Hélio Oiticica no Whitney, NY

13/jul

 

 

O Whitney Museum of American Art, NY, apresenta “Hélio Oiticica: To Organize Delirium”, a primeira retrospectiva americana em grande escala exibindo duas décadas do trabalho do artista brasileiro. Um dos artistas mais originais do século XX, Oiticica (1937-1980) criou uma arte que nos desperta para nossos corpos, nossos sentidos, nossos sentimentos sobre estar no mundo: arte que nos desafia a assumir um papel mais ativo. A partir de investigações geométricas em pintura e desenho, Oiticica logo mudou para escultura, instalações arquitetônicas, escritas, filmes e ambientes em larga escala de natureza cada vez mais imersiva, obras que transformaram o espectador de um simples espectador em um participante ativo.

 

A exposição inclui algumas de suas instalações em grande escala, incluindo “Tropicalia” e “Eden”, e examina o envolvimento do artista com música e literatura, bem como sua resposta à política e ao ambiente social de seu país. A exposição capta a emoção, a complexidade e a natureza ativista da arte de Oiticica, enfocando em particular o período decisivo que passou em Nova York na década de 1970, onde foi estimulado pelas cenas de arte, música, poesia e teatro. Enquanto Oiticica se engajou em primeiro lugar com muitos artistas da cidade, ele acabou vivendo um isolamento auto-imposto antes de retornar ao Brasil. O artista morreu no Rio de Janeiro, em 1980, aos 42 anos.

 

 

A Tropicália

 

O estilo musical da “Tropicália”, que toma o nome da instalação homónima 1966/67 de Helio Oiticica, tornou-se um movimento artístico e sociocultural no Brasil. Após o golpe militar em 1964, a música popular desempenhou um papel fundamental na resistência estética e cultural ao clima político instalado. A música continuou a desempenhar um papel importante no trabalho de Oiticica em seus anos de Nova York, onde assistiu a concertos de rock no Fillmore East. A exposição apresenta uma lista de reproduções de músicas inspiradas por compositores e músicos do período de vigência da “Tropicália”, como Caetano Veloso e GiIberto Gil, além dos músicos do rock and roll em especial Jimi Hendrix, de quem Oiticica se inspirou na década de 1970.

 

 

Apoios e curadoria

 

Esta exposição foi organizada pelo Whitney Museum of American Art, Nova York; Carnegie Museum of Art, Pittsburgh e o Art Institute of Chicago. “Hélio Oiticica: Organizar Delirium” tem curadoria de Lynn Zelevansky; Henry J. Heinz II; Carnegie Museum of Art; Elisabeth Sussman, curadora e curadora de fotografia de Sondra Gilman; Whitney Museum of American Art; James Rondeau, presidente e diretor de Eloise W. Martin; Art Institute of Chicago; Donna De Salvo, diretora adjunta de Iniciativas Internacionais e Curadora Sênior, Whitney Museum of American Art; com Katherine Brodbeck, curadora associada, Carnegie Museum of Art. O apoio à turnê nacional desta exposição é fornecido pela Fundação Andy Warhol para as Artes Visuais e o National Endowment for the Arts. Apoiado em Nova York, pelo Comitê Nacional do Whitney Museum of American Art. Conta ainda com o apoio generoso fornecido pela Art & Art Collection, Tony Bechara; a Garcia Family Foundation e a Juliet Lea Hillman Simonds Foundation. O suporte adicional é fornecido pela Evelyn Toll Family Foundation. O Fundo de Exposição da Fundação Keith Haring também oferece apoio genérico de doações.

 

 

Até 01 de outubro.

JAPAN HOUSE em São Paulo

11/mai

Dois eventos marcaram o lançamento da JAPAN HOUSE São Paulo, Avenida Paulista, São Paulo, SP. A primeira exposição traz uma coleção de obras que formam uma cronologia visual de mais de 150 anos de arte em bambu, um protagonista silencioso da cultura japonesa. Rico pelas suas múltiplas aplicações como recurso natural, esse elemento simples se revela um ingrediente secreto que permeia os meandros da vida cotidiana do Japão. O segundo evento foi um concerto musical. Porém, a primeira etapa cumpriu-se com a performance “Flower Messenger” do artista Makoto Azuma pelas ruas de SP de 08 de abril a 07 de maio, quando um grupo de ciclistas percorreu trechos da cidade de um jeito único no Parque do Ibirapuera.

 

Já na exposição “Bambu – Histórias de um Japão”, os destaques são: – Esculturas dos artistas Chikuunsai IV Tanabe, Hajime Nakatomi, Shigeo Kawashima e Akio Hizume, principais nomes da arte do bambu no Japão hoje; – Obras históricas da NAEJ Collection, nas quais o bambu se mostra a fibra que dá corpo e transforma aspectos da cultura japonesa; – Seleção de peças de Kazuo Hiroshima, artesão rural que orientou sua vida por um forte sentido de dever social ligado a seu trabalho artesanal; – Curiosidades sobre o uso do bambu em importantes descobertas do século 19, como a lâmpada de Thomas Edison, cujo filamento era de bambu. E o 14 Bis e o Demoiselle, de Santos Dumont, feitos de bambu; – O bambu na cerimônia do chá e no design de diversos objetos, nas artes marciais e na gastronomia; – O bambu na animação em torno da princesa Kaguya do Conto do Cortador de Bambu, de Isao Takahata (2013), produzido pelo Studio Ghibli.

 

A exposição “Bambu – Histórias de um Japão” tem o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura do Brasil, do patrocinador Master Bradesco Seguros e dos co-patrocinadores MUFG e Mitsubishi Electric.

 

 

Duração da exposição: até 09 de julho.

 

Sobre a Japan House

 

JAPAN HOUSE São Paulo abriu suas portas na Avenida Paulista, 52, e preparou um grande evento para celebrar a data. Trouxe dois expoentes da música contemporânea japonesa, Ryuichi Sakamoto e Jun Miyake, para um concerto inédito e gratuito.

 

Sakamoto apresentou-se com os músicos brasileiros Jaques Morelenbaum e Paula Morelenbaum, com um repertório que incluiu Bossa Nova e Tom Jobim; enquanto Miyake, em sua primeira apresentação no Brasil, ganhou um grupo variado de talentos, como o Cosmic Voices da Bulgária, o jovem brasileiro Bruno Capinam e outras parcerias. O concerto aconteceu no dia 07 de maio, na plateia externa do Auditório do Ibirapuera. No primeiro dia, a Japan House recebeu 4.290 visitantes! Nem a fila ou a chuva intimidaram os espectadores.

 

JAPAN HOUSE é uma iniciativa do governo japonês, um local que reúne arte, tecnologia e negócios para mostrar o Japão contemporâneo – sem esquecer raízes e tradições. São Paulo, Londres e Los Angeles são as três metrópoles selecionadas pelo governo japonês para receber as primeiras Japan House no mundo.

 

A casa conta com atividades variadas: exposições, palestras, seminários, eventos culturais e performances artísticas. Trará ao Brasil personalidades japonesas de perfis variados – de artistas a cientistas, de esportistas a homens de negócios, de chefs de cozinha a líderes da sociedade civil -, para encontros e workshops. O espaço abriga, ainda, um restaurante, cafeteria, biblioteca e lojas. Igualmente disponível para o lançamento de produtos, encontros de negócios, seminários executivos e outros eventos empresariais.