Gryn&Reinhardt ArtRio 2018

07/mai

A ArtRio apresenta o curador do programa MIRA para 2018: David Gryn. O MIRA, que teve sua primeira edição em 2017 com uma agenda focada em vídeo arte, cresce este ano e incorpora também a música, sendo complementado pelo som ao vivo do DJ Max Reinhardt. As exibições serão em espaço ao ar livre na Esplanada da Marina da Glória.

 

As inscrições para o programa MIRA estão abertas. As galerias podem enviar suas propostas através do site http://artrio.art.br/mira-application. Todas as propostas e obras apresentadas serão avaliadas pelo curador do programa. A ArtRio 2018 acontece de 26 a 30 de setembro na Marina da Glória, Rio de Janeiro, RJ.

 

 

Sobre David Gryn

 

David Gryn é diretor da Daata Editions, plataforma online líder para o comissionamento, venda e exibição de artistas, mídias digitais, vídeo, som, poesia e web. Gryn é também diretor da Artprojx, consultoria especializada no desenvolvimento de projetos e plataformas de Cultura, curadoria e captação de recursos entre outras atividades sempre com foco no segmento de Arte.

 

Gryn é curador do programa de vídeo da Art Basel Miami Beach. Em 2017, o programa foi exibido em SoundScape Park, com projeção em paredão de cerca de 650 metros quadrados no icônico New World Center, prédio projetado por Frank Gehry.

 

 

Sobre Max Reinhardt

 

O inglês Max Reinhardt é DJ, músico, locutor e apresentador do Late Junction na BBC Radio 3. Reinhardt é parceiro de longa data de David Gryn, já tendo realizado projetos de arte em parceria durante a Art Basel Miami Beach e Moscou Museum Nights, além de ter participado de diversos programas ao vivo realizados em Londres.

 

 

Sobre a ArtRio 2018

 

Reconhecida como uma das mais importantes feiras internacionais de arte, a ArtRio se destaca pelos bons resultados alcançados pelos galeristas que participam no evento. Além de receber importantes colecionadores e curadores brasileiros e internacionais, a feira desenvolve um importante trabalho de estimular o crescimento de um novo público através do acesso à cultura. O evento faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

 

Além da presença dos nomes de forte relevância já estabelecidos no segmento, a ArtRio possui como foco também apresentar novas galerias e jovens artistas, grandes apostas para o mercado de arte, trazendo frescor e inovação à feira. A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

Prêmio na Arco

23/fev

A Galeria Cavalo, Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, recebeuprêmio de melhor stand do setor Opening, destinado a jovens galerias, na feira de arte Arco Madrid 2018. Com obras de Marina Weffort e Pablo Pijnappel, a galeria carioca foi escolhida entre 19 espaços internacionais no setor que conta com curadoria de Stefanie Hessler e Ilaria Gianni. O prêmio foi entregue aos galeristas Ana Elisa Cohen e Felipe Pena por um júri de curadores e profissionais da arte. Com apenas dois anos de existência, essa é a segunda vez que a galeria recebe um prêmio em uma feira internacional, após o de melhor stand no setor New Entries da feira italiana Artissima em 2016.

 

O projeto desse ano conta com a video instalação “Exercícios Sensuais” de Pablo Pijnappel baseada em dois best-sellers americanos de 1968 e 1971 que ensinam homens e mulheres como seduzir seus parceiros, resultando em situações frustrantes quando adaptadas para o Rio de Janeiro atual. Estabelecendo um diálogo com a sensualidade desses vídeos, Marina Weffort exibe obras de sua série “Tecidos”, parte de sua pesquisa na elaboração de composições que se movimentam organicamente no ambiente em que são expostas.

ArtRio 2018

29/jan

Estão abertas as inscrições para a oitava edição da ArtRio, que acontecerá de 26 a 30 de setembro, na Marina da Glória. Todas as informações estão disponíveis no portal www.artrio.art.br/applications, assim como os formulários de inscrição.

 

Os formulários de inscrição serão avaliados pelo Comitê de Seleção da ArtRio, que analisa diversos pontos como relevância em seu mercado de atuação, artistas que representa – com exclusividade ou não -, número de exposições realizadas ao ano e participação em eventos e/ou feiras.

