Projeto artístico que une Fotografia e História.

13/out

O Ministério da Cultura, o Itaú, o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) e o Banco BOCOM BBM têm o prazer de convidar para o lançamento do CEBRI Cultural e a abertura da exposição de Claudia Jaguaribe e de Raul Mourão. Em sua nova sede, na Gávea, e em parceria com a PUC-Rio, o CEBRI abre as portas para o CEBRI Cultural, Gávea, Rio de Janeiro, RJ, um novo espaço de encontros e diálogos que aproxima arte, cultura, ciência e relações internacionais.

As Bárbaras.

Projeto artístico, exposição e lançamento do livro.

As Bárbaras, de Claudia Jaguaribe, é um projeto artístico que une fotografia e história para questionar e reimaginar o papel das mulheres na formação do Brasil. Por meio de imagens contemporâneas construídas a partir de pesquisas iconográficas, o trabalho revisita personagens femininas reais que viveram entre os séculos XVI e XX. Algumas figuram nos compêndios da história brasileira, enquanto muitas outras foram esquecidas, apagadas ou relegadas à margem. Inspirado em Bárbara de Alencar, revolucionária do século XIX e ancestral da artista, o projeto reúne diferentes figuras femininas sob o nome “As Bárbaras”, evocando os sentidos atribuídos ao termo, que vão de “estrangeira” a “mulher excepcional”.

Pesquisa histórica e construção das imagens

O projeto propõe uma revisão da memória histórica dessas mulheres a partir de uma perspectiva contemporânea. Ao revisitar arquivos e imaginários do passado, busca construir novos significados e registros sobre suas vidas, suas lutas e seus legados. Mapas, gravuras, pinturas, fotografias e outros fragmentos visuais são combinados, desconstruindo e ressignificando a iconografia tradicional. A partir desses materiais, Claudia Jaguaribe cria biografias visuais que articulam documentos, representações históricas e construções imaginárias, questionando os limites entre realidade e ficção e o próprio estatuto da imagem fotográfica.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a historiadora Maria Eduarda Marques, responsável pela pesquisa e pelos textos históricos, e com a curadora Angela Berlinde, autora do texto curatorial. A perspectiva curatorial

Lançamento do livro e mesa-redonda

Durante o período da exposição, será lançado o livro “As Bárbaras”, coeditado pela Vento Leste e pela Tuí Editora. O lançamento será acompanhado de uma mesa-redonda com as mulheres entrevistadas, criando um espaço de diálogo sobre as questões abordadas no projeto e suas relações com os desafios contemporâneo.

Até 10 de março de 2027.

Exposição de esculturas de Leonardo Stockinger.

09/out

“Todas as Outras Casas”, exposição individual de esculturas de Leonardo Stockinger pode ser visitada no casarão rosa da Rua Luciana de Abreu, 450, Porto Alegre, RS, onde funciona a Galeria Stockinger. Com a curadoria de Heloisa Medeiros, “Todas as Outras Casas” estabelece uma relação direta de sua obra com a ocupação dos espaços, a transitoriedade das coisas, das pessoas, seus desafios e desejos.   

A fala do artista.

“A ideia de Todas as Outras Casas é simples e vai muito de encontro com o que eu acredito. Que é a arte exercendo sua função principal de alicerce da comunicação. Compartilhar, trocar e interagir. A proposta é um encontro que celebra a arte e as conexões”.

“Os reencontros e as descobertas dos últimos meses em Porto Alegre deixaram marcas em lugares desconhecidos em mim e na minha arte. Produzi em alta intensidade, ampliei meu vocabulário e reacessei lugares de sentimento profundo. Abro as portas de casa, deixo entrar, saio e sempre volto, foi mais ou menos assim esse tempo. Muitos me viram trabalhando diariamente, foi uma vitrine a céu aberto, alguns entraram para ficar, outros deram só uma passadinha, até os acenos foram marcantes”.

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Sobre o artista

Nascido em Porto Alegre (RS) em 1980, radicado na Austrália desde 2005, Leonardo Stockinger é um escultor formado em 2009 pela Escola Nacional de Arte em Sydney, Austrália. Em 2012 formou-se no TAFE como técnico em fabricação de metais. O artista cresceu cercado por arte. O avô, Francisco Stockinger, artista austríaco-brasileiro, um dos principais escultores modernos de sua geração, o influenciou profundamente. Em 2025, apresentou a exposição “Vísceras-Corpo e Existência”, em Porto Alegre e Sydney. Em 2026 apresentou “Depois de 1000 Anos”, no Museu de Arte do Paço, com curadoria de Bernardo José de Souza.

 

Uma produção marcada pelo estudo da cor.

