Os ciclos da lua e a materialidade da cor.

28/set

Artista constrói ateliê na Serra do Cipó, MG, onde investiga os ciclos da lua e a materialidade da cor. 

A Mitre Galeria, Jardins, São Paulo, SP, apresenta “candeia”, individual de Gisele Camargo com texto curatorial de Miguel A. López. A mostra nasce da mudança da artista para a Serra do Cipó, em Minas Gerais, onde instalou um novo ateliê cercado por cachoeiras, cânions e espécies endêmicas do cerrado.

No centro da exposição, dois polípticos de grande escala ocupam as extremidades opostas da galeria: Lua Cheia e Lua Nova. Cada um traduz as variações cromáticas e luminosas de um momento do ciclo lunar – a escuridão quase total de quando a lua se posiciona entre a Terra e o Sol, e a plenitude de quando aparece inteiramente iluminada.

Para Miguel A. López, a cor na pintura de Gisele Camargo “deixa de ser um atributo estável e passa a constituir um acontecimento: uma vibração instável que oscila entre a experiência sensorial, a observação científica e a especulação poética”.

Entre os dois polípticos, quatro pinturas de médio formato apresentam formas sinuosas e ondulantes sobre fundos escurecidos. Silhuetas que podem ser vegetais, correntes de água, sombras animais, campos magnéticos ou fenômenos atmosféricos.

O ateliê na Serra do Cipó funcionará também como residência artística interdisciplinar, recebendo artistas, biólogos, botânicos, brigadistas do cerrado e astrônomos. “Acredito que o artista contemporâneo tem uma função com a sociedade”, diz Gisela Camargo. “Faz parte do meu trabalho trazer outras pessoas para vivenciar este lugar que eu amo tanto.”

Até 03 de outubro.

Exposição de Suely Farhi no CCJF.

O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF), Cinelândia, Rio de Janeiro, RJ, abre, no dia 13 de outubro, a exposição “As Palavras”, da artista e poeta visual carioca Suely Farhi. Com curadoria de Luiza Interlenghi, a  mostra reunirá dez instalações, produzidas desde 1994 até hoje, incluindo obras inéditas, que trazem como tema o universo feminino. Esta será a primeira vez que a artista reúne trabalhos com essa temática.

“Suely Farhi investiga o limiar entre palavra, imagem e espaço – a linguagem transmuta a realidade. As palavras – substantivo feminino plural – desenham o invisível e aderem aos objetos para iluminar a força da mulher”, escreve a curadora Luiza Interlenghi no texto sobre a concepção da exposição.   

Além das obras inéditas, outras mais antigas foram atualizadas. “A temática principal do meu trabalho são esses pontos de tensão, de questionamento, de pensamento. Eu nem notava se estava fazendo algo que era feminino ou não”, afirma a artista. Sobre a atualização de algumas obras, ela diz: “Acho que esse milênio está ensinando a ver muito claramente algumas questões. Não quer dizer que eu não fosse feminista, mas a gente vai sabendo e vendo mais claramente certas coisas, inclusive até do meu próprio passado, coisas que vivi sem falar”, completa.

Na última semana da exposição, será realizado o jogo “Oráculo dos pensamentos”, às 17h, criado pela artista. Será realizado no dia 19 de novembro, com a participação dos artistas e poetas visuais Adriana Maciel, Elaine Pauvolid, Martha Niklaus, Maria Moreira, Monica Barki, Fernanda Junqueira, Fernando Gerheim, Simone Cupello, Xico Chaves e outros. “O jogo é um objeto facilitador de conversas públicas. Cartas estarão sobre as cadeiras e os artistas começam a ler um trecho do texto ao acaso. Ao ler uma frase do oráculo fala o que pensa, sente, intui ou deseja. E assim segue o jogo”, conta a artista.

Sobre a artista. 