 

O Comitê 2018 é formado pelos galeristas Alexandre Gabriel (Fortes D’Aloia & Gabriel/ SP e RJ); Anita Schwartz (Anita Schwartz Galeria de Arte / RJ); Elsa Ravazzolo (A Gentil Carioca / RJ); Eduardo Brandão (Galeria Vermelho / SP) e Max Perlingeiro (Pinakotheke / RJ, SP e FOR).

 

As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de fevereiro. Para outras informações pode ser enviado e-mail para application@artrio.art.br.

 

 

Programas

 

  • PANORAMA

Participam galerias nacionais e estrangeiras com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea.

 

  • VISTA

Programa dedicado às galerias jovens, com projeto de curadoria experimental. Com foco em arte contemporânea emergente, as galerias desenvolvem projetos artísticos inovadores especialmente para feira.

 

 

Programas com curadoria

 

A seleção de galerias e obras para os programas curados da ArtRio será definida pelos respectivos curadores nos próximos meses.

 

  • SOLO

O programa, existente desde a primeira edição da ArtRio, em 2011, traz a cada ano uma temática diferente. O curador selecionará um artista por galeria, de acordo com sua temática curatorial.

 

  • MIRA

Projeto dedicado a vídeo arte, apresentando projeções em um espaço outdoor.

 

  • PALAVRA

O programa traz a importância da palavra – escrita e falada – nos diferentes processos de criação da arte.

 

 

ArtRio 2018

 

Reconhecida como uma das mais importantes feiras internacionais de arte, a ArtRio se destaca pelos bons resultados alcançados pelos galeristas que participam no evento. Além de receber importantes colecionadores e curadores brasileiros e internacionais, a feira desenvolve um importante trabalho de estimular o crescimento de um novo público através do acesso à cultura. O evento faz parte do calendário oficial da cidade do Rio de Janeiro.

 

Além da presença dos nomes de forte relevância já estabelecidos no segmento, a ArtRio possui como foco também apresentar novas galerias e jovens artistas, grandes apostas para o mercado de arte, trazendo frescor e inovação à feira.

 

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.

 

Wesley Duke Lee na Art Basel Miami

07/dez

Wesley Duke Lee Art Institute, de Patricia Lee, anuncia sua primeira participação na Art Basel Miami Beach 2017, por meio de uma parceria inédita entre Ricardo Camargo Galeria e Galeria Almeida e Dale. Inserida na sessão “Survey” da feira internacional, a mostra é ambientada com parte do ateliê-casa onde funciona o Instituto – móveis, fotografias, pincéis e instrumentos utilizados pelo artista etc. -, e apresenta 09 obras criteriosamente selecionadas, realizadas em fases distintas da produção de Wesley Duke Lee, evidenciando seu estilo, a diversidade de seus trabalhos e de suas referências.

 

O início da projeção internacional de Wesley Duke Lee ocorreu após a premiação na Bienal de Tóquio em 1965, e posteriormente também foi selecionado para a Bienal de Veneza em 1966, com a primeira obra arte ambiental “Trapézio”. Durante sua permanência em Nova York, recebeu um convite do diretor do Museu Guggenheim e foi chamado a expor junto aos mestres da Pop-Art – Robert Rauschenberg, Jasper Johns e Claes Oldenburg – na Galeria Leo Castelli. Os trabalhos representativos do período após seu retorno ao Brasil, que causaram grande impacto no circuito local com séries de quadros-esculturas, culminam com os espaços de seus ambientes tornando-se uma das mais originais contribuições à arte contemporânea brasileira. Reconhecido por Helio Oiticica como um dos precursores da “Nova Objetividade”, lembra a historiadora Cláudia Valladão de Mattos. “Sou um artesão de ilusões. O que realmente me interessa é a qualidade da ilusão. Se você conseguir atravessar o espelho e tiver a coragem de olhar para trás, você não vai ver nada”, declarou Wesley em uma de suas entrevistas.

