A permanência da tradição cerâmica.

06/out

A Japan House, Avenida Paulista, Bela Vista, São Paulo, SP, recebe, a exposição “Cerâmica em Curso”, dedicada à história, às técnicas e à permanência da tradição cerâmica japonesa. A mostra reúne 19 peças e percorre desde exemplares produzidos há milhares de anos até criações contemporâneas decorativas e utilitárias e ainda apresenta trabalhos dos seis principais polos ceramistas do Japão.

O percurso começa com obras dos períodos Jōmon, iniciado por volta de 14 mil A.C., e Muromachi, entre os séculos 14 e 16, apresentando diferentes momentos da evolução da cerâmica no Japão. Uma das peças mais antigas foi moldada à mão e decorada por meio da pressão de cordas sobre a argila ainda úmida, técnica que deixava marcas na superfície antes da queima em fogueiras ao ar livre.

Já o exemplar do Período Muromachi mostra o avanço das técnicas de produção. Com aparência mais rústica, a peça apresenta marcas provocadas pelo fogo e uma superfície irregular, resultado do uso de fornos construídos em terrenos inclinados, que favoreciam a circulação das chamas e do calor. A exposição também dedica espaço aos chamados “seis fornos antigos” do Japão: Bizen, Echizen, Seto, Shigaraki, Tamba e Tokoname. As regiões, consolidadas ao longo dos séculos como importantes polos de produção, foram reunidas sob essa denominação na década de 1950 pelo pesquisador japonês Koyama Fujio.

A exposição apresenta ainda amostras das argilas utilizadas em cada região. As diferenças na composição do solo influenciam diretamente aspectos como cor, textura e brilho das peças. Em Echizen, por exemplo, a presença elevada de ferro na argila favorece tonalidades avermelhadas e terrosas. Já Seto, na província de Aichi, é conhecida por uma argila com menor presença de ferro, característica que possibilita a produção de peças com tonalidades mais claras, próximas do branco.

Ao combinar objetos históricos e obras recentes, “Cerâmica em Curso” mostra como uma tradição construída ao longo de séculos permanece viva não apenas como patrimônio cultural, mas também no design e nos objetos do cotidiano japonês.

Até 30 de maio de 2027.

Um diálogo transgeracional.

A aproximação entre Abraham Palatnik (Natal, 1928 – Rio de Janeiro, 2020) e Juan Parada (Curitiba, 1978) em exposição (Reverbero, Resonance) na Simões de Assis, Curitiba, PR, exibe um encontro entre os artistas que converge em um diálogo transgeracional que investiga cinetismo, luz e matéria.

Os rumos da história da arte foram recalculados pela presença de Abraham Palatnik, ao lado de Jesús Rafael Soto e Carlos Cruz-Diez. O grupo ocupa um lugar fundamental e fundador na arte cinética latino-americana ao potencializar o artesanal e a utilização de suportes pouco convencionais nas artes visuais. Os aparelhos cinecromáticos de Palatnik – estruturas de motores e luzes – obtiveram grande reconhecimento, tendo inclusive participado da primeira Bienal de São Paulo, em 1951, com menção especial do júri internacional. 

Diante da amplitude de sua dimensão matérica, Abraham Palatnik também realizou obras que dispensam a utilização de dispositivos eletrônicos e simulam o movimento na projeção de camadas e sombras. 

Há um diálogo com a poética de Juan Parada, que desenvolve sua pesquisa em cerâmica e escultura há mais de duas décadas. Ao longo de sua trajetória de pesquisa, afinou seu conhecimento técnico, como quando em 2016, realizou uma residência artística no Jingdezhen International Studio na China e posteriormente na Holanda, em 2022, no European Ceramic Workcentre em Oisterwijk. Os artistas apresentam uma dinâmica visual em ressonância, em um ritmo progressivo da forma na criação de relevos e volumetria, evidenciando a destreza técnica somada a reinvenção da linguagem.

Em Abraham Palatnik e Juan Parada nenhum processo e sistema pode ser descrito por relações lineares de causa e efeito, são atuantes e habitam o território do devir e da variabilidade. Ambos constroem sistemas completos/complexos em produção de sentido. A matemática e a precisão constroem sistemas virtuais, mas é na matéria que nos deparamos com a dimensão física e temporal dos artistas, desvelando seus desvios.