Suely Farhi nasceu no Rio de Janeiro, em 1957, onde vive e trabalha. É arquiteta, artista e poeta visual. Explora os sentidos que brotam no encontro entre palavras e lugar. Realizou várias exposições individuais no Rio de Janeiro, como no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), Museu da República, no Paço Imperial, entre outros. Participou de mais de 100 exposições coletivas no Brasil e no exterior. Participou de antologias de poesia visual, como “Obra nome”, no Museu de Alcobaça, Portugal, com curadoria Wagner Barja; “Yá sé leer – imagén y escritura en el arte latinoamericano”, no Centro Wifredo Lam y la Galería Rubén Martínez Villena de la Habana Vieja, Cuba, com curadoria Ibis Hernández Abascal, Margarita Sánchez, Sandra Contreras y Elvia Rosa Castro; “Europalia”, em Bozar, Bruxelas, Bélgica, com curadoria de Sonia Salcedo del Castillo e “Visualidades Brasileiras – Funarte 50 anos”, no Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro, com curadoria de Luiza Interlenghi.

Até 22 de novembro. 

Celebrando o centenário da imigração lituana.

Margarida Pandolfo, mãe d’OSGEMEOS, estreou a sua primeira mostra solo no Museu da Imigração, Mooca, São Paulo, SP. “Assim Bordei Meus Sonhos” reúne crochês, bordados e pinturas que dialogam com a obra de seus filhos e a memória da imigração lituana. A exposição “Assim Bordei Meus Sonhos” celebra o centenário da imigração lituana trazendo obras inéditas que misturam a arte urbana dos filhos famosos com a tradição têxtil familiar. A mostra busca difundir a cultura do país báltico. Por isso, “Assim Bordei Meus Sonhos” traz em seus fios um olhar sensível sobre as memórias afetivas e a identidade dessa comunidade.

A trajetória da artista.

Margarida Leda Kanciukaitis Pandolfo nasceu no ano de 1944 em São Paulo, filha de um imigrante da Lituânia e uma brasileira. Aprendeu a bordar desde cedo, aos 10 anos, com a família e nas aulas de artes do ensino fundamental. No entanto, as responsabilidades da vida adulta fizeram com que ela se afastasse dessa paixão. Mãe de 4 filhos, Dona Margarida viu dois deles, Gustavo e Otávio Pandolfo, seguirem a veia artística da família. A dupla se transformou n’OSGEMEOS, artistas de rua consagrados cujas obras se espalham por São Paulo, Nova York, Londres e outras importantes cidades globais. Décadas depois, após Dona Margarida completar 60 anos, seus filhos a incentivaram a voltar a bordar. Começava aí uma nova fase para a família, que culmina na novíssima exposição de Margarida Pandolfo em São Paulo. 

“Assim Bordei Meus Sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo” colore o Museu da Imigração até outubro. Esta é a primeira mostra solo de Dona Margarida, que já participou de coletivas em países como Brasil, Estados Unidos e Lituânia. “Assim Bordei Meus Sonhos” foi um presente dos filhos Otávio, Gustavo, Adriana e Arnaldo Pandolfo, que organizaram toda a montagem de surpresa para a mãe.

“Assim bordei meus sonhos” se constrói a partir de reflexões sobre as dores e desejos ligados às experiências de migração, conectando a trajetória da artista às diversas origens da sociedade brasileira. Essa narrativa dialoga diretamente com o espaço do Museu da Imigração, cujo acervo preserva a história de milhões de pessoas que cruzaram fronteiras em busca de um novo destino.

Até 05 de outubro. 

Seis décadas de produção cerâmica.

Livro dedicado a Shoko Suzuki, ceramista nipo-brasileira responsável por introduzir o forno noborigama no Brasil. A publicação reúne seis décadas de produção e situa, no presente, uma das obras mais singulares da Cerâmica Contemporânea Brasileira. A edição percorre as formas e séries fundamentais de uma pesquisa construída no diálogo entre o Tempo, a Terra e o Fogo. Este livro conta com apoio das galerias Gomide&Co (São Paulo) e Salon 94 (Nova York).

