Repertórios herdados e formas de fabulação.

25/jun

A Galatea apresenta Elias Santos: Alegorias ancestrais, individual do artista baiano Elias Santos (1966, Cairu, Bahia) que ocupa o espaço expositivo do Cofre na unidade da galeria em Salvador. A abertura acontece dia 03 de julho.

Com curadoria de Alana Silveira, diretora da Galatea Salvador, a mostra reúne cerca de 50 desenhos produzidos entre 1995 e 2004 e 12 esculturas produzidas entre 2013 e 2026. Ao longo da pesquisa curatorial, tornou-se evidente que imagens e símbolos presentes nos desenhos realizados no início da trajetória de Elias Santos reaparecem, mais de duas décadas depois, em suas esculturas. É a partir dessas correspondências que a exposição se estrutura, colocando em diálogo diferentes momentos de sua produção.

A série de desenhos foi iniciada quando o artista ainda era estudante da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia – UFBA. Neles, figuras híbridas que conjugam traços masculinos e femininos são atravessados por conflitos e marcas de sofrimento. “As deformações inscritas nessas figuras podem ser lidas como manifestações de uma violência simbólica produzida por estruturas políticas e sociais que incidem sobre determinados corpos, moldando suas formas de existência e subjetividades” afirma Alana Silveira no texto crítico da exposição.

As máscaras que aparecem nessas figuras remetem a referências culturais do Baixo Sul da Bahia, região onde o artista nasceu. Entre elas estão os Zambiapungas, manifestação popular afro-brasileira associada ao culto aos ancestrais e marcada pela presença de figuras mascaradas.

As esculturas também evocam símbolos e referências associados às cosmologias afro-brasileiras, incorporando formas mais curvas e materiais brilhantes, como o lamê, tecido muito utilizado em vestimentas do candomblé e fantasias carnavalescas afro-baianas. Em conjunto, revelam como imagens e símbolos recorrentes nos desenhos de Elias passam a habitar o espaço tridimensional, projetando repertórios herdados para novas formas de fabulação.

Até 10 de outubro.

Roberto Burle Marx pelos amigos.

Exposição revela o lado mais íntimo e afetivo de Roberto Burle Marx no Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro, RJ. Entre memórias, fotografias, documentos históricos e experiências imersivas, Roberto Burle Marx pelos   amigos convida o público a descobrir a dimensão mais humana de um dos maiores criadores brasileiros. A exposição revela um artista movido pela amizade, pela música, pela diversidade cultural e pelo encontro entre arte e natureza, apresentando um olhar raro e afetivo sobre sua trajetória. 

Muito além do paisagista que revolucionou a relação entre arte e natureza no Brasil, Roberto Burle Marx surge agora como anfitrião, colecionador, amigo, humanista e homem profundamente entrelaçado com a diversidade cultural que moldou sua trajetória. É essa dimensão menos conhecida de um dos maiores criadores brasileiros que ganha protagonismo em Roberto Burle Marx pelos amigos, exposição em cartaz no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro, a partir do dia 1º de julho de 2026.

Idealizada pelo Memorial Judaico de Vassouras, a exposição percorre episódios pouco conhecidos da biografia de Burle Marx, como suas origens familiares, filho de um judeu alemão e de uma professora católica pernambucana de ascendência francesa, a passagem pela Alemanha durante a juventude e o impacto da ascensão do nazismo sobre sua família paterna. Fotografias inéditas e documentos históricos ajudam a compreender como essa herança multicultural reverberou em sua visão de mundo e em sua produção artística, especialmente em seus últimos anos de vida.

Até 22 de agosto.

O retorno de Josuel Miranda.

O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), da Universidade Federal de Pelotas, RS, apresenta a exposição retrospectiva de Josuel Miranda, multiartista radicado há mais de cinco décadas no Rio de Janeiro. Com curadoria dos professores e pesquisadores Neiva Bohns e Rogério Lima, a mostra apresenta mais de cinquenta obras, e tem como título “Eu sou um ilustre desconhecido”, frase enunciada pelo próprio artista.

Nascido em Pelotas em 1936, desde a infância precisou ajudar a mãe, trabalhadora doméstica, no sustento da casa. As experiências como vendedor de pastéis, jornaleiro, faxineiro e mordomo, se entrelaçaram intensamente com o mundo da arte e da cultura, gerando um desejo irreprimível de viver/fazer arte.

Inspirado nos grandes mestres do modernismo brasileiro, e no figurativismo narrativo, Josuel Miranda, ao longo de décadas, construiu uma vigorosa gramática autoral, constituída por cenas lembradas ou imaginadas, que alimentaram sua admirável alegria de viver. Seu repertório plástico-visual transita entre festejos populares, cenas de gênero e a boêmia. 

