Exibição de Maxwell Alexandre

19/out

 

A Gentil Carioca – São Paulo e Rio de Janeiro – apresenta, para a Paris+ par Art Basel (stand F10), o solo de Maxwell Alexandre. As obras compõem a série Novo Poder, um desdobramento de “Pardo é Papel”, feito para explorar a ideia da comunidade negra dentro dos templos consagrados para contemplação de arte: galerias e museus. Entendendo a arte contemporânea como um campo de elite que concentra um grande capital financeiro e intelectual, a série busca chamar atenção da comunidade negra para esses espaços que legitimam narrativas na história. A série trabalha apenas com três signos básicos, sendo eles o preto (personagens), o branco (“cubo branco” ou espaço expositivo) e o pardo (arte).

 

 

Representação do acervo de León Ferrari

06/out

 

 

A Fortes D’Aloia & Gabriel e a Gomide&Co, São Paulo, SP, anunciam a representação conjunta do acervo de León Ferrari (Buenos Aires, 1920 – 2013). Um dos mais importantes artistas do século XX, León Ferrari desenvolveu uma obra provocativa, singular, escorada na experimentação com suportes e materiais, e de forte cunho político. Herdeira da imaginação surrealista, sua produção dialogou com a abstração, com a pop art e foi pioneira no conceitualismo latino-americano.

A correpresentação de León Ferrari propõe uma atualização de seu legado. Juntas, as galerias visam ampliar o alcance e a influência de sua obra no debate contemporâneo. A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta na Paris+ par Art Basel, em outubro, uma seleção de obras de Ferrari em diálogo com artistas jovens de seu programa. A Gomide&Co, por sua vez, levará trabalhos pontuais de Ferrari para seu stand em Art Basel Miami Beach, em dezembro.

 

Galatea apresenta Allan Weber na ArtRio

14/set

 

 

A apresentação solo de Allan Weber na ArtRio, Marina da Glória, Rio de Janeiro, RJ, entre os dias 14-18 de setembro, vai mostrar um grande conjunto de trabalhos da série “Traficando arte”, na qual o artista traduz e transpõe para objetos, instalações e fotografias, elementos, imagens, situações e narrativas do contexto em que nasceu e vive, a comunidade das 5 Bocas, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

 

A realidade das comunidades no Rio de Janeiro é marcada pelo abismo da desigualdade social, pela violência policial e pelas lutas entre facções. Todas essas situações, porém, não devem ser tomadas como definidoras desses locais, mas sim como fatores constituintes. A produção cultural, artística, musical, literária e as manifestações estéticas da moda são potenciais que emergem dessas localidades e também as definem.

 

O tema principal da produção de Allan Weber é justamente essa complexidade, contraditória e em disputa – tanto material como simbólica – das comunidades cariocas e, segundo o artista, seus trabalhos são fotografias, objetos e ações que questionam e tensionam sua relação com elementos de uma classe social marginalizada e discriminada por sua cultura e comportamento.

 

Partindo desses pressupostos, o título da série “Traficando arte” propõe uma subversão da ideia negativa de tráfico de drogas para uma proposição positiva de tráfico de arte, pensada a partir da noção de troca, negócio e diálogo. Ou, nas palavras do artista: “Minha obra fala sobre a geopolítica carioca e a produzo desconstruindo objetos e códigos usados pelo tráfico de forma subjetiva para a criação de novos conceitos.”

 

Nesse sentido, diversos elementos desse cotidiano cercado pelo tráfico, como armas e embalagens para drogas, são transformados e ressignificados por Weber, tanto na série fotográfica “Traficando arte” como na série de armas construídas com câmeras fotográficas usadas ou na série “Endola”, em que a técnica e material utilizado para fazer pacotes com cargas de maconha se tornam objetos geométricos e conceituais.