Ficha técnica.

Organização: Eduardo Vasconcellos; Textos: Eduardo Vasconcellos, Rachel Hoshino e Tie Jojima; Projeto gráfico: Felipe Chodin; Idiomas: Inglês / Português.

Formato: N.º de páginas: 224; Encadernação: Brochura; Dimensão: 21 x 26 cm; 825 g; Ano: 2026; ISBN: 978-65-986161-8-2.; R$ 290,00.

 

Uma exposição para LFV.

25/set

Intelectual múltiplo, escritor, humorista, cartunista, tradutor, roteirista, dramaturgo e romancista, Luis Fernando Verissimo (1936-2025) completaria 90 anos. Para marcar a data e celebrar a trajetória deste que foi um dos autores mais populares do Brasil, o Centro Cultural Fiesp, Avenida Paulista, São Paulo, SP, exibe, “Traçando Verissimo – O Mundo Fabuloso do Mestre do Humor”. 

A exposição reúne mais de 300 itens até então guardados no baú da casa do escritor, em Porto Alegre. A seleção inclui desenhos, charges, originais de livros, objetos pessoais, cadernos de anotações da infância e fotos de família. há ainda instalações interativas reproduzindo personagens famosos criados pelo autor de Comédias da Vida Privada, como o Analista de Bagé, da série homônima de crônicas literárias, e As Cobras, famosas nas tirinhas publicadas em jornais diários, além de segmentos expositivos dedicados ao jazz – Luis Fernando Verissimo também foi músico e tocava saxofone -, vídeos e depoimentos de artistas e escritores. 

A visita permite um mergulho bem-humorado pelas múltiplas facetas de Luis Fernando Verissimo. A curadora e editora Isa Pessoa, que editou os livros do escritor por mais de quinze anos, partiu dos seus anos de convivência e intimidade para realizar a curadoria. 

Até 28 de fevereiro de 2027.

Oficinas gratuitas de capacitação para mulheres

Como parte da exposição “Amazônicas: Poéticas femininas”, serão realizadas em outubro duas oficinas gratuitas no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ). 

Nos dias 01 e 02 de outubro, será realizada a oficina de “Produção Executiva para Exposições de Artes Visuais”, com Stella Paiva, produtora cultural e gerente de produção do Museu de Arte do Rio (MAR).  

Nos dias 29 e 30 de outubro, acontecerá a oficina “Criação de Projetos de Performance”, com a artista Cristiane Martins. A programação é gratuita e exclusiva para mulheres (mediante autodeclaração). 

“Essas oficinas de economia criativa foram pensadas para o avanço das mulheres, ampliando a formação técnica e artística de quem está começando ou querendo começar uma carreira profissional no universo artístico e atuar em grandes projetos….”, afirma Sissa Aneleh, curadora e diretora artística da exposição “Amazônicas: poéticas femininas”.

Sobre a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”.

A exposição apresenta um amplo panorama da arte produzida por mulheres da região amazônica, desde a década de 1970 até os dias de hoje. São trabalhos feitos em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia, gravura, objeto, arte digital e videoarte, das artistas Auá Mendes, Bárbara Savannah, Cristiane Martins, Diná Oliveira, Elaine Arruda, Elieni Tenório, Keila-Sankofa, Lise Lobato, Lúcia Gomes, Maria Auxiliadora Zuazo, Nina Matos, Rafa Bqueer, Rafaela Kennedy, Rafaela Moreira, Renata Aguiar, Rita Huni Kuin, Rita Loureiro, Sanchris, Val Sampaio, Wɨra Tini e Yaka Huni Kuin.

Sobre o Museu das Mulheres.

O Museu das Mulheres (Museu DAS), sediado em Brasília, é o primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Possui programação em artes plásticas e visuais, cinema, eventos, além de programa educativo, área de pesquisa, acervo e editora própria.