 

 

Após 2 anos da inauguração do Wesley Duke Lee Art Institute, é chegada a hora de recolocar o nome deste importante artista brasileiro no circuito internacional. As obras exibidas no stand da Art Basel Miami Beach 2017 são:

 

(1) Capacete do mestre Khyrurgos, de 1962 – a mais antiga do conjunto, possui enorme importância histórica, pois traz duas fortes tendências na obra de Wesley, o experimentalismo de cunho mitológico e a colagem;

 

(2) A Zona: I Ching, de 1964 – pintura a óleo e colagem sobre tela;

 

(3) Cinco comentários ternos sobre o Japão ou Obrigado Japão!, de 1965 –

 

enfocam diferentes símbolos da cultura japonesa atados por um cordão, formando uma unidade;

 

(4) A Zona: Arino Boa Viagem, de 1969 – obra produzida em Los Angeles, quando viajava com dois amigos;

 

(5) Retrato de Luzia ou a respeito de Titia, de 1969 – nesta série, Wesley agrega objetos e plantas, vegetais vivos às telas, tentando aprofundar o sentido de aproximação de mundos diferentes;

 

(6) O/Limpo: Anima, de 1971 – conjunto de objetos em papier machê, metal, tecidos, madeira, plástico, ferro, palha, terra, pedra e osso;

 

(7) A iniciação do mito de Narcisssus, de 1981 – um retrato inspirado na atriz Sonia Braga, feito em lápis, lápis de cor, guache, nanquim, carimbo, colagem, fita adesiva sobre cartão e papelão;

 

(8) O Salto do Xhaman, de 1982 – tríptico feito com fotos, barbante, pena, fita adesiva, pastel e acrílica sobre cartão;

 

(9) Tantratem, de 1999 – “(…) trabalho que remete à energia sexual do tantra, evidenciando o que sempre foi tão caro à poética de Wesley: a duplicidade dos seus temas, o real e o mágico, o diálogo entre o mundo presente e o mundo dos sonhos”, nas palavras de Ricardo Camargo.

 

 

 

 

De 07 a 10 de dezembro.

Surround por Michael Drumond

Verve Galeria inaugura sua primeira pop-up internacional, em parceria com a Curator’s Voice Art Projects em Wynnwood, distrito das artes de Miami – EUA, exibindo Surround, do artista brasileiro radicado em Nova York Michael Drumondsob curadoria de Milagros BelloComposta por 05 obras da série “Surround – em técnica que combina pintura e fotografia –, a exposição trata da abstração de diferentes estados psicológicos do artistaque revisita momentos originalmente obscuros de sua trajetória, transformando-os em trabalhos caracterizados por sentimentos de beleza e redenção. 

 

Selecionados pela curadora Milagros Bello, os trabalhos ocupam uma sala da galeria em Wynnwood e são impressos em chapas de alumínio de grandes dimensões, no intuito de trazer a experiência imersiva ao espectador, sobre as quais são realizadas as intervenções em tinta esmalte high gloss precisamente pintadas. A série “Surround” explora o grande interesse de Michael Drumond por temas psicológicos, e vem sendo elaborada ao longo dos últimos dois anos, em constante “metamorfose” visual. Nas palavras do artista: “Além da questão conceitual, minhas obras incorporam pesquisas técnicas próprias da nova geração de artistasem que as linguagens se fundem e a tecnologia tem papel fundamental na metodologia e no processo de produção da obra de arte. 

 

O projeto acontece durante a Miami Art Week, que reúne as feiras Art Basel Miami Beach, Untitled, Scope, entre outros eventos paralelos, e atrai pessoas de todas as partes do mundo para a cidade, festejando o fim do calendário do circuito internacional das artes. “Esta iniciativa é o primeiro passo no projeto de internacionalização da galeria, que já representa artistas estrangeiros e propõe o constante intercâmbio de artistas brasileiros em projetos no exterior”, comenta Allann Seabra, que representa Michael Drumond no Brasil pela Verve Galeria.

 

De 08 de dezembro a 06 de janeiro de 2018.

Luciana Caravello na Untitled

04/dez

A Luciana Caravello Arte Contemporânea participa pela segunda vez da Untitled, em Miami Beach, EUA. Para esta importante feira de arte contemporânea, que este ano acontece de 6 a 10 de dezembro, a galeria levará trabalhos dos artistas Ivan Grilo e Lucas Simões.