 

Elementos da cultura visual e musical da favela também são articuladas em trabalhos pelo artista, como a estética dos cortes de cabelo, os chamados “cortes na régua” ou “cabelinho na régua”, que estão presentes de forma simbólica na série “Régua”, onde as lâminas utilizadas para esses cortes são organizadas de forma geometrizada e coladas em telas, criando composições que dialogam diretamente com a tradição construtiva da arte brasileira. Esse diálogo também é explorado por Weber em uma série de trabalhos feitos com colagens de retalhos das lonas utilizadas nas estruturas de coberturas dos bailes funk, normalmente coloridas e geometrizadas.

 

Também serão apresentados esboços do projeto “Dia de baile”, que surgiu a partir do incômodo do artista em sempre ver os bailes funk sendo retratados de forma marginalizada, como locais de violência, ignorando todo o conhecimento ali produzido, bem como a sua função social e cultural nas comunidades onde são realizados. A primeira edição do projeto aconteceu na exposição “Rebu”, em 2021, na piscina do Parque Lage, e levou para o interior de um palacete em estilo eclético do começo do século 20 uma lona típica dos bailes de favela junto com um paredão de caixas de som que foram ativados numa festa. Criou-se, assim, uma fricção estética e social com o ambiente elitista da zona sul carioca, ao mesmo tempo que se buscou apresentar e convidar o público a conhecer essa manifestação musical e cultural que é o baile funk.

 

Siron Franco na SP-Arte

23/ago

 

 

As galerias Paulo Darzé e Almeida & Dale reuniram obras de Siron Franco para exibição na SP-Arte. Com curadoria de Victor Gorgulho, o estande terá 28 obras do artista goiano reconhecido desde a década de 1970 pela relação intensa com a matéria, com camadas generosas de tinta a óleo e a diversidade de materiais brutos que escolheu trabalhar.

 

De 24 a 28 de agosto, na edição da SP-Arte, na ARCA, galpão industrial na Vila Leopoldina, São Paulo, SP, abrangendo múltiplas linguagens, sob o tema “Rotas Brasileiras”, a tradicional feira contará com cerca de 70 expositores e exibirá, entre eles, a Almeida & Dale Galeria de Arte em parceria com a Paulo Darzé Galeria, de Salvador, apresentando o recorte “Siron Franco – Ontem, hoje, agora”.

 

Reunindo pinturas e esculturas realizadas entre o início dos anos 2000 até 2022, quando Siron completou 75 anos de idade, a vasta produção plástica do artista, que também se desdobra em instalações, gravuras, desenhos e ilustrações, é amplamente conhecida por estabelecer singulares relações entre realismo, figuração e abstração, resultando em um complexo vocabulário visual marcado pelo uso intenso das cores e o emprego de elementos oriundos da natureza.

 

“Sua prática multidisciplinar revela-se um constante e veloz exercício de fabulação acerca da humanidade – em suas múltiplas idiossincrasias, complexidades e além -, ao passo em que Siron costura uma espessa teia de enunciados poéticos, políticos, históricos, urgentes e necessários. Um rico emaranhado de obras e proposições artísticas diante das quais o ontem e o hoje sedimentam-se, na incessante busca do artista por uma temporalidade criativa unívoca: que se manifeste aqui, agora”, diz o curador Victor Gorgulho.

 

Sobre o artista

 

Siron Franco nasceu em Goiás Velho, em 1947, vive e trabalha em Goiânia, e tem sua produção reconhecida desde a década de 1970. As generosas camadas de tinta a óleo que utiliza em suas pinturas, assim como a diversidade de materiais brutos que escolhe para compor suas esculturas e instalações, marcam sua relação intensa com a matéria. Concreto, aço, chumbo, mármore e resina são comuns às obras, cuja intensidade ganha ares dramáticos nos corpos ou fragmentos de corpos que retrata com frequência, sejam de bichos, de gente, de santos, mortos ou vivos. O ar soturno do universo que criou ao longo de seus cinquenta anos de atividade incorpora a sátira e o absurdo para abordar questões políticas e sociais, como a relação violenta e desequilibrada que o homem possui com a natureza e com a sua própria humanidade. Ao longo de sua carreira, participou de exposições em importantes museus nacionais e internacionais como MASP, MAM-RJ, MAM-SP, Pinacoteca do Estado de São Paulo, The Bronx Museum of the Arts nos Estados Unidos e Nagoya City Art Museum no Japão. Participou também da 2ª Bienal de Havana, de diversas edições do Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP e da Bienal Internacional de São Paulo, sendo premiado na 13ª edição. Desde julho de 2022, a Paulo Darzé Galeria divide a representação do artista com a Almeida & Dale Galeria de Arte.