29/set

O Museu Inimá de Paula, Belo Horizonte, MG, apresenta “Aldir Mendes: Geometrias do Olhar”, exposição que reúne cerca de 40 obras de Aldir Mendes de Souza (1941-2007). Com trabalhos realizados entre as décadas de 1960 e 2000, a mostra oferece uma visão abrangente da trajetória do artista e acompanha as transformações de uma produção marcada pelo estudo da cor, pela construção geométrica e pela interpretação da paisagem brasileira.

O artista construiu uma produção múltipla, que transitou pela pintura, pelo desenho, pela gravura, pela escultura, pela performance e pela imagem técnica. Médico cirurgião plástico formado pela Escola Paulista de Medicina, aproximou arte e ciência em experiências com radiografias e termografias, ampliando os limites de sua pesquisa visual.

Participou de importantes momentos da arte no Brasil, incluindo diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo, e realizou exposições em instituições como o MASP, o Museu de Arte Brasileira da FAAP, o Museu Nacional de Belas Artes, o MAC-USP, o Paço das Artes e a Pinacoteca de São Paulo. Suas obras também estão presentes em relevantes coleções privadas e públicas.

Até 24 de janeiro de 2027.

Celebrando a vida e a obra de Burle Marx.

30/jul

O aniversário de Roberto Burle Marx será celebrado com uma programação especial que reúne cinema, música, memória e arte no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro. No dia 04 de agosto, data em que o artista completaria 117 anos, a exposição “Roberto Burle Marx pelos Amigos”, apresentada pelo Memorial Judaico de Vassouras, promove uma série de atividades gratuitas que convidam o público a mergulhar na trajetória de um dos maiores nomes da cultura brasileira.

As comemorações têm início às 14h, no Teatro Correios Léa Garcia, com a exibição do documentário “Eu, Roberto Burle Marx”, dirigido pelas cineastas Soraia Cals e Tamara Leftel. O filme apresenta um retrato sensível da vida e da obra do artista, reunindo imagens históricas, registros de arquivo e depoimentos que revelam sua contribuição para o paisagismo, as artes visuais, a preservação da biodiversidade e a construção da identidade cultural brasileira.

Após a sessão, o público poderá participar de um debate com as diretoras, que compartilharão os bastidores da produção, o processo de pesquisa e a importância da preservação da memória de Burle Marx para as novas gerações. Em seguida, serão realizadas visitas guiadas à exposição “Roberto Burle Marx pelos Amigos”, conduzidas em pequenos grupos.

Às 17h, a programação prossegue com um recital em homenagem ao artista, revelando outra de suas grandes paixões: a música. A abertura do concerto ficará a cargo de Ana Cecília Burle Marx, sobrinha do artista, que presta uma homenagem afetiva ao tio em uma apresentação de canto acompanhada ao piano por Aleida Schweitzer. Na sequência, a pianista Miriam Grosman e a instrumentista Daniela Spielmann apresentam um repertório especialmente concebido para celebrar a sensibilidade artística e a riqueza cultural que marcaram a trajetória de Burle Marx.

Mais do que uma homenagem, a programação propõe uma experiência de encontro entre diferentes linguagens artísticas, aproximando o público do universo criativo de um artista que transitou com igual liberdade entre paisagismo, pintura, escultura, desenho, música e defesa da natureza.

Provocando inspiração e reflexão.

21/jul

Com oito anos de trajetória, o fotógrafo Bruno Guerchon fará sua primeira exposição individual a partir do dia 1º de agosto na Ava Galleria, localizada na Fábrica Bhering, Santo Cristo, Rio de Janeiro, RJ. Com curadoria de Edson Cardoso, a mostra “Inspiração e Reflexão” apresentará 16 fotografias recentes e inéditas, produzidas pelo artista desde 2024 até hoje. A abertura da mostra acontecerá durante o “Bhering de Portas Abertas”, evento realizado no primeiro sábado de cada mês, com os ateliês e galerias do polo cultural abertos ao público.

“Como diz o título da exposição, minha intenção é provocar inspiração e reflexão nas pessoas através das minhas obras. Quero que enxerguem beleza no mundo, questionem suposições e, quem sabe, se conectem com algo mais profundo da experiência humana”, afirma o artista.

Sobre o artista. 

Bruno Guerchon nasceu no Rio de Janeiro, em 1986, cidade onde vive e trabalha. Desenhista nato, autodidata, graduado em ciência da computação. desde 2018 atua profissionalmente como artista visual, produz imagens em projetos próprios. Sua aspiração principal é criar arte que convide as pessoas a parar e refletir. Fotografa há mais de dez anos, mas foi em 2018 que a fotografia se tornou profissão. Nos últimos anos, participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, como “Ava Art Festival”, Enokojima Art Center, Osaka, Japão;  “Art Shopping”, Carroussel Du Louvre, Paris, França; “Bela Bienal”, Cable Factory, Helsinque, Finlândia, e exposições em São Paulo, como “150 anos do Jockey Club São Paulo” e mostras coletivas na própria Fábrica Bhering.