Visita guiada.

Neste sábado, 26 de setembro, a partir das 14h30, a Fundação Vera Chaves Barcellos realiza uma visita mediada e roda de conversa com as artistas Carla Borba, Elaine Tedesco e Paula Krause. As atividades ocorrem na Sala dos Pomares (Rodovia Tapir Rocha, 8480 – parada 54, Viamão/RS), integrando a 20ª Primavera dos Museus e o Programa Educativo da exposição Uma Força Estranha.

Promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), a edição deste ano traz o tema Museus para todas as pessoas.

Para facilitar o deslocamento de Porto Alegre até Viamão (ida e volta), oferecemos transporte gratuito com saída às 13h30, em frente ao Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n. 

Duas gerações da pintura brasileira.

24/set

A Simões de Assis participa da Frieze London 2026, de 14 a 18 de outubro, e apresenta um diálogo entre Miguel Bakun e Thalita Hamaoui, duas gerações da pintura brasileira. Obras de Miguel Bakun realizadas entre as décadas de 1940 e 1960 e pinturas inéditas de Hamaoui, produzidas especialmente para  esta edição.

Separadas por décadas, suas produções encontram pontos de contato na maneira como transformam a paisagem em campo de sensibilidade. Entre o mundo exterior e a experiência interior, as obras articulam diferentes formas de perceber, imaginar e dar corpo ao que nos cerca.

Sobre o artista.

Miguel Bakun (Mallet, Brasil, 1909 – Curitiba, Brasil, 1952) filho de imigrantes ucranianos, nasceu no sul do estado do Paraná, Brasil. Ainda jovem, em 1926, ingressou na Escola de Aprendizes da Marinha, em Paranaguá, e em seguida foi transferido para a Escola de Grumetes do Rio de Janeiro, onde começou a realizar esboços a lápis, desenhos de observação, retratos, caricaturas e paisagens – como fazia também seu colega e contemporâneo José Pancetti. Em 1930, em virtude de um acidente, desligou-se da Marinha e mudou-se para Curitiba.

Mesmo sem formação sistematizada em artes plásticas, Miguel Bakun montou ateliê em sua residência e, para manter o sustento, trabalhou como fotógrafo lambe-lambe. Nos anos 1940, passou a compartilhar ateliê com outros artistas no centro da cidade, em prédio cedido pela Prefeitura. A década é considerada promissora para ele, marcada por suas primeiras participações e premiações no Salão Paranaense de Belas Artes e pela participação em duas edições do Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Chegou a receber algum interesse da crítica: no texto mais emblemático desse período, o artista e professor Guido Viaro afirmou que Bakun “elimina o ar das paisagens como se fosse uma experiência de Física”. Os anos 1950 foram os mais prolíficos, quando pintou retratos, naturezas-mortas, marinhas e sobretudo paisagens, além de murais na residência do então governador Moysés Lupion, hoje o Castelo do Batel. Ao final da década, produziu obras com alusões animistas, em que figuras alegóricas se confundem com os contornos das paisagens.

Apesar das eventuais premiações e da amizade com agentes do circuito, Miguel Bakun não chegou a se inserir plenamente no incipiente sistema de artes local, nem pôde viver apenas da venda de suas obras. Emergiu em uma cena de gradual modernização do repertório da pintura acadêmica, na qual a expressividade assertiva de suas obras parecia fora de lugar – experimental ou subjetiva demais. Quando, porém, uma nova geração de artistas ganhou protagonismo na arte curitibana, foram as obras abstratas que tomaram o debate, o que também mantinha Miguel Bakun na periferia do olhar. Em seus últimos anos, já sofrendo por sua precária situação econômica, Miguel Bakun recebeu tratamento médico por causa de forte depressão. Encerrou sua vida em 14 de fevereiro de 1963.