 

 

Galeria samba na SP-Arte

 

Galeria carioca apresentará projeto solo do artista mineiro Washington da Selva, que trata dos contrastes entre a zona rural, a cidade urbana e a cultura digital. A galeria carioca samba arte contemporânea participará pela primeira vez da SP Arte – Rotas Brasileiras, que será realizada de 24 a 28 de agosto, na ARCA, galpão industrial localizado na Vila Leopoldina, São Paulo, SP. A galeria apresentará o projeto solo “Origem”, com obras recentes e inéditas do artista mineiro Washington da Selva, incluindo a série “Lastro”, premiada no 8° Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger na categoria Questões Históricas. Em Lastro, o artista retrata pessoas empunhadas com ferramentas de trabalho do campo.

 

Sobre o artista

 

Washington da Selva (Carmo do Paranaíba, 1991) é artista visual e pesquisador. Possui mestrado em Artes, Cultura e Linguagens e bacharelado em Artes e Design, ambos pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Combina diferentes práticas artísticas como: fotografia, desenho, performance, web arte e processos têxteis. Foi artista residente no Lab Cultural 2021, BDMG Cultural, participou da residência Esculturas Públicas e Arte na Terra (2021), Associação Carabina Cultural. Em 2021, foi contemplado com o Prêmio DASartes e o 8º Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger, sendo, ainda, finalista no 1º Prêmio de Fotografia Adelina.

 

 

 

Coletiva da Galatea na SP-Arte

 

 

A Galatea anuncia sua participação na SP-Arte Rotas Brasileiras, que acontecerá na Arca, entre os dias 24 e 28 de agosto. O projeto apresentado será “Tramas brasileiras”, que consiste em uma coletiva de artistas brasileiros que lidam em suas obras com composições geométricas construídas a partir da trama, da grade, do grafismo e do monocromo.

 

A arte produzida no Brasil na segunda metade do século 20 foi marcada pelo protagonismo da abstração geométrica e do construtivismo, algo que moldou o rumo da história da arte brasileira de forma definitiva, com reflexos até os dias de hoje. Sendo o construtivismo brasileiro da década de 1950 ainda fortemente vinculado às vanguardas europeias que propiciaram seu surgimento, apenas na virada para a década de 1960 que passou a acolher experimentações para além das geometrias, incorporando questões da vida cotidiana, da cultura e da realidade brasileira. Ainda assim, toda a rica e complexa produção artística indígena de base geométrica passou à margem dos interesses de grande parte dos artistas concretos e da crítica da época, sendo os artistas Aluísio Carvão e Ivan Serpa duas das poucas exceções.

 

Partindo da possibilidade de diálogo e fricção entre a tradição geométrica de povos indígenas brasileiros e o concretismo que marcou a arte brasileira dos anos 1950, o projeto pretende apresentar trabalhos que lidam com abstrações, geometrias, tramas, grafismos e monocromos em suas composições, justapondo e relacionando formalmente artistas da segunda metade do século 20 com contemporâneos, passando também por artefatos indígenas dos povos Asurini, Baniwa, Juruna, Kadiweu, Kaiapó, Tukano e Waujá. Em exibição obras de nomes como: Abraham Palatnik, Aislan Pankararu, Alfredo Volpi, Aluísio Carvão, Bruno Baptistelli, Bu’ú Kennedy, Carol Cordeiro, Celso Renato, Décio Vieira, Frans Krajcberg, Ione Saldanha, Ivan Serpa, Jaider Esbell, Joaquim Tenreiro, Judith Lauand, Luiz Hermano, Lygia Clark, Marcos Coelho Benjamin, Mestre Didi, Mira Schendel, Montez Magno, Raymundo Collares, Rubem Ludolf, Rubem Valentim, Sergio Camargo, Tunga, Ubi Bava, entre outros.

