto e internacional. Ao longo de 19 dias, três quilômetros quadrados no centro de Grand Rapids – Michigan, tornam-se uma enorme exposição de arte, com os trabalhos selecionados. Os espaços expositivos são abertos ao público e a entrada é gratuita, contando com uma premiação – decidida inteiramente por votação do público – que pode chegar a US$ 560,000.00. Este ano, o tema do GRAM é “Reimaginando a Paisagem e o Futuro da Natureza”, conta com 24 artistas instigados a exibir obras que exploram imagens e ideias tiradas não apenas do mundo que nos cerca, como também de discussões contemporâneas sobre o meio ambiente e as fronteiras da ciência natural.

 

 

De 11 de setembro a 06 de outubro.

Cildo Meireles no Museu Reina Sofia

30/maio

A obra de Cildo Meireles encontra-se em exibição no Museu Reina Sofia, Madrid, Espanha. A mostra – de caráter retrospectivo – apresenta mais de cem obras do artista brasileiro, é uma oportunidade única para descobrir novos aspectos do trabalho de Cildo Meireles, um dos mais célebres artistas contemporâneos.
Cildo Meireles reproduz nesta exposição algumas das instalações mais importantes da sua história, ao lado de outras inéditas, como “Amerikka”, e outras apresentadas pela primeira vez na Espanha, como “Olvido” e “Entrevendo”. Além delas, fazem parte da retrospectiva desenhos, pinturas, esculturas e peças sonoras.
O conceituado artista foi vencedor do “Prêmio Velázquez” em 2008 e tem em sua carreira artística, um grande número de exposições internacionais como a Documenta de Kassel e as bienais internacionais de Veneza e São Paulo. A exposição foi organizada, em parceira, pelo Museo Nacional de Arte Reina Sofía, Museu de Serralves no Porto, Portugal, e HangarBicocca em Milão, Itália.

 

Até 14 de outubro.