Até 17 de outubro. 

Investigando as conexões sutis.

05/out

 

A Galeria Marilia Razuk, Itaim Bibi, São Paulo, SP, abriu espaço para o mais novo trabalho de Carolina Colichio. Intitulada “Cavalinhas e Falésias”, a mostra apresenta peças produzidas em alumínio fundido, coordenadas com processos que já pautam suas criações, como a cerâmica, a porcelana, os esmaltes e o milenar método de pintura, a encáustica.

Carolina Colichio transita entre escultura, pintura e instalações e tem sua pesquisa artística criada a partir da prática diária de observação e do deslocamento entre a cidade e a natureza, investigando as conexões sutis entre o ambiente urbano e o tempo profundo do planeta.

Até 03 de novembro.

Uma autoidentidade positiva.

17/set

O artista Zéh Palito (Limeira, 1986), pintor, é um contador de histórias. A Simões de Assis, Jardins, São Paulo, SP, anuncia exposição entre 26 de setembro e 07 de novembro.

Sua prática oferece uma perspectiva visual sobre a vida diária da diáspora africana contemporânea. Seus personagens são posicionados em uma postura de poder que demonstra uma autoidentidade positiva, imbuídos de contentamento e respeito. Os retratos são permeados por símbolos, adornos, estampas, flores, frutas tropicais, piscinas e carros, os sujeitos são os protagonistas de suas narrativas. Zéh Palito trabalha em escalas variadas, pinturas site-specific, telas pequenas a dimensões monumentais, além de esculturas em fibra de vidro e alumínio e mosaicos em azulejo, material que tem sido incorporado também em suas pinturas. 

O universo familiar do artista se manifesta como território de memória, atravessado pela musicalidade do samba e do hip-hop e por um vasto repertório de referências e heranças culturais brasileiras, africanas e norte-americanas. Zéh Palito adiciona elementos de uma iconografia midiática, incluindo roupas e marcas, em uma figuração que reflete seu extenso repertório de referências à história da arte e ao gênero do retrato. Elemento fundamental de sua prática é elevar e inspirar vozes e sujeitos sub representados ao propor visões encantadoras para o presente e o futuro. O artista já produziu murais em mais de 30 países pelas Américas, África, Europa, Oriente Médio e Ásia. 

Principais exposições coletivas: “When We See Us”, curadoria de Koyo Kouoh, Museum Zeitz MOCAA, Cape Town, itinerou pelo Kunstmuseum Basel – Gegenwart, Basileia, Suíça; Bozar – Centre for Fine Arts, Bruxelas, Bélgica; e Liljevalchs Konsthall, Estocolmo, Suécia; “The Culture”, Baltimore Museum of Art, Baltimore; “Femmes”, curadoria de Pharrell Williams, Perrotin, Paris; “Color of the times”, Leeahn Gallery, Seoul; “Between the World and Me”, Museum of Contemporary Art of Querétaro, México; “Afro Brasilidades”, curadoria de Paulo Herkenhoff e João Victor Guimarães, FGV Arte, Rio de Janeiro; “The Speed of Grace”, Simões de Assis, São Paulo; “Vai Saudade”, Zéh Palito e Heitor dos Prazeres, Simões de Assis, Curitiba; “Quilombo: vidas, problemas e aspirações do negro”, Instituto Inhotim, Brumadinho;  e “Vidas Negras do Brasil”, Museu Afro Brasil, São Paulo. 

Principais exposições individuais: “Cars, Pools and Melanin”, Perrotin Gallery, Nova York; “Tropical Diaspora”, Eubie Blake Cultural Center, Baltimore; “We saw the future”, Gallery Idrawalot, Berlim; “Between the World and me”, Fundación AMMA, Queretaro, México; “Zéh Palito – Do pranto o oceano, e nadamos no amor”, MAC Bahia, Salvador; “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola”, Simões de Assis, São Paulo.  

Seus trabalhos estão nas coleções ICA – Institute of Contemporary Art, Miami, EUA; PAMM – Pérez Art Museum Miami, USA; El Museo del Barrio, Nova York, EUA; Baltimore Museum of Art, Baltimore, EUA; Rennie Museum, Vancouver, Canadá; MACQ – Museo de Arte Contemporâneo Querétaro, México; AMMA – Fundación Amparo y Manuel, Cidade do México; The Xiao Museum of Contemporary Art, Rizhao, China; X Museum, Pequim, China; MAC Bahia, Salvador, Brasil; Instituto Inhotim, Brumadinho, Brasil.