Participou de diversas exposições individuais das quais destacam-se: “Miguel Bakun” (2024), Mendes Wood DM, Bruxelas; “Miguel Bakun” (2019), Simões de Assis, São Paulo; “Miguel Bakun – Na Beira do Mundo” (2010), Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; “Miguel Bakun: Natureza e Destino” (2010), Instituto de Arte Contemporânea, São Paulo. Entre as coletivas estão: “ABERTO/02” (2023), Casa de Vilanova Artigas, São Paulo; “Aprendendo com Miguel Bakun: Subtropical” (2019), Instituto Tomie Ohtake, São Paulo; “Brasil 500 Anos de Artes Visuais” (2000), Fundação Bienal de São Paulo. Possui trabalhos em coleções importantes como Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil; Luís Antonio de Almeida Braga Collection, Rio de Janeiro, Brasil; MAC PR – Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba, Brasil; MUPA – Museu Paranaense, Curitiba, Brasil; and MON – Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil.

Uma investigação concentrada na cor.

 Galeria Mayer Mizrahi, Jardim Paulista, São Paulo, SP, exibe, a partir de 03 de outubro, “O arrebatamento da pintura”, exposição individual de Sou Kit Gom, com curadoria de Denise Mattar. A mostra reúne 30 pinturas realizadas entre 2023 e 2026, nas quais ambientes e outros elementos reconhecíveis permanecem como pontos de partida para uma investigação cada vez mais concentrada na cor, no gesto e na própria matéria da pintura.

Na leitura da curadora, a força do trabalho de Sou Kit Gom está na relação entre o que imagina e o que acontece quando a pintura começa a se fazer. Ele parte de uma composição pensada e desenhada, mas, diante da tela, aceita que o processo tome outros caminhos. “Quando pinto, tudo muda”, diz o artista. A cor, então, ganha autonomia e passa a participar da construção da obra.

Flores, vasos, casas, árvores, mesas e cadeiras continuam reconhecíveis, mas deixam de cumprir apenas a função de representar o mundo para se tornarem também cor, matéria, gesto e estrutura. “Uma flor começa como flor e termina como pincelada”, observa a curadora. A figura permanece, mas é atravessada pela pintura, em um movimento que aproxima o artista da abstração não pela eliminação do mundo visível, mas por sua transformação. Sou Kit Gom identifica esse movimento ao dizer que está em um caminho de “abdicar da figura”, embora ela ainda permaneça como uma espécie de âncora enquanto a pintura procura escapar dela. Para Denise Mattar, a tensão entre estrutura e liberdade, reconhecimento e dissolução, motivo e matéria é justamente o que dá vida ao trabalho.

“A ideia encontra a matéria, o desenho encontra a cor, a estrutura encontra o gesto. E a pintura reivindica seu próprio caminho. Nesse embate, entre aquilo que o artista pretende fazer e aquilo que a pintura exige dele, está o lugar mais vivo da obra de Sou Kit Gom.” – Denise Mattar.

Até 31 de outubro.

Exposição individual de Anna Maria Maiolino.

A galeria Luisa Strina, Cerqueira César, São Paulo, SP, exibe obras inéditas da artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino.

Premiada com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra, a artista exibe esculturas em cerâmica e vidro, desenhos e telas na mostra “Presença”, que ganhou esse nome justamente pela diversidade de sua produção artística e do uso de diferentes técnicas e materiais.

A galeria Luisa Strina abriu a exposição “Presença”, com cerca de 25 obras inéditas de Anna Maria Maiolino, uma das mais influentes no cenário contemporâneo. Com texto crítico de Lotte Johnson, curadora do Barbican Centre, em Londres, a mostra, que está em exibição na Sala 2, apresenta a diversidade da produção da artista e do uso de diferentes técnicas e materiais.

A Galeria Luisa Strina, foi fundada pela colecionadora de arte Luisa Malzone Strina. A galeria principal e seu anexo ficam em São Paulo, Brasil. É a mais antiga galeria de arte de arte contemporânea no Brasil.