No final da década de 1970, pouco antes de se transferir para o Rio de Janeiro, o artista, que também amava dançar, teve suas obras expostas em várias galerias de arte de Pelotas. Desde então, nunca mais o público local teve a oportunidade de apreciar o seu trabalho, embora inúmeros amigos e colecionadores locais tenham se tornado dedicados guardiões de seu acervo.

“Como sabemos, a invisibilidade historiográfica é condição recorrente de artistas negros ignorados pelos registros oficiais da arte sul-brasileira. Portanto, reapresentar Josuel Miranda no principal museu de arte da cidade significa interromper um injusto ciclo de silenciamento, e promover, com dignidade e responsabilidade social, o debate sobre repertórios traumáticos, como os da diáspora africana”, destaca Neiva Bohns. A presença de um artista de noventa anos de idade, que viveu intensamente as transformações no campo da cultura hoje denominada LGBTQIAPN+, reforça a importância da resiliência e do poder de superação dos estigmas sociais vigentes em cada período histórico.

Até 22 de agosto.

Fotos: Cíntia Langie 

Fonte: Diário da Manhã.

 

 

Representando um artista internacional.

24/jun

A Almeida & Dale anuncia a representação de Guillermo Kuitca no Brasil, trabalhando em colaboração com a Hauser & Wirth, galeria que o representa globalmente.

Reconhecido como um dos nomes de maior destaque da arte contemporânea latino-americana, Guillermo Kuitca sustenta há mais de 40 anos uma prática múltipla e inquieta que é informada pelo teatro, a dança, a música e a filosofia. 

Nascido em 1961, vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina. O artista mobiliza um repertório iconográfico que inclui objetos do espaço doméstico, modelos de representação arquitetônica e mapas, além de ser reconhecido internacionalmente por seu singular estilo cubistóide.

Guillermo Kuitca teve sua primeira exposição ainda aos 13 anos, em uma galeria na capital argentina. Desde então, teve passagens em importantes exposições ao redor do mundo, entre elas as 18ª, 20ª e 24ª edições da Bienal de São Paulo, a documenta IX, em Kassel, além da 52ª Bienal de Veneza, também como artista representante no Pavilhão da Argentina. Obras do artista estão presentes em importantes coleções institucionais, tais como o 21st Century Museum of Contemporary Art, Japão, Guggenheim Museum, EUA; e MoMA, New York, EUA.

Emanoel Araujo como colecionador.

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, Parque do Ibirapuera, Portão 10, São Paulo, SP, inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, que revisita a trajetória de Emanoel Araujo a partir de sua atuação como colecionador e apresenta ao público os bastidores da formação da coleção africana do Museu.

Com mais de 200 obras, documentos, fotografias e objetos, a mostra revela como o olhar de Emanoel Araujo ajudou a construir um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.

“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira”, afirma Gabrielle Nascimento, curadora da exposição, sobre a pesquisa, o processo curatorial, a coleção africana do Museu e o legado de Emanoel Araujo.

A mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.

O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.

Até 13 de setembro.

A forma em permanente constituição.

23/jun

A Galatea tem o prazer de anunciar “A invenção do Paraíso: Gabriela Melzer & Ygor Landarin”, exposição que reúne trabalhos inéditos dos artistas na unidade da galeria em Salvador. Com abertura no dia 03 de julho, durante a semana do feriado da Independência da Bahia – período em que celebrações históricas movimentam a cidade e seu calendário cultural -, a mostra aproxima duas pesquisas que, embora desenvolvidas a partir de procedimentos distintos, convergem na investigação da paisagem como espaço de transformação.

Na exposição, Gabriela Melzer apresenta um conjunto de pinturas que dá continuidade à sua pesquisa em torno da abstração e da cor. Inspirada por formas encontradas na natureza e pelas transformações produzidas pelo tempo sobre a arquitetura e a paisagem, a artista desenvolve composições marcadas por contornos orgânicos, campos cromáticos e estruturas lineares que coexistem em permanente negociação.

Já Ygor Landarin apresenta trabalhos desenvolvidos a partir de seu interesse pelas paisagens costeiras brasileiras e pelos vestígios que o tempo deposita sobre a matéria. Bordados, esculturas e vitrálias incorporam areia, conchas, pedras, resina e porcelana fria em composições que acabam por servir como cartografias afetivas das cidades que viveu e dos territórios com os quais se relacionou em sua trajetória.