Uma seleção de 33 artistas de diferentes gerações.

16/set

A Galatea participa da 16ª edição da ArtRio, que acontece entre 16 e 20 de setembro, na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A galeria apresenta uma seleção de 33 artistas que atravessa diferentes gerações e contextos da arte moderna e contemporânea, reunindo nomes fundamentais da produção brasileira, artistas que exerceram influência na cena nacional ou que por ela foram influenciados, além de jovens talentos emergentes.

A robusta lista de artistas para o estande da Galatea na ArtRio 2026 reúne Anísio O. Couto, Arthur Palhano, Bogdan Koshevoy, Carlos Cruz-Díez, Carolina Cordeiro, Dani Cavalier, Edival Ramosa, Ernesto Neto, Francisco Galeno, Frans Krajcberg, Gabriel Branco, Gabriela Melzer, Gabriella Marinho, Grauben do Monte Lima, Guilherme Gallé, Hércules Barsotti, Ione Saldanha, Jac Leirner, Jaider Esbell, Joji Ikeda, Jorge Guinle, Leo Battistelli, Maíra Dietrich, Mari Ra Chacon, Mucki Botkay, Park Chae Biole, Park Chae Dalle, Roberto Burle Marx, Rodrigo Andrade, Silia Moan, Tito Terapia, Tomie Ohtake e Ygor Landarin.

O conjunto propõe um diálogo entre diferentes momentos e vertentes da arte moderna e contemporânea, aproximando experiências ligadas à abstração geométrica e construtiva, à pintura figurativa, às práticas têxteis e a pesquisas que exploram a materialidade por meio da cerâmica, da madeira e de outros suportes.

Quando São Francisco encontra Guido Totoli.

11/set

Exposição reúne obras de diferentes décadas e criações recentes em torno de uma referência que acompanha o artista desde a infância.

Guido Totoli apresenta, em 17 de setembro, no Instituto Italiano de Cultura de São Paulo, Higienópolis, a exposição “Guido Totoli e São Francisco – Terra, Transformação, Espírito”, com curadoria de Claudia Totoli. A mostra reúne 22 obras entre desenhos, pinturas, esculturas e cerâmicas, realizadas em diferentes momentos de uma trajetória que atravessa mais de sete décadas, incluindo tanto peças de seu acervo pessoal quanto trabalhos criados especialmente para a ocasião. A partir de sua relação com São Francisco de Assis, o conjunto estabelece um diálogo entre terra, transformação e espírito.

A escolha de São Francisco é proposital e sua presença acompanha a produção de Totoli, ganhando na exposição novas possibilidades de leitura a partir do diálogo entre obras de diferentes períodos. Para a curadora, esse percurso evidencia uma afinidade que ultrapassa a representação do santo e se aproxima de valores presentes na própria produção do artista, como a relação com a natureza, a simplicidade e a atenção ao outro.

“A relação de Guido com São Francisco atravessa sua trajetória. Ao selecionar as obras, fui percebendo como a figura do santo, sua relação com a natureza e sua atenção aos mais necessitados já estavam presentes, de diferentes formas, em sua produção. Parecia que tudo já estava conversando”, define Claudia Totoli.

Essa leitura também orientou a construção do espaço expositivo. O percurso parte da ideia de peregrinação: no centro, as esculturas formam uma cruz grega inscrita em um octógono; ao redor, desenhos, pinturas e painéis cerâmicos apresentam diferentes momentos da vida e da mensagem de São Francisco. Elementos sonoros e uma fragrância inspirada em folhas e capim fresco integram a montagem. 

A exposição integra a programação do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo dedicada aos 800 anos da morte de São Francisco de Assis, aproximando diferentes tempos da produção de Totoli em torno de uma referência que permanece ativa em seu trabalho.

A fala do artista.

“Com a minha idade e experiência, pude transitar por vários temas durante minha carreira. Experimentei vários instrumentos, mas foi na pintura, cerâmica, escultura em terracota e desenho que adquiri um conhecimento muito grande. Manusear esses materiais é a minha vida”.