 

Chico da Silva

11/ago

 

 

Brazilian Mythologies (MitologiasBrasileiras)

 

A Galatea, Jardins, São Paulo, SP, anuncia sua participação na Independent 20th Century, no Battery Maritime Building, NY, dos dias 08 a 11 de setembro. O projeto “Chico da Silva: mitologias brasileiras” é uma exposição monográfica das obras de Chico da Silva (1910, Alto Tejo, Acre – 1985, Fortaleza, Ceará). Francisco Domingos da Silva é um artista brasileiro autodidata e de ascendência indígena, que lida com elementos, imagens e referências das culturas, cosmologias e mitologias indígenas e populares brasileiras.

 

Chico da Silva nasceu cercado pela floresta amazônica na região do Alto Tejo, mas ainda criança mudou-se para o Ceará, no Nordeste do Brasil, passando por algumas cidades do interior até se instalar em Fortaleza em 1935, onde viveu até sua morte. Foi pintando os muros caiados das casas de pescadores da Praia Formosa que começou sua produção artística. Da Silva dava forma e cor a seus desenhos com pedaços de carvão, tijolos, folhas e outros elementos encontrados ao seu redor.

 

Jean-Pierre Chabloz (1910, Lausanne, Suíça – 1984, Fortaleza, Ceará, Brasil), crítico e artista suíço que se mudou para o Brasil em 1940 devido à Segunda Guerra Mundial, viajou para Fortaleza a trabalho em 1943, onde conheceu os desenhos de Chico da Silva em uma visita à praia. Admirado, Chabloz incentivou-o e forneceu-lhe materiais para que se aprofundasse em sua pesquisa artística. Tal encontro teve grande relevância na consolidação e difusão do trabalho de Chico da Silva, abrindo portas para que circulasse nos principais centros urbanos do Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, e pela Europa, em cidades como Genebra, Neuchâtel, Lausanne e Paris.

 

Em seus guaches e pinturas, Chico da Silva representou sobretudo os seres da floresta, como os pássaros e peixes amazônicos, além de figuras fantasiosas, como dragões. Suas obras dão forma a histórias e mitologias da tradição oral da cultura do Norte do Brasil, em composições marcadas por uma rica policromia e pelo grafismo detalhado do desenho, composto por tramas e linhas coloridas. Acerca do seu universo e de seus procedimentos, Jean-Pierre Chabloz faz as seguintes considerações no texto “Un indien brésilien ré-invente la peinture” (Um indígena* brasileiro reinventa a pintura), originalmente publicado na revista francesa Cahier d’Art, em 1952:

 

“Por toda parte em que os guaches visionários do Pintor da Praia foram expostos, em Fortaleza mesmo, no Rio, em Genebra, em Lausanne, em Lisboa, encontraram-se destes bem-aventurados que souberam ver no maravilhoso universo de Francisco Silva, o índio, o que eu próprio tinha visto. Pois cada um de seus guaches contém e propõe um universo que ultrapassa muito o tema tratado. Lendas amazônicas, lembranças da infância, ritos e práticas mágicas, espetáculos naturais transpostos pela assunção poética, complexos psíquicos individuais e raciais exteriorizados através do símbolo, voluptuosidade (…) de linhas, de movimentos, de cores, formam o fundo extraordinariamente rico e sutil desse universo. Como se podia prever, ele atraiu as atenções mais diversas. Artistas e poetas, críticos de arte e jornalistas, etnógrafos e psicanalistas se entusiasmaram e se entusiasmarão ainda diante destas surpreendentes condensações coloridas em diversos planos, que revelam, em cada um, horizontes novos (…).”