 

De Ivan Grilo, serão apresentados o vídeo “Não é um muro. É um abismo” e placas em bronze, que se referem ao vídeo. As placas possuem frases em alto relevo, tanto em português quanto em inglês, tais como: “Não é um muro, é um abismo” e “Eu já sabia que aquilo era uma despedida”. O vídeo foi desenvolvido a partir da descoberta de uma tradição da cidade de Alcântara, no Maranhão, em que acontece uma festa popular desde os tempos da escravidão em homenagem a São Benedito. Incomodada com a festa, a elite branca da cidade contratou conjuntos de música de câmara para tocarem nos espaços públicos nos mesmos dias da festividade do povo negro numa tentativa de encobrir o som quente e contagiante dos tambores com música erudita europeia. Desde então, se tornou comum nos ares daquela cidade que todo ano houvesse o cruzamento simultâneo entre os sons de origem europeia e africana. Ivan Grilo recria no vídeo esse embate sonoro e social, colocando frente a frente dois trios de músicos: um trio de música de câmara tocando clássicos da música erudita europeia e um grupo de três músicos tocando atabaques reproduzindo toques característico do sistema polirrítmico ligado à religiosidade e à musicalidade afro-brasileira. Cada trio está reproduzido em um canal de vídeo, e entre eles um terceiro canal com uma imagem dramática de um mergulho em um abismo.

 

De Lucas Simões serão apresentadas cinco esculturas em concreto e papel, produzidas este ano, das séries “White Lies” e “Corpo de Prova”. A primeira é composta por colunas feitas de pilhas de concreto e papel. As obras estão dispostas em uma estrutura de metal, como se fossem pilares de um edifício imaginário em processo de construção ou demolição. O papel e o concreto parecem cair em cascata em direção ao solo ou subir para o céu em um padrão regular, congelados um momento antes de cada pilar cair. Os elementos concretos são inspirados no movimento pós-moderno, na arquitetura e no contraste com o papel fino que o suporta. Em “Corpo de Prova”, as estruturas de concreto parecem se equilibrar sobre o bloco de papel, dando a impressão de que podem se movimentar a qualquer momento.

 

O principal objetivo da Luciana Caravello Arte Contemporânea, fundada em 2011, é reunir artistas com trajetórias, conceitos e poéticas variadas, refletindo assim o poder da diversidade na Arte Contemporânea. Evidenciando tanto artistas emergentes quanto estabelecidos desde seu período como marchand, Luciana Caravello procura agregar experimentações e técnicas em suportes diversos, sempre em busca do talento, sem discriminações de idade, nacionalidade ou gênero.

 

De 6 a 10 de dezembro – Ocean Drive and 12th Street, Miami Beach – Luciana Caravello Arte Contemporânea – Stand B07

 

Nuno Ramos “Los Desastres de la Guerra”

29/nov

Euforia e Cinzas

 

Após reunir uma série de desenhos da série “Rocha de gritos” e pinturas em larga escala para sua individual “Grito e Paisagem”, na Galeria Anita Schwartz (de setembro a novembro deste ano), Nuno Ramos apresenta “y Lucientes”, um projeto solo inédito em homenagem a Goya que será apresentado na feira de arte Art Basel, em Miami Beach.

 

Nuno aponta nas pinturas de sua individual “Grito e Paisagem” uma “euforia raivosa”, onde cores e excessos suscitam uma reação criativa positiva frente ao contexto negativo que rege o ânimo brasileiro contemporâneo. Já em seu projeto para a seção Nova de Miami Basel – que exibe apenas projetos realizados a partir de 2015 –, a instalação “y Lucientes” é feita a partir de “Los Desastres de la Guerra”, série de gravuras de Goya com cenas da invasão napoleônica e da resistência madrilenha, presenciadas pelo próprio artista durante a Guerra da Independência Espanhola. Trata-se de um dos mais pungentes documentos sobre a perda de qualquer parâmetro civil ou humanitário atingindo toda uma população em seus direitos mais elementares.