“Hoje, para me inspirar, junto tudo o que aprendi na minha vida e que se completou agora. Onde estou, na rua, no carro, estou tendo ideias. Daí me preparo mentalmente através dessas ideias e coloco em prática.”.

Até 07 de novembro.

 

Um novo olhar.

27/ago

O Ministério da Cultura e a Fundação Vera Chaves Barcellos convidam para a abertura da exposição coletiva “Uma Força Estranha”, que será inaugurada no dia 29 de agosto de 2026, sábado, das 11h às 17h, na Sala dos Pomares, em Viamão, RS.
Dando continuidade à programação expositiva de 2026, dedicada à produção de artistas mulheres, “Uma Força Estranha” traz um novo olhar para o Acervo Artístico da Fundação, reunindo 53 obras de 36 artistas brasileiras e internacionais. O conjunto contempla trabalhos em desenho, pintura, gravura,  fotografia, vídeo, objeto, instalação, entre outras técnicas e linguagens. A organização é de Vera Chaves Barcellos, com expografia de Arthur Bonfim e textos de Ana Albani de Carvalho

Nas palavras de Vera Chaves Barcellos:
“Uma Força Estranha se inspira em uma das obras primas da música popular brasileira de todos os tempos, a criação de 1978, de Caetano Veloso, eternizada pela incomparável voz de Gal Costa. Em Força Estranha, Caetano traça poeticamente a defesa da criação e da linguagem artística como uma força incontida que impulsiona o/a artista a criar de forma verdadeira e atemporal. Aqui, podemos ver exemplos dessa força estranha nessas verdades expressas em suas mais diversas formas, nas obras deste conjunto de mulheres.”

Artistas participantes.

Regina Silveira, Lia Menna Barreto, Maria Lídia Magliani, Gisela Waetge, Wanda Pimentel, Karin Lambrecht, Marina Camargo, Maria Lucia Cattani, Débora Bolzsoni, Teresa Poester, Helena D’Avila, Fernanda Chemale, Romy Pocztaruk, Dione Veiga Vieira, Ío (Laura Cattani e Munir Klamt), Paula Krause, Brígida Baltar, Lurdi Blauth, Ananda Kuhn, Elaine Tedesco,  Thereza Miranda Alves, Ana Maria Tavares, Lily Hwa, Suely Anna Kelling, Vera Chaves Barcellos, Mara Alvares, Sarah Bliss, Mariana Silva da Silva, Virginia de Medeiros, Heloisa Schneiders da Silva, Carla Borba, Begoña Egurbide, Monika Funke Stern, Marlies Ritter, Teresa Puppo, Francesca Llopis.

Uma conversa e final de exposições.

28/jul

A Gentil Carioca São Paulo convida para a última semana das exposições “Mão Amiga”, de José Bento, e “∞ ∞ (infinita infinito)”, de Maria Nepomuceno, em cartaz até sábado, 1º de agosto.

Em “Mão Amiga”, realizada em parceria com a Galeria Sardenberg, José Bento parte da tradicional junção de madeira que dá nome à exposição para refletir sobre relações de interdependência, apoio e construção coletiva, aproximando natureza e cultura, floresta e construção, utensílio e monumento.

Em “∞ ∞ (infinita infinito)”, Maria Nepomuceno apresenta obras inéditas em que cordas, contas, tecidos e cerâmicas se entrelaçam em esculturas que tensionam gravidade, equilíbrio e movimento. Com texto de apresentação assinado por Laura Lima, a mostra propõe um encontro entre escultura e pintura, em trabalhos que parecem pulsar e se expandir pelo espaço.

Como parte da programação de encerramento da individual de José Bento, “Mão Amiga”, realizada em parceria com a Galeria Sardenberg, na quinta-feira, 30 de julho, às 19h30, acontece uma conversa entre o artista e o curador Rodrigo Moura, com mediação de Ricardo Sardenberg. O encontro revisita mais de quatro décadas da produção do artista, abordando seu processo de criação, suas referências e a atualidade de sua pesquisa.

Uma paisagem em permanente reinvenção

24/jul

O Museu de Arte Brasileira – MAB FAAP, Higienópolis, São Paulo, SP, exibe “Arte da Nossa Gente”, exposição inédita organizada pelo Instituto Totex, em parceria com a FAAP. A mostra reúne mais de 150 obras originais de artistas brasileiros de diferentes regiões do país, produzidas ao longo de décadas e em múltiplas linguagens, como pintura, escultura, gravura, bordado e cerâmica.