 

Dada a originalidade do seu estilo e de suas composições, destacou-se no contexto da chamada arte popular brasileira e, além de experimentar bastante sucesso comercial em vida, atraiu grande interesse da crítica. Entre as principais exposições que participou, estão: Francisco da Silva, Galerie Pour L’Art, Lausanne, Suíça, em 1950; Exposition d‘Art Primitif et Moderne, Musée d‘Ethnographie, Neuchâtel, Suíça, em 1956; 8 Peintres Naïfs Brésiliens, Galerie Jacques Massol, Paris, France, em 1965; 9ª Bienal Internacional de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil, em 1967; Tradição e Ruptura: Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, Fundação Bienal de São Paulo, Brasil, em 1984. Além disso, recebeu, em 1966, o prêmio de Menção Honrosa por sua participação na 33ª Bienal de Veneza.

 

Convencido quanto à relevância da obra de Chico da Silva e o quanto ela agrega à arte brasileira, Chabloz projeta, ainda, a recepção que estaria à sua altura: “Agrada-me, às vezes, imaginar Francisco Silva decorando ministérios e palácios do governo, correios e telégrafos, bancos, escolas e ricas casas particulares. Uma vida inteira não seria suficiente. Mas, consagrando a sua vida a esta tarefa, o humilde pintor paradisíaco da praia cearense, através da radiosa proclamação de uma arte (…) autenticamente brasileira, redimiria sozinho seu País da desagradável e involuntária sabotagem que, outrora, privara-o de sua primavera pictórica.”

 

Embora tenha caído em certo esquecimento, por conta dos rumos que tomou ao fim de sua carreira, hoje o trabalho de Chico da Silva vem sendo retomado e atualizado com novas leituras e abordagens. Esse dado acompanha um crescente interesse contemporâneo pela arte produzida por artistas autodidatas, atuantes fora do sistema tradicional das artes, que criaram visões próprias e originais sobre suas culturas e sobre a sociedade em que viveram. Atualmente, seus trabalhos fazem parte de inúmeras coleções públicas, entre elas: Museo del Barrio, Nova York; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro – MAM Rio; Museu de Arte do Rio de Janeiro – MAR; Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – MAC USP; e Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP.

 

Apresentar, discutir e difundir a obra de Chico da Silva sob uma perspectiva contemporânea coloca em debate as diversas matrizes de conhecimento que constituem a cultura e a arte brasileira, escapando das perspectivas tradicionais e eurocêntricas que, por muito tempo, dominaram as narrativas da nossa produção artística e cultural.

 

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* Alguns termos usados no período em que Jean Pierre Chabloz escreveu seu texto caíram em desuso, de modo que os atualizamos para o contexto atual.

Chico da Silva: Brazilian Mythologies [Mitologias brasileiras]

Convidados [Preview]

Quinta-feira, 8 de Setembro | 10h às 20h – horário local

[Thursday, September 8 | 10AM-8PM – local time]

 

Vinicius Gerheim em NY

04/maio

 

 

 

Para a Independent Art Fair NY 2022, Nova Iorque, a galeria A Gentil Carioca tem o prazer de apresentar a primeira exposição solo internacional de Vinicius Gerheim. Em suas novas obras, tendo a repetição como principal recurso de linguagem, o artista rememora e reencanta elementos que fazem parte da identidade nacional de seu país e que fizeram parte de sua infância: as toalhas de mesa, os cobertores, seu quintal, seu jardim – lugares seguros para criação de seu repertório gestual. Foi nas cortinas saturadas de padrões que ele encontrou sua motivação para criar uma tensão entre figuras, fundos e tramas. Para Vinicius Gerheim, pode haver, por trás dessas cortinas, um jardim secreto onde ele possa existir, viver e amar com seu próprio corpo.