 

A instalação é composta por 80 impressões das gravuras de Goya expostas à fumaça e à fuligem liberadas por uma solda de acetileno, “desregulada” de forma a soltar este estranho fumo. Trata-se, portanto, de desenhos únicos de fumaça e fuligem sobre gravuras, como monotipias, com atuações feitas pelo artista sobre o trabalho de Goya – o “y Lucientes” do título alude a isto. A fumaça negra impregna o papel como um gesto, mas não de tinta e sim de fuligem, cinzas, fumaça, detrito, como se as cenas de destruição e horror ganhassem uma nova materialidade, mais literal e similar ao que Goya retratou.

 

Posicionada no centro da sala, uma escultura em forma de lápide e feita de granito escuro complementa a instalação. No topo desta lápide é possível ver o livro “Los Desastres de la Guerra”, de onde foram retiradas as imagens, imerso agora em breu e resina, como um inseto pré-histórico numa goma translúcida de tonalidade âmbar avermelhada, que quer trazer alguma reflexão temporal sobre aquilo que está ali submerso.

 

Como as cores que despertaram a “euforia raivosa” de sua exposição “Grito e Paisagem”, cenas em branco e preto cobertas de cinzas parecem anoitecer esta euforia e raiva em breu e solitude. Em Miami, Flórida, apelidada pelos americanos de capital do alvorecer (the sunshine capital) onde a confiança e a liberdade de expressão voam juntas aos pink flamingos, Nuno Ramos parece provocar o contexto local ao exibir sua densa instalação.

 

Ironia é uma ferramenta recorrente na obra de Nuno, e tanto aqui como nas pinturas mais uma vez acessa a instabilidade contemporânea, representada pela multiplicidade de suas técnicas e matérias – do viscoso, da pelúcia, do óleo e vaselina, à pedra, ao breu, à fumaça e às cinzas. Se este antagonismo material encharca a obra de ironia, temporalidade e instabilidade, sopra ao mesmo tempo no ouvido do observador o seguinte credo do artista: “a arte no fundo corresponde ao desejo inconsciente que têm os homens de não pertencer a credo nenhum”.

 

Brasileiros em Bogotá / ARTBO

27/out

Entre os dias 26 e 29 de outubro, será realizada a ARTBO, importante feira de arte contemporânea, em Bogotá, na Colômbia. A galeria carioca Athena Contemporânea participará da feira e mostrará um panorama da produção mais recente dos artistas Frederico Fillipi e Yuri Firmeza, estabelecendo diálogos e interseções entre suas temáticas no que tange a criação de novas narrativas, tanto partindo de um imaginário social como do discurso científico.

 

Os trabalhos de Frederico Fillipi  lidam com materiais de dimensões verticais, do cosmos, do céu e do solo. Este movimento de olhar para as camadas está presente em muitas mitologias, referências importantes para o trabalho do artista. “Céu Fóssil” é uma série de 2 pinturas, que como lâmina ou caco, cada fragmento guarda em si a imagem espelho das nuvens naquele momento. “Espaços vácuos” é outra série de pinturas que também aludem ao céu, a um cosmologia cruzada, onde os elementos se distanciam como uma constelação. A ideia do artista é, associar o olhar vertical sobre a paisagem a de ícones que a nossa cultura ocidental produziu e que agora estão em fagocitose com outros mundos que vão sendo também acessados.

 

 

Yuri Firmeza apresentará o filme “Nada é”, ambientado na cidade de Alcântara, no nordeste do Brasil. As ruínas de palacetes de antigos barões, os foguetes do Centro de Lançamento da Força Aérea Brasileira e uma Festa do Divino Espírito Santo são pano de fundo para a construção do filme. A cidade revive um passado em ruínas justaposto a existência de uma base que prenuncia um futuro tecnológico. As duas fotografias, por sua vez, apropriadas do arquivo da NASA, ao serem manipuladas e descontextualizadas ganham novo significado. Algo entre o familiar e o estranho, as imagens tal como o filme entrelaçam documentos e histórias entre ficção e realidade para criarem novas narrativas.