Parte da produção exibida nasceu de uma temporada de pesquisa realizada em Salvador, durante a qual o artista realizou coletas em praias da cidade e aprofundou seu contato com referências locais. A obra de Juarez Paraíso torna-se um ponto de partida importante de parte da produção do artista, especialmente na série Paraízo (2026), que transforma elementos recolhidos na paisagem soteropolitana em uma reflexão sobre memória e sedimentação do tempo.

Embora partam de linguagens distintas, as pesquisas de Gabriela Melzer e Ygor Landarin compartilham interesses fundamentais. Em ambos os trabalhos, a forma surge como algo em permanente constituição, resultado de processos de acumulação, transformação e reinvenção. Se, na produção de Ygor Landarin, a matéria se sedimenta em camadas de experiências e memórias, nas pinturas de Gabriela Melzer a cor e o desenho organizam atmosferas em estruturas estratificadas. O paraíso, que dá título à exposição, aparece não como um lugar idealizado, mas como uma construção continuamente reelaborada pelo tempo e pela imaginação.

Até 10 de outubro.

Celebrando Nara Roesler

A Nara Roesler Rio de Janeiro convida para a abertura da exposição “As formas do tempo”, com curadoria de Bernardo Mosqueira, no dia 25 de junho, às 18h. A mostra reúne pinturas, esculturas, vídeos, fotografias, instalações e obras site specific, com obras de 22 artistas, de múltiplas gerações e ligados ao território do Rio de Janeiro, em uma reflexão sobre a capacidade da arte de nos ensinar sobre o tempo. Esta é a terceira exposição da programação que celebra os 50 anos de atuação de Nara Roesler como galerista.

As mais de 30 obras da exposição refletem sobre diferentes formas do tempo, entre história, mito, memória, esquecimento, presença, movimento, transformação, construção, ruína, finitude, retorno, “espiralidade” e infinitude. “Os trabalhos convidam o público a experimentar temporalidades que escapam à lógica cronológica, emaranhando diferentes texturas e escalas temporais e sugerindo modos de estar no mundo que libertem nossa força vital da submissão à linearidade e às narrativas de progresso”, diz o curador.

Bernardo Mosqueira contou com a colaboração da curadora assistente Ana Clara Simões Lopes, afirma “sentir-se honrado em participar das celebrações em torno de Nara Roesler, cuja trajetória considera extraordinária e singular na história do sistema da arte no Brasil, tendo participado ativamente da consolidação da arte contemporânea brasileira ao longo dos últimos cinquenta anos”. 

“Não há como separar a história recente da arte brasileira da história da Nara”, destaca.

A mostra reúne obras de 17 artistas representados por Nara Roesler, nascidos no Rio de Janeiro ou que escolheram a cidade como lugar de morada e trabalho. Alguns nomes são Antonio Dias, Brígida Baltar, Carlito Carvalhosa, Daniel Senise, Elian Almeida, Raul Mourão, Marcos Chaves, Maria Klabin e Vik Muniz.

“As formas do tempo” apresenta também trabalhos de Hélio Oiticica (1937-1980, Rio de Janeiro), cujo legado foi representado pela galeria entre 2005 e 2019.

Até 22 de agosto.

Exposição Campo e Construção de Fábio Miguez.

O Instituto Ling, Três Figueiras, Porto Alegre, RS, inaugura no dia 23 de junho “Campo e Construção”, mostra individual de Fábio Miguez, com curadoria de Pollyana Quintella.

A exposição reúne dois importantes eixos da produção do artista: suas pinturas inspiradas em arquiteturas vernaculares brasileiras e suas composições que dialogam com mestres pré-renascentistas italianos. Ao aproximar esses universos, Fábio Miguez investiga as relações entre pintura e arquitetura, revelando como o tempo, a luz e a experiência se inscrevem nas superfícies construídas. A mostra inclui ainda obras realizadas diretamente nas paredes da galeria do centro cultural, criando um diálogo singular entre a pintura e a própria arquitetura do edifício.

A abertura acontece no dia 23 de junho, às 19h, com uma  conversa aberta ao público entre o artista Fábio Miguez e a curadora Pollyana Quintella. Para participar, basta realizar inscrição prévia e gratuita pelo site. 

Sobre o artista. 