 

A GENTIL CARIOCA | RIO DE JANEIRO

Rua Gonçalves Lédo, 11 e 17 sobrado – Centro

+55 21 2222 1651

Whatsapp: +55 21 98560 8524

correio@agentilcarioca.com.br

 

 

A GENTIL CARIOCA | SÃO PAULO

Travessa Dona Paula, 108, Higienópolis

+55 11 32310054

sampa@agentilcarioca.com.br

 

 

Bergamin & Gomide na SP-Arte 2021

20/out

 

A Bergamin & Gomide participa da SP-Arte 2021 que acontece entre os dias 20 a 24 de outubro no espaço Arca.

 

 

Neste ano apresentando no estande D4, uma seleção de obras de artistas que se relacionam com a arte conceitual e o minimalismo, como Adriana Varejão, Alfredo Volpi, Antonio Dias, Carl Andre, Donald Judd, Jac Leirner, John Chamberlain, José Resende, Lenora de Barros, Lucio Fontana, Luiza Crosman, Marcelo Cipis, Mira Schendel, Richard Serra, Sol LeWitt, entre outros.

 

 

SP-Arte 2021 – Estande D4 – Arca
Av. Manuel Bandeira 360, Vila Leopoldina, São Paulo.

 

 

 

Programação ArtRio 2021 | Preview

08/set

 

 

8 de setembro | quarta-feira

 

 

13h – Abertura do Preview

 

 

17h – Anna Bella Geiger faz escultura ao vivo
VARANDA ARTRIO | Estande do Canal Curta!

 

 

18h – Sunset Beck’s  – Pôr do sol com a melhor vista do Rio
VARANDA ARTRIO | Mezanino Beck’s

 

 

20h – Beck’s apresenta MIRA videoarte – Abertura da programação:

 

 

VARANDA ARTRIO | Exibição no telão

Delirar o Racial (Davi Pontes & Wallace Ferreira)

Swinguerra (Bárbara Wagner & Benjamin de Burca)

Curadoria Victor Gorgulho

 

 

21h – Encerramento do Preview

 

 

Conheça as obras selecionadas pelo curador Victor Gorgulho para a abertura da MIRA:

 

 

Davi Pontes & Wallace Ferreira
Delirar o racial, 2021, 32’

 

 

Delirar o racial é uma imagem para pensar espacialidade sem as ficções formais (espaço e tempo). A partir da equação: racial ↔ ️não-local, os artistas Davi Pontes e Wallace Ferreira coreografam um experimento artístico que pensa a diferença sem separabilidade e que oferece uma equação para anular o espaçotempo como descritores de tudo que existe neste mundo.

 

No universo apresentado pelo princípio da não-localidade, o deslocamento e a relação não descrevem o que acontece, porque todas as partículas estão implicadas, isto é, todas as partículas existem umas com as outras, sem espaçotempo. A não-localidade expõe uma realidade mais complexa na qual tudo possui uma existência atual (espaçotempo) e virtual (não-local). Uma das características do pensamento pós-iluminista se encontra na
capacidade de determinação que podemos notar observando duas estruturas lógicas: condicional e silogismo. A escolha do ↔ (bicondicional) para expor essa imagem aponta sua capacidade de retirar a determinação de ambos os lados.

 

 

Em busca de uma coreografia que não solicite os pilares ontoepistemológicos, os artistas se aproximam do pensamento da artista e filósofa Denise Ferreira da Silva para pensar um filme sem o fantasma da linearidade. O efeito é uma obra experimental, no qual utilizam os mesmos procedimentos que elaboram suas coreografias, uma série de ações que lidam com a incerteza, a desordem e o provisório para pensar uma ética fora do tempo para vidas negras.