ArtRio 2017

13/set

Começa nesta quarta-feira, dia 13 de setembro a 7ª edição da ArtRio. Estreando em novo local, a Marina da Glória, a feira apresenta novo formato para visitação das galerias, com seus principais programas PANORAMA e VISTA em um mesmo espaço, permitindo uma melhor visualização de todos os estandes. O evento também terá programas especiais curados, como o SOLO, o MIRA e o PALAVRA. A ArtRio vai até domingo, 17 de setembro. Em linha com uma tendência mundial, que cada vez mais privilegia a qualidade e a experiência e não o volume e massificação, a ArtRio apresentará esse ano cerca de 70 galerias, todas aprovadas por seu Comitê de Seleção.

 

“Essa edição da ArtRio vai trazer uma série de mudanças, buscando apresentar uma feira extremamente consistente e madura, em total adequação às demandas do mercado face a um evento desse porte. Teremos mais integração entre os programas e galerias, oferecendo uma melhor visitação e circulação. O novo espaço vai permitir ainda a realização de novos programas curados, que sempre trazem um frescor e novas possibilidades de leitura da arte”, indica Brenda Valansi, presidente da ArtRio.

 

A ArtRio é apresentada pelo Bradesco, através da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. O evento tem patrocínio da CIELO e Stella Artois, apoio das marcas Minalba, IRB Brasil RE e Pirelli, e apoio institucional da Estácio, Klabin e High End.

 

 

Seleção das galerias

 

O Comitê de Seleção de 2017 é formado pelos galeristas Alexandre Gabriel (Fortes D’Aloia & Gabriel / SP); Anita Schwartz (Anita Schwartz Galeria de Arte / RJ); Elsa Ravazzolo (A Gentil Carioca / RJ); Eduardo Brandão (Galeria Vermelho / SP) e Max Perlingeiro (Pinakotheke / RJ). As galerias participantes dos programas PANORAMA e VISTA passaram pela aprovação do Comitê, que analisou diversos pontos como relevância em seu mercado de atuação, artistas que representa – com exclusividade ou não -, número de exposições realizadas ao ano e participação em eventos e/ou feiras.

 

 

Programas e galerias

 

PANORAMA

Participam galerias nacionais e estrangeiras com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea.

 

VISTA

Programa dedicado às galerias mais jovens, que contam com projeto de curadoria experimental. Com foco em arte contemporânea emergente, as galerias desenvolvem propostas artísticas inovadoras especialmente para feira.

 

PANORAMA

A Gentil Carioca – Rio de Janeiro; Almeida & Dale Galeria de Arte – São Paulo; Anita Schwartz Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Artur Fidalgo Galeria – Rio de Janeiro; Athena Contemporânea – Rio de Janeiro; Athena Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Baró Galeria – São Paulo; Carbono Galeria – São Paulo; Casa Triângulo – São Paulo; Cassia Bomeny Galeria – Rio de Janeiro; Celma Albuquerque – Belo Horizonte; Ceysson & Bénétière – Luxembourg – New York – Saint Etienne – Paris; Fólio – São Paulo; Fortes D´Aloia & Gabriel – São Paulo / Rio de Janeiro; Galeria da Gávea – Rio de Janeiro; Galeria de Arte Ipanema – Rio de Janeiro; Galeria Frente – São Paulo; Galeria Inox – Rio de Janeiro; Galeria Lume – São Paulo; Galeria Marcelo Guarnieri – Rio de Janeiro / São Paulo / Ribeirão Preto.

 

ESTREIA

Galeria Millan – São Paulo; Galeria Murilo Castro – Belo Horizonte; Galeria Nara Roesler – São Paulo / Rio de Janeiro / Nova York; Galeria Sur- Montevidéu / Punta del Este; Hilda Araujo Escritório de Arte – São Paulo; Gustavo Rebello Arte – Rio de Janeiro; Lemos de Sá Galeria de Arte – Nova Lima; Luciana Caravello Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Lurixs: Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Marcia Barrozo do Amaral Galeria de Arte – Rio de Janeiro; Marilia Razuk – São Paulo; Mercedes Viegas Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Movimento Arte Contemporânea – Rio de Janeiro; Mul.ti.plo Espaço Arte – Rio de Janeiro; Other Criteria – Nova York; Paulo Kuczynski Escritório de Arte – São Paulo; Pinakotheke – Rio de Janeiro / São Paulo / Fortaleza; Roberto Alban Galeria – Salvador; Silvia Cintra + Box 4- Rio de Janeiro; Simões de Assis Galeria de Arte – Curitiba; Vermelho – São Paulo; Zipper Galeria – São Paulo.