Partindo de um título que evoca a ideia de pertencimento, a exposição propõe um olhar sobre o Brasil por meio da paisagem. Em vez de buscar uma imagem única ou uma definição essencial do que seria “nossa gente”, a mostra convida o público a perceber a diversidade de experiências, memórias, técnicas e modos de vida que constituem o país. A paisagem surge como eixo curatorial por sua capacidade de revelar diferentes formas de relação com o território. As obras reunidas apresentam múltiplos modos de construir, habitar, transformar e representar o Brasil, evidenciando a riqueza de seus biomas, culturas e tradições.

Ao valorizar produções populares em diálogo com obras do acervo do MAB FAAP e de coleções convidadas, a exposição amplia repertórios e questiona fronteiras historicamente estabelecidas entre o popular, o erudito, o regional e o contemporâneo. O popular é entendido aqui como um campo vivo e plural, que se manifesta no cotidiano, na festa, na fé, no trabalho e nos saberes transmitidos entre gerações, em constante transformação.

O percurso expositivo é organizado a partir de quatro verbos: Construir, Habitar, Inventar e Moldar. Cada núcleo aborda diferentes maneiras de se relacionar com o território, desde as imagens que ajudaram a formar a ideia de Brasil até os gestos cotidianos, as narrativas imaginárias e os processos materiais que dão forma à arte.

“Arte da Nossa Gente” propõe um deslocamento de perspectiva, olhar para a paisagem brasileira como uma experiência compartilhada, feita de gestos, narrativas, técnicas e transformações. Uma paisagem em permanente reinvenção, assim como a própria ideia de quem somos.

Até 11 de outubro.

Representada pela Galeria Patricia Costa.

06/jul

Fundada em 2003 por Patricia Costa e Silva, que possui 45 anos de experiência no mercado, a Galeria Patricia Costa, Copacabana, Rio de Janeiro, RJ, passa a representar a artista Raquel Saliba, escultora que transforma materiais como cerâmica e bronze em instigantes seres que chegam a atingir quase três metros de altura.

Nascida em Itaúna, Minas Gerais, formada em Psicologia, a artista dedica-se exclusivamente à arte há 15 anos, movida por um fascínio singular por técnicas ancestrais e processos primordiais. Entre elas estão a Anagama – queima japonesa – e a Obvara, método de queima cerâmica originado no Leste Europeu no século XII, que consiste em retirar a peça incandescente do forno. Raquel Saliba também experimenta o uso de gás em fornos híbridos combinados com lenha. Em uma de suas séries mais recentes, deixou que a ação do mar oxidasse algumas peças, resultando em superfícies que alternam entre o reluzente e o rústico.

Sobre a artista.

Raquel Saliba já morou em diferentes partes do mundo, o que possibilitou que ela fizesse vários cursos e exposições como no Carrossel do Louvre (maio de 2018), por exemplo. Residindo atualmente no Rio de Janeiro, ela vem se dedicando cada vez mais às esculturas em cerâmica, bronze e outras matérias. Parte de sua formação artística: Curso Objeto e Poema 2025 e 2026 com Xico Chaves no Parque Lage; Colagem com Pedro Varela em 2024; O Processo Criativo com Charles Watson em 2020 no Parque Lage; Encontros e Reflexões, com Iole de Freitas, 2019, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil; exposição coletiva A Cara do Rio (Centro Cultural dos Correios), 2018; curso Conversando sobre esculturas objeto etc. e tal com Joao Goldberg, Parque Lage, Rio de Janeiro, Brasil em 2016 e 2017; cursos de escultura e cerâmica no Morley College, Londres, Reino Unido 2014 e 2015; cursos de escultura no Heatherley School of Art, Londres, Reino Unido em 2015; workshop “O inconsciente na argila”, com Sandy Brown, Inglaterra, junho de 2015; cursos de Cerâmica e Escultura na UAL (University Arts of London), professor Timothy Harker, Londres, Reino Unido em 2013; Centro de Artes de Fremantle, Austrália Ocidental 2003. Recentemente, participou de duas exposições simultâneas no Museu Histórico da Cidade: a individual “Bashar: nós humanos” e outra com a artista e amiga Anna Bella Geiger, “Avesso”, ambas com curadoria de Shannon Botelho.