Até 15 de agosto.  

 

Lançamento do livro de Esther Faingold.

12/jun

A Galeria Paulo Darzé e a editora Cosac, no Corredor da Vitória, Salvador, BA, recebe dia 13, às 11h, para o lançamento de “Apneia”, primeiro romance da escritora, poeta e artista visual Esther Faingold. A programação contará com um bate-papo entre a autora, a escritora Mariana Paiva e a psicanalista Malu Moraes sobre a obra, que mergulha em temas como memória, ausência e identidade.

Publicado pela Cosac, editora que retorna ao mercado após anos de hiato e ficou conhecida por seu catálogo de arte e edições de referência, o livro acompanha uma mulher diagnosticada com depressão refratária que, prestes a se submeter a sessões de eletrochoque, decide registrar sua história. Diante da possibilidade de perder parte das próprias lembranças, ela transforma a escrita em uma espécie de carta-testamento para a filha adolescente, revisitando traumas familiares, deslocamentos geográficos e heranças emocionais.

Ao longo da narrativa, a protagonista percorre memórias ligadas à Bessarábia, ao Líbano, aos Pampas e a Israel, atravessando um século de diáspora familiar. Em uma escrita fragmentada, revisita episódios da adolescência e investiga as origens de seu sofrimento psíquico, enquanto aguarda um procedimento que pode alterar definitivamente sua relação com o passado.

Sobre a autora.

Esther Faingold vive entre São Paulo e Nova York. É autora do livro de poemas “Ethers”, lançado pela Cosac Naify em 2011, e da exposição “Qualquer coisa animal”, apresentada em 2024 na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, da USP. Durante a mostra, leu trechos de “Apneia” em debate com nomes como Eliane Robert Moraes, Veronica Stigger, Natalia Timerman e João Paulo Cuenca.

Presença de artistas mulheres em exposição.

14/maio

A Fundação Vera Chaves Barcellos (FVCB) inaugurou a exposição coletiva “Há pouco?”, com curadoria de Bruna Fetter, professora do Instituto de Artes da UFRGS e diretora cultural da instituição. A abertura ocorreu na Fundação Vera Chaves Barcellos, Sala dos Pomares, Rodovia Tapir Rocha, 8480 (parada 54), Viamão, RS. 

Há pouco? reúne obras de mais de 90 artistas mulheres e abrange diversas linguagens, como gravura, desenho, fotografia, pintura, arte postal e vídeo. Composta inteiramente por trabalhos pertencentes ao acervo artístico da Fundação Vera Chaves Barcellos, a mostra constitui um recorte institucional até então inédito e plural, que celebra a variedade de gerações, saberes, contextos, temáticas, mídias e escalas. 

Nas palavras da curadora Bruna Fetter: “Esta exposição parte da dupla possibilidade de interpretação de um simples jogo de palavras – há pouco – como disparador de uma reflexão sobre passagem do tempo, percepção de visibilidade, inserção profissional e representatividade. Estamos falando sobre a presença de artistas mulheres no acervo da Fundação Vera Chaves Barcellos, constituído a partir do olhar, interesses, relações profissionais e afetivas de uma artista mulher. Um acervo que soma mais de 1.500 obras de mais de 200 artistas mulheres.”

Artistas participantes. 

Lygia Clark, Mira Schendel, Regina Silveira, Anna Letycia, Vera Chaves Barcellos, Ione Saldanha, Maria Lídia Magliani, Lygia Pape, Anna Bella Geiger, Jac Leirner, Anna Maria Maiolino, Judith Lauand, Regina Vater, Maria Lucia Cattani, Karin Lambrecht, Maria Tomaselli, Carmela Gross, Zoravia Bettiol, Romanita Disconzi, Susana Mentz, Rosângela Rennó, Shirley Paes Leme, Sonya Grassmann, Lia Menna Barreto, Elaine Tedesco, Angela Jansen, Esther Ferrer, Margarita Kremer, Conceição Piló, Mara Alvares, Sonia Castro, Gerty Saruê, Marilice Corona, Nara Amélia, Ana Baxter, Johanna Vanderbeck, Lorena Geisel, Letícia Ramos, Elza Lima, Marina Rheingantz, Téti Waldraff, Brígida Baltar, Anna Esposito, Teresa Poester, Sonia Moeller, Dora Longo Bahia, Marilá Dardot, Maristela Salvatori, Marilene Burtet Pieta, Thereza Miranda, Helena Kanaan, Heloisa Schneiders da Silva, Maria de Lourdes Sanchez Hecker, Helena Martins-Costa, Liliana Porter, Celina Almeida Neves, Germana Monte-Mór, Lenora de Barros, Sophia Martinou, Lurdi Blauth, Camila Schenkel, Elida Tessler, Nazareth Pacheco, Gisela Waetge, Dione Veiga Vieira, Monika Funke Stern, Flavya Mutran, Mitti Mendonça, Rochele Zandavalli, Glaucis de Morais, Mariane Rotter, Susana Solano, Vitória Cribb, Carolina Gleich, Mary Dritschel, Marta Penter, Glória Munayer, Diana Domingues, Claudia Dal Canton, Laura Lima, Maria di Gesu, Laura Fróes, Ana Miguel, Lenir de Miranda, Simone Michelin Basso, Sandra Cinto, Vilma Sonaglio, Jeanette Chávez, Letícia Parente, Laura Miranda, Mônica Infante, Marlies Ritter, Regina Ohlweiler e Sofia Borges.