 

VISTA

55SP – São Paulo – ESTREIA; Boiler Galeria – Curitiba – ESTREIA; Cavalo – Rio de Janeiro; C. Galeria – Rio de Janeiro – ESTREIA; Frameless Gallery – Londres; Gaby Indio da Costa Arte Contemporânea – Rio de Janeiro – ESTREIA; Galeria Superfície – São Paulo – ESTREIA; Martha Pagy Escritório de Arte – Rio de Janeiro; RV Cultura e Arte – Salvador – ESTREIA; Tal Projects – Rio de Janeiro.

 

A editora alemã Taschen terá um estande com seus principais títulos de Arte.

 

 

SOLO

Curadoria da norte-americana Kelly Taxter, co-curadora do Jewish Museum de Nova Iorque. Com o tema Brazilwood, uma mistura de Brazil e Hollywood, a curadora faz um questionamento sobre a liberdade da cultura pop na arte contemporânea frente à diversidade das expressões culturais no mundo globalizado. Kelly Taxter foi indicada pela publicação ArtNet como uma das 25 mulheres atuando em curadoria que mais se destacam no mercado global.

 

White Cube; Marian Goodman; Salon 94; Fortes D´Aloia & Gabriel; Galeria Nara Roesler; Marilia Razuk; Baró Galeria; A Gentil Carioca.

 

 

MIRA

A ArtRio terá este ano um projeto totalmente dedicado a vídeo arte. Será a primeira edição do MIRA, realizado em parceria com a Fundação Iberê Camargo. Bernardo José de Souza, curador residente da Fundação, vai assinar também a curadoria do MIRA. Abaixo, os artistas apresentados no programa: Luiz Roque; Gabriel Abrantes; Ana Vaz; Laura Huertas Millán; Cristiano Lenhard; Anna Franceschini; Tomas Maglione.

Hilal Sami Hilal na ArtRio

11/set

A Marcia Barrozo do Amaral – Galeria de Arte vai levar este ano somente obras de Hilal Sami Hilal à ArtRio. Hilal vai expor trabalhos em papel artesanal, peças em cobre e duas grandes fotografias. Esta é a terceira vez que a galeria leva somente um artista. Nas vezes anteriores, Ascânio MMM foi o artista contemplado.

 

Um dos trabalhos em exibição é o “Atlas IV”, objeto-livro, da série “Deslocamentos”, iniciada em 2010. Esta obra de 2015 pertence a uma série de trabalhos, que tratam de questões relacionadas ao transitório. Produzida com papel feito à mão, de trapo de algodão e pigmentos, a obra remete à ideia aproximada de que as formas de folhas e nuvens são grandes aquarelas.

 

“O meu objetivo é provocar o desejo de deslocamento no espectador. Quero que ele saia da apatia. É uma convocação com a ideia de provocar pensamentos que dissolvam o estabelecido e os dogmas. Consequentemente novos questionamentos e topologias que se fazem presentes dão a possibilidade de uma experiência física, mental, onírica e matérica”, afirma o artista.

 

Hilal também vai levar cinco peças de cobre, da série “Atlânticos” à ArtRio. Nestas obras, ele registra desenhos com uma caneta especial em placas normalmente utilizadas em circuitos impressos de computador, da espessura de uma folha de papel. O resultado das várias camadas de oxidação oriundas do processo são inúmeras possibilidades de tonalidades de azuis esverdeados.

 

A exposição ainda vai contar com fotos que podem ser associadas a paisagens. São duas peças da série “Terceira margem” impressas em fine art (método de reprodução com o uso de papéis e pigmentos minerais, que garantem qualidade, perfeição nas cores e durabilidade de até 275 anos).

 

Com experiências em oficinas de papel feito à mão no Japão, Sami Hilal desenvolve pesquisa na área desde 1977. Foi professor da Universidade Federal do Espírito Santo, onde criou a oficina de papel artesanal. Começou a trabalhar com cobre nos anos 2000, quando utilizou a técnica do circuito impresso de computador, que é uma derivação da gravura em metal.