 

 

Ficha técnica:

 

 

Direção: Davi Pontes e Wallace Ferreira
Câmera e edição: Matheus Freitas
Trilha Musical e Sound

 

Design: PODESERDESLIGADO
Voz: Davi Pontes
3D: Gabriel Junqueira
Som: Nuno Q Ramalho
Produção de set: Idra Maria Mamba Negra
Apoio de set: Gabe Arnaudin
Direção de Arte e luz: Iagor Peres
Styling: Iah Bahia

 

 

Bárbara Wagner e Benjamin de Burca

 

 

Swinguerra, 2019, 23”

 

Em Swinguerra, a dupla Bárbara Wagner e Benjamin de Busca apresenta o resultado de sua pesquisa iniciada em 2015, em torno da swingueira pernambucana. Fenômeno cultural periférico, a swingueira pode ser definida como uma singular deglutição de elementos e signos oriundos do brega pernambucano, do axé baiano, do funk carioca e mesmo do pop norte-americano. Para o filme, Wagner e de Burca escolheram trabalhar em parceria com três companhias de dança – Cia. Extremo, La Máfia e O Passinho dos Maloka. Em comum, as três compartilham seu método de trabalho: ensaiam seus números rigorosamente, ao longo do ano, para apresentá-los em competições locais e intermunicipais, nos arredores de Recife.

 

 

Suas pesquisas desdobram-se em filmes e fotografias que investigam fenômenos que vão do brega-funk a indústria musical do gospel na Zona da Mata de Pernambuco. São curta-metragens híbridos, cuja peculiaridade de linguagem é tamanha que facilmente escapam às definições usuais de gênero. Trabalhando em regime colaborativo com seus retratados – e junto deles tomando as decisões que definem os rumos e o próprio resultado final da obra – Wagner e de Burca instauram um terceiro lugar entre o ficcional e o documental, convidando o espectador a se colocar diante de corpos e subjetividades usualmente marginalizadas ou arquetipadas pelos discursos hegemônicos.

 

 

Ficha Técnica
Direção: Bárbara Wagner, Benjamin de Burca
Roteiro: Bárbara Wagner, Benjamin de Burca
Produção: Dora Amorim, Julia Machado, Thaís Vidal
Fotografia: Pedro Sotero
Montagem: Eduardo Serrano
Arte e Figurino: André Antonio, Rita Azevedo
Som: Lucas Caminha, Catherine Pimentel, Nicolau Domingues, Caio Domingues
Trilha Sonora Original: Carlos Sá
Elenco Principal: Eduarda Lemos, Clara Santos, Diego Matarazzo, Edlys Rodrigues,
Henrique Sena (MC Fininho), Clara Damasceno, Kinha do Tamburete
Empresa Produtora: Ponte Produtoras

 

 

Sobre a curadoria do MIRA:

 

 

MIRA 2021

 

 

Curadoria Victor Gorgulho

 

 

A quinta edição do MIRA, programa de vídeo-arte da ArtRio, reforça sua missão dos últimos anos: exibir, durante o período de realização da feira, trabalhos audiovisuais de jovens e consagrados artistas de diferentes gerações.

 

 

Se entre as décadas de 1960 e 1980, os novos suportes de gravação em vídeo operaram uma verdadeira revolução no campo da arte, hoje a produção de imagens se dá em um mundo saturado por elas, rodeado por estímulos de toda sorte disparados por telas de tamanhos e resoluções cada vez mais vertiginosos.

 

 

Atrelada às nossas vidas cotidianas, no entanto, a produção de imagens instaura-se hoje em um campo mais horizontal e democrático, permitindo, no campo da arte, a emergência de narrativas e sujeitos antes condicionados à meios de produção pouco acessíveis e custosos.

 

 

A seleção de vídeos e filmes do MIRA 2021 busca dar conta de produções de ontem e de hoje, instaurando territórios híbridos: entre o cinema e as artes visuais, entre a narrativa e o filme-performance. Em um mundo povoado por imagens, são obras que investigam as infindas possibilidades do audiovisual como meio. Como radares atentos, perscrutam os sinais difusos do presente para instaurar outras possibilidades de futuro – e inaugurar novos amanhãs.