Sobre a Fundação Vera Chaves Barcellos.

Em atividade desde 2005, a Fundação Vera Chaves Barcellos – FVCB é uma instituição cultural privada e sem fins lucrativos, com atuação em Viamão e Porto Alegre, RS. Tem como missão preservar, pesquisar e difundir a obra da artista Vera Chaves Barcellos e a Coleção Artistas Contemporâneos, bem como incentivar a formação de público, a criação artística e a investigação das artes visuais da década de 1960 até os dias atuais. A FVCB atua em prol da transformação da sociedade através da democratização da arte, com uma programação acessível e gratuita voltada para diversos públicos. 

Visitação: até 11 de julho. 

Artistas de diferentes territórios da América Latina.

11/maio

A Fundação Getulio Vargas, por meio da FGV Arte, convida você para a exposição “Eu chorei rios: arte dos povos originários da América”, na Praia de Botafogo, Rio de Janeiro, RJ.

Com curadoria de Glicéria Tupinambá e Paulo Herkenhoff, a mostra inédita reúne artistas de diferentes territórios da América Latina. Com nomes como Ailton Krenak, Claudia Andujar, Daiara Tukano, Denilson Baniwa, Djanira, Gustavo Caboco, Jaider Esbell, Lastenia Canayo, Luiz Carlos Felizardo, Keyla Sobral, Lygia Pape, Mestre Valentim e Xadalu Tupã Jekupé, a exposição propõe uma leitura ampliada da arte latino-americana, a partir de modos de existência e repertórios estéticos diversos.

Conversa com Anna Bella Geiger e Cadu.

06/maio

No dia 09 de maio, às 15h, será realizada, no Paço Imperial, uma conversa com os artistas Anna Bella Geiger e Cadu, com mediação da crítica de arte e curadora Marisa Flórido, como parte da exposição “Constelações – 40 anos do Paço Imperial”, que celebra as quatro décadas do mais antigo centro cultural da região central do Rio de Janeiro. Os dois artistas integram a exposição ao lado de mais de 100 nomes de destaque das artes brasileiras, que fazem parte da história do centro cultural. A conversa será gratuita e aberta ao público.

Com curadoria da diretora da instituição, Claudia Saldanha, e do historiador da arte e professor da Escola de Belas Artes da UFRJ, Ivair Reinaldim, a grande exposição ocupa 12 salões e os dois pátios internos com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas, de diversas gerações

Da construção civil à espiritualidade.

24/mar

“Pedra de Rumo”, exposição individual de Nelson Felix, foi inaugurada na Almeida & Dale da Rua Fradique Coutinho 1360, São Paulo, SP, e permanerá em cartaz até 02 de maio. Com texto assinado por Keyna Eleison, a exposição emerge de uma cartografia expandida em desenvolvimento pelo artista há cerca de três anos.  

Linhas traçadas entre o espaço expositivo da galeria e o Museu de Arte Contemporânea da USP formam uma cruz quase perfeita; o ponto em que elas se cruzam, em uma praça na zona oeste de São Paulo, abriga Nó a Nó, início do projeto que constitui a nova exposição de Nelson Felix. Sentidos que vão da construção civil à espiritualidade, cabem em pedra de rumo – expressão que nomeia a mostra e a nova série de trabalhos apresentados pelo artista. Esculturas que tecem relação entre mármore, bronze e elementos vegetais, somados às séries “1/2 eu” e “Caymmi”, constituem em conjunto “uma sinfonia à São Paulo”, como pontua o artista.  

“Pedra de Rumo” é também a segunda etapa material do processo em continuidade que iniciou em “Nó a Nó” e que culmina em “Beijo de Língua”, exposição individual de Nelson Felix a ser inaugurada em maio no MAC-USP.