Fábio Miguez (São Paulo, 1962) é um dos principais nomes da pintura contemporânea brasileira e integrante fundador da Casa 7, grupo que renovou a pintura nos anos 1980. A partir dos anos 1990, sua pesquisa voltou-se à luz e à abstração, incorporando transparências, cores claras e estruturas geométricas. Nos anos 2000, expandiu a pintura para o campo tridimensional, criando instalações. Desenvolve, desde 2010, a série Atalhos, na qual reelabora fragmentos de obras de mestres da pintura, e a série Volpi, inspirada em detalhes da obra de Alfredo Volpi. Fabio Miguez vive e trabalha em São Paulo. Suas obras integram coleções de instituições como o Centro Cultural São Paulo; Instituto Figueiredo Ferraz; Museu de Arte de São Paulo; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Museu de Arte Moderna de São Paulo e Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Sobre a curadora

Pollyana Quintella (Rio de Janeiro,1992) é curadora da Pinacoteca de São Paulo e pesquisadora-coordenadora da linha de pesquisa Arte e Política: o Brasil em disputa, da FGV Arte São Paulo. Na Pinacoteca, organizou exposições como Lenora de Barros: Minha Língua, Lygia Clark: Projeto para um planeta e Renata Lucas: Domingo no Parque Lage, vencedora do Prêmio APCA 2025. É doutoranda e mestra em História da Arte pela UERJ. Foi contemplada com uma bolsa da Getty Foundation para integrar o Art and Power School, realizado na Bibliotheca Hertziana – Max Planck Institute for Art History, em Roma, em 2023. Foi curadora do 9º Bolsa Pampulha, atuou como curadora assistente no Museu de Arte do Rio e desenvolveu projetos em instituições como MALBA, Sesc Pompeia, MuPA e Paço Imperial. Publica regularmente ensaios sobre arte contemporânea, cultura visual e política.

A exposição permanece em cartaz até 26 de setembro, com visitação gratuita de segunda a sábado, das 10h30 às 20h. Também é possível agendar visitas mediadas para grupos, sem custo, pelo site do Instituto Ling.

Em torno de Ana Holck.

22/jun

Uma “Conversa com Ana Holck e Felipe Scovino” na galeria Maneco Müller: Multiplo. O bate-papo acontecerá em torno da exposição “Imprevistos”, que marca os 25 anos de trajetória da artista Ana Holck.

No dia 01 de julho, às 18h30, será realizada uma conversa com a artista Ana Holck e o crítico de arte e curador Felipe Scovino, na galeria Maneco Müller: Multiplo, no Leblon. Esta será uma oportunidade para o público conhecer melhor o trabalho de Ana Holck e seu processo de produção. Felipe Scovino acompanha o trabalho da artista há muito tempo e falará sobre as obras recentes, em diálogo com sua consolidada trajetória de mais de 20 anos nas artes. A entrada é gratuita mediante confirmação através do telefone (21) 2294-8284.

“Ana Holck possui um amplo conhecimento, seja técnico, conceitual ou histórico, que também é transdisciplinar. Seu trabalho dialoga criticamente com o discurso escultórico contemporâneo, mantendo ao mesmo tempo uma forte qualidade poética e experiencial”, ressalta Daniela Labra.

Para descobrir Chico Baldini.

20/jun

Em breve retorno ao Rio Grande do Sul, Chico Baldini exibe suas múltiplas criações na Galeria Stockinger, Porto Alegre, RS.

Sobre o artista.

Chico Baldini nasceu em 1976 em Porto Alegre, RS, onde se graduou em publicidade pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Estudou desenho e pintura na Parsons School of Design em Nova Iorque e no Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. Empreendedor, foi cofundador da W3haus, que se tornou a maior agência digital independente do Brasil. Atuou por mais de duas décadas como ilustrador e diretor criativo, período em que liderou a W3haus. Paralelamente, manteve uma prática contínua de desenho em pequenos cadernos, desenvolvida entre deslocamentos, reuniões e viagens – gesto que se tornou central em sua pesquisa. Por conta das demandas da empresa, viveu em São Paulo por 11 anos. Após a venda da agência, sua paixão pelo mar o levou a Florianópolis, onde descobriu a natação em águas abertas e iniciou uma dedicação plena ao desenho e à natação, o que aproxima sua produção de uma dimensão corporal e rítmica. “A necessidade de calor e de uma vida cultural mais colorida me trouxe à Bahia”, conta, Hoje, Baldini vive em Salvador, onde nada e desenha diariamente, trazendo as relações entre mar e inconsciente para a sua pesquisa em desenho. Sua pesquisa em desenho é atravessada pelas relações entre mar, corpo e inconsciente. Participou de exposições individuais e coletivas em cidades como Porto Alegre, São Paulo e Salvador e integrou, em 2011, a publicação Illustration Now! Vol. 4.

No dia 22 de junho, às 15h, o artista desenha nas paredes da Galeria Stockinger e no dia 08 de julho, a partir das 16h, haverá um bate-papo com o artista, seguido de uma visita guiada. Imperdível!